Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 22 Online

❀ 7 Minutes Of Heaven 1
Jeong-in colocou os óculos às pressas, como alguém que tenta usar uma máscara para esconder o rosto. No entanto, isso apenas fez com que o rosto de Chase aparecesse com mais clareza.
Após o breve beijo, ele provavelmente esperava a típica reação intensa de alguém que havia sido vítima de uma brincadeira travessa. Olhando para Jeong-in com olhos cheios dessa expectativa, o rosto de Chase agora mostrava uma mistura de surpresa e confusão. Sua expressão, com as sobrancelhas levemente franzidas e os lábios tremendo de forma sutil, era de completo perplexidade. Era um rosto que Jeong-in nunca tinha visto no costumeiramente composto Chase.
Um vazio maçante espalhou-se por seu peito. Naquele momento, Jeong-in percebeu o que seus sentimentos por Chase Prescott realmente eram. Tudo o que ele havia conseguido evocar dele foi esse tipo de resposta. Não alegria, empolgação ou emoção, mas algo muito distante disso — desconforto e constrangimento.
— Jay…
De forma atípica, Chase parecia incapaz de continuar falando e aparentava estar perturbado. Olhando para ele assim, Jeong-in lamentava cada vez mais o que havia acontecido. Ele não deveria ter vindo a este vestiário. Ele não deveria ter participado deste jogo estúpido.
Ele deveria ter recusado firmemente quando Steven o convidou para aquela festa. Não, talvez ele nem devesse ter imigrado para este país, para começo de conversa.
Tudo parecia errado. O senso de perda era como se alguém tivesse descoberto um tesouro precioso que ele nunca havia mostrado a ninguém. O vazio era como observar um castelo de areia, nem sequer devidamente construído ainda, sendo varrido pelas ondas em um instante.
Uma onda de emoção surgiu em um canto de seu coração, fazendo sua garganta apertar.
Justo quando Chase estava prestes a dizer algo, a porta do armário se abriu e uma luz forte invadiu o espaço.
— Sete minutos acabaram! Liberdade! Como foi o paraíso?
A voz brincalhona de Max Schneider pôde ser ouvida. Jeong-in nunca pensou que aquele rosto habitualmente presunçoso pudesse parecer o de um salvador. Ele praticamente saltou para fora do armário. Max, com uma expressão surpresa, estendeu a mão e segurou Jeong-in quando este momentaneamente perdeu o equilíbrio e cambaleou.
— Jay?
— …Estou bem.
Silenciosamente, Jeong-in abaixou a cabeça e pegou sua mochila que estava por perto. Então, ele saiu imediatamente do vestiário. Até o momento em que abriu a porta e saiu, ele conseguia sentir o olhar de Chase o seguindo, mas não teve coragem de olhar para trás.
Os passos de Jeong-in, uma vez no corredor, tornaram-se cada vez mais rápidos até ele começar a correr. Ele estava sem fôlego e o suor escorria pela nuca.
Quando chegou ao prédio das salas de aula, Jeong-in puxou apressadamente sua bicicleta e montou nela. Em sua pressa, seu pé escorregou várias vezes ao tentar pisar no pedal. Sua canela foi raspada pela borda do pedal, mas ele sequer sentiu a dor.
Assim que ambos os pés estavam nos pedais que antes giravam em falso, Jeong-in pedalou loucamente para manter outros pensamentos afastados. No momento em que deixou a escola, as emoções que vinham se acumulando finalmente explodiram em lágrimas. O vento empurrava essas lágrimas para as extremidades de seu rosto.
Ninguém iria querer que a pessoa que reconheceu seus sentimentos fizesse tal expressão. O rosto de Chase, cheio de choque e constrangimento, estava gravado nos olhos de Jeong-in.
Jeong-in chegou perto de sua casa, mas não conseguiu entrar imediatamente. Por um longo tempo, ele andou de bicicleta pelo bairro, secando as lágrimas. Ele não queria preocupar sua mãe ao mostrar seus olhos úmidos.
Quando Jeong-in finalmente entrou na casa, ele se forçou a fingir que nada estava errado, levantando artificialmente os cantos da boca.
— Cheguei.
Naquele momento, a expressão séria de Suzy ao sair da cozinha fez Jeong-in hesitar. A atmosfera pesada fez seu coração afundar. Parecia que ele estava prestes a ouvir más notícias.
— Jeong-in. Bem… o Justin está aqui.
Assim que Suzy terminou de falar, a cor sumiu do rosto de Jeong-in. Tardiamente, ele se lembrou de sua promessa de encontrar Justin no shopping hoje. Olhando para o relógio, viu que pelo menos duas horas já haviam se passado. Sentiu como se seu coração tivesse caído no estômago.
Apressando-se para a sala de estar, Jeong-in encontrou Justin aparentemente imerso em pensamentos, olhando para baixo, para o próprio celular. Seu rosto estava obscurecido por uma melancolia desconhecida e estranha em comparação ao seu eu habitual. Percebendo a atmosfera pesada, Suzy lançou olhares nervosos ao redor antes de subir as escadas silenciosamente.
Deixado para trás, Jeong-in permaneceu parado, inquieto, diante de Justin.
— Justin, me desculpe! Eu tive um… um assunto urgente de repente…
Justin ergueu a cabeça lentamente. Em seus olhos, havia uma mistura de decepção e raiva. Era uma expressão que Jeong-in nunca vira antes, ou, pelo menos, uma que ele nunca havia demonstrado a ele.
— Um assunto urgente? O que era tão urgente?
Ele estava perturbado demais para falar. Apesar de fritar o cérebro em busca de algo, não conseguia sequer inventar uma desculpa plausível.
— Bem… é que…
— Você quer dizer andar com os jogadores de futebol e as líderes de torcida no vestiário? Ou se misturar com aqueles garotos na festa na praia?
Os olhos de Jeong-in se arregalaram. Como Justin sabia sobre o que acabara de acontecer? Jeong-in mordeu o lábio com força, tentando entender a situação.
Lentamente, Justin estendeu o celular para ele. Na tela iluminada, estava a conta do Instagram de Max Schneider.
Ele pôde ver a selfie de Max Schneider com um armário fechado ao fundo. Ele estava piscando com um rosto travesso.
”Maxnificent #VibeRetro Jogando 7 Minutos no Paraíso! Adivinhem quem está neste armário? Ninguém menos que Chase Prescott e Jay Lim! Será que Prescott consegue marcar um touchdown no jogo do amor?”
Havia também uma foto do dia da festa na praia. Na imagem, Jeong-in estava sentado ao lado de Chase, vestindo a jaqueta do time dele. Aquela imagem, de alguma forma, fazia o relacionamento deles parecer mais íntimo.
— Eu vi isso enquanto esperava por você no shopping, navegando pelas contas dos garotos da escola.
Justin pegou o celular de volta e sorriu amargamente.
— Max Schneider tem um vício sério em redes sociais. Preciso adicionar isso ao meu “livro da vergonha”.
Sua voz estava cheia de sarcasmo, mas a emoção amarga que ela carregava atingiu o coração de Jeong-in diretamente.
Ele sentiu como se sua garganta estivesse bloqueada, como se tivesse engolido um pão seco. A decepção e a mágoa nas palavras e na expressão de Justin eram claras demais. Além disso, o “livro da vergonha” onde ele escreveria sobre Max Schneider não estava mais em suas mãos. Ele não conseguia nem imaginar o que aconteceria se Justin descobrisse esse fato também.
Justin olhou para Jeong-in calmamente e falou de novo.
— Você tem estado muito estranho ultimamente. Não tem feito os deveres do clube direito e não parece que tem realmente me escutado. Hoje, enquanto você brincava de “7 Minutos no Paraíso” com aquelas crianças populares, eu tive que esperar no shopping por uma hora. Por que você não checou o celular?
Jeong-in puxou o aparelho, surpreso. Como o havia deixado no silencioso, não o tinha verificado, e a tela estava repleta de mensagens de Justin.
— Eu, eu… bem…
Ele tentou explicar, mas não conseguiu formular nem uma desculpa esfarrapada, quanto mais uma explicação. Justin lançou outra pergunta sem resposta para ele.
— E o que aconteceu com o tour pelo campus? Sua mãe reagiu como se nunca tivesse ouvido falar sobre isso.
Agora ele se sentia apenas tonto. Desistindo de dar desculpas, Jeong-in mordeu o lábio e apertou os olhos com força.
— Deve ser divertido e emocionante andar com aqueles garotos. Se eu fosse você, também iria querer estar com aqueles jovens glamorosos em vez de alguém como eu.
— Não é… não é assim, Justin.
— Então o que é?
”Na verdade, eu gosto do Chase Prescott — alguém do mesmo gênero, alguém que nós dois odiamos — há muito tempo.” As palavras giravam na cabeça de Jeong-in. Mas nenhum som saiu de seus lábios. No fim, seu silêncio falou por ele.
Justin levantou-se lentamente de seu assento. Não havia mais nenhuma expectativa em seu rosto.
— O “Clube de Ódio ao Chase” está dissolvido a partir de hoje. Agora que o obstáculo se foi, sinta-se à vontade para andar com aqueles garotos o quanto quiser.
Justin pegou sua mochila e caminhou em direção à porta. Sentindo subitamente que não podia deixá-lo ir embora assim, Jeong-in agarrou desesperadamente o braço de Justin.
— Justin, não é assim, eu…
Mas, mesmo neste momento, as palavras lhe faltaram. Não, ele não conseguia falar.
Justin se virou lentamente e afastou a mão de Jeong-in. Seus olhos carregavam uma determinação final.
— Jay.
Sua voz era baixa, mas mais clara do que nunca.
— Que a Força esteja com você. Mas eu não estarei mais.
“Que a Força esteja com você”. Era uma das falas mais famosas de Star Wars, e também conhecida como uma saudação de despedida.
Com aquelas palavras, Justin declarou o fim da amizade deles.
Sentindo as pontas dos dedos entorpecidas, Jeong-in só pôde observar enquanto Justin abria a porta e partia. Suas últimas palavras ecoaram no ar por um longo tempo.
Jeong-in foi deixado sozinho no silêncio. Sua visão ainda estava embaçada e seu coração parecia vazio.
— Jeong-in.
Mesmo quando Suzy desceu as escadas depois de um tempo e chamou seu nome, Jeong-in ainda estava parado ali, inexpressivo. Ela se aproximou com cautela.
— O Justin mencionou algo sobre um tour pelo campus, e acho que posso não ter lidado com isso da forma certa. Eu disse algo errado?
— …Não.
A percepção que se seguiu àquela resposta apertou seu peito. Não fora apenas Justin quem ele enganara. Ele havia tornado sua mãe uma vítima de suas mentiras também.
— É… culpa minha. Tudo isso… tudo… é minha culpa…
Sua voz falhou e as palavras sumiram. Jeong-in finalmente desabou no chão. As lágrimas que ele vinha segurando finalmente transbordaram.
— Jeong-in…!
Suzy ajoelhou-se ao lado de Jeong-in com o rosto chocado. Mas o soluço de Jeong-in não parava.
Lágrimas escorriam por suas bochechas e emoções reprimidas explodiam. Em sua mente, a voz de Amy Williams, sua professora de matemática, ecoava.
— Isso realmente… não é do seu feitio.
Era por isso que ele odiava Chase Prescott. Era por isso que ele tentava odiá-lo.
Talvez, como na letra da famosa canção de Taylor Swift, ele soubesse o tempo todo. Que ele seria um problema para si. Por isso seu subconsciente enviara avisos. Para manter distância.
Mesmo em meio ao turbilhão de emoções dolorosas, o rosto de Chase permanecia nítido em sua mente. Seu sorriso, seu jeito de falar e seu olhar. Como aquilo o havia enfeitiçado e como o havia levado até este ponto.
Ah…
Ele nunca deveria ter mergulhado naqueles malditos olhos cor de mar desde o início. Especialmente quando não sabia nadar.
Sempre que Jeong-in não estava se sentindo bem, Suzy fazia o mesmo ensopado. O caldo vermelho escuro era repleto de tomates bem maduros e grandes pedaços de vegetais, às vezes com frutos do mar como mexilhões e camarões, e em outros dias com carne bovina ou frango.
Este ensopado, picante e de sabor profundo com bastante peperoncino, embora não contivesse ingredientes coreanos, estranhamente dava vontade de misturar com arroz.
Os dois sempre comiam esse ensopado com biscoitos em forma de coração de uma marca chamada Valley Lavosh, que quase não tinham doçura. Eles podiam ser mergulhados no ensopado como um molho ou esfarelados como croutons.
Mesmo que Jeong-in não estivesse fisicamente doente, Suzy fez aquele ensopado.
Jeong-in olhava fixamente para a panela, ainda borbulhando sobre a mesa.
Poderia esse ensopado quente curar um coração ferido também?
— Coma bastante, está bem? — Suzy incentivou com uma voz gentil.
Jeong-in sentiu-se ainda mais pesado pelo fato de ela não ter perguntado sobre nada.
Embora não tivesse apetite, sabendo do cuidado e do amor que preenchiam a panela, ele serviu um pouco de ensopado em seu prato. E, como sempre, planejava esfarelar biscoitos de coração sobre ele.
Segurando um biscoito de coração na mão, Jeong-in de repente lembrou-se de uma aula de redação em inglês antes de se envolver com Chase.
No dia em que estavam aprendendo sobre “expressões ambíguas”, o professor explicou como palavras e frases com mais de um significado poderiam ser interpretadas de forma diferente dependendo do contexto. Naquele dia, Chase Prescott estava sentado diagonalmente a Jeong-in, usando uma camiseta com a mesma frase.
Olhando para o biscoito de coração em sua mão, Jeong-in recitou silenciosamente para si mesmo.
“Heart cracker”.
Poderia significar literalmente “um biscoito em formato de coração”, mas também poderia ser interpretado como “alguém que quebra corações”.
Chase Prescott era um legítimo heart cracker.
Jeong-in olhou para o biscoito em sua mão e depois o colocou sobre a mesa.
— Mãe, me desculpe… eu simplesmente não consigo comer.
Jeong-in se desculpou com uma voz baixa e trêmula e mordeu o lábio. Embora não tivesse engolido nada, seu estômago revirava. Dizer que não tinha apetite não era o suficiente.
— Jeong-in…
A voz de Suzy estava carregada de preocupação, mas Jeong-in não conseguia encará-la. Empurrando a cadeira silenciosamente e levantando-se, Jeong-in se afastou de Suzy e subiu para o quarto.
Assim que Jeong-in entrou no quarto, fechou a porta e se jogou na cama. Então, ele se enterrou debaixo do cobertor e fechou os olhos.
Desde que se transferira para a escola, Jeong-in sabia da existência de um garoto famoso chamado Chase Prescott. Mesmo durante os dias agitados de adaptação ao novo ambiente, aquele nome era ouvido em todos os cantos da escola. Mas a primeira vez que Jeong-in o viu de perto foi no dia da formatura.
O sol da Califórnia iluminava uniformemente os alunos que vestiam capelos e becas azuis. Era um dia límpido, sem uma única nuvem no céu.
Chase Prescott, que subiu ao palco como o orador da turma, capturou instantaneamente a atenção de todos. Seu físico robusto e aparência deslumbrante tornavam difícil acreditar que ele estava apenas se formando no ensino fundamental — ele parecia ter acabado de sair de uma tela de cinema.
A partir do momento em que ele começou seu discurso, com uma voz que se tornara mais firme após a mudança da puberdade, Jeong-in não conseguiu tirar os olhos dele.
“Estar aqui hoje não se deve apenas aos meus próprios esforços.” Ele continuou, misturando piadas apropriadas. Seu tom e seu sorriso eram tão relaxados quanto os de alguém que não tinha nada a temer neste mundo.
Sua atitude habilidosa, que fazia a plateia rir e depois a envolvia com seriedade, somada ao seu carisma natural, fez com que seu discurso dominasse completamente a atmosfera da cerimônia de formatura.
Mesmo sem perguntar a Justin, que estava sentado ao seu lado, Jeong-in o reconheceu imediatamente. Aquele garoto era “Chase Prescott”.
E, desde aquele dia, a adolescência de Jeong-in fora completamente colorida por Chase Prescott. Com aquele matiz brilhantemente ofuscante.
Mas esses sentimentos deveriam ser mantidos apenas no coração de Jeong-in. Ele acreditava que não tinha coragem nem motivo para revelá-los. Chase pertencia a um mundo que Jeong-in não ousava alcançar, e ele achava que bastava focar nos estudos e objetivos de sempre, e observá-lo de longe.
Tudo deu errado quando ele começou a se envolver com ele.
E agora, o mundo de Jeong-in era uma bagunça. Como um inseto lutando em uma teia de aranha, quanto mais ele tentava escapar, mais desesperadamente ficava emaranhado.
Ele não conseguia se concentrar nos estudos e até mesmo suas atividades no clube de matemática, que ele sempre valorizara, foram deixadas de lado.
Além disso, se Chase Prescott espalhasse boatos, seria apenas uma questão de tempo até que corresse pela escola a notícia de que ele era gay. É claro que Chase não parecia o tipo de pessoa que faria tal coisa, mas Jeong-in não podia ter certeza de que realmente o conhecia bem.
Para piorar a situação, até mesmo Justin, que fora seu único apoio e amigo compreensivo, declarara o fim da amizade.
Em meio à confusão e à solidez, Jeong-in sofria de um estresse extremo. A dor retorcia seu estômago e seu corpo ardia em febre.
Naquela noite, Suzy sentou-se à beira da cama de Jeong-in, dando-lhe remédios, colocando a mão em sua testa para verificar a febre e limpando constantemente o suor de seu rosto com uma toalha úmida.
〈Mãe…〉
Jeong-in fez algo incomum. Ele resmungou em coreano, como uma criança, e sussurrou fracamente.
〈Eu não quero ir para a escola…〉
〈Nosso Jeong-in virou um bebê.〉
Suzy olhou para Jeong-in e sorriu, como se o achasse fofo. Então, ela deu tapinhas suaves no peito de Jeong-in e ofereceu um conforto gentil.
— Às vezes parece que o mundo está acabando. Conforme você vive… haverá momentos em que as coisas serão tão difíceis que você poderá pensar que seria mais fácil simplesmente morrer.
A voz de Suzy era calma, mas suas palavras carregavam todo o peso da vida que ela vinha suportando.
Jeong-in olhou para Suzy com olhos cansados. Na memória de Jeong-in, sua mãe sempre fora forte. Mas, pensando bem, ela havia passado por dificuldades tremendas.
Ela perdeu o primeiro marido para uma doença e, após vir para um país estrangeiro distante com o seu segundo marido, tornou-se sozinha novamente. Talvez tivesse sido um pouco mais fácil se ela estivesse de fato só. Mas ela tinha um filho pequeno para alimentar.
— Houve muitas vezes em que eu quis desistir. Para ser sincera, às vezes eu realmente desistia. De encontros, da lavanderia… Mas houve apenas uma coisa da qual eu nunca desisti.
— O que foi?
— De você.
— …Mãe.
— Olhe só como você ficou. Você cresceu de forma tão maravilhosa.
Suzy falou com uma voz baixa, mas com convicção.
— Não há dificuldade que você não possa superar. Você acredita em mim?
Jeong-in assentiu. Não havia razão para não acreditar em alguém que já tinha passado por tudo aquilo.
— Se não funcionar uma vez, você tenta duas ou três vezes.
— E se ainda assim não funcionar?
— Então paciência, o que mais?
Jeong-in explodiu em uma risada. Embora seu coração ainda estivesse pesado, a conversa com Suzy criou uma pequena fenda em seus sentimentos endurecidos.
— Boa noite, mãe.
— Boa noite, filho.
Antes de sair do quarto de Jeong-in, Suzy apagou a luz e disse uma última coisa.
— Ainda assim, é melhor você tirar um dia de folga da escola amanhã. Redações, estudos para o SAT… Talvez você esteja se esforçando demais e seja esse o problema. Eu ligarei para a escola amanhã. Depois disso é o fim de semana, então vamos descansar bem.
Suzy provavelmente queria ajudar Jeong-in a escapar de uma situação difícil. Mas Jeong-in não tinha sequer o luxo de considerar aquilo. O pensamento de querer fugir, mesmo que por um dia, era, em última análise, verdadeiro.
Amanhã era um “dia A”, com aula de redação em inglês com Chase. E antes disso, havia o horário do almoço. Era sempre um tempo passado com Justin.
No quarto escurecido, Jeong-in se encolheu e abraçou os joelhos. E tentou dormir, embora o sono não viesse.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online
Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven