Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 21 Online

❀ 7 Minutes Of Heaven 21
Foi apenas após mais alguns segundos que Jeong-in pôde se dar ao luxo de olhar ao redor. O vestiário animado estava repleto de jogadores do time preparatório e algumas líderes de torcida. Todos ainda estavam com seus uniformes.
— O-o que é isso… por que eu estou aqui…
A voz de Jeong-in tremeu levemente. Ele instintivamente demonstrou uma atitude defensiva, encolhendo os ombros. Isso acontecia porque situações em que ele estava cercado por muitas pessoas nunca terminavam bem.
Nesta escola pública de um bairro próspero, alunos de sua etnia eram conspícuos. Eles eram frequentemente alvos de bullying, e o instinto de sobrevivência criado por essas experiências os fazia adotar uma postura de autoproteção, mesmo que a situação estivesse apenas ligeiramente estranha.
Chase pareceu sentir a tensão de Jeong-in e abaixou a cabeça para encarar o rosto dele. Sua voz ressoou suavemente bem ao lado de seu ouvido.
— Jay, você está bem?
Jeong-in hesitou por um momento e depois assentiu. Só então Chase soltou cuidadosamente seus braços. O local onde seu toque estivera ainda parecia reter um calor peculiar.
Naquele momento, Darius Thompson, que estava vasculhando sua bolsa em um canto do vestiário, aproximou-se de Jeong-in com algo em mãos. O homem alto e atlético sorriu como uma criança e disse:
— Obrigado, professor.
O que ele estendeu era uma folha de prova cheia de marcas de dobras. Jeong-in olhou para o papel. Ao lado do nome de Darius, escrito com uma caligrafia infantil, uma nota escrita com caneta vermelha era claramente visível.
[B-]
Os olhos de Jeong-in brilharam.
— Oh? Isso é sério?
Thompson havia recebido um B- em seu teste de matemática. Ele disse que era a primeira nota desse tipo em sua vida. Se ele conseguisse manter esse ritmo, uma nota final C seria inteiramente possível.
A permanência de Thompson na equipe era boa não apenas para ele, mas para todos que queriam jogar na faculdade. Quando olheiros vinham ver um jogador estrela, as chances de outros serem notados também aumentavam.
E isso era uma boa notícia para Jeong-in também. Significava garantir uma carta de recomendação escrita pelo próprio diretor.
Jeong-in sorriu orgulhosamente ao devolver a prova. Os momentos de tensão já haviam desaparecido, e a atmosfera estranha estava se suavizando gradualmente.
Entre as líderes de torcida que riam e conversavam com os jogadores, os olhos de Jeong-in buscaram primeiro por Vivian. Talvez ela não participasse de reuniões tão triviais — não havia sinal dela. Mas, por algum motivo, Madison, que sempre orbitava Vivian como um chaveiro, estava lá.
Madison, percebendo Jeong-in, acenou com um rosto ligeiramente sem graça, talvez lembrando-se do encontro anterior deles.
— Oi, Jay.
— Madison.
Os dois trocaram uma conversa silenciosa com os olhos: “Você está bem agora?” “Sim.” Chase, parado por perto, estreitou os olhos levemente e perguntou:
— Vocês dois se conhecem?
— Algo do tipo.
Madison apenas deu de ombros com um pequeno sorriso, sem dar mais explicações. As sobrancelhas de Chase se franziram com as palavras dela, que sugeriam um segredo próprio. Seu descontentamento não foi ocultado.
— Mas por que todos vocês estão aqui?
— Hoje foi nossa primeira sessão de treino, então apenas fizemos alguns aquecimentos e terminamos. Por isso estamos fazendo uma festa para celebrar o Thompson também.
Jeong-in olhou ao redor do vestiário mais uma vez, arqueando levemente uma sobrancelha.
— Aqui?
— Teríamos problemas com o treinador se fôssemos pegos.
Como se esse tipo de coisa acontecesse com frequência e fosse familiar para eles, todos pareciam extremamente naturais. Uma pessoa vigiava enquanto outra recebia a comida que haviam pedido por delivery.
O vestiário lotado de líderes de torcida e jogadores de futebol estava carregado de tensão entre os gêneros. É claro que Brian Cole já estava grudado em sua namorada Ava, rindo juntos.
Jeong-in sentiu como se pudesse sufocar com o transbordamento de hormônios. Adolescentes não eram apenas hormônios ambulantes? Embora ele provavelmente não fosse muito diferente.
Foi justamente quando a comida estava acabando que Max Schneider começou a preparar uma bebida não identificável. Ele despejou várias bebidas em um balde grande, adicionando até a cola que estava bebendo.
O rosto de Jeong-in se contorceu em desgosto. Observando Max Schneider usar um copo de plástico vermelho como concha para servir a mistura do balde, ele jurou que preferiria beber alvejante a colocar aquilo na boca.
— Vamos jogar um jogo!
Os únicos jogos que Jeong-in conhecia eram de computador ou de tabuleiro, mas aquelas crianças certamente não jogariam aquilo. Com certeza, jovens pensando apenas em ficar perto de garotas no mesmo espaço tinham ideias previsíveis sobre “jogos”.
Eles decidiram jogar “7 Minutos no Paraíso”.
7 Minutos no Paraíso é um jogo simples onde os participantes se sentam em círculo, giram uma garrafa duas vezes, e as duas pessoas indicadas pela boca da garrafa devem passar sete minutos em um espaço isolado, como um armário. Se alguém não quiser entrar, pode beber uma bebida de punição e girar a garrafa novamente.
O espaço do “paraíso” foi designado como um armário vazio. Os armários do time de futebol tinham cerca de o dobro do tamanho dos comuns devido aos equipamentos que precisavam guardar.
A bebida meticulosamente preparada por Max Schneider diminuía um copo por vez. Quando as líderes de torcida eram pareadas com o mesmo gênero, elas entravam casualmente no armário, mas quando os jogadores eram pareados com o mesmo gênero, eles faziam caretas e bebiam a punição em vez disso.
Quando Chase Prescott foi pareado com Alex Martinez, ambos imediatamente pegaram copos e os viraram de uma vez assim que se viram. Risadas explodiram no grupo.
Madison, que acabara de sair do armário com uma colega líder de torcida, girou a garrafa para escolher o próximo participante. A boca da garrafa, girando rapidamente, parou apontando diretamente para Jeong-in.
— Uh…
Os jogadores e as líderes de torcida ao redor olharam para ele com rostos travessos.
— Gira logo! Você tem que escolher seu parceiro!
— É, Jay! É a sua vez!
Jeong-in, relutante, pegou a garrafa. Ele a deitou no chão e deu um giro forte usando o pulso.
A ponta da garrafa girando passou por Madison, roçou em Brian Cole, pairou sobre Darius Thompson e, finalmente, passou até por Max Schneider.
Conforme a garrafa perdia velocidade gradualmente, a ponta apontou para…
— Prescott! Você foi escolhido de novo!
Era Chase Prescott.
Max Schneider primeiro balançou o copo contendo a bebida que havia feito em direção a Jeong-in.
— Paraíso ou inferno?
Jeong-in, que queria recusar o inferno de beber a mistura de Max Schneider, franziu a testa com perplexidade.
— Eu não quero beber isso…
Enquanto Jeong-in murmurava, demonstrando seu desconforto, Schneider gritou como se estivesse esperando por esse momento.
— O paraíso venceu! Certo, Prescott. Agora é a sua vez!
Todos os olhos se voltaram para Chase.
— Prescott, o que você vai fazer?
Max pressionou por uma resposta. Todos tinham certeza de que ele beberia a punição como antes.
No entanto, ao contrário das expectativas de todos, Chase levantou-se lentamente. Enquanto os arredores prendiam a respiração e observavam, ele deu de ombros e respondeu levemente:
— Bem, regras são regras.
Ele calmamente gesticulou para que Jeong-in se levantasse. Jeong-in permaneceu congelado, tentando entender o que aquela proposta significava. Mas com os vivas vindos de todos os lados, não houve tempo para pensar em mais nada.
Jeong-in perguntou atônito:
— Você não vai beber?
— Não quero mais beber. O gosto é horrível.
A boca de Jeong-in se abriu, tendo esperado que Chase definitivamente recusasse a opção “paraíso”. Ele não era o único surpreso com a situação inesperada. Vários espectadores murmuravam silenciosamente entre si.
— S-sério?
Jeong-in olhou para Chase como se buscasse salvação. Seus olhos perguntavam se ele não podia beber a punição em vez disso. Mas Chase respondeu calmamente, como se não houvesse escolha:
— Está tudo bem. Sete minutos passarão rápido.
Aquilo não foi nem um pouco consolador.
Os olhos dos jogadores e das líderes de torcida ainda estavam neles, e um sorriso travesso e de antecipação pairava no ar.
Decidindo que resistir mais era inútil, Jeong-in suspirou suavemente e se levantou. Então, ele entrou lentamente no armário aberto.
Chase o seguiu, espremendo seu corpo grande para dentro. Houve um leve som quando seus ombros bateram no batente da porta, e Jeong-in instintivamente moveu-se para o lado para dar espaço.
— Fechando a porta!
Max Schneider alertou gentilmente enquanto fechava a porta.
O espaço era tão estreito que seus joelhos se entrelaçaram. Jeong-in sentiu as pontas dos dedos endurecerem de tensão.
Ele agora percebia plenamente o quão grande era o porte de Chase. Suas partes inferiores do corpo estavam quase se tocando no espaço exíguo, e Jeong-in torceu o tronco para o lado, tentando manter o máximo de distância possível.
— M-mova-se um pouco.
— O quê?
— É desconfortável.
— Pare de lutar e apenas segure na minha cintura.
Inevitavelmente, Jeong-in teve que agarrar a cintura de Chase como se o abraçasse. Chase apoiou uma mão acima da cabeça de Jeong-in e olhou para baixo para ele com uma expressão relaxada enquanto ele se atrapalhava desajeitadamente.
Nesse momento, alguém do lado de fora bateu de brincadeira no armário.
— Começando a contagem regressiva de 7 minutos. Comecem!
As vozes daqueles que conversavam alegremente lá fora podiam ser ouvidas, despreocupadas com as pessoas presas lá dentro. Mas dentro do armário, ninguém falava.
Os óculos de Jeong-in embaçavam cada vez que a respiração de Chase os tocava, obscurecendo sua visão.
— Pare com isso. Você está fazendo meus óculos embaçarem.
— Parar com o quê? Parar de respirar?
Chase sussurrou com um toque de riso na voz.
— Apenas tire os óculos em vez disso.
Pensando que seria melhor, Jeong-in removeu os óculos e os guardou no bolso da camisa. Logo ele sentiu o olhar de Chase estudando intensamente seu rosto nu.
— Esses óculos… eles são realmente algo toda vez que eu os vejo.
— Minha mãe os comprou para mim quando comecei o ensino médio.
— …Não admira que sejam tão bonitos.
— Pfft…
Jeong-in caiu na risada, e Chase ficou encarando seu rosto. Sentindo a atmosfera tornar-se de algum modo estranha, Jeong-in sentiu que deveria dizer algo.
— Você já jogou muito este jogo?
— Bem, uma quantidade razoável.
— O que as pessoas costumam fazer quando estão trancadas assim?
— Elas se beijam.
Os olhos de Jeong-in piscaram rapidamente três ou quatro vezes, assustado com a resposta simples e direta de Chase. Seus olhos grandes e escuros estavam úmidos com um leve brilho.
A reação dramática de Jeong-in à mera menção de beijo despertou a malícia nos olhos azuis de Chase.
Ele inclinou a cabeça levemente e sussurrou no ouvido de Jeong-in em voz baixa:
— Assim.
Chase baixou o rosto lentamente. Seus movimentos eram deliberadamente lentos, e Jeong-in, como se estivesse hipnotizado, só conseguia observá-lo se aproximar sem se mover.
Como uma borboleta pousando em uma flor, algo quente, macio e terno pousou nos lábios de Jeong-in.
Parecia que sua respiração havia parado. Não, ela havia parado. Seu coração parecia estar batendo bem ao lado de seu ouvido.
Os cílios de Jeong-in tremeram convulsivamente. No olhar arregalado de Jeong-in, incapaz de sequer piscar, ele viu os olhos de Chase, suavemente fechados. Seus cílios castanho-dourados eram longos e escuros.
A sensação de seus lábios pressionados contra os dele sem qualquer fricção desapareceu. Um som de “chu” bem pequeno foi ouvido. Foi leve e breve, mas um beijo inegável.
Chase afastou o rosto e abriu os olhos lentamente, e seus olhares se encontraram.
Foi então que a expressão relaxada e sorridente de Chase começou a mudar gradualmente. Em vez da intenção brincalhona de provocá-lo, seu rosto exibia uma expressão estranha, como se tivesse percebido algo completamente inesperado.
Naquele momento, Jeong-in soube imediatamente.
Que seus sentimentos ocultos haviam finalmente sido descobertos.
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online
Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven