Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 16.4 Online

↫─ Capítulo 16.4
*‘No momento em que for pego, você vai implorar para se enforcar e morrer. Eu não serei capaz de salvar você também. Eu sei que vida desgraçada você viveu, Valery Sorokin, mas provavelmente não é o mesmo tipo de desgraça que eu conheço.’*
Engraçado que foi apenas no momento em que enfrentou a morte que Valery verdadeiramente entendeu o mundo do homem. Em que tipo de mundo ele estava, do que ele esteve tentando protegê-lo. Aquelas pessoas, que não tinham misericórdia ou consciência, não hesitavam em tirar uma vida. Ele sentiu visceralmente quão incríveis eram as palavras do homem, que ele tinha sobrevivido naquele mundo sem matar pessoas.
No meio dessa percepção, ele perdeu a consciência. Quando acordou novamente, estava sozinho em uma cela solitária. Tanto suas mãos quanto seus tornozelos estavam amarrados com lacres de plástico. Ele se lembrava de seu corpo tremendo levemente diante do primeiro perigo que enfrentou e, então, ouviu alguém falando do outro lado do corredor.
— *Ah, o jovem mestre vai ficar radiante hoje. Alexei Sorokin se tornando um ômega, quero dizer. Até eu acho fascinante, então você pode imaginar como será a personalidade do jovem mestre.*
— *Honestamente, estou um pouco preocupado. Você sabe como o jovem mestre trata os ômegas.*
— *Bem… acho que você tem que aceitar isso como destino. Ele é um traidor. Parece que você não pode escapar do seu sangue.*
Entre as palavras que eram difíceis de entender, Valery captou claramente uma coisa: o nome do homem. A partir daí, parecia que ele tinha perdido a razão. Esquecendo tudo o que o homem lhe fizera antes, Valery se moveu com o único pensamento de que ‘seu ômega’ estava em perigo.
Com uma força que não podia ser comparada a de quando esteve preso na casa, ele arrebentou os lacres de plástico. Com um golpe súbito de força, ele bateu os braços que estavam amarrados atrás dele, e eles se quebraram com um estalo. Ele praticamente desatou os dos tornozelos metade por força. Talvez fosse porque estava cego de raiva, mas conseguiu subjugar a pessoa na porta por um golpe de sorte. Ele sentiu um osso quebrar com um único chute, mesmo sem colocar toda a sua força nisso. Para ser honesto, ainda era uma maravilha como ele tinha feito aquilo.
Assim, ele percorreu o corredor vazio, procurando, quando ouviu Lian chamar o nome do homem. Abrindo a porta e entrando, testemunhando a cena, Valery mais uma vez sentiu a emoção errada. Mesmo depois de ver um lado tão violento, longe de temer ou desprezar o homem, ele… tinha medo de que ele quebrasse a promessa que tinha mantido por sua causa. Ele odiava que ele estivesse desperdiçando o ato que tinha protegido com grande risco em alguém que não valia a pena.
Apenas depois de parar o homem e sua razão retornar é que a razão de Valery também voltou. Ao som da voz de Lian o chamando, Valery reconheceu que não deveria estar agindo dessa maneira. Aquele que esteve em uma situação perigosa era provavelmente ele mesmo, contudo, ele se forçou a se virar do homem que se preocupou com ele primeiro. Porque ele tinha que fazer isso. Porque isso era a coisa certa a fazer, moralmente.
Porque isso… era como uma pessoa normal deveria agir.
⛧°. ⋆༺༒︎༻⋆. °⛧
— Lerusha, no que você está pensando?
Lian perguntou, pegando a mão de Valery enquanto ele encarava inexpressivamente o cardápio. A mão, que era apenas branca e macia, tinha uma textura diferente da mão de seu ômega em sua memória.
*Não, não.*
Horrorizado consigo mesmo por ter tal pensamento, Valery engoliu em seco. Era tudo um pensamento errado. Ele não deveria mais pensar nele. Seria o certo mudar de médico. Sim, Lian estava certo. Lian sempre dizia a coisa certa, então estaria certo desta vez também.
— Eu estava pensando no que você disse, Lian.
Desviando lentamente os olhos do cardápio, Valery sorriu.
— Tudo bem mudar de hospital?
Lian piscou silenciosamente por um momento. Encarando Valery com o que pareciam ser olhos ansiosos, Lian assentiu. Por alguma razão, ele parecia inquieto.
— Sim, se estiver tudo bem, vou procurar um lugar que esteja disponível para uma consulta já amanhã.
— Tudo bem eu mesmo procurar um.
— Não, Lerusha.
Lian segurou a mão dele com urgência.
— Deixe-me fazer isso.
Foi um gesto desesperado, como tentar segurar areia escorrendo pelos dedos. Aquele gesto se assemelhava muito ao do homem.
*‘Não vá. Eu estava errado. Então…….’*
Lembrando-se de como tinha se soltado do homem que lhe implorara para não ir, Valery não conseguiu puxar sua mão da de Lian. Como se estivesse pagando uma dívida em nome de alguém que nunca poderia compensar.
⛧°. ⋆༺༒︎༻⋆. °⛧
Ao cair da noite, a neve diminuiu. Isso foi um alívio, pelo menos. Ele almoçou com Lian e foi para o ensaio e, ao contrário de seu estado terrível, seu corpo bem treinado seguiu fielmente a coreografia. *Eugene Onegin* era a peça que ele mais tinha apresentado. No entanto, ele estava preocupado com sua atuação, mas, ridiculamente, Valery foi avaliado como mostrando uma emoção ainda mais proeminente do que o habitual hoje. Especialmente no Ato 3, na cena em que ele percebe que tinha abandonado Titania, a diretora, Jane, demonstrou extrema satisfação. Dizendo que a parte que estava um pouco faltante antes estava agora completamente preenchida, Jane disse que o palco de hoje se tornaria uma lenda.
Após o ensaio, restavam cerca de duas horas até a peça começar. Depois de terminar os preparativos leves no camarim, Valery estava encarando inexpressivamente a janela. Em algum momento, o tempo tinha começado a não passar, mesmo quando ele estava fazendo balé. Ele tinha certeza de que no passado, quando praticava, podia esquecer tudo e adormecer exausto. Quando estava esperando a peça começar, o tempo voava sem que ele ao menos percebesse.
Mas ele não sabia o porquê, desde que veio para Nova York, não era mais assim.
Ele tinha aumentado seu volume de prática incomparavelmente e se concentrado. Mobilizando as conexões da família Winter, ele trabalhou com coreógrafos que eram incomparáveis aos de Saratov e, com seus próprios esforços, juntou-se ao New York City Ballet. Mesmo depois de obter tão ferozmente as coisas que queria, o tempo fluía lentamente. As palavras das pessoas que diziam que a glória da juventude, que poderia desaparecer a qualquer momento, passaria rapidamente não se realizaram de forma alguma.
Sua cabeça doía, como se os efeitos colaterais de não dormir adequadamente estivessem finalmente o alcançando. Ele pensou que seria melhor dormir por um pouco e fechou os olhos, mas, claro, o sono não veio. Enquanto estava fechando os olhos assim, alguém bateu à porta do camarim.
— Entre.
A porta se abriu com sua permissão.
— Sr. Belov, os presentes chegaram, como sempre.
Era seu empresário, Peter. Valery respondeu por alto sem checar.
— Por favor, deixe-os aí.
— Sim, vou deixá-los onde sempre deixo. Ah, um buquê de flores também veio hoje.
Às palavras “buquê de flores”, Valery abriu os olhos. Ele virou a cabeça abruptamente e viu os lírios colocados sobre a mesa do camarim. De todas as coisas, tinham que ser lírios.
Sempre que o homem se atrasava para a apresentação de Valery, ele sempre pedia para alguém enviar flores primeiro. O buquê, sempre feito de lírios como uma regra estabelecida, chegaria ao seu camarim apertado exatamente antes da apresentação começar.
Levantando-se num pulo, Valery pegou seu casaco e o vestiu de qualquer jeito. Então, ele abriu a porta impacientemente. Ele correu até Peter, que estava se virando para sair, e segurou seu pulso com urgência. Peter, assustado pela força súbita, olhou para trás assustado. Embora também fosse um alfa, Peter olhou para o excepcionalmente alto Valery com olhos surpresos.
— Sr. Belov?
— Você viu quem deu o buquê? — Valery foi direto ao ponto.
— O quê?
— O buquê, eu perguntei quem deu.
Ele sentia que enlouqueceria de frustração e levantou a voz um pouco. Peter, desconcertado por seu comportamento incomum, mal conseguiu responder.
— Ah, não. Eu o recebi com os outros presentes, então não sei quem foi. Mas como acabei de receber, devo perguntar à equipe?
Não havia tempo para isso. Valery soltou o pulso de Peter sem responder às suas palavras. Passando por Peter, Valery correu pelo corredor atordoado. Ele parou em frente ao elevador, mas, vendo que estava em um andar diferente, dirigiu-se imediatamente para as escadas de emergência. Saltando vários degraus de uma vez, Valery desceu para o primeiro andar em um instante e parou na entrada do teatro, que já estava movimentado de pessoas. Ele viu o chão de mármore branco, as longas filas, as luzes brilhando elegantemente e os turistas misturados entre elas. O olhar do público se voltou para a pessoa em um traje de balé e, quando alguém reconheceu Valery primeiro e gritou seu nome, o interior se tornou barulhento. A equipe olhou para Valery com olhos perplexos. Ignorando tudo, Valery escanear as pessoas. Não havia nenhum homem alto de cabelo preto entre elas. Ele tinha certeza. Ele não conseguia sentir os feromônios do homem.
Sem nem saber o que estava procurando, Valery correu para fora do teatro. A fonte em frente ao Lincoln Center também estava cheia de pessoas. Empurrando seu caminho através delas freneticamente, Valery milagrosamente avistou um homem de cabelo preto em um casaco cinza e terno. As costas se pareciam tanto com as do homem que Valery correu atrás dele. O homem caminhou sem olhar para trás. Valery correu, empurrando as pessoas que estavam sussurrando sobre ele. Para não perder o homem de vista, ele nem piscou e enfrentou o vento frio.
*Maldição, por favor, apenas vire-se.*
Quer soubesse de seus pensamentos íntimos ou não, o homem absolutamente não olhou para trás. Mesmo estando ciente de que não deveria estar fazendo algo tão tolo antes de uma apresentação, Valery acelerou o passo. Fechando a distância que quase tinha se ampliado, ele finalmente chegou logo atrás do homem.
— Alexei!
Não houve resposta. Ele mordeu o lábio. Certo, não era isso. Culpando a si mesmo, Valery agarrou o braço do homem bem à sua frente e gritou mais uma vez.
— Alyosha!
Conforme o corpo do homem se virou, ele vislumbrou olhos azuis. Por um breve momento, o rosto sobreposto se parecia tanto, exatamente como, o de seu hyung, que o rosto de Valery se iluminou momentaneamente. A cor retornou ao seu rosto pálido e seu cabelo loiro brilhou como se tivesse encontrado sua cor original.
Mas foi apenas por um tempo muito curto. Assim que viu o rosto completo, Valery foi cruelmente levado a perceber que o homem não era quem ele estava procurando. Não havia semelhança alguma. Apenas a cor era a mesma; até mesmo seu porte físico era diferente. Era algo que ele poderia ter sabido apenas segurando seu pulso, mas, tolo, ele só percebeu depois de checar o rosto. Não, não havia necessidade disso também. Ele deveria ter sabido assim que se aproximou e sentiu o cheiro do corpo.
Aquele Alexei não estava em lugar nenhum.
— V-Você está bem?
Apesar da agressão súbita, o homem que foi agarrado, em vez de ficar com raiva, olhou para o rosto de Valery e perguntou. Ele não sabia quão miserável e infeliz sua tez devia estar, mas parecia ser o suficiente para fazer um estranho se preocupar. *Me desculpe*, ele deveria se desculpar e dar um passo para trás, mas não tinha forças para fazer isso.
*Haa*, soltando uma respiração pálida, Valery cambaleou. Ele soltou o pulso do homem e deu um passo para trás. Seus lábios tremeram. Lenta e dolorosamente, as sobrancelhas castanho-douradas de Valery se contorceram de dor e seus olhos verdes avermelharam. Uma depressão insuportável esmagou Valery. Assim como a neve que esteve se acumulando pouco a pouco, seu peso desconhecido, finalmente se torna grande o suficiente para causar uma avalanche, a depressão da perda que tinha se acumulado nos ombros de Valery por dois anos agora, hoje, desmoronou devido à única coisa que o fez pensar em Alexei Sorokin. Para ser preciso, foram as pequenas coisas que se juntaram e quebraram Valery.
— Não.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
˙⋆✮ Se possível, apoie o autor na plataforma oficial.✮⋆˙
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr
Ler The First Commandment (Novel) Yaoi Mangá Online
SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment