Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 16.3 Online


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↫─ Capítulo 16.3

Sua voz tremeu.

— Eu não sei por que quero ver uma pessoa como essa.

Era realmente verdade. Valery listou uma a uma as coisas que o homem tinha feito a ele. A agressão que quase o tinha levado à morte, a violação e, como se isso não bastasse, ele não mentiu descaradamente, dizendo que estava carregando seu filho? Foi só isso?

Em primeiro lugar, o homem…….

tinha matado seus pais.

O homem tinha dito a ele para confiar nele, mas não havia como Valery confiar nele. MENTIRAS saíam toda vez que ele abria a boca e, embora dissesse que era para seu próprio bem, ele nunca explicava exatamente que parte disso era para seu bem. Era um relacionamento onde a confiança não existia.

— Vocês eram amantes?

À pergunta de Morgan, Valery piscou.

— Não, Alyosha era…

O nome que seu subconsciente trouxe fez Valery congelar. O nome Alyosha ressoou em seus ouvidos e, ao mesmo tempo, a mão que o tinha segurado se sobrepôs.

‘Me chame de Alyosha.’

Como se aquele apelido fosse tão importante, os olhos que sussurravam sinceramente, o abraço que vinha segurá-lo, o aroma doce que se espalhava, tudo se misturou. O que aquela pessoa era para ele? Ele tinha pegado uma pessoa sem parentesco de sangue, feito dela família, chamado de família enquanto a violava, e depois veio para seus braços chamando a si mesmo de seu ômega.

Assim como os sentimentos que tinha por ele, Valery não conseguia definir o homem com uma única palavra. Ele não era seu hyung, mas era seu hyung; não era família, mas era família; não era um amante, mas era um amante. Entre todas as coisas incertas, a única certeza era o fato de que o homem o tinha enganado.

— Chamando-o por um apelido carinhoso, parece que vocês eram muito próximos — Morgan sussurrou. Valery se encolheu, encontrou os olhos dela e balançou a cabeça.

— Não.

— É mesmo?

— Morgan, eu não consigo.

Valery declarou sua rendição. Ele não tinha a confiança para retrçar essa memória. Em vez disso, ele se arrependeu. Uma vez que trouxe à tona o assunto dele, longe de xingar livremente ou se sentir aliviado, sentiu que estava ficando louco. Ele se levantou antes que Morgan pudesse pará-lo. Uma Morgan sobressaltada segurou Valery.

— Valery, você tem que pegar sua receita. Você não precisa falar, mas vamos pelo menos tentar a nova medicação.

Ela caminhou rapidamente até sua mesa e começou a rabiscar algo em um pedaço de papel. Valery, que estava segurando a maçaneta com um coração ansioso, tentava de alguma forma acalmar seu coração que batia descontroladamente. A voz do homem começou a girar em seus ouvidos.

‘Eu sou, seu, ômega, afinal…….’

Não, você não é.

‘Me desculpe, Lerusha.’

Não.

‘Não foi porque eu queria ver você sofrer. A coisa mais aterrorizante do mundo para mim é você morrer…….’

De que adianta isso.

‘Eu sou realmente péssimo em me expressar. Como você disse, sou um criminoso e estou cercado por pessoas assim, então sei que não sou normal. É uma desculpa, eu sei, mas, mas, eu nunca quis fazer você sofrer. Eu estraguei tudo.’
Mas você fala coisas assim e nem diz o que é realmente importante.

*‘Isso é importante? O importante é que você e eu estamos juntos.’*

Como se estivesse lendo seus pensamentos, o homem do passado continuava a sussurrar em seu ouvido. Naquela época, ele certamente tinha pensado dessa forma. Mas, ironicamente, com o passar do tempo, o que permanecia na mente de Valery não eram todas as coisas ressentidas que o homem lhe fizera, mas as palavras que ele dissera no último dia em que o viu.

*‘Assim como você deseja, nunca mais vamos nos ver.’*

Devolvendo-lhe o nome, o homem passou por ele. Foi a primeira vez que o homem, que o seguraria e não o soltaria não importava o que dissesse, o deixara daquela forma. A partir daquele dia, em vez de se lembrar de todos os pecados anteriores do homem, Valery continuou se recordando apenas das costas do homem que se foi sem olhar para trás. O homem tinha lhe mostrado o pior de que era capaz, mas não o tinha abandonado.

Então era isso o que parecia ser enlouquecer.

Os pais do homem tinham matado seus pais, e o homem, por alguma culpa patética, o acolhera e o criara. Ele nem sequer pôde dar os cuidados adequados enquanto o manipulava. Então Valery deveria, naturalmente, odiá-lo. Ele nem deveria pensar no inimigo que tinha feito coisas tão terríveis, e não deveria ter nenhum outro sentimento. Uma pessoa racional e normal deveria, por todos os direitos, ser assim—

— …É possível sentir falta de alguém que só fez coisas ruins?

Odiar e desprezar eram as únicas emoções permitidas a ele, mas Valery ainda guardava outros sentimentos. Morgan, segurando o bilhete com o nome do remédio, caminhou lentamente em direção a Valery. Parando na frente dele, Morgan olhou para Valery e lhe entregou o papel.

— Sim.

E então ela respondeu.

— Se você amava muito essa pessoa.

Morgan colocou cuidadosamente o bilhete na mão de Valery. O aperto dele na maçaneta se intensificou. As palavras “amava ele” giravam em seus ouvidos.

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Lian trouxe um presente novamente hoje. O problema crônico de Valery era conhecido por todos os seus amigos próximos e, naturalmente, Lian estava sempre preocupado com sua insônia. Após um abraço leve, Lian lhe entregou uma sacola de compras, dizendo que era um presente. Quando ele sorriu por hábito e olhou para dentro, havia chá de ervas e suplementos que diziam ser bons para insônia. Quando ele agradeceu, Lian sorriu de volta e o conduziu até a mesa. Por alguma razão, o cabelo preto e os olhos azuis de Lian chamaram sua atenção hoje.

— Como foi na clínica? Você conseguiu o remédio novo?

Assim que se sentou, Lian se preocupou com ele. O ômega, com um porte físico adorável que poderia ser facilmente acolhido em um abraço, era uma pessoa popular que recebia declarações com bastante frequência. Lian trabalhava em uma das principais agências de publicidade de Nova York e sempre tinha pessoas ao seu redor. Fazia sentido. Quem poderia desgostar de alguém tão gentil e atencioso?

— Sim. Decidimos tentar aumentar um pouco a dosagem.

— Você já não está tomando bastante? Estou preocupado que algo de ruim aconteça nesse ritmo, Lerusha. Que tal mudar de hospital?

A expressão de Lian tornou-se séria. Enquanto ele pegava suavemente as costas de sua mão e sussurrava, um sentimento de gratidão e fardo se sobrepunha.

— Este é o lugar que você recomendou, Lian. Você disse que melhorou muito aqui.

Insondavelmente, quanto mais recebia o afeto de Lian, não era que seu coração se inclinava para ele, mas apenas o fardo, como uma dívida, crescia mais. E esse fardo se tornou algemas, fazendo Valery permanecer ao seu lado. Não era como se ele tivesse qualquer intenção de se encontrar com mais ninguém além dele de qualquer forma, mas isso ainda era algo terrível de se fazer. Ele esteve fazendo Lian esperar por dois anos. Considerando o tempo que ele tinha esperado antes disso, deviam ser bons seis anos.

— Eu melhorei, mas não funciona para todo mundo.

As sobrancelhas de Lian se curvaram lamentavelmente enquanto ele mexia no cardápio. Ele parecia ter algo a dizer. O estômago de Valery afundou. Sempre que Lian mostrava sinais de hesitação sobre algo, Valery sempre sentia esse tipo de medo. Sim, ele tinha medo.

Medo de que Lian se confessasse e perguntasse sobre seus sentimentos novamente.

— O que você gostaria de comer?

Valery mudou de assunto primeiro. Abrindo o cardápio colocado à sua frente, perguntou carinhosamente. Sem experiência em lidar com pessoas ou em tratar ômegas, nos dois anos com Lian, ele tinha aprendido a conduzir a conversa com certo grau de habilidade. Lian soltou um pequeno “ah” e riu.

— Quero experimentar o que mencionei mais cedo. Mesmo quando estava em Saratov, eu não comia comida russa com frequência.

A mão que estava prestes a virar a página do cardápio pausou. Valery baixou o olhar e encarou as palavras em russo escritas ao lado do inglês. Lian tinha se esquecido de tudo? Se ele estava fingindo, ou se achava que devia, parecia ter esquecido tudo sobre a coisa terrível que quase aconteceu naquele dia.

Sem um momento para parar, a memória voltou ao passado. A lembrança que ele não tinha revisitado adequadamente veio à tona. Para ser honesto, ele quase não tinha memória daqueles dois dias. Foi porque as notícias sobre seus pais, que soube através de Lian, e o fato de ter cortado laços com aquela pessoa foram tão dolorosos. Lian tinha lidado com as coisas no lugar de Valery. Ele preparou a viagem para Nova York e fez a polícia recuperar os pertences necessários do apartamento. Enquanto Lian se preparava para tirá-lo de lá escondido, Valery ficou sentado de frente para a parede, pensando apenas no dia em que deixou o homem para trás.

Ele tinha certeza de que esteve feliz.

Tendo uma ligação cotidiana e normal com o homem, falando sobre o futuro, Valery tinha ridiculamente pensado que estava feliz. Ele sentia tanta falta dele que não conseguia suportar. Ele cortou seu ensaio mais cedo do que o habitual e, depois de atender apressadamente à ligação do homem e sair correndo, percebeu que tinha deixado as coisas que comprou para ele na sala de ensaio e voltou para a companhia de balé.

O filho deles era importante, mas era mais importante que o homem não estivesse com dor, então ele tinha pesquisado várias coisas que eram boas para o corpo. Ele frequentemente via publicações dizendo que eram inúteis, mas havia muito mais postagens dizendo que cuidar de um ômega grávido era melhor para o coração de ambos.

Foi enquanto procurava por suplementos nutricionais para dar ao homem que ele veio a ler sobre os ciclos de cio. Algo estava escrito sobre como era difícil de suportar porque os ciclos de cio não vêm após engravidar e, depois de ler aquilo, ele estremeceu por um momento, mas fingiu não saber e seguiu em frente.

Se o homem tivesse mentido mesmo naquela época, Valery teria preferido fingir não saber e acreditar em suas palavras. Porque, porque… dessa forma era mais feliz.

Fazendo tais suposições irracionais e ilógicas, Valery estava estagnado. Enquanto o tempo de todos os outros fluía, apenas Valery se sentia como se estivesse preso no mesmo lugar. Os pensamentos que apenas giravam em círculos eram sempre os mesmos. *Eu só não deveria ter voltado. Aquele maldito remédio, eu deveria apenas ter ido pegá-lo mais tarde. Se eu tivesse feito isso, estaria no Canadá com o homem, fingindo não saber de nada.*

Ele repetia tais pensamentos tolos e depois os negava. Ele fez isso por dois dias inteiros e, no dia em que finalmente estava prestes a partir para Nova York, houve um ataque. Ao contrário das afirmações confiantes de Lian, as pessoas que vieram pegá-los não tiveram misericórdia. Muitas pessoas morreram.

Lian tremeu de medo. Foi quando ele finalmente caiu em si. Ele pensou que não podia ficar assim e, ao mesmo tempo, o aviso do homem piscou em sua mente.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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