Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 115 Online


Modo Claro

Capítulo 115

Os momentos de amor não correspondido que Gi-hyeon pensava ter esquecido completamente ressurgiam ocasionalmente, e de forma inesperada.

— Querido, amarre as tiras do meu avental.

Voltando de uma caminhada leve, Gi-hyeon encontrou Jo Yeon-oh parado em frente à pia, com as tiras do avental balançando soltas. Suas mãos estavam enfiadas em luvas de plástico completamente sujas de tempero, tornando impossível para ele mesmo amarrar.

Sem dizer uma palavra de recusa, Gi-hyeon se aproximou e deu o nó. Foi quando ele viu. O elástico de cabelo preto preso no pulso de Jo Yeon-oh.

Aquela pista minúscula e única foi o suficiente para desenterrar à força uma memória, fazendo Gi-hyeon engolir um suspiro pesado.

— Até onde você caminhou hoje? Eu te disse para esperar eu sair do trabalho para podermos ir juntos — Yeon-oh repreendeu afetuosamente, completamente alheio ao turbilhão interno de Gi-hyeon.

Mesmo enquanto misturava vigorosamente o tempero para o jantar deles — salada picante de caracol marinho —, o tom de Yeon-oh traía uma curiosidade profunda e persistente sobre o que Gi-hyeon tinha feito e onde estivera. Gi-hyeon não pôde deixar de rir baixinho.

— Por que você está rindo?

Yeon-oh imediatamente exigiu uma explicação, desesperado para entender até as reações mais triviais de Gi-hyeon. Em vez de responder, Gi-hyeon simplesmente apoiou a testa contra as costas largas de Yeon-oh. O perfume distinto de Yeon-oh instantaneamente o envolveu. Buscando conforto no contato, Gi-hyeon roçou o nariz no algodão da camiseta de Yeon-oh.

— …Isso faz cócegas, Sr. So — Yeon-oh resmungou, com a voz baixa, mas claramente não desagradado.

Se ele tivesse realmente odiado, teria empurrado Gi-hyeon. Em vez disso, seus movimentos se tornaram significativamente mais cautelosos, tentando deliberadamente não desalojar a testa apoiada em sua coluna.

Ultimamente, esses pequenos toques casuais tinham se tornado muito mais frequentes. Era inteiramente o resultado de Gi-hyeon se permitir agir de forma um pouco mimada, um sinal claro de que estava se tornando muito mais confortável perto de Yeon-oh do que antes.

E, no entanto, apesar de todo esse progresso, a mera visão de um elástico de cabelo no pulso de Yeon-oh ainda o arrastava de volta para as memórias dolorosas de seu amor não correspondido. Era um hábito enraizado, uma resposta automática nascida de uma luta de toda a vida com uma devoção unilateral que o havia acorrentado por metade de sua vida.

Mas sempre que isso acontecia, Gi-hyeon ativamente se lembrava da promessa que havia feito. Ele se forçava a recordar o momento exato em que decidira começar a correr para a frente novamente, descartando ativamente as memórias pesadas e sufocantes que haviam acorrentado seus tornozelos por tanto tempo. “Eu prometi a mim mesmo quando decidi aceitá-lo”, Gi-hyeon repetiu internamente. “Não posso esquecer disso.”

— Ah, quer outra coisa em vez do jantar? Devíamos transar na mesa de jantar pelo menos uma vez?

O que era hilário era a reação de Yeon-oh ao contato físico incrivelmente menor. Apesar de cuspir palavras tão obscenas e lascivas com um sorriso malicioso, suas orelhas estavam queimando em um vermelho intenso. Rindo suavemente, Gi-hyeon estendeu a mão e beliscou o lóbulo da orelha de Yeon-oh.

— Seu bastardo pervertido.

— Essa é maneira de falar com a futura mãe do meu filho?

“Então ‘pervertido’ está tudo bem?”, Gi-hyeon pensou, embora tenha guardado a resposta para si mesmo. Ele sabia muito bem que se oferecesse uma palavra, Yeon-oh responderia com cem.

Além disso, chamá-lo de mãe? Tecnicamente falando, já que Gi-hyeon era quem estava gerando, não deveria ser ele a reivindicar esse título? Ele decidiu não discutir esse ponto também. Se não queria ficar totalmente exausto antes mesmo de o jantar começar, calar a boca era a jogada mais inteligente.

Deixando a cozinha em silêncio, Gi-hyeon foi ao banheiro para lavar as mãos, com a intenção de ajudar a arrumar a mesa. Mas quando voltou, a mesa de jantar já estava densamente povoada de acompanhamentos. Sentindo-se um passo atrás, ele tirou a jaqueta quebra-vento, estendendo-a no encosto de uma cadeira.

— Algo em que eu possa ajudar?

— Está tudo pronto. Apenas arrume os talheres — Yeon-oh respondeu casualmente, colocando uma tigela enorme de salada picante de caracol marinho bem no centro.

A maneira como Yeon-oh engoliu sem esforço um pedaço de macarrão perdido que esfriava no escorredor antes de enrolar perfeitamente o resto e trazê-lo deixaria qualquer dono de taverna experiente com inveja. Não importava quantas vezes Gi-hyeon visse, a visão de um homem construído como uma geladeira industrial parado na cozinha preparando pratos delicados meticulosamente continuava incrivelmente contrastante.

Abafando um riso silencioso e divertido, Gi-hyeon organizou as colheres e os hashis conforme as instruções. Talvez superaquecido por cozinhar, Yeon-oh havia dobrado descuidadamente uma manga de sua camiseta, expondo um braço enorme e nu. Ele claramente vinha se exercitando agressivamente ultimamente; os músculos definidos que se projetavam ao longo de seu bíceps eram impossíveis de ignorar. Tentando desesperadamente não encarar, Gi-hyeon endireitou meticulosamente os talheres perfeitamente posicionados mais uma vez.

— Chateado porque não pode tomar cerveja?

Completamente alheio aos olhos errantes de Gi-hyeon, Yeon-oh riu abafado, acomodando-se em sua cadeira com um sorriso provocador. Sentado à frente dele, Gi-hyeon soltou um longo suspiro. Ele estava genuinamente lamentando a falta de álcool e havia sido pego em flagrante.

— …O que eu posso fazer? No segundo em que eu terminar de amamentar, vou beber imediatamente.

Estalando os lábios com a lembrança da carbonatação fresca e cortante, Gi-hyeon de repente notou que Yeon-oh havia congelado. Seus hashis pararam no meio do movimento na salada de caracol marinho, seus olhos movendo-se nervosamente em direção a Gi-hyeon. No momento em que seus olhares se cruzaram, Yeon-oh instantaneamente desviou o olhar. Lendo seus lábios, Gi-hyeon percebeu que ele estava articulando silenciosamente a palavra amamentar.

Gi-hyeon esperou, assumindo que Yeon-oh tinha algo a acrescentar ao assunto, mas o homem permaneceu completamente em silêncio.

Confuso com a reação totalmente bizarra, Gi-hyeon olhou para ele, mas Yeon-oh resolutamente manteve os olhos desviados, retomando lentamente a mistura. Decidindo que era apenas uma mania estranha, Gi-hyeon levantou-se para pegar uma cerveja para Yeon-oh, mesmo que ele próprio não pudesse beber. Foi quando ele finalmente notou — o rubor violento de vermelho subindo pela nuca de Yeon-oh e consumindo suas orelhas.

— …Por que seu rosto está tão vermelho?

Claro, ferver macarrão poderia deixar alguém com calor, mas eles já tinham passado muito dos dias da canícula do verão. Não havia razão para ele estar tão superaquecido por tanto tempo.

— O que — Yeon-oh retrucou irritado. — Apenas sente-se e coma. O que tem isso.

— Você está na escola primária? Por que essa atitude repentina?

Ele não tinha exatamente gritado, mas seu tom defensivo e agressivo foi completamente gratuito. Rindo, Gi-hyeon tirou uma cerveja da geladeira. Mesmo assim, Yeon-oh estava esfregando agressivamente a nuca ainda ardente.

Gi-hyeon colocou a lata na frente dele. Assim que se virou para pegar um copo, Yeon-oh segurou seu pulso com um aperto fraco e sem entusiasmo.

— Como eu deveria beber sozinho enquanto você não pode?

— Está tudo bem. Apenas beba. Não é um grande problema.

Afastando gentilmente os dedos de Yeon-oh de seu pulso, Gi-hyeon estendeu a mão e afagou afetuosamente o cabelo dele. O estilo de Yeon-oh, geralmente penteado para trás, ainda estava ligeiramente úmido do banho pós-trabalho, caindo suavemente sobre sua testa. A textura sedosa deslizando entre os dedos de Gi-hyeon era tão boa que ele o acariciou mais algumas vezes. Quando ele finalmente se afastou, Yeon-oh abaixou a cabeça, resmungando baixinho.

— …O que você é, meu irmão mais velho?

As palavras em si eram tão desrespeitosas como sempre, mas seu tom havia amolecido completamente, sugerindo que ele na verdade não odiou. Gi-hyeon debateu se deveria acariciá-lo um pouco mais. Sempre que Yeon-oh visivelmente gostava desses pequenos toques, servia como um lembrete vívido de quão drasticamente a dinâmica deles havia mudado. Se alguém os visse andando na rua agora, não haveria absolutamente nenhuma maneira de confundi-los com meros amigos.

Honestamente, a palavra “amigo” era totalmente insuficiente para descrevê-los agora. Eles haviam registrado oficialmente o casamento há pouco tempo. Embora Yeon-oh tivesse parecido visivelmente desapontado com a recusa de Gi-hyeon em realizar uma cerimônia formal, deslizar uma aliança de casamento no dedo de Gi-hyeon parecia tê-lo apaziguado um pouco. Em vez de uma lua de mel tradicional, Yeon-oh insistira para que eles se retirassem para sua vila privada. Para Gi-hyeon, que preferia de longe a intimidade silenciosa a viajar para longe, a oferta foi incrivelmente bem-vinda.

Verdade seja dita, fazia um tempo incrivelmente longo desde que Gi-hyeon tinha ido a qualquer tipo de viagem com Jo Yeon-oh. Parecia a primeira vez desde a cerimônia de comissão deles, logo após Gi-hyeon ter se confessado e eles terem começado a namorar oficialmente. Naquela época, Gi-hyeon estava apavorado demais para sugerir uma viagem ou um encontro adequado. Simplesmente ter Yeon-oh concordando em namorar com ele o deixava tão esmagadoramente grato — e profundamente arrependido — que ele havia gasto toda a sua energia mantendo a boca fechada e não pedindo nada. No momento em que aquela gratidão intensa inicial finalmente desapareceu, suas expectativas para o relacionamento deles haviam se desgastado tão completamente que fazer uma viagem juntos nem sequer passara pela sua cabeça.

Então, Yeon-oh iniciar uma escapada parecia tanto surpreendente quanto profundamente tocante. Era uma prova concreta de que o relacionamento deles havia genuinamente evoluído para algo muito mais profundo.

Consequentemente, durante a viagem para a Província de Gangwon, eles mal pisaram fora da cama, perdendo completamente as vistas panorâmicas de Taebaek.

— Eu ainda… ha, porra… eu ainda não consigo acreditar… ngh, que estou fazendo isso com você…

Isso foi o que Yeon-oh havia dito com a voz rouca enquanto estava enterrado entre as coxas de Gi-hyeon, impulsionando seus quadris para a frente com intensidade implacável. E Gi-hyeon não pôde deixar de concordar ferozmente. Tendo aceitado há muito tempo que ter esse homem era uma impossibilidade absoluta, o calor ardente e doce da pele de Yeon-oh contra a sua parecia inteiramente surreal.

Misturar seus corpos — não por causa de um rut ou de um ciclo de cio, mas simplesmente por amor — era uma experiência inspiradora todas as vezes. Enquanto Yeon-oh o atacava como uma fera faminta desesperada para devorá-lo vivo, Gi-hyeon genuinamente amava cada segundo disso.

Fora da vila, o vasto e ondulante oceano das florestas de Taebaek rugia, os galhos raspando uns nos outros com o vento. O quarto escuro, iluminado apenas por uma única lâmpada de cor laranja quente, ostentava uma parede inteira feita de vidro, oferecendo uma vista espetacular da linha de árvores arrebatadora. Também refletia perfeitamente seus corpos nus e cobertos de suor iluminados na luz fraca.

Sempre que Gi-hyeon tentava se afastar do reflexo embaraçoso, Yeon-oh o arrastava impiedosamente de volta, montando-o sobre seus próprios quadris. Gi-hyeon honestamente não conseguia dizer se a contenção dominante de Yeon-oh era enfurecedora ou emocionante. Apesar de prometer não ser muito rude por causa da gravidez, Yeon-oh claramente não conseguia suprimir seu instinto feroz de moer agressivamente seus quadris para cima, mesmo enquanto Gi-hyeon se sentava em seu colo. Enterrando o rosto profundamente no pescoço de Gi-hyeon, Yeon-oh inspirou bruscamente e sussurrou.

— Eu pensei… que nunca conseguiria fazer nada disso… nunca conseguiria fazer isso com você… ah, ngh…

Suas palavras eram cortadas, frequentemente engolidas por seus próprios gemidos desesperados, mas Gi-hyeon entendia cada sílaba.

— Então… quando foi que você, ngh… quando foi que você começou a gostar de mim, hmm?

A própria pergunta de Gi-hyeon era uma bagunça destruída e sem fôlego. O pau massivamente inchado de Yeon-oh estava raspando implacavelmente contra suas paredes internas mais sensíveis, de alguma forma parecendo ainda mais grosso do que quando havia empurrado pela primeira vez. A curva rígida de sua glande continuava prendendo em pontos aleatórios lá dentro, confundindo o corpo de Gi-hyeon tão intensamente que ele não conseguia dizer se a pressão agonizante era a necessidade desesperada de gozar ou a urgência de urinar. Sua testa franziu-se profundamente em um prazer avassalador.

Com sua barriga agora ligeiramente arredondada, o peso do bebê era impossível de ignorar. Ajoelhado de cada lado das coxas de Yeon-oh, Gi-hyeon vinha tentando contrair seus músculos para restringir fisicamente a profundidade da penetração. Mas Yeon-oh, empurrando para cima como um homem completamente fora de si, finalmente pareceu voltar à realidade. Envolvendo seus braços firmemente ao redor de Gi-hyeon, ele enterrou o rosto no peito de Gi-hyeon, choramingando suavemente.

— Eu não sei… Talvez, eu tenha gostado de você desde…

E a confissão que caiu dos lábios de Yeon-oh a seguir fez Gi-hyeon se despedaçar completamente, gozando violentamente sem sequer ser tocado. Eles se emaranharam nos lençóis da cama encharcados de puro prazer e satisfação avassaladora. O arrastar áspero e úmido da língua de Yeon-oh sobre o peito dele enquanto formava aquelas palavras era doentiamente doce. Gi-hyeon ouviu tudo — quando o coração de Yeon-oh havia mudado pela primeira vez, e exatamente quão profundamente eles haviam se entendido mal desde o início.

Foi uma noite em que seu peito se encheu de algo muito maior do que o êxtase físico. Por causa disso, mesmo depois de retornar para Ilsan, Gi-hyeon frequentemente se pegava ansiando por aquele lugar. Aquela linda vila em Taebaek, onde parecia que eles eram as únicas duas pessoas restantes em todo o mundo.

A parte engraçada veio depois que eles voltaram. Apesar de finalmente entenderem perfeitamente os sentimentos um do outro e manterem a comunicação que havia faltado por anos, ainda parecia que uma membrana fina e invisível existia entre eles. Mesmo agora, sentados um em frente ao outro na mesa de jantar, eles estavam discutindo como dois homens enormes e adultos regredindo a adolescentes desajeitados vivendo sua primeira paixão — retrucando: “Por que seu rosto está tão vermelho” e “Seu rosto está mais vermelho”.

— Coma alguns vegetais. Por favor, apenas coma alguns vegetais.

— Como diabos eu deveria comer cebolinhas cruas?

— Elas não estão cruas. Eu as mergulhei em vinagre e água com açúcar só para você comer. Estão agridoces, estão perfeitamente comestíveis. Por favor, apenas coma.

Durante o primeiro trimestre, Gi-hyeon na verdade havia consumido vegetais que normalmente não tocaria, mas seu paladar original parecia ter retornado. E Yeon-oh claramente não estava feliz com isso. O homem cuja nuca estivera vermelha brilhante momentos atrás de repente sumira, substituído por um resmungão implacável empurrando violentamente um prato lateral transbordando de pepinos, cebolinhas e cebolas misturadas na salada de caracol marinho em direção a Gi-hyeon. Retirando discretamente alguns pedaços, Gi-hyeon comeu o resto sentindo-se culpado.

A lata de cerveja sentada na frente de Yeon-oh permaneceu completamente fechada, gotas de condensação rolando por sua superfície fria. Gi-hyeon não perguntou por que ele não estava bebendo. Era cativante que Yeon-oh estivesse se abstendo em solidariedade, e honestamente, vê-lo beber provavelmente faria Gi-hyeon desejar ainda mais.

— Vou me atrasar amanhã.

— Ah, tudo bem.

Perdido em seus próprios pensamentos, Gi-hyeon respondeu vagarosamente. Um segundo depois, ele facilmente se lembrou do motivo do retorno atrasado de Yeon-oh.

Ainda gerenciando a galeria, Yeon-oh ficara absolutamente furioso quando Jo Gyu-deok exigiu que eles registrassem o casamento antes que ele iniciasse o processo de sucessão corporativa.

— Pare de anexar condições a tudo. Por que você é tão ganancioso, velho? Quando você diz merdas assim, faz parecer que eu só estou forçando este casamento para garantir minha herança!

Ouvindo Yeon-oh praticamente rosnar na cara de Gyu-deok, Gi-hyeon não pôde exatamente intervir e dizer: “Eu nunca pensei isso…”, então ele simplesmente manteve a boca fechada. Em vez disso, ele havia segurado gentilmente Yeon-oh para poupar o velho de mais embaraços.

Olhando para Gi-hyeon, Yeon-oh havia murmurado uma série de palavrões baixos. Embora a ruga furiosa entre suas sobrancelhas não tivesse desaparecido completamente, ele pelo menos havia calado a boca em relação a Gyu-deok.

Aparentemente imune à hostilidade completamente descontrolada de seu neto, Gyu-deok sequer havia olhado para Yeon-oh. Em vez disso, ele se voltou diretamente para Gi-hyeon.

— Criança, não é assim. Realmente não é assim.

A desespero puro e palpável na voz do mais velho ao repetir a frase duas vezes deixou Gi-hyeon atordoado. Ele simplesmente assentiu, perplexo, e respondeu que entendia.

A expressão no rosto do velho espelhava perfeitamente a de um comerciante que finalmente havia conseguido se livrar de um produto defeituoso e estava tentando desesperadamente acalmar o comprador antes que ele exigisse um reembolso. Era igualmente hilário e patético. Claramente, até Gyu-deok reconhecia que seu próprio neto estava fora de si.

Independentemente da política familiar ridícula que o mantinha preso ao cargo de diretor da galeria, Yeon-oh aparentemente havia dedicado uma quantidade enorme de esforço para organizar uma exibição específica para amanhã.

Havia um pintor cujas obras comandavam preços exorbitantes. A galeria havia feito um lobby agressivo com ele, oferecendo sediar uma exposição individual apenas para fazê-lo visitar a Coreia. Sendo ele próprio um herdeiro chaebol, o artista já era incrivelmente famoso e não tinha absolutamente nenhuma necessidade financeira de expor na Coreia, mas supostamente havia concordado unicamente devido a uma conexão de infância que compartilhava com Yeon-oh.

— Qual é exatamente o seu relacionamento com ele mesmo? — Gi-hyeon perguntou casualmente, sua linha de raciocínio finalmente alcançando o assunto. O macarrão estava incrivelmente mastigável e delicioso.

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.

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