Ler Salt Society (Novel) – Capítulo — 114 – Fim do Extra Online


Modo Claro

↫─Capítulo 114, Extra

No dia em que foram cumprimentar formalmente Jo Gyu-deok, Yeongwon também se juntou a eles. Como Jo Gyu-deok não a havia convidado, o olhar do idoso direcionado a Yeongwon foi tudo menos acolhedor.

— Por que você está aqui? — Jo Gyu-deok resmungou. — Quem foi que te chamou?

— Ora, meu Deus, Pai, o que você quer dizer com isso? — Yeongwon sorriu, parecendo radiante e totalmente imperturbável. — Estou aqui na minha qualidade de mãe do Gi-hyeon.

O comportamento brilhante e confiante dela deixou Gi-hyeon à vontade. Parecia que ela mantinha um relacionamento decente com a família paterna de Jo Yeon-oh mesmo após o divórcio. Sua afirmação de ser mãe dele também não estava exatamente errada; Yeongwon frequentemente preenchera o vazio deixado pela falecida mãe de Gi-hyeon. Depois que começou a namorar Jo Yeon-oh, a consciência pesada levara Gi-hyeon a contatá-la com menos frequência, fazendo com que o relacionamento deles esfriasse nos últimos anos. Mas agora, ele genuinamente queria tratá-la bem. Se ela não tivesse conversado com ele naquela época, ele jamais teria encontrado coragem para dar esse passo. Acima de tudo, ele estava simplesmente grato por ela não se opor a eles e ainda se importar com ele.

No fim das contas, o jantar acabou sendo bastante harmonioso. Jo Gyu-deok não era o velho malicioso que Gi-hyeon havia imaginado.

— Sr. So, não era? Experimente isto.

A maneira do mais velho de oferecer os acompanhamentos era surpreendentemente afetuosa, mas não excessivamente. Gi-hyeon aceitou cada pedaço sem recusar. Jo Yeon-oh, no entanto, sentou-se ao lado dele agindo de forma visivelmente irritada com a troca.

— O estômago dele é frio, ele não deveria comer coisas assim —, Jo Yeon-oh rebateu de forma ríspida. — Por que você está ditando a refeição dele? Só coma a sua própria comida, velho.

— Seu moleque… — Jo Gyu-deok franziu a testa. — Você realmente quer humilhar o seu avô na frente do Sr. So?

— Eu vou alimentar o meu próprio homem. Cuide do seu próprio prato, Presidente —, Jo Yeon-oh rebateu. — Se ver a gente se dando bem faz o seu estômago revirar, vá ressuscitar a Madame do túmulo dela e coma com ela. Por que você está cobiçando o marido de outra pessoa?

Apavorado com a pura audácia dele, Gi-hyeon repreendeu Jo Yeon-oh enquanto a raiva coloria o rosto fortemente enrugado do velho.

— Que tipo de bobagem desrespeitosa você está falando? — Jo Gyu-deok esbravejou.

Dando de ombros com desleixo, Jo Yeon-oh pegou um pedaço de eobok mandu e colocou no prato da frente de Gi-hyeon. Jo Gyu-deok assistiu ao gesto com genuína fascinação.

— Ele costuma ouvir o Sr. So tão bem assim? — Jo Gyu-deok perguntou a Yeongwon, com o tom carregado de absoluto desconcerto, esquecendo completamente que acabara de repreendê-la por estar ali.

Rindo baixinho, Yeongwon assentiu. — Nem me fale. Ele era unicamente obcecado mesmo na faculdade. Ele chegou ao ponto de reservar um lugar perto da Academia Militar só para bater com o cronograma de folga do Gi-hyeon…

Ouvir ela relatar a extrema futilidade dele fez Gi-hyeon corar de vergonha, levando-o a se concentrar silenciosamente em sua comida. À medida que os pratos se esvaziavam gradualmente, Jo Gyu-deok soltou casualmente a pergunta sobre quando eles planejavam se casar. Antes que Jo Yeon-oh pudesse abrir a boca, Yeongwon interveio com suavidade.

— Sério, Pai, por que se meter nos assuntos dos jovens? — ela desviou com elegância. — Muitos jovens hoje em dia vivem juntos sem uma cerimônia formal. Se eles quisessem uma, já a teriam feito.

— …Você sempre foi assim, tão desconfortavelmente eloquente? — Jo Gyu-deok resmungou, esfregando as têmporas.

Exibindo um sorriso lindo e refinado que Jo Yeon-oh claramente herdara, Yeongwon ignorou facilmente as reclamações do velho. — Coma tudo, Gi-hyeon —, ela incentivou afetuosamente. — A titia vai fazer o seu caranguejo marinado picante favorito neste fim de semana.

A refeição foi concluída em um tom bastante agradável. Tendo sentido como se tivesse recebido a bênção dos mais velhos de Jo Yeon-oh, um peso enorme foi retirado dos ombros de Gi-hyeon. Ele havia abrigado profundas ansiedades em relação ao bebê, mas felizmente ninguém parecia se opor à união deles.

…Quanto ao próprio pai, Gi-hyeon não conseguia sequer falar com ele hoje em dia, muito menos saber o que ele estava fazendo ou onde estava morando. Após o dia em que invadiu a casa de Gi-hyeon, ele ligara constantemente, exigindo que Gi-hyeon voltasse a morar com ele em sua casa. Agora, até mesmo essas ligações haviam cessado. O homem, que normalmente não agia daquela maneira, de repente se transformou em um lunático e destruiu completamente o quarto do bebê. Jo Yeon-oh, na verdade, considerou isso um golpe de sorte, assumindo entusiasticamente a responsabilidade de redesenhar e decorar completamente o cômodo.

— Se ele não está ligando, apenas deixe estar. Ele não parece ter uma personalidade muito boa de qualquer maneira, então por que se estressar com isso? Ou o quê, você estava realmente planejando fugir para a casa dele?

Essa foi a resposta afiada de Jo Yeon-oh quando Gi-hyeon tocou vagamente no assunto, com os braços cheios de catálogos de carrinhos de bebê de luxo. Bem no final da frase, Jo Yeon-oh lançou-lhe um olhar distintamente amuado. Olhando de volta para ele, Gi-hyeon não pôde deixar de admitir que era surpreendentemente fraco para um rosto bonito. Jo Yeon-oh parecia lindo demais quando o fitava com olhos tão intensos e sombrios.

A parte realmente ridícula foi que Gi-hyeon caíra exatamente naquela armadilha de sedução, assinando impulsivamente um contrato para um carrinho de bebê que custava impressionantes dez milhões de won. Ele sabia que deveria ter dito não com firmeza. Cheio de arrependimento no dia seguinte, tentou sugerir que comprassem um modelo diferente, mas Jo Yeon-oh apenas fingiu impotência.

— É de um especialista em encomendas personalizadas, então eles provavelmente não aceitarão cancelamentos. Vamos apenas dar coisas boas para o bebê. É o primeiro carro do nosso filho.

Gi-hyeon duvidava muito que pessoas normais se referissem a carrinhos de bebê como “carros”, mas o preço astronômico certamente justificava o termo. Quando mais tarde relatou o incidente a Beom-hee, ela bufou abertamente.

— Desde quando pedidos personalizados são impossíveis de cancelar? Eu te avisei para tomar cuidado morando com uma raposa. So Gi-hyeon, anote o que estou dizendo — ele vai cortar o seu nariz fora enquanto você estiver dormindo e você nem vai notar.

Ouvindo-a, Gi-hyeon honestamente não saberia dizer se aquilo era uma piada ou uma maldição.

Independentemente disso, Gi-hyeon se viu perto do complexo de apartamentos de Jo Yeon-oh novamente naquela noite. Ele planejava filar o jantar dele. Tendo chegado bem na hora em que Jo Yeon-oh terminava o expediente, Gi-hyeon concluiu sua caminhada noturna entrando em uma padaria localizada na galeria comercial bem na frente do prédio.

— Bem-vindo.

Tendo tirado um semestre de folga, a funcionária de meio período da padaria aceitara o emprego simplesmente para evitar mofar em casa. Impregnada com o cheiro forte de manteiga e massa de farinha ao final de cada turno, ela constantemente se perguntava quanto tempo mais teria de suportar essa rotina. No entanto, um novo cliente regular trouxera recentemente um glorioso raio de luz para a vida dela.

O cliente regular era, para ser sincera, devastadoramente bonito. Seu cabelo preto e grosso brilhava com um reflexo azul profundo, cortado em um comprimento limpo e moderado que lhe conferia a aura distinta e disciplinada de um oficial militar de elite. Ele era bastante alto, ostentando ombros largos e confiáveis e quadris estreitos que faziam o caimento da linha de suas calças ficar perfeito. Seu rosto perpetuamente sem expressão, pele clara, sobrancelhas fortes e nariz afiado davam a impressão de que, embora respondesse educadamente se falassem com ele, rejeitaria instantaneamente e implacavelmente qualquer um que ousasse pedir seu número com um seco: — Ah, peço desculpas.

— Quanto deu?

— O-Oh, sim?

Olhando para a funcionária completamente distraída, Gi-hyeon ofereceu uma curva sutil e educada de seus lábios e repetiu. — Eu gostaria de pagar.

Instantaneamente, as outras funcionárias de meio período que estavam rindo entre si congelaram. Com as orelhas ardendo em um vermelho vivo, elas correram para embalar rapidamente os pães dele. Sem saber do efeito devastador que seu rosto causava na equipe, Gi-hyeon debateu brevemente se deveria pedir para não embalarem o folhado de salsicha para que pudesse comê-lo no caminho.

Nesse momento, o sino da loja tocou e um homem impressionantemente lindo entrou. Ostentando uma pinta distinta no nariz, ele usava uma gola alta preta. O tecido era tão fino e leve que, apesar da cor escura, delineava perfeitamente a silhueta espessa e agressiva de sua forte musculatura.

A mera presença dos dois homens fez a pequena padaria parecer sufocantemente cheia. As funcionárias de meio período permaneceram congeladas no lugar, esquecendo completamente de cumprimentar o recém-chegado. Sem saber que sua expressão habitualmente estoica havia se desfeito em algo profundamente relaxado, Gi-hyeon virou-se.

— Você chegou?

— O trânsito está travado pra caralho —, Jo Yeon-oh rosnou. — Aqueles filhos da puta dirigindo carros que são uma sucata, eu deveria apenas matar todos eles?

Balançando a cabeça diante da pura vulgaridade, Gi-hyeon virou-se de volta para o caixa. — Devo inserir o meu cartão?

A funcionária, que estivera corando furiosamente enquanto desviava os olhos entre os dois homens espetaculares, desgelou lentamente no momento em que Jo Yeon-oh abriu sua boca imunda. Olhando estritamente para a sacola de papel, ela terminou de embalar o pão em um silêncio aterrorizado.

Achando a situação divertida, e sentindo uma ponta de pena da equipe cujos cérebros certamente estavam entrando em curto-circuito devido à desconexão violenta entre o rosto angelical de Jo Yeon-oh e seu vocabulário demoníaco, Gi-hyeon rapidamente pegou a sacola e saiu da loja.

Seguindo-o de perto, Jo Yeon-oh perguntou em um tom sombrio e completamente irritado, claramente incomodado com algo totalmente diferente. — Você vem muito aqui, não vem.

— Toda vez que venho na sua casa? Por quê?

Eles caminharam lado a lado pela rua. Guiando Jo Yeon-oh para andar pelo lado de dentro da calçada, Gi-hyeon observou enquanto a testa profundamente franzida de Jo Yeon-oh se suavizava, seu braço envolvendo-se firmemente ao redor da cintura de Gi-hyeon.

— A maneira como aquelas funcionárias olham para você é completamente obscena. Use uma jaqueta acolchoada ou algo assim de agora em diante.

— Você está louco? Nem passamos do outono ainda.

Tomando suavemente a sacola da padaria das mãos de Gi-hyeon, Jo Yeon-oh murmurou entre dentes. — Se você fica andando por aí desse jeito, a sua bunda fica bonita para caralho que todo mundo fica olhando para as suas costas. Tudo bem para você? Você é algum tipo de tarado pervertido que se excita com as pessoas olhando?

— Ei… o bebê está ouvindo, para com isso.

Diante disso, Jo Yeon-oh pousou a palma da mão suavemente contra o baixo ventre de Gi-hyeon. — Ele está dormindo.

Gi-hyeon riu baixinho. — Tem como você saber disso?

— Como não teria? Eu venho me matando tentando alimentar ele, comprando frutas todos os dias, assando milho, fritando vagem, refogando berinjela — eu estou fazendo o absoluto máximo.

Ouvindo o esforço genuíno na voz dele, parecia que um vínculo profundo já estava se formando entre eles. Sorrindo novamente, Gi-hyeon não afastou a mão que acariciava sua barriga. Capturando o som de sua risada suave, Jo Yeon-oh inclinou-se e pressionou um beijo estalado na mandíbula de Gi-hyeon.

— Eu te disse para não fazer isso na rua. Você realmente escuta alguma coisa do que eu digo?

— Eu te escuto perfeitamente. Você disse que estava cansado ontem, então eu só ia chupar o seu pau hoje.

Incapaz de se conter, Gi-hyeon desferiu um tapa impiedoso nos lábios de Jo Yeon-oh. Observando Jo Yeon-oh alegar descaradamente que levar um tapa apenas deixava seus lábios inchados e parecendo mais sexys, Gi-hyeon caiu na risada ali mesmo na rua, totalmente exasperado.

Sempre que isso acontecia, Jo Yeon-oh olhava para Gi-hyeon em absoluto deslumbramento, seu próprio rosto se desfazendo em um sorriso gentil e devastadoramente terno, como uma pétala de flor machucada submersa em água morna.

O primeiríssimo outono de Gi-hyeon ao lado de Jo Yeon-oh estava apenas começando.

↫─☫ Fim Extra

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.

Gostou de ler Salt Society (Novel) – Capítulo — 114 – Fim do Extra?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!