Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.3 (E se…) Online

Extra IF – Máscara de Cachorro 03
Fazia pouco tempo desde o vestibular. Parecia ter ido razoavelmente bem, mas não sabia se conseguiria entrar na faculdade. Graças ao chefe do escritório, que bancou a taxa de inscrição, conseguiu enviar para alguns lugares, mas não tinha grandes esperanças.
O único motivo para querer ir à faculdade era um. Às vezes o espiava escondido e achava que devia haver algo especial já que ele se dedicava tanto à vida universitária. Para ser mais exato, o que mais queria era pelo menos colocar os pés no mundo em que Jaeha vivia. Não podia implorar para ficar do lado dele, então a cauda que balançava furiosamente num lugar invisível estava doendo de tanto agitar. Era o destino ruim de um cachorro de rua miserável que sobrevivia pegando qualquer coisa para comer nas ruas, mas que tinha os olhos altos e desejava o que estava dentro de um palácio.
—O quê. Um carro importado se exibindo? Ei, vai lá mandar tirar o carro.
O chefe olhou pela janela enquanto acendia um cigarro e disse isso. O dinheiro acumulado vendendo até o traseiro dos filhos dos devedores, Jang Hanyong tinha levado embora. Taegun, que estava contendo o chefe, que se contorcia tentando cobrir o dinheiro do repasse, e queimando os registros, disse com um tom entediado enquanto cruzava as pernas:
—Chefe, tá assustado com carro importado? Tem que dirigir até uma carroça nacional com amor e carinho.
—Vai falar mais besteira? Ah, o que você tá fazendo. Levanta logo e vai lá.
Era óbvio que se ficasse assim, o chefe continuaria a incomodar, então, com a caneta cheia de resíduos de tinta enfiada atrás da orelha, saiu arrastando os chinelos e se levantou. Depois desceu vários degraus de uma vez com as pernas compridas e chegou rápido ao primeiro andar, onde pôde ver o tal carro importado problemático.
O que estava estacionado do outro lado da rua era do mesmo modelo que o de Jaeha. Sentiu uma discreta irritação ao ver aqueles filhos de ricaços dirigindo um carro além das suas posses. Era o que sentia toda vez que via nas ruas um carro igual ao de Jaeha. Queria que o de Jaeha fosse exclusivo de Jaeha. Assim como Jaeha era único para ele, queria que tudo que Jaeha possuísse fosse especial como Jaeha.
Com um tanto de interesse pessoal misturado, Taegun arrastou os chinelos sem hesitar, cruzou a rua e bateu na janela. Não era um bandido, então não cometeu a maldade de arrancar o espelho lateral de uma vez. Mas se a conversa não terminasse bem, aquele carro logo só teria o espelho lateral direito.
Pouco depois, enquanto via a janela do motorista, com filme escuro, abaixar, estava pensando em xingar ou fazer a pessoa bater a cabeça no volante e buzinar no lugar.
—…
—…
No começo, achou que estava sonhando. Pensou que era um sinal para parar de xingar os caras que dirigiam carros iguais ao de Jaeha. Mas depois de ver as pupilas claras olhando para ele com um olhar carinhoso, todos os pensamentos se reduziram a um ponto e pareceram voltar ao nada. Como uma pessoa diante do turbilhão de um universo gigantesco, Taegun estava encolhido e tentando recuperar os sentidos.
Para começo de conversa, Jaeha não tinha motivo para estar naquele bairro miserável, e se não fosse uma ilusão criada pelo seu sistema de feromônios enlouquecido, qual seria a probabilidade de Jaeha estar ali? Estava prestes a piscar os olhos repetidamente para apagar rapidamente a ilusão à sua frente e bater no teto do carro de algum idiota que tinha comprado um carro igual ao de Jaeha para mandá-lo tirar o carro, quando:
—Estacionar… deve ser por causa disso, né? Vou tirar o carro logo.
—…
A respiração parou de novo. A voz também era a de Jaeha. Uma imaginação tão vívida conseguia circular pelas ruas? Toda vez que os viciados o convidavam para experimentar dizendo para experimentar pelo menos uma vez, ele tinha dado socos na cara deles , mas será que tinha estado consumindo droga inconscientemente? A confusão fez a testa franzir sozinha. Enquanto isso, a outra pessoa, que parecia ter esboçado um sorriso levemente acanhado, tinha apagado o sorriso e estava girando a chave. Com o som suave do motor pegando, algo soou como um baque. Taegun, sem mais tempo para pensar, disse:
—Tem alguma coisa pra resolver por aqui?
—Ah…
Com a pergunta repentina, Jaeha pressionou os lábios. Quando o lábio inferior, que estava levemente pressionado, se soltou da pressão, estava mais vermelho do que antes, com o sangue afluindo.
Era o Jaeha que Jang Taegun conhecia.
O coração bateu com força e pareceu que correntes apertavam o corpo inteiro. Era como se estivesse apressando, dizendo que o que era seu estava perto, para estender a mão e tomar. Taegun, com as veias do pescoço salientes, ainda assim forçou um tom normal. A energia mental estava se esgotando rapidamente por se concentrar em não deixar sair uma voz rachada.
—Se tiver pressa, pode deixar o carro aqui.
—Hm…
Com as palavras de Taegun, a outra pessoa pareceu ponderar. Tinha ficado olhando unilateralmente e seguindo de longe por todo esse tempo, mas estar tão perto assim era algo que só tinha acontecido quando eram muito jovens e num beco qualquer onde conseguiu sentir a textura da camisa de uniforme de Jaeha ao passar raspando. Não havia acontecido em mais nenhuma outra vez.
Dominado pelo pensamento de que não sabia quando voltaria a ficar tão perto, precisava gravar a memória com firmeza, como se estivesse esculpindo em pedra, ficou sem desviar o olhar do rosto de Jaeha nem por um segundo. Os cabelos castanhos claros, um pouco mais claros do que imaginava, os cílios de cor semelhante, o rosto branco, a aparência um pouco fria. O jeito de quando era criança quase não restava, mas a pele limpa e clara era a mesma de sempre.
Nesse intervalo, ele parecia ter terminado de ponderar. Taegun estava se esforçando para não fazer a coisa vergonhosa de engolir em seco e fazer o gogó subir e descer. Não queria parecer um cachorro idiota babando na frente de algo que nem era sua comida. Muito menos na frente dele.
—Você… por acaso tem um tempo?
Por isso, quando ouviu aquelas palavras, achou que a veia cerebral tinha finalmente estourado por causa da pancada na nuca que levou dos caras da facção Chilhak semana passada durante uma briga de território. Se não fosse por estar com o juízo perturbado, como Jaeha diria isso para ele? Mas sendo um cachorro de rua que ficou a vida inteira esperando pela chance e vagando por baixo de pontes, não podia deixar aquelas palavras passarem em branco.
—…Tempo, quanto tempo?
Respondeu com indiferença, preocupado que se demonstrasse entusiasmo demais a outra pessoa fosse embora. Pode ter sido impressão, mas a expressão de Jaeha ao ouvir aquelas palavras clareou de repente, e ele rapidamente saiu do carro soltando o cinto de segurança. Diante do gesto que parecia um pouco apressado, ficou preocupado se algo tinha acontecido com ele, e a testa franziu involuntariamente.
O Jaeha que saiu do carro cheirava a freixo fresco. Teve que se esforçar ao máximo para não ficar farejando como um cachorro no cio. Quando Jaeha era estudante do ensino médio, Taegun era um pouco mais baixo, mas agora estava na altura de conseguir olhar para baixo. Parece que continuou crescendo depois do vestibular quando os joelhos doíam e latejavam. No meio de tudo isso, achou bom. Ser pelo menos um dedo mais alto que Jaeha.
—Hm, não está com frio? Podemos conversar dentro do carro… ah, mas isso ficaria estranho.
Que estranho como? Será que já sabe que minha piroca ficou dura pensando nele? Jang Taegun estava tão perto de Jaeha para fechar a porta do motorista que conseguia sentir o cheiro dele bem perto, e parecia ter chegado a um estado em que não conseguia mais pensar normalmente. Estava completamente atordoado. Estava de calça de moletom folgada, então se ficasse excitado ali, ficaria totalmente evidente. Será que devia socar a própria cara agora? De jeito nenhum esse desejo que parecia não ter fim pensava em diminuir.
No meio de tantos conflitos internos, Jaeha tirou o próprio casaco e jogou sobre os ombros de Taegun. Só então Taegun percebeu que estava na frente de Jaeha usando um chinelo de dedo rosa sem nem meia, e uma camiseta fina. Esse diabo. Porra. Não podia acreditar que estava lá, na presença de alguém com quem teria que se apresentar até de terno bem passado e cabelo cheio de pomada, mas estava em farrapos de mendigo.
Mas a sensação que chegava de forma ainda mais violenta era exatamente aquela de, ao vestir o casaco de Jaeha, sentir o calor dele se envolvendo por completo.
…Merda. Ficou duro. Jang Taegun franziu o rosto de aflição.
Sem saber como interpretar aquela expressão, Jaeha se encolheu e logo disse como se fosse uma desculpa:
—Ah, não sou uma pessoa estranha. Cartão de visita… ah, ainda não tenho cartão, sou estudante… não é nada demais, só achei que estava com frio.
Ele parecia um pouco confuso. Parecia constrangido. Ou seria que as orelhas ficaram vermelhas por causa do frio? Estava prestes a devolver o casaco de Jaeha que cobria a pele clara antes de ser tingida pelo frio, mas Jaeha parecia não ter o menor interesse no próprio casaco e olhou ao redor, depois se virou para Taegun e disse:
—Aqui perto tem algum lugar bom para conversar?
…Ainda aquele jeito de falar que dá coceira. Jang Taegun sufocou a vontade de arranhar o próprio coração e à força empurrou de volta o casaco, pedindo para esperar um momento. Sem nem ouvir o que a outra pessoa respondeu, virou as costas e foi andando rápido arrastando os chinelos. Subiu os degraus do escritório dois ou três de uma vez.
—Mandei você tirar o carro e você foi fazer o quê? Você foi lá se apaixonar, seu filho da puta.
—Chefe, me dá vinte reais.
Mal entrou no escritório, chutou os chinelos para longe e calçou o tênis que estava num canto. O chefe ficava olhando para Taegun com um palito na boca sem acreditar no que via, mas ele não ligou.
Enfiou a mão na axila de um dos grandalhões do escritório que estava comendo macarrão com molho preto num canto e o levantou, depois tirou o casaco que o cara estava usando.
—O, o que o senhor está fazendo?
—Me empresta por duas horas.
Não tinha um casaco decente. Parecia melhor pegar emprestado o de quem se vestia um pouco mais limpo. O chefe riu sem acreditar.
—Caramba, será que pegou o número? Vai pra um date?
O chefe, que ria como um tio querendo se meter no romance de jovens, tirou uma nota de cinquenta reais da carteira.
—Ei, vai ali fora tomar um café com esse tipo.
Jang Taegun pegou a nota na hora e enfiou no bolso do casaco que tinha tomado emprestado. O chefe resmungou que nem disse obrigado, mas sem tempo de responder, abriu a porta do escritório de uma vez e correu para fora.
—Ei! Fecha a porta ao sair!
Também não respondeu a isso e foi descendo. O coração batia como se fosse explodir. Nunca tinha imaginado que poderia trocar palavras com Jaeha. A região do cóccix latejava. Conseguia sentir o órgão que todos os outros tinham achado que estava atrofiado querendo balançar furiosamente em direção ao seu dono.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara