Ler Dogs Mask (Novel) – Capítulo ↫─História Extra 02.4 (E se…) Online


Modo Claro

Extra IF – Máscara de Cachorro 04

Agora havia cafés individuais a cada dez passos, mas como tinha voltado longe demais no passado, não havia muitos à vista. Ainda bem que Jang Taegun parecia conhecer bem a região e guiou Jaeha sem dizer muito. Depois de andar um pouco mais, avistou um grande café de franquia que já havia praticamente desaparecido. Seguindo os passos que iam naquela direção com olhares de relance, Jaeha estava com o pensamento distraído com uma ideia completamente diferente.

Mesmo que por fora parecesse um estudante universitário de vinte e dois anos, o que estava dentro era um homem casado com filho, então ficou constrangido de estar ao lado de Taegun, que parecia muito mais jovem do que ele conhecia. Tanto que o passo foi ficando mais lento, e Jang Taegun se virou para ele erguendo uma sobrancelha como se o apressasse. Era um hábito de Taegun que Jaeha conhecia bem, então sem querer o canto da boca relaxou num sorriso.

—…Por que você está sorrindo?

A curiosidade sobre o motivo do sorriso também parecia igual, então respondeu apenas com outro sorriso, sem dizer nada. E logo ficou preocupado. Porque o pescoço, as orelhas e até as pontas dos dedos de Jang Taegun estavam todos vermelhos.

—Está com frio?

Era pleno inverno, mas ele mesmo não estava assim, então quis enrolar o cachecol que tinha trazido do carro no pescoço de Taegun, mas hesitou com medo de que isso também parecesse uma cantada. Até a altura levemente menor que a do Taegun que ele conhecia era um fator que freava o impulso, mesmo Taegun ainda sendo mais alto do que ele agora.

Taegun não respondeu à pergunta de Jaeha, olhou discretamente para ele de cima, passou o dedo indicador pela ponta do nariz e apontou para a porta do café. Parecia estar dizendo para entrar primeiro.

Sem saber quando tinham chegado, Jaeha fez um leve aceno de cabeça e entrou primeiro. Mas pausou por um momento ao sentir uma mão que se estendeu das suas costas para empurrar a porta primeiro.

O Jang Taegun refletido na porta de vidro estava olhando fixamente para a nuca de Jaeha. Por alguma razão as orelhas ficaram quentes. Jaeha fez um som de “hm” com a garganta, agradeceu brevemente e entrou. Quando a porta se abriu com um tilintado, o atendente do café cumprimentou sem nem olhar para cá.

—Pode sentar. Vou pegar o café.

No momento em que Jaeha indicou um lugar e falou, Taegun o passou na frente e chegou primeiro ao caixa. Na mão vermelha e áspera de frio havia uma nota amassada de cinquenta reais. Não podendo deixar uma pessoa mais jovem gastar dinheiro, ficou bem do lado de Taegun.

—Deixa eu pagar.

—Escolhe o que vai querer.

Pareceu que se encolheu levemente quando os braços se tocaram, mas talvez não. Ao tom naturalmente indiferente, Jaeha fez um som baixo com a garganta. Pensando bem, Jang Taegun odiava muito deixar Jaeha gastar dinheiro com ele. Mesmo quando pedia para comprar comida, quando saíam do restaurante ele já tinha pago. A outra pessoa ainda não tinha nem vinte anos, mas compreendeu tardiamente que deixá-lo pagar pelo menos um café era o caminho para preservar o orgulho dele.

—Escolhe logo.

Nesse intervalo, Jang Taegun estava apressando Jaeha mais uma vez. O olhar com olhos ardentes e fixos nele o surpreendeu levemente, então Jaeha moveu os lábios e disse:

—Hm, eu vou querer um café quente, por favor.

—Dois iguais.

Jang Taegun virou a cabeça rapidamente e pediu ao atendente. Na primeira vez que o conheceu, era um alfa tão maduro que parecia inacreditável que fosse da mesma idade que Jaeho, mas como de qualquer forma era mais novo, havia algumas diferenças em relação ao Taegun que conhecia, e era divertido e curioso observá-lo. Jaeha agradeceu brevemente e foi até a mesa.

Jang Taegun pegou o café direto no balcão de retirada e voltou à mesa onde Jaeha estava sentado. O movimento de colocar a bandeja com as xícaras fumegantes na mesa e sentar na cadeira à frente foi tranquilo. Os pequenos hábitos e as características no jeito de se mover eram os mesmos do Jang Taegun que ele conhecia, o que causava tanto alegria quanto uma sensação nova que fazia o coração acelerar.

—Você vem aqui com frequência?

Jaeha perguntou com gentileza. Sabia que Taegun o havia observado por muito tempo, mas mesmo assim, falar abruptamente demais poderia assustá-lo. Queria explicar bem, mas com essa falta de jeito para palavras ia ser complicado.

—…Às vezes.

Taegun colocou os cotovelos na mesa, apoiou o queixo na mão e respondeu. O olhar que perfurava com a palma cobrindo a boca estava quente. Percebendo rapidamente o que aquele olhar implicava, Jaeha ficou um pouco quente e pressionou os lábios, soltando um gemido baixo. Era o tipo de olhar que ele só demonstrava na cama. Não podia culpar o jovem Taegun por ter devaneios sobre ele.

Em vez disso, ficou tossindo sem parar. Porque estava nervoso em iniciar um assunto que, não importava o que dissesse, soaria como coisa de louco para a outra pessoa. Mesmo assim ficou muito tempo sem conseguir dizer nada, até que conseguiu pegar a xícara e umedecer os lábios.

Até então, Jang Taegun ficou sentado à frente sem tirar o olhar persistente de Jaeha. Parecia que a fantasia havia cessado, pois o desejo que borbulhava havia esfriado um pouco, mas o olhar ficou ainda mais persistente.

Esse jeito dele de olhar fixamente como se fosse perfurá-lo era algo a que estava acostumado. Afinal, o marido de Jaeha adorava ficar observando fixamente enquanto estava sentado na bancada da cozinha-ilha, mesmo quando ele só estava lavando a louça. Graças ao tempo vivendo como casal, o olhar dele tornou-se algo natural.

Mas não conseguia descobrir como seria melhor começar a falar. Jang Taegun parecia estar esperando por Jaeha. O jeito era: você pediu para conversar, então fala. Jaeha engoliu um suspiro curto e finalmente abriu a boca.

—Bem, não sei como isso vai soar. Mesmo que pareça loucura, não tenho como negar.

Até começar a falar era difícil, e pareceu que o sangue fluiu para os lábios que havia pressionado levemente. Devia ser porque o sangue voltou a circular nos capilares que estavam suportando a pressão. Jaeha não estava percebendo que o olhar de Taegun migrava para seus lábios ardentes.

—Pode falar. Vou ouvir e depois julgar.

A voz despreocupada de Taegun pousou ali. Jaeha achou que isso também era igual e tentou sorrir levemente, mas logo pensou em como deveria falar. Se de repente dissesse que veio do futuro, Taegun, que era uma pessoa bastante realista, poderia achá-lo louco. Mesmo assim, não queria esconder a verdade e tornar sem efeito tudo que havia acontecido entre eles. Além disso, se negasse agora o relacionamento que ele e Taegun teriam no futuro distante, seria como se a filh do casal não existisse. Não seria algo que um pai faria para a filha? Jaeha reuniu coragem com dificuldade.

—Eu sei muito bem como vai mudar o relacionamento entre nós dois num futuro muito distante.

—…

Que papo é esse. Ultimamente andei deixando de segui-lo com mais descuido, será que nesse tempo ele converteu para alguma religião estranha? Taegun estava com exatamente aquela expressão. Jaeha, que havia previsto essa reação, sorriu com uma expressão um pouco estranha. Parecia que seria mais rápido explicar diretamente sem dar voltas.

—Uns dez anos depois, o senhor Taegun e eu vamos nos casar.

—…

Esperando que acreditasse, olhou discretamente para o rosto dele, e Taegun, que estava ficando vermelho do pescoço para cima, estava com os olhos bem abertos. Com base na experiência de ter vivido muito tempo ao lado dele, aquela reação era um sinal de afirmação.

Só não teria achado que sua fala funcionou se Taegun não tivesse se levantado de repente.

—…Um momento, o banheiro.

Taegun murmurou rapidamente e logo foi em direção ao banheiro com um andar levemente desconfortável. …Não tinha funcionado? Sabia que ele o amava desde muito jovem e pensou que ficaria feliz se trouxesse à tona o assunto do casamento.

—Fui confiante demais…

Jaeha, que ficou sozinho, uniu as palmas das mãos e as colocou perto da boca enquanto soltava um suspiro. Por alguma razão, sentia que o próprio pescoço também estava esquentando. Talvez fosse vergonha porque o que julgou ser um ataque decisivo não havia funcionado.

…Ou será que o Jang Taegun do presente só havia ficado observando de longe, mas não tinha interesse em casamento ou namoro com ele? Pensando bem, nas memórias dessa época que conseguia saber através do vínculo, mais do que amar Jaeha, estava mais próximo de uma obsessão. Podia ser que fosse uma mera obsessão simples, diferente de sentimentos como amor.

Quando essa dúvida surgiu uma vez, ficou ansioso. Ficar envergonhado com o rosto corado era extra. Com a hipótese de que o Taegun desta época também poderia não gostar dele, algo que havia assumido como óbvio, e que aquilo poderia ter sido apenas engano seu, ficou muito envergonhado e perturbado.

Com o pensamento se aprofundando, era natural que a atenção se voltasse para a porta do banheiro. Enquanto ficava olhando em branco esperando a porta se abrir e Jang Taegun sair, depois de um bom tempo, ele saiu do banheiro com a mão e a franja ainda molhadas.

As bordas dos olhos do Taegun que havia se ausentado de repente estavam vermelhas e injetadas de sangue. Jaeha, surpreso, perguntou:

—Está se sentindo mal?

Nunca havia visto o corpo dele adoecer, mas como ainda era jovem, pode ter se sentido mal ou desconfortável, e ficou preocupado. Pela cronologia, Taegun ainda não saberia sobre os vestígios do vínculo que restavam nele, mas a chegada apressada de Jaeha poderia ter causado uma perturbação no sistema de feromônios.

Foi no momento em que Jaeha, com expressão preocupada, o fitava intensamente. Em seguida, as orelhas e o pescoço de Jaeha também ficaram repentinamente quentes, e o baixo ventre ficou pesado. Foi porque captou um aroma de feromônio familiar.

O forte cheiro de roseira e sal marinho que só era possível sentir no quarto do casal fez a saliva descer involuntariamente. Jaeha conseguia imaginar o que Taegun havia feito no banheiro só pela mudança no aroma do feromônio dele. Os anos de experiência vivendo com ele como marido tornaram o reconhecimento dos feromônios de acordo com o nível de excitação mais rápido.

Por isso precisou se lembrar mais uma vez de que Taegun ainda era menor de idade. O impulso de levá-lo para a casa que havia preparado devia ser suprimido. Queria proteger a juventude dele, não manchá-la com um desejo obscuro.

—…Beba algo quente.

Jaeha estava fazendo o máximo para não dar nenhum sinal de que havia percebido algo. Felizmente, ele ainda era jovem, e Jaeha tinha o currículo de ter escondido os sentimentos por três anos de Jang Taegun. Sentia como se estivesse sendo um adulto ruim manipulando uma criança à sua maneira, mas era reconfortante estar ciente de que mencionar o que havia acontecido no banheiro seria algo muito pior.

—O assunto do casamento.

—…

—…Me conta mais.

Foi então que Jang Taegun cortou o silêncio com uma voz baixa e rouca. Como estava pensando que talvez a perturbação dos feromônios fosse o motivo de ter ido ao banheiro logo após ele jogar o tema do casamento, Jaeha naturalmente escondeu a expressão e respondeu com sinceridade às suas palavras.

—É exatamente isso. Começou como um casamento de interesse, mas depois nos tornamos genuinamente sérios um pelo outro.

Claro que era mais próximo de ter se apaixonado à primeira vista por Taegun antes mesmo do casamento, ter tirado ele de Sumin e empurrado para o casamento, mas como era um conteúdo estimulante para um menor de idade, além de ser preocupante sobrecarregar a outra pessoa, mudou as palavras.

Jang Taegun, sentado à frente de Jaeha, com a franja ainda molhada, não respondeu ao que ele disse. A postura parecia dizer para continuar, o que causou tensão. Queria de alguma forma levá-lo para a casa que havia preparado. Mas não importava o que dissesse, não conseguia se livrar da sensação de ser um adulto sem vergonha aliciando uma criança.

—Hm… entendo que é difícil de acreditar.

—…

As bordas dos olhos de Taegun ainda estavam vermelhas. Com o calor familiar acumulado nos olhos injetados de sangue, Jaeha ficou indeciso sobre como interpretar a reação dele. Independentemente de acreditar ou não na história do futuro em que se casaram, parecia aliviante perceber que não estava recebendo como um assunto desagradável.

—…Você também concordou em morar comigo?

Foi então que Taegun perguntou de repente. Porque era uma voz baixa e rouca, toda arranhada, imaginou que deve ter sido difícil pronunciar aquelas palavras. Jaeha, não querendo fazê-lo esperar, acenou rapidamente com a cabeça.

—Claro. Para começo de conversa, fui eu quem conduziu o casamento de interesse.

—O quê?

Incrédulo, Taegun perguntou de volta. O olhar que fitava Jaeha estava ardente.

—É verdade. Eu me apaixonei pelo senhor Taegun à primeira vista.

Com aquelas palavras, Jang Taegun levantou a mão e cobriu o próprio rosto. As pontas dos dedos pareciam tremer levemente. Jaeha ficou aliviado. Parecia que Jang Taegun ainda guardava os sentimentos por ele. A preocupação de estar se declarando a um menor de idade despreocupado com isso se dissolveu. Jaeha, mais tranquilo do que antes, acrescentou:

—Por isso vim até você. Esse futuro ainda está muito longe, mas eu queria ver o senhor Taegun agora mesmo.

—…

Taegun ainda estava com o rosto enterrado na palma da mão sem dizer nada. A mão ainda vermelha mostrava fragmentariamente seus sentimentos, mas a essa altura Jaeha também ficava ansioso. Porque era difícil imaginar o que ele estava pensando no momento.

—Fui muito abrupto. Para o senhor Taegun deve ser incomum até ter alguém desconhecido te abordando, mas para mim é natural conversar com o senhor Taegun.

Não disse que eram completos estranhos. Afinal, sabia de antemão que Taegun o havia observado por muito tempo. A mão de Taegun se encolheu levemente e depois desceu um pouco, revelando apenas os olhos.

—Não é isso, então não se preocupe com isso, e… você veio mesmo porque queria me ver?

—Sim.

Aquela fala podia ser respondida imediatamente. Jaeha, que acenou com a cabeça sem vacilar olhando firmemente para ele, foi observado por Taegun por um momento, que então engoliu um riso seco.

—Não sei se uma coisa dessas pode acontecer, mas pelo fato de você ter vindo até aqui, parece que também sabe como eu estou vivendo.

Taegun disse com a testa franzida. Como disse Taegun, Jaeha desconhecia Taegun, então o fato de tê-lo procurado era em si a prova de que sabia do futuro. Parecia haver um fio de esperança. Pelo menos não parecia estar tratando o que ele disse como loucura de um maluco. Sentia como se estivesse enganando Taegun mesmo sendo algo de que ele próprio discordava que era absurdo, então foi um alívio.

Mas diferente do que Jaeha imaginava, Taegun estava preso em um pensamento completamente diferente.

Casamento? Casamento? Ele e Jaeha seriam presos por uma palavra como essa? Com o corpo reagindo de surpresa a essa palavra de forma inesperada, não era possível continuar a conversa sem conter isso.

Na verdade, além da conversa, quando disse que ia ao banheiro, a razão que estava segurando se rompeu por completo. Só depois de terminar o que fez e lavar o rosto conseguiu pensar de novo no que Jaeha havia dito. Ficou agitado por conta própria e com a parte de baixo do corpo latejando, fez a pergunta de novo, e Jaeha havia dito que tinha se apaixonado à primeira vista e conduzido o casamento de interesse. Aquele mesmo Jaeha? Taegun havia assumido que era claro que seria um casamento forçado.

Mas ao mesmo tempo, uma emoção surpreendentemente desagradável se insinuou. Quer dizer, que filho da puta foi esse que casou com você? Não conseguia acreditar que o homem sentado à sua frente era na verdade um homem casado. Acreditar completamente nas palavras dele era algo para depois. Jaeha disse que eles dois estavam presos pelo contrato do casamento, então mesmo que não acreditasse, não devia fingir que acreditava? No entanto, não conseguia suprimir aquela sensação de queda ao saber que ele havia se apaixonado por algum indivíduo que era o futuro de Jang Taegun ou seja lá o que fosse, antes mesmo do casamento.

…Não, pelo contrário, era uma coisa boa. Porque ele veio procurá-lo porque queria “vê-lo”. Isso significava que havia esperança para ele também. Enquanto imaginava dar um tapa na nuca do seu eu do futuro, Jang Taegun escondeu a expressão.

Sem saber como havia interpretado a reação dele, Jaeha esticou o olhar limpo e comprido observando Taegun. Visto de longe, era uma pessoa que só parecia adulta, mas era curioso o charme pendurado na ponta dos olhos desenhados de forma precisa como por um pincel fino.

Será que quem cresce com muito amor fica brilhando assim, como cristais de açúcar? Jang Taegun ficou curioso de repente. E ao mesmo tempo, uma inferioridade indescritível brotou entre o Jaeha tão brilhante e o próprio eu que dependia da generosidade alheia até para o dinheiro do café e uma roupa emprestada na marra, e o seu eu do futuro que, preenchendo todas essas distâncias, se fez gravar na memória de Jaeha e formou o vínculo com ele.

Provavelmente seria um filho da puta sem consciência de dar inveja. Do contrário, como teria ousado ficar circulando ao redor esperando ser notado pelos olhos de Jaeha?

Se foi graças à sorte maldita que aquele cara foi escolhido e ocupou o lugar de marido, ele também não tinha razão para não conseguir. Além do mais, Jaeha disse que veio procurá-lo porque queria ver o Taegun do presente, não é? Taegun pensou que isso era uma oportunidade, e quanto mais faminto é o cachorro de rua, mais forte é a mordida. Tinha confiança de que não deixaria escapar.

O cachorro escondeu as presas afiadas e mordeu.

—Então o que o hyung quer fazer comigo?

—Ah, hyung… é verdade, eu sou o mais velho.

A têmpora de Jaeha corou perto dali. Olhando para isso, precisou morder e conter um impulso de origem desconhecida. Um desejo fulgurante veio e sacudiu o corpo inteiro, mas estava sentindo instintivamente que ainda não era a hora.

Como se o interminável tempo de paciência tivesse acabado, Jaeha finalmente abriu a boca.

—Hm, eu não gosto de onde o senhor Taegun mora agora. Por isso eu queria que a gente morasse junto pelo menos até você completar a maioridade.

…Começar pela coabitação? O homem diante dos seus olhos tinha uma aparência conservadora, mas mostrava uma atitude bastante ativa.

Taegun cerrou os olhos. Ele estava surpreendentemente observando o comportamento de Jaeha e parecia imaginar que a proposta poderia ser rejeitada. Sem nem imaginar que era justamente do lado de cá que estava ansioso como um cachorro no cio. Aquele que existia lá no alto e que para alguém que vivia jogado no chão era algo que não ousava nem cobiçar, e que agora fazia aquela expressão. Não podia deixar passar a oportunidade que chegou.

Contou até dez por dentro com calma. Não podia responder imediatamente se não queria revelar que estava balançando o rabo e babando. Para não confessar que queria muito morar com Jaeha, mordeu os dentes de baixo.

—…Claro, não é um convite com intenções estranhas. Se o senhor Taegun não se sentir seguro, eu saio. Qualquer lugar que não seja o que você está agora serve…

Não. Onde é que você vai sair pra morar. Deixaria uns caras como eu te perseguir como matilha de cachorros? Taegun balançou a cabeça. Desta vez, nem precisou contar até dez por dentro.

—Tá bom. Não tenho dinheiro para pagar aluguel, então é mais fácil ficar lá de boa

Aquelas palavras pareceram estimular algo em Jaeha, e a expressão dele clareou. …Caramba, é bondoso também. Com aquela cara de escultura de açúcar ao dizer que não pensava em pagar aluguel, a ponto de ficar com a expressão iluminada de tão generoso. O feromônio que cheirava a uma coisa que deixaria os cachorros do bairro enlouquecerem.

—Então… quer dar uma olhada na casa?

Jaeha ficou feliz com a resposta positiva de Taegun e, mesmo tendo a consciência de que sua voz estava saindo apressada, disse para dar uma olhada na casa. Taegun ficou pensando por um momento e depois acenou com a cabeça.

—Deixa eu pegar minhas coisas.

O fato de dizer que ia pegar as coisas parecia significar que realmente tinha intenção de morar junto, o que por um lado era alegre e por outro deixava atordoado. Jaeha de repente endureceu a expressão e disse:

—Não pode ir junto se outros adultos convidarem para ir à casa deles assim.

Estava preocupado com o fato de ele se deixar levar tão facilmente. Taegun olhou para Jaeha falando seriamente com uma expressão de “você tá falando sério?”. Depois soltou com um tom de quem estava sem graça:

—Lá fora, quem vai parecer mais velho sou eu, sabe?

—…Mesmo assim.

Só então percebeu de novo que sua aparência não passava de um jovem de vinte e dois anos. Sem ter o que responder a um argumento válido, Jaeha fez um som de “hm” com a garganta. Enquanto isso, Jang Taegun estava arrumando as xícaras. Antes de sair do café, Jaeha enrolou o cachecol que ficara na mão o tempo todo no pescoço de Taegun.

—Está frio lá fora.

—…

Taegun olhou para baixo para Jaeha sem dizer nada. Mas Jaeha conhece muito bem aquelas pupilas ferventes. Parece que um sorriso tênue escapou. Taegun ergueu uma sobrancelha. Jaeha virou as costas primeiro e saiu do café.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dogs Mask (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Lee Jaeha, herdeiro do poderoso Grupo Yushin e um alfa acostumado a estar no topo de tudo, vê sua vida mudar ao conhecer Jang Taegun, um alfa enigmático e perigoso que desperta nele sentimentos e desejos que jamais imaginou sentir. Determinado a ficar ao lado de Taegun, Jaeha desafia a oposição de todos e aceita abrir mão de tudo para se casar com ele.
No entanto, o casamento nasce sem amor e sob condições cruéis. Enquanto o império Yushin começa a ruir, a relação entre os dois se transforma gradualmente, revelando segredos, feridas do passado e uma atração impossível de ignorar. Entre orgulho, obsessão e sentimentos que nenhum dos dois consegue compreender por completo, Jaeha e Taegun precisarão decidir até onde estão dispostos a ir um pelo outro.
Nome alternativo: O Co Por Trs Da Mscara

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