Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 19 Online


Modo Claro

19ª Parte

— Como você ficou sabendo dessa história…?

— Ah, sim, eu deveria ter lhe dito isso primeiro. Veio alguém da casa do Conde Felisto. Provavelmente o chefe da família estava curioso por notícias do jovem mestre. Disseram que não era nada urgente, então acho que você pode se encontrar com ele amanhã, sem pressa.

Diante da notícia repentina, sua mente ficou paralisada. Sem conseguir sequer piscar, Tennen Skyler olhou para o prato de vitelo colocado à sua frente. A carne desfiada finamente para facilitar o consumo e o molho marrom que exalava um aroma apetitoso pareciam apenas o vômito de alguém para o Tennen Skyler de agora.

Seu coração bateu forte, como se estivesse ansioso. Sentindo a garganta subitamente travada, ele tomou água às pressas, mas não melhorou em nada.

Sim. Havia aquilo.

Por ter se habituado à vida confortável de Blue Moss, ele havia esquecido completamente. As férias luxuosas de agora eram semelhantes a alimentar fartamente um animal antes do abate.

Assim que o verão terminasse, ele iria para Ruxana, um lugar congelado por um verão curto e um inverno incessante. No território de Ruxana, para onde deveria se deslocar por cerca de quinze dias inteiros de carruagem a partir daqui, estava a sua noiva firmada por documentos.

Uma vez que entrasse lá, Tennen Skyler provavelmente nunca mais retornaria para cá. Desde o início, o contrato havia sido firmado dessa forma.

— Ai, meu Deus, jovem mestre. Você está se sentindo muito mal?

Susan, assustada, aproximou-se a passos rápidos e limpou o suor frio acumulado na testa de Tennen Skyler com um lenço.

— Parece que ainda era demais para você descer até o restaurante. Meu Deus, olhe só como seu rosto ficou pálido.

Susan chamou uma criada para trazer água morna e, pegando-a aos poucos com uma colher, fez Tennen Skyler beber. Em seguida, chamou Landiff com uma voz um pouco mais ríspida:

— Se a condição do jovem mestre não estava boa, você deveria tê-lo assistido no quarto! O que está fazendo que não o leva logo para o quarto? Ficou aí parado feito uma estátua.

Landiff, que estivera rígido como uma estátua de pedra, moveu-se lentamente apenas depois que Susan o apressou mais uma vez. Ele amparou o cambaleante Tennen Skyler, ajudando-o a se levantar e, ao ver que Tennen Skyler não conseguia fazer a menor força, tomou-o nos braços.

— Leve-o com cuidado. Para se tornar um recém-casado, precisamos enviá-lo de forma mais saudável do que agora!

Diante da voz cheia de preocupação de Susan, Tennen Skyler fechou os olhos com força. Sem ter coragem de encarar Landiff, ele escondeu o rosto no peito dele.

Que tipo de expressão Landiff estaria fazendo agora? Estava claro que a notícia do noivado de Tennen Skyler não despertaria nenhuma emoção nele. Embora fosse algo óbvio e sem necessidade de confirmação, por algum motivo, ele não tinha confiança para encarar o rosto dele, que estaria sereno como se nada tivesse acontecido.

Como Tennen Skyler previra, não houve nenhuma reação especial por parte de Landiff. Sem demonstrar distanciamento ou rispidez incomuns, ele agia como um servo fiel diante das outras pessoas e, nos momentos em que estavam a sós, mantinha-se no lugar como se estivesse ou não presente.

O que era inesperado era o fato de ele mesmo sentir um sentimento de decepção tardio diante daquela atitude de Landiff.

— Decepção? Não, provavelmente estou ansioso pensando se ele não vai armar alguma atitude cruel usando isso como pretexto.

Lembrou-se das palavras de Landiff, que dissera que poderia cometer um ato vergonhoso diante dos outros se fosse necessário. Agora que ele soubera da existência de uma noiva, o temor de que ele pudesse se descontrolar para violar Tennen Skyler diante da noiva provavelmente fora confundido com um sentimento de decepção.

Agora não era o momento de ficar com os nervos à flor da pele por cada atitude de Landiff. Como ele pudera esquecer aquilo de forma tão completa? Não se tratava do aniversário de alguém que retornava todo ano ou da programação de um chá em algum lugar, mas sim do próprio noivado. E, ainda por cima, um noivado em que ele participaria como o próprio interessado.

— Esqueci completamente.

Mantendo o rosto enterrado no travesseiro enquanto debatia o corpo, Tennen Skyler soltou um som de gemido baixo.

Por mais que fosse um noivado amarrado por um contrato, não dava para desperdiçar o tempo tolamente daquela forma antes de comparecer. A preparação do noivado ficara sob a responsabilidade da casa do Conde Felisto, e as pequenas formalidades seriam tratadas por meio de seu pai, mas ele tinha a obrigação de cumprir o noivado tornando-se um noivo à altura do valor do contrato.

— …Primeiro preciso ganhar peso. —

Ninguém desejaria um noivo magricela que parecia prestes a desabar com um leve toque. Embora sua mente estivesse tranquila durante o tempo em que permaneceu em Blue Moss, seu corpo acabou emagrecendo ainda mais do que antes de partir da casa principal devido aos excessos sofridos. A única sorte era que, por ter herdado a genética da família Felisto, sua estrutura óssea ao menos era aceitável.

— Preciso ler também os materiais que trouxe na carruagem. E terei que estudar novamente sobre Ruxana. —

O fato de ter recebido permissão para as férias em Blue Moss não significava que devesse passar o dia inteiro brincando, comendo e agindo como um tolo. Como as tarefas limitavam-se a cuidar da aparência e estudar os conhecimentos gerais que deveriam ser aprendidos antes do casamento, não era algo para ser adiado como uma criança.

Provavelmente, se não tivesse perdido o juízo ao encontrar Landiff assim que chegou à mansão, teria preparado o noivado de forma normal enquanto desfrutava de um descanso adequado.

— Por enquanto, vamos comer…?

Ele ergueu a muito custo o corpo que havia se habituado à preguiça. Se dependesse de sua vontade, queria passar o dia inteiro na cama sem fazer nada, apenas apreciando a paisagem do lado de fora da janela. Sentindo uma leve tontura assim que ergueu o corpo, Tennen Skyler levou a mão à testa soltando um gemido baixo.

— Traga-me um pouco de água.

Mantendo o rosto enterrado na palma de uma das mãos, ele acenou com a outra mão de forma vaga. Landiff aproximou-se de forma tão silenciosa que não dava para notar sua presença e colocou um copo em sua mão. A água contida no copo estava morna, quase na mesma temperatura do corpo, sendo fácil de engolir. Para não demonstrar a imagem ridícula de se engasgar ao tomar água, Tennen Skyler esvaziou o copo de água lentamente e estendeu o copo vazio para aquele que esperava ao seu lado.

— Está com muita tontura?

— Não. Não chega a tanto.

Tennen Skyler, que regulou a respiração calmamente até que a sensação de frio na ponta dos dedos passasse, desceu os pés para fora da cama. Landiff, com movimentos corporais que se tornaram familiares, calçou os chinelos nos pés dele e vestiu o roupão sobre as roupas finas de dormir.

— E a refeição?

— …Preciso comer. Algo que não seja pesado. Não. Como preciso ganhar um pouco de peso, diga para prepararem algo moderadamente gorduroso.

— Você não conseguirá digerir coisas desse tipo.

— Se eu continuar empurrando para dentro à força, daremos um jeito. Agora não é momento para escolher entre água fria e água morna.

— Por que de repente?

— Quem gostaria de um noivo tão magricela assim? Por mais que seja, de certa forma o meu papel…

Tennen Skyler, que estendia as palavras murmurando, calou a boca. Olhando para o chão, ele liberou um longo suspiro e balançou a cabeça negativamente.

— Esqueça. De que adianta explicar? De qualquer forma, transmita à cozinha o recado para que, de agora em diante, preparem um cardápio com o qual eu possa ganhar um pouco de peso.

— …Assim farei.

Enquanto Landiff se ausentava para transmitir o recado à cozinha, Tennen Skyler dirigiu-se à sacada. Ao abrir a porta que estava firmemente trancada e dar um passo à frente, um aroma vigoroso que parecia condensar o auge do verão soprou junto com um vento suave. O vento estava morno como a água que havia tomado momentos atrás. Como aquilo não era de todo desagradável, Tennen Skyler fechou os olhos calmamente e desfrutou do vento que espalhava seus cabelos.

Quanto tempo restava do verão? Sentindo a luz do sol que brilhava de forma avermelhada sobre as pálpebras fechadas, ele contou os dias.

— Cerca de um mês… daqui para frente.

Felizmente, restava tempo suficiente para desfrutar plenamente daquele clima.

Tennen Skyler, que liberou um suspiro de alívio, ergueu as pálpebras. Diante da cena em que a luz do sol inteiramente esbranquiçada se derramava em abundância sobre a sacada, seus olhos arderam por algum motivo. Tennen Skyler virou a cabeça lentamente, seguindo o caminho por onde os raios de luz se estendiam, e descobriu o homem que havia se aproximado sem ruído a um passo atrás de si.

— Se veio, demonstre algum sinal.

— …Sim.

O rosto ríspido do homem, que não diferia do habitual, foi antes um motivo de satisfação. Embora não conseguisse sequer imaginar a imagem dele fazendo alarde e discutindo o noivado de uma forma ou de outra, se uma situação daquelas tivesse acontecido, seu gosto teria sido amargo.

Aquela mansão era um espaço isolado do mundo onde o tempo havia parado junto com Landiff. Portanto, mesmo que tivesse que partir quando chegasse a hora, no momento atual ele queria seguir o fluxo lento da mansão que havia sido empalhada junto com a velha caixa.

Para que cada manhã não trouxesse novidades e não causasse pressa. Como se fosse passar dias que permaneceriam inalterados mesmo após um mês ou dez anos.

Foi no momento em que Tennen Skyler, ajustando o roupão, dirigia-se novamente ao quarto. Landiff, que recuou um passo para que ele pudesse passar, sussurrou com uma voz baixa e silenciosa:

— Esta noite haverá a sucessão.

Será que a rispidez dele havia sido transmitida para si? Tennen Skyler sentiu uma leve vontade de rir, mas os cantos da boca não se moveram.

— …Sim.

O rosto de Tennen Skyler refletido no vidro da janela estava surpreendentemente frio. Tennen Skyler baixou o olhar, ignorando o sentimento que espreitava no fundo de suas pupilas azuis.

Basta cumprir o dever que lhe fora imposto e nada mais. Que significado a mais seria necessário para a sua vida frágil?

Uma leve sombra projetou-se no rosto de Tennen Skyler, que dava as costas para a janela. O calor do sol de verão que descia sobre suas costas pareceu lamentável, como um toque sutil que se dispersaria se fosse rejeitado.

— Parece que desta vez você pretende me falar as coisas docilmente, não?

Tennen Skyler, sentado na borda da cama, sorriu com um sentimento de resignação. Já era tarde da noite. O interior do quarto, onde a luz da lareira e duas ou três lâmpadas oscilavam, estava bastante escuro, de modo que não dava para ver bem a expressão de Landiff que o olhava de cima.

Observando o rosto onde sombras escuras e sombras claras misturadas com o tom alaranjado oscilavam como ondas, Tennen Skyler desviou o olhar para a ponta de seus próprios dedos. Mesmo que encarasse os olhos vermelhos dele, belos como joias em meio à escuridão, o que mudaria? Seria apenas um olhar indiferente, pior do que o de uma pedra.

— Não fique apenas parado aí e explique logo. Que tipo de novo ato sexual você vai me ensinar hoje?

O homem que estivera imóvel como uma estátua de pedra ergueu a mão. Diante disso, ouviu-se o som da respiração dele que não podia ser sentido até momentos atrás, e o olhar persistente que o olhava de cima pôde ser notado. Tennen Skyler encolheu os ombros involuntariamente e, ao perceber que a mão de Landiff não estava direcionada para si, mordeu os lábios de vergonha.

— Explicação… Sim. Hoje isso de fato era necessário.

O som da gravata afrouxada roçando o colarinho causou cócegas perto do ouvido. Tennen Skyler colocou força nos punhos e pressionou a cama firmemente para não estremecer e demonstrar reação.

— A sua noiva sabe que você está abrindo as pernas para um homem aqui?

Apesar de ter se preparado, não houve como evitar. Tennen Skyler reagiu tremendo o corpo. Tremendo os punhos cerrados com firmeza, ergueu o olhar que havia baixado e fulminou as pupilas vermelhas ocultas nas sombras.

— Não fale dessa forma nojenta. Não sou eu quem deseja fazer essas coisas.

Era verdade. Devido ao testamento de seu avô, Landiff não era o único que precisava dar continuidade a atos indesejados. Nunca havia desejado uma relação daquele tipo. Tennen Skyler queria apenas desfrutar de um curto descanso antes do noivado e, por uma questão de tempo oportuno, pôde receber o legado de seu avô e se distanciar da casa principal.

— Eu queria apenas descansar por um momento.

Pensando bem, fora um verão confuso a ponto de deixar a mente aturdida. Um tempo em que, em um dia abafado e com alta umidade como se estivesse submerso na água, o corpo inteiro ficava completamente encharcado de suor apenas pelo ato de respirar calmamente. Tennen Skyler acabou se deixando impregnar pelo prazer proporcionado por um ser que não era humano, sem meios de evitar, esquecendo-se de sua própria situação.

— É ridículo até mesmo dar desculpas. Logo eu, que aproveitei bastante.

Segurando o queixo de Tennen Skyler levemente e fazendo com que os olhares se encontrassem, Landiff aproximou a vista.

— Você precisará receber um castigo, jovem mestre.

— Castigo?

— Como você manteve relações afetivas com um homem tendo uma noiva, é o momento de se arrepender desse erro.

Relações afetivas uma ova. O que se uniu não fora o corpo? Engolindo o riso de escárnio que parecia prestes a vazar, Tennen Skyler deu de ombros.

— Esse é o conceito de hoje? Muito bem. Eu recebo o “castigo”.

Não havia nada de novo naquilo. Landiff não estava agindo assim por sentir um sentimento de traição pelo fato de Tennen Skyler possuir uma noiva, ou mais precisamente, alguém com quem se noivar, mas sim porque, entre os legados que restavam, uma situação adequada para o momento havia lhe ocorrido.

Não haveria a menor possibilidade de ele sentir um sentimento de traição. Por algum motivo, sua boca ficou amarga. Tennen Skyler anuiu docemente ao toque de Landiff que erguia seu queixo, encarando as pupilas indiferentes.

— Há uma coisa. Uma promessa necessária.

— Promessa?

— Uma palavra a ser proferida no momento em que for totalmente impossível de suportar. Ou um gesto corporal.

— Que tipo de atitude severa você pretende tomar?

— Qual será a sua escolha?

Ele não explicaria docilmente o que aconteceria dali para a frente. Landiff ignorou levemente as palavras de Tennen Skyler, fingindo não ouvir. Tennen Skyler liberou um suspiro baixo e entregou a resposta:

— …Escolho isso.

Diante da resposta sussurrada baixo, a expressão de Landiff tornou-se sutil, mas ele não fez nenhuma objeção. Landiff assentiu com a cabeça e, em seguida, envolveu a gravata que segurava ao redor dos olhos de Tennen Skyler, vendando-o.

O que seria tão doloroso assim?

Tennen Skyler, pela primeira vez desde que começara a receber o “legado”, questionou-se sobre como teria sido o estado de espírito de seu avô.

Como seria uma vida em que a própria pessoa deseja receber um castigo? Será que o avô queria lavar a culpa sendo tratado de forma rude por alguém? Será que ele era um pervertido que sentia prazer em ser insultado por outros?

Para Tennen Skyler, que nunca havia mantido uma conversa adequada com o avô, aquilo era algo impossível de saber. Além disso, como não dava para perguntar a alguém que já estava enterrado na terra, encontrar a resposta correta era impossível.

Contudo, agora que se encontrava naquela situação desejada pelo avô, Tennen Skyler sentiu que conseguia compreender um pouco por algum motivo.

Não que o avô fosse extremamente moralista a ponto de querer ser punido por alguém, mas sim que ele queria se libertar. Queria receber consolo.

Havia coisas que passavam a ser compreendidas apenas quando a pessoa se via em uma situação de privação de liberdade. Tennen Skyler não achou ruim aquele desejo de seu avô.

— Ugh…!

Ele quis se bater, mas não pôde se mover nem um pouco por estar com os dois pulsos amarrados. Tennen Skyler estremeceu seguidamente diante do toque que agarrou seu membro com força, a ponto de parecer prestes a estourá-lo, e depois ficou totalmente prostrado.

— Desse jeito, questiono-me se há sentido em receber um castigo. Está escorrendo tanto como se fosse ejacular a qualquer momento.

O que fazia o corpo inteiro latejar seria o prazer ou a dor? Tennen Skyler, com os olhos vendados, estava sendo inteiramente entregue ao toque de Landiff.

Ele teve um pequeno consolo de formato ondulado inserido no orifício e o membro bloqueado de forma a impedir a ejaculação. Landiff, que amarrou a base do membro firmemente com um cordão macio, massageou o membro dele com força, apesar de ver Tennen Skyler se contorcer de sofrimento.

— Hau… Keeeut!

Cada vez que a mão magra massageava espremendo o membro que inflava de forma tensa, uma eletricidade latejava. O corpo saltava por si mesmo e sofria espasmos como uma pessoa em convulsão. O consolo inserido no orifício era pequeno em tamanho, mas a parte ondulada pressionava com precisão a região sensível de Tennen Skyler.

Quando o interior do orifício se contraía por reflexo, a região sensível era esmagada com ainda mais força, fazendo com que um prazer a ponto de aturdir a mente se elevasse; e quando ele se esforçava para relaxar as forças para não sentir, Landiff estimulava o membro, fazendo o interior sofrer espasmos.

O prazer concedido de forma infindável em uma situação de total imobilidade assemelhava-se antes a uma dor. Tennen Skyler esforçou-se para suportar cravando os dentes nos lábios e acabou derramando lágrimas no final.

Era algo peculiar. O fato de os olhos estarem vendados e a visão bloqueada limitava-se apenas a si, mas era como se o mundo inteiro tivesse fechado os olhos, fazendo com que a vergonha ficasse entorpecida.

Tennen Skyler foi se desarmando aos poucos. O gemido aumentou, os movimentos trêmulos aumentaram e as pernas que estavam rígidas de tensão foram se abrindo gradualmente de forma ampla.

Sem conseguir sequer imaginar como seria a imagem de si mesmo contorcendo-se de prazer com a pele alva manchada de vermelho em vários pontos como se estivesse tingida por flores, Tennen Skyler soltou um soluço baixo.

— Mesmo com a base bloqueada, está encharcado. Parece que isso não é suficiente.

A ponta dos dedos macia massageava a glande que estava vermelha a ponto de dar pena. Aquele lugar, que brilhava molhado com o fluido seminal que escorria seguidamente, acolheu o toque de Landiff com satisfação e expeliu o líquido mais uma vez em um sobressalto.

— Ah…, oong…!

Diante do toque que massageava como se atormentasse o lugar que havia se tornado extremamente sensível, Tennen Skyler contorceu o corpo sem meios de defesa. Parecia que a cabeça ia queimar por completo. O membro amarrado embaixo expandiu-se a ponto de parecer prestes a explodir, estando quente como se fosse derreter. Bastava tocar de leve com o dedo para o corpo inteiro latejar.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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