Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 20 Online


Modo Claro

20ª Parte

— Solte… solte-me.

Desse jeito, o membro realmente acabaria arruinado. O cordão parecia apertar cada vez mais, a ponto de se cravar na carne, causando ardência e latejo. Ao mesmo tempo em que sentiu medo e as lágrimas escorreram, havia também o desejo de que o toque que massageava o membro não se afastasse.

O prazer intenso, a ponto de fazer toda a mente voar para longe, permitia esquecer até mesmo a própria identidade. Tennen Skyler transformou-se em um corpo materialista que não era ele mesmo, sentindo uma leve euforia na situação de ser tratado como um objeto. Era uma alegria efêmera como o pavio que queima.

Se queimasse por completo, nada mais restaria. Ele não era sequer uma vela para iluminar ou um explosivo, mas sim um pavio que havia sido cortado. Mesmo que queimasse inteiramente dessa forma e desaparecesse em fumaça sem deixar rastros, ninguém tentaria segurá-lo. Sentimentos extremos avançaram com intensidade, brilhando.

— Já pensa em desistir? O pecado de enganar o parceiro e abandonar aqueles que confiam em você. O peso dele limitava-se a apenas isso?

— Aoo…, eeut, oong…! Landiff…, aaa…!

A voz de Landiff exibia um tom de zombaria mais forte do que o de uma acusação. Estava claro que ele estava moldando a situação para impor um “castigo” forçado a Tennen Skyler. Apesar disso, Tennen Skyler sentiu que todos os tipos de culpa que estavam assentados no fundo do peito foram estimulados e tentaram emergir.

Havia coisas de uma natureza totalmente sem relação com a zombaria dele, mas, na maior parte, tratava-se de uma questão de desejo. O desejo de Tennen Skyler, que floresceu pela primeira vez ao conhecer Landiff, havia tocado a semente de um desejo de que havia desistido de crescer antes mesmo de brotar.

“Que tipo de vida eu desejo?”

A questão que jamais deveria ser pensada passou rapidamente pela mente empalidecida de Tennen Skyler.

— Up. Haa…

Por certo, as proibições costumam ser mais instigantes quando a pessoa caminha por uma linha tênue, espiando o lado oposto. Foi no momento em que Tennen Skyler mergulhava em reflexões distantes, desfazendo aos poucos a torre de proibições acumulada por muito tempo, que algo rígido e frio tocou a glande, que estava inflada a ponto de parecer prestes a explodir sob tensão.

— Muito bem. Eu soltarei o cordão. Em troca, será necessário bloquear este lugar que escorre seguidamente sem o menor pudor.

A espessura equivaleria a um dedo fino. Na realidade, o que Landiff segurava era uma haste fina que não diferia de um espeto, mas para Tennen Skyler, que estava com os olhos vendados, pareceu algo monstruoso.

— O que… o que pretende fa…! Hreuk!

Tennen Skyler, que contraiu o rosto de sofrimento diante de uma dor incomum, agarrou o cobertor. O suor brotou úmido em sua pele num instante, e os dedos dos pés, firmemente contraídos, recusavam-se a se estender.

— Espe…! Haa…, oong! Não, não quero.

A haste fina estava sendo inserida pelo meato urinário por onde o fluido seminal escorria em gotas. A sensação de ter uma haste metálica fria cravada em um lugar onde jamais algo havia penetrado aproximou-se da confusão, superando o medo.

Pressionando os elementos que tentavam emergir para fora, a haste dirigiu-se a um local cada vez mais profundo. Com medo de que a haste pudesse perfurar um local errado e arruinar o interior, Tennen Skyler não conseguiu sequer se debater. Limitou-se a segurar o fôlego com firmeza e tremer o corpo. A gravata que vendava os olhos aderiu úmida devido às lágrimas que escorreram, e seu corpo ficou viscoso pelo suor que brotou abundantemente devido à tensão.

A haste, que se dirigia a um local profundo como se nunca fosse parar, deteve-se em um determinado momento. No instante em que a extremidade arredondada tocou um ponto saliente, o corpo reagiu com um sobressalto sem margem para defesa. Ao mesmo tempo, sentiu que o consolo inserido no orifício de trás batia no mesmo ponto pelo lado oposto. O movimento de contração do interior do orifício, que havia sido esquecido por um momento, tornou-se claro como se pudesse ser visto.

— Ah, oong…! Pa… pare, aa…! Por favor…!

A mão que havia agarrado o cobertor tateou o espaço vazio como se buscasse uma corda de salvação. Tennen Skyler não tentou esconder o fato de chorar e soluçar como uma criança, encontrando e segurando a barra da roupa de Landiff.

— Parece que continua se sentindo bem. Como se sente?

— Me sinto…, bem. Haa…! Sinto sofrimento…. Por favor!

Estava tão bom que parecia que ia morrer. Um leve clímax avançava repetidamente como pequenas ondas a cada inspiração e expiração. A sensação era de que fagulhas de fogo estouravam em todo o corpo e os braços e as pernas estavam todos em farrapos.

Quem dera ser penetrado de forma rude por um membro grosso e balançar de forma desordenada. O consolo que estava apenas inserido na parte de trás limitava-se a explodir o prazer sem permitir que ele fosse expelido para fora.

O prazer que não podia ser derramado assemelhava-se a uma punição. Estava tão bom que se tornava doloroso. Tennen Skyler chorou como um pequeno animal, arranhando o braço de Landiff. Ele implorou para que, por favor, parasse, contorcendo o corpo, batendo as pernas e balançando a cabeça.

— Oong…, hraa…! Eu não consigo mais…

Devido ao prazer que explodia de forma alva, suas palavras não conseguiram se completar adequadamente, sendo interrompidas seguidamente. Como uma máquina que esqueceu o modo de funcionamento, Tennen Skyler tremeu o corpo rigidamente e arregalou os olhos cheios de água. Sob as pálpebras que tremiam suavemente, as lágrimas escorreram uma após a outra, mas aquele era um movimento que não seria visto por Landiff.

— Quer parar? Se não consegue suportar, basta dizer apenas uma palavra.

— Não…, hreuk. Aa…! Não, não pode. Haa! Aa…, oong!

Landiff girou a haste inserida profundamente no meato urinário, como se apressasse a desistência de Tennen Skyler. Cada vez que puxava um pouco e inseria novamente, o fluido seminal misturado com um tom esbranquiçado escorria a muito custo.

Diante da sensação intensa provocada por uma única haste fina, Tennen Skyler contorceu o corpo e debateu-se intensamente, acabando por se aconchegar no peito de Landiff.

Enterrar a cabeça no peito da pessoa que o atormentava e desatar a chorar como se estivesse aliviado. Diante da imagem tola e insensata dele, Landiff limitou-se a acariciar os cabelos loiros molhados de suor.

— Mais não, não mais…, hruk. Vai arruinar. Por favor. Pare…! Aa…! Hroong!

Segurando no peito Tennen Skyler, que se agarrava a si como se dependesse disso, Landiff inclinou o tronco profundamente. Devido à metade inferior do corpo na postura semicontida, era possível ver a alça do consolo projetando-se de forma saliente entre as nádegas. Landiff agarrou-a com firmeza e, enquanto revolvia a parede interna de Tennen Skyler, retirou lentamente a haste fina que barrava o clímax dele.

— Haa! Aa…! Não, não pode. Não…, hreeut! Se for assim, aaaa…!

Diante do movimento aplicado em ambas as direções, Tennen Skyler liberou uma respiração arfante. Não dava sequer para adivinhar o quão gigantesca seria a onda que avançava. A visão que havia explodido de forma alva agora estava sendo tingida de preto.

Parecia um mergulho a partir de um desfiladeiro alto. Como se restasse apenas o momento de se esborrachar no chão de forma lamentável e ter o corpo inteiro estourado, Tennen Skyler balançou a cabeça, temendo o prazer que se avizinhava. Esfregou o rosto na camisa que já estava molhada com seus próprios fluidos corporais e balançou a cintura, incapaz de conter a sensação de latejo.

A retirada do consolo que esmagava a parte de trás com força e a remoção daquilo que bloqueava o meato urinário ocorreram quase simultaneamente.

Tennen Skyler ficou rígido e sofreu espasmos sem conseguir emitir sequer o som da respiração. Era como se seu próprio corpo tivesse sido dividido em centenas de pedaços e retalhado, para depois ser lavado com água morna.

A dor era um clímax que não podia ser explicado por palavras. Verdadeiramente o ápice do clímax.

A culpa trivial já havia queimado sem deixar sequer resquícios de cinzas, e a sensação era de que até mesmo ele, insignificante e inútil, desfazia-se detalhadamente e oxidava.

Tennen Skyler sentiu uma profunda sensação de libertação no fim do clímax semelhante à morte.

A liberdade do momento em que se libertou de seu próprio corpo degradante era mais doce do que a morte. A dor era um bom alimento para a absolvição. Mesmo que ninguém o perdoasse, ele podia perdoar a si mesmo.

No momento em que Landiff o quebrava em pedaços e o reduzia a uma massa de carne vulgar e lasciva, ele podia deixar de ser ele mesmo.

Era a única saída descoberta em uma vida da qual não podia escapar. No verão abafado, Landiff, que surgiu como uma miragem, fez Tennen Skyler desejar a vida.

— …Quero fazer. —

Engolindo as palavras que não conseguia pronunciar sequer em seu íntimo, Tennen Skyler derramou o líquido transparente como urina. A sensação vergonhosa de ter o espaço entre as pernas umedecido fez seu corpo se acender.

A satisfação de punir a si mesmo. O contentamento de quebrar e eliminar o que era impuro. A euforia decorrente da dor de contemplar a si mesmo sendo desgastado. Tudo aquilo fez Tennen Skyler sentir-se mais livre do que em qualquer outra época.

Ele desejou tornar-se mais miserável e insignificante. Mesmo que exibisse uma imagem vulgar e lamentável para os outros e fosse esmagado por um olhar que o desprezasse, estaria bem. Queria rebaixar-se e diminuir-se ainda mais para, no fim, não ser nada.

— Você suportou bem.

A voz continuava indiferente. Contudo, o toque que acariciava frouxamente desde a cabeça até a cintura era afável. Tennen Skyler desfrutou do toque dele, contendo o tremor que insistia em não parar.

Estando completamente despido e em um estado desordenado, ele não diferia de um animal no cio.

Diante daquele a quem exibiu uma imagem feia sem ter mais onde cair, que importava ser tratado como um animal? Tennen Skyler esfregou a bochecha no peito de Landiff e, ao sentir o toque rígido e ereto entre as pernas dele, esfregou os lábios ali. O orifício que se abria ligeiramente desejava o membro dele.

— Tsck. Parece que o castigo ainda não foi suficiente. Quem lhe deu permissão para saborear por vontade própria?

— Insira. O interior está latejando e com cócegas…

— Agindo como um cão no cio… Diga-me. Você pretende procurar um homem e abrir as pernas dessa forma mesmo depois de realizar o casamento?

Estremecimento. O corpo de Tennen Skyler, que havia relaxado de forma mole, ficou rígido por um instante. Embora estivesse com os olhos vendados e sem conseguir encontrar bem a direção, ele ergueu a cabeça como se tentasse fazer com que os olhares se encontrassem com Landiff.

— De qualquer forma, assim que o verão terminar…

— Pretende desfrutar de forma libertina até que o verão termine. É isso o que quer dizer. E depois retornará com um rosto limpo e sereno como se nada tivesse acontecido, imitando um noivo excelente.

— …Desde o início, você…

— Um corpo assim seria capaz de exercer o papel de um homem?

Era um escárnio explícito. Landiff riu enquanto manipulava o membro de Tennen Skyler que havia amolecido e cuja quentura insistia em não resfriar por ter sido bastante castigado. Tennen Skyler não conseguia imaginar como seria o rosto risonho dele, mas diante do latejo que se espalhava em seu peito, as questões triviais foram logo esquecidas.

— Vamos. Por aqui.

Tennen Skyler, cujo vigor enfraquecido havia sido quebrado, mudou de postura conforme a condução de Landiff. Era uma postura em que se deitava de bruços sobre as coxas de Landiff, que estava sentado na borda da cama.

— Até quando pretendia manter a boca fechada?

A mão inteiramente molhada com seus próprios fluidos corporais massageava o sulco entre as nádegas. O orifício suavemente relaxado moveu-se como se tentasse engolir o dedo dele, mas Landiff não inseriu sequer um único dedo, limitando-se a massagear de modo a revirar o orifício.

— …Não foi de propósito que mantive a boca fechada.

Era uma questão que sempre tornava um canto do peito pesado. Embora tivesse esquecido quase por completo desde que veio para cá, o peso amarrado ao coração por uma agulha não desaparecia. Agora, aquele elemento pesado bloqueava a garganta de Tennen Skyler, causando desconforto.

— Bem, está ótimo. De qualquer forma, devia ser apenas uma curta diversão durante o verão.

— Isso é…

Não havia como negar. Tennen Skyler teria que deixar este lugar assim que o verão terminasse. Se até lá a sucessão de Landiff não tivesse terminado… Como ele poderia escapar daquela mansão onde o tempo parecia ter parado? Para Tennen Skyler, era difícil ousar imaginar o tempo após o verão.

Landiff massageou as nádegas de Tennen Skyler amplamente com a palma da mão e depois desferiu um tapa. Ao contrário do som leve, fora um toque bastante severo. Tennen Skyler mordeu os lábios, surpreso com a agressão inesperada.

— Ugh…!

Massageando o local ardente e aquecido suavemente com a palma da mão, Landiff deu continuidade às palavras:

— Com que pensamento você se entregou a mim?

— Não fui eu quem desejou primeiro.

Tapa. Mais força foi aplicada na palma da mão que desferiu o golpe. A carne das nádegas foi pressionada de forma achatada e depois ficou tingida de vermelho. A marca da mão de Landiff deixada na pele alva era visível.

— Hreuk!

Contraindo os dedos dos pés com firmeza, Tennen Skyler enterrou o rosto no cobertor. A culpa insignificante havia sido inteiramente varrida pelo choro de antes e, agora, uma leve indignação ergueu a cabeça.

— Você seria capaz de misturar o corpo com qualquer um de acordo com a situação?

Tennen Skyler soltou um riso abafado, apesar de contrair as nádegas pela tensão involuntária.

— Isso não seria algo óbvio?

Não que qualquer um estivesse bem, mas se a situação caminhasse daquela forma, aquilo seria inevitável. Tennen Skyler conhecia muito bem a sua própria situação.

Tapa. Tapa. Desta vez foram dois golpes. A sensação era de que não apenas a pele ardia, mas até os ossos por dentro ecoavam. A palma da mão que golpeava com força não se afastava imediatamente após o golpe, pressionando e massageando as nádegas ardentes, esperando que a dor penetrasse até o interior.

— Keeut.

A parte posterior das coxas tremeu seguidamente. Como ele cruzava e contorcia os tornozelos involuntariamente, Landiff inseriu a mão abruptamente entre as nádegas, massageando o local, e depois cravou o polegar no orifício.

— Relaxe as forças.

O polegar dele foi introduzido de forma aleatória no interior que havia inflado de forma espessa por ter sido castigado pelo consolo. Tennen Skyler arquejou sob tensão até a ponta dos pés, relaxando apenas quando o som viscoso deixou de ser ouvido.

— Um corpo honesto diante do desejo. Escorrendo tanto e ainda assim erguendo-se novamente.

Landiff moveu a coxa de leve e esfregou o membro endurecido de Tennen Skyler. Ter recebido tapas nas nádegas e ainda assim erguer o membro… Embora estivesse mais envergonhado do que em qualquer outra época, Tennen Skyler não reagiu. Limitou-se a acalmar a respiração, concentrando-se no toque de Landiff que massageava o local aquecido pela dor.

— Agora eu compreendo. Você desejava receber um castigo de mim desde o início.

— Do que está falan…, ugh!

— Eu não ordenei que respondesse.

Mais uma vez, a palma da mão desferiu um tapa nas nádegas. Tennen Skyler contorceu as mãos amarradas e amarrotou o cobertor ao agarrá-lo.

— Você não estava apenas buscando uma oportunidade para se lançar ao abismo? Afinal, dessa forma seria mais fácil ter pena de si mesmo.

— Eu não sou assim…, haueut!

— Em vez de ficar furioso comigo como o fogo, você aceitou a situação facilmente. No íntimo, deve ter se sentido aliviado pensando que foi bom. Afinal, você queria ser uma criança má.

— Heut!

A velocidade dos tapas desferidos nas nádegas era constante. O método consistia em golpear as nádegas com força com toda a palma da mão, massagear o local em seguida, afastar a mão lentamente e golpear novamente com determinação. Cada vez que isso acontecia, o corpo tremia seguidamente e o rosto ficava vermelho pelo esforço de suportar a dor.

No início, era possível suportar razoavelmente, mas à medida que o local golpeado era atingido novamente e as nádegas começavam a inflar pelo impacto, as lágrimas que haviam secado começaram a escorrer mais uma vez.

— Hreuk. Eu não tinha a intenção…

— É uma mentira.

Tapa.

— Pare…, pare…. Dói. Estou dizendo que dói.

Por ter derramado lágrimas em excesso, a região dos olhos ardia. O abdômen pressionado pela coxa de Landiff pareceu abafado e o pescoço estava dormente devido à postura de bruços. Acima de tudo, o toque que golpeava a uma velocidade constante doía a ponto de causar medo.

Quem dera se os golpes fossem desferidos de forma irregular, pois assim não causariam tanto temor. O fato de poder prever quando a palma da mão, que aderira completamente à pele pelo suor, se afastaria novamente e desferiria o golpe era assustador. Pouco antes de a palma da mão se afastar, o corpo tornava-se rígido por si mesmo e a respiração ficava arfante.

O sentimento de rebeldia e indignação que borbulhava havia escapado pela garganta e desabado e, agora, o que restava a ele era apenas uma honestidade sem nenhuma vestimenta.

— Sim, é verdade. Fui eu quem fez isso. Hruk, eu queria cair. Ficar arruinado, ugh! Ficar arruinado e…, se ficasse assim, quem dera…!

O toque de Landiff era preciso como o de um mecanismo de engrenagem, sem acréscimo ou perda de força. Se o corpo de Tennen Skyler ficasse tenso a ponto de os ossos se sobressaírem, ele introduzia o dedo no orifício como se manipulasse um objeto.

O orifício suavemente relaxado acolheu o dedo de Landiff com satisfação, sem apresentar uma única resistência. Ao massagear o interior quente e úmido, um som molhado fez-se ouvir imediatamente e o líquido fluiu do membro. Tennen Skyler, envolto por um breve e doce prazer, esfregou o membro endurecido na coxa de Landiff e depois recebeu mais tapas nas nádegas.

Agora, não dava mais para saber o motivo de receber os tapas ou o que havia feito de errado. Contudo, diante da dor intuitiva que dispensava justificativas, por algum motivo o que estava acumulado em seu peito pareceu ser varrido.

Será que o avô queria ser repreendido por alguém daquela forma? Ter as suas fraquezas censuradas, ser insultado, receber um tratamento insignificante e desatar a chorar?

Tennen Skyler cravou os dentes nos lábios seguidamente para conter o som e depois balançou a cabeça.

Não era aquilo. Ele, na verdade, queria ser descoberto.

Como seriam cruéis os segredos que desejam ser descobertos. Era semelhante a sentir uma estranha libertação no pesadelo em que o momento mais vergonhoso de si mesmo é detectado.

O avô, apesar de ter buscado a caixa chamada Landiff e inserido todos os segredos ali dentro, na realidade queria ser descoberto. Esperava que alguém revelasse seus segredos e o censurasse, que lhe impusesse um castigo a ponto de extrair lágrimas e o encarasse… ele esperava por isso.

Tennen Skyler conscientizou-se de seu próprio desejo dessa forma.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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