Ler Desire Box (Novel) – Capítulo 18 Online


Modo Claro

18ª Parte

Landiff fez Tennen Skyler se sentar na cadeira de balanço com vista para o quintal dos fundos e colocou um chá quente em suas mãos. O cheesecake servido junto com o chá havia derretido suavemente com o vigor aquecido da grande sala de banhos, parecendo quase um pudim. Engolindo o cheesecake que se envolvia docemente na ponta de sua língua, Tennen Skyler pensou:

— Será que ele pretende me fazer abrir as pernas em cima da cadeira?

Tennen Skyler juntou os joelhos, abraçando-os, enquanto espiava a reação de Landiff. Landiff servia mais chá na xícara semicontida, imitando um criado bem-comportado.

— Você não tem nada para me dizer?

— Que tipo de palavra?

Olhando para Landiff, que respondia com um rosto sereno, como se não houvesse o menor constrangimento, Tennen Skyler lançou-lhe um olhar de soslaio. Que tipo de plano grandioso ele estaria traçando para ainda manter segredo?

Depois de esvaziar todo o chá quente e o bolo, desta vez uma massagem foi preparada. A cama de aspecto rígido que estava disposta em um canto da grande sala de banhos parecia ser uma cama própria para massagem.

— …Quer que eu me deite despido?

— Sim. Como você ficou apenas deitado o tempo todo desde que veio para cá, seu corpo deve estar muito rígido.

— E por culpa de quem será?

Por mais fraco que o corpo de Tennen Skyler fosse, se ele não tivesse sido submetido àqueles atos sexuais incomuns, não teria caído de cama doente com tanta frequência como agora. Especialmente o verão fresco de Blue Moss adaptava-se perfeitamente ao físico de Tennen Skyler, de modo que, quando seu corpo não estava exausto, sua condição costumava ser melhor do que em qualquer outra época.

Tennen Skyler deitou-se de bruços na cama, resmungando baixo. Landiff, cinicamente, fingiu não ouvir as palavras de Tennen Skyler.

— Mas você também sabe fazer massagem?

— Até certo ponto.

— Seus mestres anteriores devem ter lhe ensinado coisas desse tipo também, não?

— …Apenas li em livros.

A voz, que originalmente já era ríspida, soou ainda mais ríspida. Landiff derramou uma quantidade generosa de óleo aromático nas costas nuas de Tennen Skyler e começou a espalhá-lo amplamente com as palmas das mãos.

O toque dele, que apalpava os ossos e os músculos de Tennen Skyler passo a passo, era cuidadoso, como se examinasse os contornos de algo desconhecido. A afirmação dele de que aquela era a sua primeira massagem parecia ser verdade. A ponta dos dedos de Landiff, transpondo o conhecimento lido nos livros, massageava a pele que se tornou escorregadia pela aplicação do óleo aromático.

Diante do toque que descia pressionando suavemente com os polegares ao longo do contorno das omoplatas e depois massageando ritmadamente a espinha dorsal em direção à parte de baixo, um gemido baixo escapou.

— Dói?

— Não. …Está tudo bem.

Na casa principal, ele também costumava receber massagens de vez em quando. Não, talvez devesse chamar de massagem terapêutica. Quando ficava deitado no leito por muito tempo devido às doenças, todo o seu corpo ficava dormente e inchado, tornando necessário massagear as mãos e os pés.

Por isso, ele estava acostumado a ter a carne pressionada e massageada firmemente desde a ponta dos dedos das mãos e dos pés, mas um toque tão suave era incomum e estranho. Será que massagear desse jeito surtia algum efeito? Embora estivesse intrigado por dentro, não disse nada a Landiff. Diante do toque que se aplicava de forma branda, parecia que todo o seu corpo estava se derretendo completamente. Sinceramente, era uma sensação boa.

O toque que desceu ao longo da região lombar deslizou lentamente pelas nádegas de Tennen Skyler, descendo de uma vez até a ponta dos pés.

— Ooom…

Ele pressionou e massageou os pés, que continuavam macios por não realizar trabalhos pesados, a partir da curvatura interna. O que estava sendo tocado eram os pés, mas a tensão nos ombros se dissipou e a nuca coçou. Ao soltar um riso movendo os dedos dos pés diante daquela sensação estranha, Landiff provocou cócegas na planta dos pés dele, como se brincasse.

— Pare. Cócegas.

— Quer realmente que eu pare?

O toque que massageava a pele se afastou prontamente. Quando o calor que costumava permanecer em algum lugar de seu corpo como se fosse natural se distanciou, ele sentiu uma sensação de solidão por algum motivo. Tennen Skyler moveu as pernas, como se batesse a água levemente para expressar que não era aquilo, escondendo o rosto sobre as costas das mãos.

— Já entendi, então fique quieto.

Diante do toque que segurou e pressionou os tornozelos que se moviam, Tennen Skyler cessou os movimentos prontamente. Landiff pressionou levemente as panturrilhas com os polegares, deslizando para cima, e massageou todas as coxas e panturrilhas em movimentos circulares.

Uma moleza que parecia prestes a fazê-lo adormecer profundamente avançou. A respiração desacelerou e um som nasal suave escapou. Todo o seu corpo se dissolveu docemente, como se tivesse se transformado em um doce de açúcar que derretia na boca.

Quando o toque que massageava até que a parte posterior das coxas relaxasse de forma macia finalmente entrou na parte interna das coxas, ou seja, logo abaixo das nádegas, Tennen Skyler conteve a vontade de rir com firmeza.

— Viu só. Eu sabia que seria assim.

Aquilo era um estratagema para acender o corpo aos poucos daquela forma e depois abraçar o corpo que ficou escorregadio devido ao óleo aromático. Como se tivesse finalmente recordado a palavra que insistia em não surgir como se estivesse presa na garganta, Tennen Skyler sorriu com um sentimento de alívio.

— Vamos ver que tipo de atitude bonitinha ele vai tomar.

Cada vez que a ponta dos dedos de Landiff massageava de mansinho o espaço entre as coxas e as nádegas, Tennen Skyler conteve a muito custo o fato de que o seu interior parecia prestes a estremecer.

— Oong…

Independentemente da reação de seu corpo, era difícil conter o gemido que escapava por si mesmo. Uma vez que o gemido vazou, a sensação tornou-se ainda mais sensual e, por conta disso, a parte de trás, que sequer havia sido tocada, estremeceu, fazendo com que as nádegas ficassem tensas.

Quando o toque de Landiff agarrou as pequenas nádegas e começou a massageá-las, ele acabou se debatendo, apesar de já prever aquela situação.

— Relaxe.

Será que finalmente havia chegado o momento? Diante do toque que massageava as nádegas de forma persistente repetidas vezes, Tennen Skyler mordeu os lábios. Se a mão que se tornou escorregadia pelo aroma penetrasse a parte de trás, ele infelizmente soltaria um gemido frágil e abriria as pernas. O corpo, tocado e tornado sensível pelas mãos de Landiff, entrava no cio facilmente diante do toque dele.

Já era possível sentir uma sensação de respiração arfante. Pressionando a boca firmemente com as costas da mão para engolir o fôlego, ele concentrou toda a atenção no toque que atingia a pele.

E finalmente…

— Já chega. Levante-se e vista as roupas.

A mão de Landiff se afastou.

— …Hum?

Apanhando a toalha, ele limpou levemente o óleo aromático que cobria o corpo de Tennen Skyler com um toque que parecia indiferente, porém minucioso. Ele ajudou Tennen Skyler, que estava um tanto perplexo, a se levantar e o vestiu com habilidade com roupas confortáveis para o interior da casa.

Quando deu por si, Tennen Skyler, que já havia retornado ao traje de um jovem mestre bem-vestido, encontrava-se sentado diante da mesa onde o jantar estava servido.

— Ahn…?

Piscando os olhos intensamente, Tennen Skyler voltou-se para Landiff. Posicionado em um local nem muito longe nem muito perto do assento ocupado pelo mestre, ele havia retornado ao rosto de um mordomo cortês, inclinando levemente a cabeça.

— Há algo de que necessite, mestre?

A voz que se dirigia a ele para perguntar também exibia uma polidez que não diferia da de um servo fiel de uma família nobre tradicional.

— O que você pretende fazer afinal, Landiff?

Ele baixou a voz o máximo possível para que não fosse ouvido pelos outros. Tennen Skyler tentou esperar até que Landiff revelasse suas reais intenções, mas não conseguia mais tolerar aquilo.

Depois de arrastá-lo o dia inteiro como se brincasse com uma boneca e esgotar suas energias, no final nada aconteceu. Se havia um plano, que terminasse logo com isso; se não fosse o caso, que o deixasse de lado fingindo não ver, como costumava fazer. Isso não era como brincar com as pessoas? O que significava aquilo?

Sentiu vergonha de si mesmo por ter estremecido sozinho o dia inteiro, tentando adivinhar quando Landiff o violaria.

Será que ele havia ficado entediado com aquele corpo fraco e queria ridicularizá-lo daquela forma? Será que aquilo significava que ele deveria se curvar e pedir desculpas por possuir um corpo tão imprestável que não podia ser utilizado a menos que recebesse todos os tipos de cuidados?

— Pare de agir de forma incompatível com você e, se houver algo que precise ser feito, simplesmente faça.

— Não compreendo do que está falando…

O rosto inexpressivo de Landiff, que mantinha a pose e fingia total inocência, parecia zombar dele. Tennen Skyler cerrou os dentes e acenou com o dedo, chamando Landiff para perto. E então, agarrando firmemente a gravata dele e puxando-a, sussurrou em seu ouvido como se rosnasse:

— Pare com essas artimanhas inúteis e vamos fazer apenas o que precisa ser feito.

— Não fique dizendo apenas coisas incompreensíveis e pense nos olhos ao redor. Você não queria esconder isso dos outros?

O rosto de Landiff, que ergueu levemente uma das sobrancelhas, ia além da serenidade, beirando a ignorância. Tennen Skyler, incapaz de afastar a indignação de ter sido ridicularizado, mordeu e soltou os lábios antes de dizer:

— Hoje. Você pensa que eu não sei que passou o dia inteiro brincando comigo? Foi divertido observar? A minha imagem, ficando ansioso com apenas o toque da ponta dos dedos e me preparando para abrir as pernas, pareceu ridícula para você?

— O que…

— Foram palavras que saíram de sua própria boca, então você não deve ter esquecido. Você, que não tinha a menor intenção sequer de me beijar a menos que fosse pela questão da sucessão, por que cargas d’água está fingindo se preocupar comigo agora?

Um vislumbre de perplexidade surgiu por um instante nas pupilas vermelhas dele, que piscavam com inocência. O interior dele estava confuso como se uma tempestade violenta estivesse avançando, mas a vida de uma boneca acumulada por mais de centenas de anos deixou apenas uma leve fissura em seu rosto. Landiff guardou silêncio por um momento enquanto revia o dia e depois cobriu a boca, franzindo levemente o cenho.

— Não haveria motivos para isso…

A vida dele movia-se apenas de acordo com a utilidade da caixa. Não havia espaço para o livre-arbítrio ali. A maldição era assim: tornar-se um fantoche que protege a caixa e não sentir melancolia mesmo em uma vida infinitamente consumida. Engolir e cuspir novamente os desejos infindáveis dos humanos sem pensar em qual seria a essência desses desejos.

Ele não fazia distinção entre o momento de abrigar uma bela joia e o momento de abrigar um desejo feio. Afinal, eram coisas de outros que apenas permaneceriam temporariamente em seu interior e depois partiriam. Ele estava acostumado a uma vida em que não podia possuir nada e não podia dar nada. Não era capaz de sentir insatisfação. Sentimentos daquele tipo eram desnecessários para a “caixa”, tendo sido extirpados há muito tempo.

Portanto, as atitudes tomadas hoje ao permanecer ao lado de Tennen Skyler também deveriam ser atitudes intencionais na qualidade de guardião da caixa. Landiff, incapaz de aceitar a confusão que experimentava após muito tempo, deixou-a de lado à distância e vasculhou os desejos dentro da caixa. Devia haver algum desejo plausível ali. Se não fosse assim, não haveria motivos para ele… Landiff passou a mão calçada com a luva pelo rosto e soltou um suspiro.

A expressão de Tennen Skyler, que observava Landiff daquela forma, foi se resfriando cada vez mais. Independentemente da confusão que avançava no interior de Landiff, o rosto deste, que usava uma máscara inexpressiva por muito tempo, não conseguia refletir grandes mudanças. Um pouco de surpresa e embaraço. A expressão de Landiff que Tennen Skyler conseguia verificar limitava-se a isso.

E aquela expressão, para Tennen Skyler, parecia apenas o espanto cínico de alguém cujo engano havia sido descoberto.

— É motivo para tanta surpresa? Bem, do seu ponto de vista, deve ser mesmo curioso que o jovem mestre tolo, que abria as pernas imediatamente com apenas uma leve sedução, de repente comece a usar a cabeça. Não se preocupe. Mesmo que você não me ridicularize desse jeito, não haverá o risco de eu me iludir. Não haveria a menor possibilidade de você ter tomado essas atitudes por realmente se preocupar comigo, não é?

Diante das palavras ríspidas disparadas por Tennen Skyler, as pupilas de Landiff oscilaram novamente. O rosto, que já era branco, empalideceu ainda mais, e ele se distanciou apressadamente de Tennen Skyler. Landiff escondeu o rosto com a mão, como se o cobrisse, e baixou o olhar, evitando a vista de Tennen Skyler.

— …Ei.

— Mestre. Seria melhor comer antes que a refeição esfrie.

A atitude de Landiff, que mudava de assunto como se tentasse esquivar-se, foi um tanto inesperada. Tennen Skyler esperava que ele ironizasse perguntando se ele achava mesmo que alguém se preocuparia com ele. A atitude de Landiff assemelhava-se à de uma criança que tenta encobrir uma mentira. O fato de ele evitar Tennen Skyler e não manter o olhar era suspeito. Exatamente como se tivesse sido atingido no ponto crucial…

— Você…, por acaso…

Tennen Skyler, que repassava e remoía as palavras que ele mesmo havia disparado, soltou um riso sem graça.

— Será que realmente não havia nenhuma artimanha por trás?

Será que tudo o que aconteceu hoje havia decorrido de uma pura boa vontade de Landiff? Que todas as atitudes dele de levá-lo à grande sala de banhos para mudar de ares, aquecer seu interior com um chá quente e relaxar seu corpo rígido com uma massagem não tinham nenhum objetivo por trás? Não para lhe transmitir o legado de seu avô, mas sim para desanuviar o humor dele que estava desanimado? Aquele homem que parecia uma boneca sem alma?

— Não haveria a menor possibilidade.

Embora soubesse que não havia a menor possibilidade daquilo ser verdade; embora estivesse claro que, no máximo, tratava-se de um cuidado para fazer com que seu corpo se recuperasse logo para avançar para a próxima etapa; por algum motivo, seu peito afundou pesadamente e sua garganta ardeu.

— Hreuk…

Diante da sensação de latejo no coração a ponto de franzir o cenho, Tennen Skyler agarrou a toalha de mesa e liberou uma respiração curta. O ar parecia abafado e a ponta do nariz ardia.

— Está tudo bem?

Apesar de ter evitado Tennen Skyler a ponto de não olhar nos olhos até momentos atrás, Landiff aproximou-se num instante e, dobrando um dos joelhos no chão, examinou a condição dele. Segurando o queixo de Tennen Skyler cuidadosamente e virando-o para os lados para examinar a cor do rosto, ele emitiu uma voz baixa com um semblante um pouco mais abatido.

— Peço desculpas se o deixei desagradado. …Faz muito tempo que não mantenho uma interação adequada com os humanos. A imagem de alguém imitando um humano talvez tenha parecido repulsiva.

— …Eu não disse tanto.

— Minhas atitudes de hoje foram provavelmente…

Landiff franziu o cenho por um instante, como se escolhesse as palavras. Suas pupilas vermelhas fixaram-se na mão magra de Tennen Skyler que agarrava a toalha de mesa e depois subiram lentamente, observando os lábios dele.

— Alguma coisa devia estar misturada entre os desejos de seu avô. Os humanos são seres que anseiam por gentileza, afinal. Uma gentileza sem apetite carnal. Sim, deve ter sido isso. Ficou claro que aquilo se manifestou sem que eu percebesse, por ser algo sutil demais.

A explicação de Landiff era plausível. Por mais que um humano estivesse faminto por desejo sexual, não desejaria sempre situações viscosas a ponto de revirar os olhos. De vez em quando, também desejaria um cuidado gentil decorrente de uma pura afabilidade. Para Tennen Skyler, era mais fácil aceitar daquela forma.

Confirmando a expressão consideravelmente mais calma de Tennen Skyler, Landiff soltou um suspiro baixo. Ele passou a mão lentamente pelo rosto limpo que não exibia traços de cansaço.

— Reconheço que hoje cometi um erro. Tomarei cuidado para que situações assim não ocorram no futuro, então não poderia me perdoar?

— …Se você diz tanto assim.

— Embora eu o trate com bruteza às vezes de acordo com o papel atribuído, a tarefa de atormentar o alvo não está incluída em meus deveres originais. Não era minha intenção deixá-lo desagradado com algo que foge aos meus deveres.

— Já chega. Pare com essas palavras embaraçosas.

— …Falei demais.

Assentindo levemente com a cabeça, Landiff calou-se imediatamente. Ele não desfez a postura de joelhos, afastando-se apenas depois de certificar-se de que a cor do rosto de Tennen Skyler havia melhorado.

A sopa já havia esfriado completamente e, como Tennen Skyler não sentia vontade de pegar a colher, limitou-se a mexer a sopa fria.

O jantar mal havia começado e ele já sentia vontade de ir para a cama se deitar. Tennen Skyler engoliu o suspiro tomando apenas água pura. Como se esforçou para manter a cabeça erguida para contrapor o silêncio que parecia pressionar seus ombros, sentiu-se duas vezes mais cansado do que o habitual. A massagem de Landiff já havia perdido o efeito.

— Se eu comer mais, acho que vou ter uma indigestão. Desse jeito, será melhor pular o jantar.

Foi no momento em que Tennen Skyler, cujo apetite havia sumido, tentava empurrar a cadeira de mansinho para se levantar. A porta do restaurante, que estava firmemente fechada, abriu-se e Susan entrou. O som do cantarolar dela era alegre, dispersando a atmosfera que havia afundado pesadamente com o silêncio entre Landiff e Tennen Skyler. Susan, exibindo mais vitalidade do que o habitual, aproximou-se empurrando suavemente o carrinho com a bandeja e perguntou com afeto a Tennen Skyler:

— Jovem mestre, posso preparar os pratos agora? Faz tanto tempo que você não desce ao restaurante para fazer uma refeição… Para que não seja pesado para comer, o vitelo foi cozido e ensopado até ficar bem macio. Está no ponto em que até uma criança cujos dentes acabaram de nascer conseguiria comer, então ficará tudo bem.

— Não era necessário se preocupar tanto.

Tennen Skyler, que tentava se levantar de mansinho, sentou-se novamente pressionado pelo vigor de Susan. Ele não conseguiu sequer pronunciar a frase dizendo que retornaria ao quarto.

— Ora, jovem mestre, você deveria ter me falado antes. Eu me perguntava por qual motivo você havia vindo repousar até um lugar pacato como este, mas vejo que havia uma razão. Sim, não é nada mau passar um tempo sozinho em um lugar tranquilo como este. Os homens são originalmente assim, não são? Quando chega esse período, passam a agir como a pessoa mais melancólica do mundo… Ai, meu Deus, me perdoe. Que tolice a minha.

— Do que está falando?

No rosto de Susan, que exibia uma vivacidade corada, havia um brilho de alegria impossível de esconder. Ela abriu a tampa e colocou a comida contida na grande vasilha aos poucos no prato de Tennen Skyler, dizendo com uma voz animada:

— Estou falando do noivado! Ouvi dizer que, assim que o verão terminar, você irá para o território de Ruxana. Disseram-me que você realizará a cerimônia de noivado formal lá e que, no ano que vem, fará também a cerimônia de casamento.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse:
Como herança de seu avô, Tennen recebeu uma mansão silenciosa e um homem. Landiff, um espírito amaldiçoado que habitava a mansão sem dono. O homem, que jamais envelhecia e cuja beleza nunca desbotava, chamava a si mesmo de “Caixa”.
“A caixa é transferida para Tennen Skyler.”
O que foi herdado por Tennen, ao aceitar o bizarro testamento de seu avô, era a vergonha secreta do velho que não podia ser mostrada a ninguém. Era o próprio desejo impuro, preservado em seu estado mais cru. Até que o fundo da caixa fique completamente vazio, a herança, uma vez iniciada, não irá parar.
“Você já teve relações com um homem antes?”
O desejo trazido à tona pelo homem apático submerge completamente o jovem mestre nobre e puro.
“Seu talento é impressionante, meu mestre.”
Em meio a dias de luxúria que experimentava pela primeira vez, o desejo de Tennen se torna ainda mais profundo.
“Lembre-se bem de sensações como esta, meu mestre.” “Isso é o que chamam de desejo.”
Na terra de musgo azul, na vila de verão de Blue Moss, começa o verão mais quente de sua vida.
Nome alternativo: Desire Box Caixa Dos Desejos

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