Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 30 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 30

— …Hã?
​Encarei Saheon hyung em silêncio, processando aquela frase incompreensível que ele falou. Sua mão, que vinha afastando minha franja com suavidade, deslizou para baixo, passando pelos meus olhos, e aninhou minha bochecha com delicadeza.
​— Você quer isso?
​Era claramente uma pergunta que não demandava resposta, mas o hyung parecia não se importar. Seu olhar cintilava de forma perigosa.
​— Ah, não… é que…
​Minha garganta moveu-se num engolir seco acentuado. Eu não tinha certeza se deveria estar pensando aquilo com Saheon hyung bem diante de mim, mas me senti como uma presa encurralada por um predador. Fitando seus olhos, que reluziam com uma luz arriscada, tive a sensação de que seria devorado por inteiro, com ossos e tudo, a qualquer instante.
​Sentindo o perigo por instinto, afastei-me um pouco dele. No entanto, quanto mais eu tentava recuar, mais ele se aproximava.
​Minhas pupilas tremeram, incapazes de acompanhar aquela mudança abrupta. O irmão gentil que eu conhecia até então havia sumido, substituído por alguém que parecia tanto genuinamente estranho quanto instável. Sua mão, que acariciava minha bochecha, escorreu pelo meu pescoço e envolveu levemente a parte de trás dele. Saheon hyung, que havia encurtado a distância de modo perigoso, sorriu ladino e tocou a ponta do meu nariz de brincadeira com a ponta do dedo, acrescentando em tom de provocação:
​— Você vai se lembrar disso, não vai?
​Ele se aproximou ainda mais. Senti-me como se estivesse preso em uma armadilha, incapaz de me mover, como se ele estivesse prestes a cravar os dentes na minha parte mais vulnerável. Mesmo quando entramos em uma distância perigosa, onde podíamos sentir a respiração um do outro, ele não hesitou; e, de repente, algo macio e quente tocou meus lábios.
​Após o encontro de nossas bocas, não consegui assimilar imediatamente o que estava acontecendo. Minha mente disparava alertas vermelhos. A mão de Saheon hyung segurou com firmeza meu pulso trêmulo.
​Os lábios que antes permaneciam estáticos começaram a se abrir de leve, e o hyung mordiscou meu lábio inferior com suavidade, passando a sugá-lo. Meu pulso, que oscilava sem rumo no ar, foi pressionado contra o colchão.
​Meu coração disparou com o baque da surpresa, manifestando-se como um leve tremor em minhas mãos. Esse tremor sutil, que começou na ponta dos meus dedos, alastrou-se pelos meus braços, ombros e por todo o meu corpo.
​Saheon hyung, como que para me acalmar, ergueu a mão que prendia meu pulso e entrelaçou nossos dedos delicadamente. Fechei os olhos com força quando sua língua mergulhou em minha boca, fazendo meu corpo estremecer por inteiro.
​Sua língua macia roçou cautelosamente contra a rigidez da minha boca. Minhas orelhas arderam em vermelho, e dei força ao aperto em sua mão.
​Saheon hyung estava me beijando. Mas aquilo era apenas um conceito traduzido em palavras; eu ainda não havia assimilado aquilo como realidade. Diante daquele cenário surreal, minha mente começava a nublar.
​Eu não sabia o que estava acontecendo. O som úmido da nossa saliva se misturando era tão embaraçoso que tive vontade de fugir dali correndo no mesmo instante; no entanto, o ato daquela exploração em minha boca era prazeroso demais.
​Eu vinha enrijecendo o corpo para não interromper os movimentos de Saheon hyung enquanto ele investigava meu interior, e quando ele finalmente libertou meus lábios, puxei o ar com força, arfando.
​— Você tem que respirar pelo nariz.
​Saheon hyung, que tocou meu nariz de maneira brincalhona outra vez, falou com a voz tingida de riso. Ainda imerso na sensação inebriante que havia tocado minhas zonas sensíveis, abri os olhos com cautela.
​O hyung estava bem diante de mim. Enquanto eu contemplava seus lábios curvados em um sorriso, mordi a carne macia dentro da boca. Sentia meu rosto arder como se estivesse em chamas.
​Ele ainda segurava minha mão. Desviei o olhar ligeiramente para encarar nossos dedos unidos e fechei os olhos de novo. O calor que irradiava do meu corpo fazia minha cabeça girar.
​Quando minha cabeça, que havia retornado à posição inicial, sendo puxada para frente, percebi que foi porque Saheon hyung segurou meu queixo com a mão livre. Permanecendo de olhos fechados, pude ouvi-lo rir baixo. O sopro leve contra minha pele me causou calafrios pela espinha.
​Diferente de antes, talvez por ter me dado um aviso, Saheon hyung beijou-me de forma mais ativa. Ele traçou o céu da minha boca sensível e, quando sugou minha língua, acabei soltando um som estranho contra a minha vontade, quase como um lamento ofegante.
​Ao perceber que um som que eu jamais julgara ser capaz de emitir havia escapado, não consegui conter o constrangimento. A respiração de Saheon hyung pesou, e ele pressionou o corpo contra o meu, fazendo-me sentir ainda mais envergonhado.
​Incapaz de suportar o formigamento em meu peito, segurei o ombro de Saheon hyung e o empurrei de leve. Ele cedeu voluntariamente ao meu toque. Soltei o ar pela boca, fitando-o com a visão turva.
​O hyung, que tinha metade da perna jogada sobre as minhas, sorriu docemente e beijou o canto da minha boca. O estímulo arrancou de mim outro som involuntário, uma sensação gostosa.
De sobressalto fechei a boca rapidamente. Era uma sensação estranha. Tudo parecia errado, mas eu simplesmente não conseguia negar o que sentia.
​Pego de surpresa por aquela tempestade inesperada, tive de assistir enquanto Saheon hyung despia a própria camiseta. Vislumbrar seu abdômen definido, os ombros largos e os braços torneados bem na minha frente me fez perder o fôlego involuntariamente.
​Saheon hyung, balançando a cabeça de leve para ajeitar o cabelo desalinhado, riu da minha expressão atônita. Enquanto eu roubava olhares instintivos do seu torso nu, meu rosto atingiu um tom vermelho escaldante, e mal consegui balbuciar:
​— … Hyung… o quê…?
​Talvez para aplacar o meu temor, que parecia a sensação de estar em uma montanha-russa instável, ele sussurrou baixinho:
— Você disse que queria fazer isso comigo.
O significado daquele “querer fazer” foi compreendido num piscar de olhos. Meu rosto, que eu julgava não poder ficar mais vermelho, explodiu em puro acanhamento. Fiquei tão atordoado e envergonhado por aquelas palavras de teor adulto que nunca ouvira antes que tive vontade de sumir. Gaguejei, tentando me defender:
— E-Eu… quando foi que eu disse isso?!
​— O Cheongmyeong disse que eu sou bonito e popular, e depois falou que queria fazer isso comigo.
​Como ele podia distorcer minhas palavras daquela forma? Fiquei tão desconcertado que não soube o que responder, abrindo e fechando a boca como um peixinho fora d’água. Saheon, que havia deturpado completamente o que eu dissera, perguntou como se eu é quem estivesse errado:
— Você não quer?
​Não era que eu não quisesse… Olhei para ele com os olhos trêmulos, mantendo a boca firmemente fechada. Meu coração martelava tão forte que meu corpo inteiro estremecia.
​— Você pediu para o hyung te ensinar.
​Com um sussurro sutil, a mão de Saheon deslizou para dentro da minha camiseta. Quando o calor intenso do seu corpo tocou minha pele nua, eu me assustei, e meu corpo deu um solavanco. Sem hesitar, ele envolveu minha cintura com sua mão grande. Antes que eu percebesse, seus dedos já haviam subido pelas minhas costelas e, num piscar de olhos, minha camiseta sumiu.
​O olhar ardente que atingiu minha pele nua era cru, intenso. Saheon soltou uma respiração baixa. Aquele sopro denso, carregado de excitação, fez todos os meus pelos se arrepiarem. Comecei a me contorcer na cama à medida que um calor começava a se acumular na parte inferior do meu corpo, e empurrei de leve o ombro de Saheon. Sentia que, se continuasse ali, estaria prestes a cruzar um rio sem volta.
​— …Hyung… por favor…
​— O que eu devo fazer? O que você quer, Cheongmyeong?
​Apertei os olhos com força diante da nítida sensação da excitação dele encostando na minha coxa. Minha mente girava em um misto de prazer e vertigem.
​Saheon estava me beijando. Ele estava excitado por minha causa. Então… aquilo significava que ele queria transar comigo?
​Naquela idade, eu já sabia como as coisas funcionavam. Tinha total consciência de como eram as relações sexuais entre homens e mulheres. Não sabia muito sobre relacionamentos entre dois homens, já que isso nunca tinha sido ensinado nos livros didáticos, mas não podia ser tão diferente assim, podia? Mordi a carne macia do canto da boca e murmurei:
​— Eu…
​Tendo olhos para uma única pessoa desde a infância, eu já havia imaginado aquela situação, mesmo que raramente. Talvez por minha falta de experiência, essas fantasias sempre terminavam pela metade, mas era fato que eu desejava Saheon a ponto de sentir que não conseguiria viver sem ele.
​No entanto, sempre me disseram que esse tipo de ato era apenas para quem fosse se casar… Então, aquilo significava que Saheon gostava de mim e por isso estava fazendo aquilo? Na Coreia, homens não podem se casar, então o namoro seria… mas…
​Minha mente sobrecarregada se encheu de pensamentos desconexos. Meu cérebro, que nem sabia direito o que queria, parecia prestes a explodir.
​Saheon, como se me dissesse para pensar com calma, pegou minha mão e beijou as pontas dos meus dedos. O toque suave que roçou a pele macia rente às minhas unhas parecia me pressionar a tomar uma decisão. O misto daquele prazer inédito com a minha cabeça zonza me dava vontade de fugir. Ainda assim, paradoxalmente, eu queria prolongar aquela sensação gostosa.
​— Se você não quiser, eu paro aqui — sussurrou Saheon com uma voz baixa, de arrepiar.
​Após beijar a ponta dos meus dedos mais uma vez, ele me encarou em silêncio. O calor do corpo dele contra o meu era intenso demais. Aquela era a primeira vez que eu o via com uma expressão tão perigosa. Engoli em seco. De repente, o calor da pele de outra pessoa contra a minha parecia quente até demais. Saheon fixou o olhar no meu e levou minha mão à boca novamente.
​Ele depositou um beijo leve no meu dedo e depois mordiscou a ponta, como se me mandasse olhar diretamente para ele. Senti aquela pontada nítida. Saheon deu leves mordidas antes de começar a sugá-lo suavemente. O calor estranho que irradiou dali fez com que, naturalmente, a parte inferior do meu corpo reagisse por completo.
​— Hum? — Talvez por estar com o meu dedo na boca, a pronúncia dele saiu abafada. Uma vibração singular viajou pela ponta dos meus dedos.
​Aquela insistência sutil e secreta era demais para alguém como eu, totalmente desarmado contra esse tipo de coisa. Meus olhos arderam tanto que senti que choraria a qualquer momento.
​Agora, conforme Saheon começava a sugar a ponta do meu dedo, emitindo sons libidinosos com as bochechas se contraindo de leve pelo vácuo, puxei o ar com força como quem toma uma resolução. Então, mordi o lábio, revelando meus sentimentos inflamados:
​— …Eu não posso te machucar, hyung…
​— …Hã? — Foi a mesma pergunta de antes, mas o tom mudou. O rosto de Saheon ganhou um ar confuso, como se tivesse sido pego de surpresa por um ataque inesperado. Sem conseguir esconder minhas bochechas coradas, desviei o olhar.
​— Se… se fizermos isso… não acho que eu aguentaria ver você sentindo dor. Tenho medo de que te machuque…
​Quanto mais eu resmungava aquelas palavras desconexas, mais estranhas elas soavam. Mordi o lábio com força. O olhar de Saheon pousou na minha bochecha e, após uma breve pausa, ele abriu a boca:
​— Então eu era o que ia ficar por baixo?
​Com um rastro de riso na voz dele, virei o rosto para o lado oposto, evitando seu olhar. Ele afastou a franja bagunçada e soltou uma risada baixa — um hábito dele quando se deparava com o inesperado. Senti meu corpo inteiro queimar de tanta vergonha.
​Eu deveria me sentir grato por poder fazer algo que nunca imaginei com a pessoa que amei a vida inteira, mas me perguntei se não tinha passado dos limites e fechei a boca. Se eu estivesse no lugar dele, provavelmente acharia meu comportamento um incômodo.
​Contudo, Saheon me ergueu sem o menor esforço e, desta vez, me fez sentar a cavalo sobre ele. Com apenas a minha metade inferior coberta, assustei-me mais uma vez com o desejo cru pressionando contra mim. Recostando-se na cabeceira da cama, Saheon sussurrou de forma lânguida:
​— Tente me beijar.
​Com as duas mãos apoiadas nos ombros dele, engoli em seco de novo. Minha boca parecia seca e meu coração martelava ferozmente.
​— Vá em frente.
​A pele nua sob a minha palma estava quente. Eu não conseguia me mover nem fazer nada além de encará-lo. Saheon deu uma risada curta, esticou o braço e ajeitou meu cabelo.
​— Por que tanta vergonha?
​Sendo tratado claramente como uma criança, mordi o canto da boca por dentro e abaixei os olhos. Saheon me persuadiu com uma voz consoladora:
​—Então, talvez seja melhor se eu assumir o controle?
​Aquela afirmação quase categórica desenhou um vislumbre do que viria a seguir. Meu coração disparou em um misto de expectativa e ansiedade. Num piscar de olhos, minha visão virou de cabeça para baixo. Senti o toque macio do colchão nas minhas costas outra vez. Saheon, cobrindo completamente o meu corpo, puxou-me para perto o suficiente para que nossos lábios quase se tocassem.
​Esperando por outro beijo, fechei os olhos, mas nada tocou minha boca. Saheon riu baixinho mais uma vez.
​Abri os olhos devagar diante daqueles lábios que eu não conseguia alcançar, mesmo depois de esperar. Pude ver um sorriso malicioso e frio. A respiração morna era gostosa. Naquela distância perigosa, onde parecia que íamos nos tocar a qualquer momento, encarei o hyung e, como um ladrão, rocei meus lábios nos dele antes de me afastar rapidamente.
​Foi um ato impulsivo. Meu coração disparou ansioso, como o de alguém que fez algo proibido. Mas parece que o hyung encarou aquilo de forma bastante positiva.
​— Você também sabe fazer coisas fofas.
​— …Desculpe.
​— Viu só? Eu não consigo nem te dar bronca.
O som ecoante da risada dele fez minha cabeça girar. Saheon segurou minha bochecha com carinho, deu um tapinha leve ali e sussurrou de maneira lânguida:
​— Bom trabalho. Agora, abra a boca.

 

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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