Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 28 Online

↫─Capítulo 28
Era natural que eu não conseguisse me concentrar na aula por causa do celular, que não dava o menor sinal de vida. Durante todo o restante do período, continuei tentando ligar o aparelho.
Tentei manter o botão de liga/desliga pressionado, apertei repetidamente o botão de início e forcei o visor com o indicador, rezando para que a tela mostrasse qualquer outra cor além daquele preto absoluto, mas foi em vão.
Pequenos pedaços de vidro agora se desprendiam do celular por conta das inúmeras rachaduras. Eu não conseguia me lembrar de absolutamente nada sobre a matéria daquela aula. Apenas gastei o tempo até o sinal tocar tentando, desesperadamente, reviver meu telefone inerte.
Apesar de todos os meus esforços, o aparelho nunca mais mostrou sinais de vida. Choi Hyun-oh me puxou para a realidade quase à força enquanto eu encarava o celular sem esperanças, perdido em um transe.
— A aula acabou.
— …Certo.
Assenti de forma mecânica e me deixei guiar por Hyun-oh. Segurando a alça da mochila, minha expressão devia parecer melancólica para qualquer um enquanto eu tentava, distraidamente, ligar o telefone mais uma vez.
— Seu celular já era?
Hyun-oh, que passara a aula inteira sentado bem ao meu lado observando minhas tentativas, perguntou. Assenti devagar, como quem é obrigado a aceitar uma verdade desagradável. Mesmo assim, minha mão, relutante em perder a esperança, ainda pressionava o botão de liga/desliga.
— O que você vai fazer? Faz quanto tempo que tem ele? Ainda está na garantia da marca?
— Não… A garantia á acabou. Estou com ele há uns dois anos e meio.
— Cara, até que durou bastante, então. Se não tiver conserto, o jeito vai ser pensar em comprar um novo. Ah, eu estava planejando te pedir para pagar um frango com cerveja em troca de te deixar ficar lá em casa, mas já que o seu celular quebrou, deixa que eu cubro a cerveja.
Consegui esboçar um sorriso fraco diante de suas palavras brincalhonas enquanto ele dava um leve tapa no meu ombro. Forçar aquele início de sorriso me fez sentir um pouco melhor do que antes.
Parecia que minha mente havia saído da fase de negação para uma espécie de acordo com a realidade. O estrago no aparelho fora inevitável, e se houvesse conserto, ótimo.
Como Hyun-oh dissera, eu já usava aquele modelo há muito tempo e, embora não estivesse ansioso por um aparelho novo, ocasionalmente pensava em atualizá-lo quando via os últimos lançamentos.
Eu provavelmente conseguiria um jeito de sincronizar meus contatos. As fotos também deviam ter backup na nuvem. O problema real era como comprar um telefone novo, mas eu não precisava resolver isso imediatamente; poderia pensar a respeito quando estivesse mais calmo.
À medida que começava a traçar planos passo a passo, meu humor sombrio começou a se dissipar. Ao contrário da vinda para a faculdade, pegamos um ônibus expresso no caminho de volta, de modo que logo chegamos à região onde Hyun-oh morava. Enquanto caminhávamos em direção ao prédio dele após descermos do ônibus, expressei tardiamente minha gratidão, que havia esquecido em meio aos problemas maiores.
— Obrigado por me deixar ficar. Vou pagar pelas minhas despesas com comida enquanto estiver aqui.
— Que bobagem, não é nada de mais. Só vou te cobrar aluguel se você passar de uma semana — Hyun-oh respondeu com total descontração.
Forcei os cantos da boca para sorrir. Hyun-oh, que havia vislumbrado meu rosto, passou a mão sem necessidade pelo cabelo penteado para trás. Saheon hyung costumava fazer o mesmo gesto quando usava aquele penteado; parecia ser um instinto natural humano.
O trajeto do ponto de ônibus até a casa de Hyun-oh foi rápido. O caminho parecia familiar, já que eu estive ali uma vez antes. Ao entrar no estúdio surpreendentemente organizado dele, deixei minha mala perto da entrada.
— Coloque sua mala por aqui. Não, espera. Debixo da mesa vai ser melhor. Não é como se eu me sentasse ali para estudar mesmo…
Ri involuntariamente do seu comentário autodepreciativo e acomodei a mala sob a mesa. O volume bastante grande encaixou-se perfeitamente, como se o espaço tivesse sido feito sob medida. Hyun-oh, de pé ao meu lado, perguntou:
— Quer ir consertar seu celular agora? Ou prefere ir mais tarde?
— Devíamos ir agora?
Como eu ainda não tinha sequer tirado o casaco acolchoado, pareceu melhor resolver tudo de uma vez enquanto estávamos na rua. Hyun-oh pareceu concordar com a minha opinião, assentindo de leve.
— Vamos fazer isso então. Ainda não almoçamos, então podemos comer fora e depois perguntar na assistência se tem conserto… Não, é melhor deixar para o conserto primeiro, comer e depois voltar. Eles podem conseguir arrumar em poucas horas.
As pessoas que eu conhecia e usavam o mesmo modelo que o meu geralmente precisavam esperar alguns dias após deixarem seus telefones na assistência, mas, de alguma forma, Hyun-oh parecia ser mais especialista nesta área do que eu. Apenas assenti vagamente.
Mal tínhamos retornado para casa, mas calçamos os sapatos novamente e saímos. Como Hyun-oh disse, a assistência técnica ficava por perto. Precisamos apenas cruzar duas faixas de pedestres antes de encontrá-la.
No entanto, parecia que meu celular destroçado estava além de qualquer salvação. A conclusão foi de que, embora a carcaça que soltava pó de vidro pudesse ser reparada, comprar um aparelho novo seria mais barato do que o conserto. Decidi desistir sem insistir.
Uma vez dado o veredito do especialista, me vi aceitando a situação. Hyun-oh e eu fomos a um restaurante de gimbap perto da assistência para comer e, em seguida, passamos na seção de mercearia de um mercado próximo para comprar cerveja.
Sentindo-me grato e constrangido, fiz questão de pagar não apenas pela comida, mas também por toda a cerveja. Hyun-oh, que a princípio tentou me impedir, animou-se quando pegou a cerveja importada após eu dizer para considerar aquilo como a taxa de hospedagem. Quando ele tentou colocar uma garrafa grande de vodka no carrinho, apenas o encarei em silêncio, e o próprio Hyun-oh acabou devolvendo até mesmo a cerveja importada por conta própria.
Gastar dinheiro certamente ajudou a mudar meu estado de espírito. Embora doesse ver o saldo diminuindo a cada passagem do cartão, decidi esquecer isso por hora.
Quando saímos com as duas mãos cheias de sacolas de comida, o sol já havia se posto. Talvez por sermos dois jovens com bom apetite, o almoço tardio que havíamos feito na rua já tinha sido completamente digerido.
— Não está com fome?
— Sim, estou com fome.
— São seis e meia agora. Que tal irmos para casa, colocarmos a cerveja para gelar um pouco, tomarmos banho, relaxarmos e depois pedirmos frango frito?
— Parece perfeito.
Fazer planos para comer algo gostoso definitivamente melhorava meu humor cada vez mais. Era o suficiente para fazer o celular quebrado e os pensamentos sobre Saheon hyung recuarem para o fundo da minha mente.
— Só vou fumar um cigarro antes de subir. Pode ir indo. A senha é 0225.
— Entendido.
Peguei as sacolas que Hyun-oh carregava e subi primeiro. O apartamento em que entrei após digitar a senha de quatro dígitos estava surpreendentemente claro o bastante para enxergar com nitidez, ao contrário da minha expectativa de encontrá-lo às escuras.
Parecia ser por causa das luzes externas que entravam pela grande janela. Tirei o casaco acolchoado que vestia, abaixei as persianas e acendi a luz.
Enquanto eu organizava e guardava na geladeira os petiscos e as cervejas que havíamos comprado em grande quantidade no mercado, ouvi o som de alguém digitando a senha na entrada. Hyun-oh, que entrou trazendo o ar frio da rua, também cheirava a cigarro.
Era um odor que não me era familiar, já que ninguém na minha família fumava. Quando interrompi momentaneamente a arrumação, Hyun-oh pareceu notar minha hesitação e falou em um tom de desculpa:
— Dá para sentir o cheiro de cigarro? Desculpe. Esqueci de trazer um aromatizador… Vou tomar banho primeiro.
— Não, está tudo bem.
— Eu já ia tomar banho quando chegasse de qualquer forma. Quer ir primeiro?
Hyun-oh, que havia tirado apenas o casaco, correu para o banheiro. Senti um aperto de culpa, pensando que ele estava fazendo aquilo por minha causa. Após terminar de organizar as compras, dobrei caprichosamente a sacola plástica que havíamos usado e a deixei ao lado da pia.
Eu conseguia ver a silhueta de Hyun-oh se despindo através da porta fina e opaca do banheiro. Pensando que ele poderia se sentir desconfortável, movi-me para a parte mais interna do cômodo. Bem naquele momento, ouvi um “Ah” vindo do banheiro, e Hyun-oh saiu vestindo apenas a roupa de baixo.
— Esqueci de pegar uma cueca limpa.
Caí na gargalhada diante de sua reação tão natural. Hyun-oh, visivelmente sem jeito, deu um sorriso sem graça e cruzou os braços timidamente sobre o peito. Ri ainda mais alto e fingi cobrir os olhos.
Ele abriu o guarda-roupa, guardou uma cueca limpa no bolso das roupas que ia vestir e depois jogou algumas roupas para que eu me trocasse. Peguei-as com destreza usando uma das mãos. Eram as mesmas vestimentas que eu usei quando me hospedara na casa de Hyun-oh da última vez.
— Use essas. Dá muito trabalho desfazer a sua mala agora. Ah, mas a calça ainda está no cesto de roupa suja porque derramei cerveja nela quando abri o armário bêbado da outra vez. Tudo bem ser um shorts?
— Sim, sem problemas para mim.
Com a minha permissão, Hyun-oh puxou um calção de tecido leve de verão que estava enfiado em um canto. Ficava acima do joelho, mas o ambiente estava quente o suficiente para não passar frio. Após providenciar tanto a peça superior quanto a inferior, ele retornou ao banheiro. Talvez por ser um estúdio pequeno, eu conseguia ouvir claramente não apenas o som das roupas sendo retiradas, mas também o barulho da água correndo, como se ele estivesse tomando banho bem ao meu lado.
Enquanto Hyun-oh se banhava, vesti as roupas confortáveis. Ficavam bastante grandes em mim, com um caimento largo que era muito aconchegante, mas, quando estendi os braços, notei que eu parecia uma arraia.
Talvez devido à cor quase preta do tecido, quanto mais eu olhava, mais aquela semelhança se acentuava. Quando segurei e agitei a parte larga da manga conectada ao corpo, me senti ainda mais como uma criatura marinha.
Bem naquele momento, o som do interfone ecoou com um “ding-dong”. Eu, vestindo apenas a camiseta, virei a cabeça para verificar a tela que se iluminava timidamente. Embora o visor de baixa qualidade mostrasse apenas o corredor, dava para notar pela sombra que havia alguém ali. Detive minha mão que se estendia para alcançar os shorts.
— Quem é? — perguntei, elevando o tom de voz.
Quando não houve resposta à minha pergunta, comecei a pensar que alguém poderia ter tocado a campainha errada, quando de repente um estrondo alto ressoou, como se alguém estivesse chutando a porta com força.
Assustado, puxei o ar com força e arregalei os olhos. Devido ao meu chamado e ao barulho que se seguiu, Hyun-oh também desligou o chuveiro rapidamente. Meu coração em sobressalto batia com violência.
— …Abra a porta.
Era uma voz familiar. Diante daquele comando baixo, mas que parecia reprimir uma fúria contida, não pude deixar de perder o fôlego mais uma vez, agora por um motivo completamente diferente.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar