Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 57 Online


Modo Claro

Capítulo 57

Por que esse cara é tão irritante? A personalidade dele sempre foi assim?

Cheongyeon quase digitou e enviou um “ㅗ” por hábito, mas, percebendo sua posição, ele hesitou e apagou a mensagem rapidamente.

Após um momento de contemplação sobre o que responder, Cheongyeon não conseguiu encontrar as palavras certas e largou o celular. Mesmo quando eram casados, ele e Doheon não mandavam mensagens um para o outro com frequência, então enviar mensagens triviais parecia estranho.

— Esquece. Qual é o sentido de falar com esse cara por muito tempo?

Cheongyeon olhou pela janela, esperando por seu empresário, que havia saído para comprar o almoço. Ele deveria trazer a comida de um restaurante popular, mas parecia que a espera estava ficando mais longa por causa da multidão.

Perdido em pensamentos por um momento, seu celular tocou novamente. Verificando a tela, ele viu uma ligação de Doheon.

Sobressaltado pelas palavras “Moon Doheon” na tela, Cheongyeon imediatamente pressionou o botão de atender.

— Alô?

— Você recebeu o contrato?

Doheon perguntou abruptamente assim que ele atendeu o telefone.

— Sim. Esta manhã.

Cheongyeon se lembrou do contrato que havia recebido esta manhã por meio da pessoa que Doheon tinha enviado.

Ele resumia claramente as condições que cada um deles havia solicitado na conversa. Além disso, o envelope que continha o contrato também incluía o horário e o local para se encontrarem na sexta-feira, e um cartão-chave de hotel. Significava que ele deveria subir direto para o quarto de hotel.

— Verifique-o e pense em qualquer revisão que queira fazer até sexta-feira.

— Não. Eu concordo com tudo.

— Você não pode voltar atrás depois que assinar.

— …Eu não pretendo fazer isso.

Como já estava preparado para isso de qualquer forma, Cheongyeon estava calmo quando recebeu o contrato. E ele ficou surpreso com o quão excessivamente composto estava.

— Então ficamos assim.

Doheon disse em uma voz indiferente. Cheongyeon, que segurava o celular junto ao ouvido, voltou o olhar para as roupas.

— Mas sério, diretor, não foi você quem mandou essas roupas?

— Absolutamente não.

Ele declarou secamente.

Sabendo que ele não era do tipo que mentia para ele, Cheongyeon decidiu abandonar suas suspeitas. Também era verdade que o cabelo escuro combinava com o trabalho de um ator.

— Eu preciso desligar agora. Venha ao hotel na sexta-feira, e não se atrase.

A voz dele era tão profissional quando lhe disse para ir ao hotel que qualquer outra pessoa teria acreditado que era uma ligação para assuntos de negócios.

Quer estivesse realmente ocupado ou não, Doheon desligou unilateralmente antes mesmo que Cheongyeon pudesse dizer que havia entendido. Cheongyeon, acostumado com a falta de consideração dele, colocou o celular no bolso com naturalidade.

De repente, ele se perguntou se já houve um momento em que Doheon esteve verdadeiramente compenetrado e ardendo em paixão.

— Cheguei tarde demais? Sinto muito. Tinha tanta gente no restaurante, e a espera foi longa.

Bem na hora, o empresário voltou com a comida embalada. Sentado no banco do motorista, ele entregou a comida que havia trazido para Cheongyeon.

— Obrigado.

— Parece que teremos que comer enquanto nos movimentamos, porque demorou muito para pegar a comida. Tudo bem por você?

— Eu não tenho escolha. Mas você não vai comer, empresário?

— Eu como quando chegarmos. Vamos lá.

Logo depois, o carro deu a partida. Cheongyeon apagou da mente a pergunta em que acabara de pensar e começou a abrir a embalagem.

Sexta-feira.

Ele esperava estar ocupado até a noite, quando deveria se encontrar com Doheon, mas seu cronograma terminou cedo demais. Além da reunião de revisão do novo roteiro, ele não tinha outros planos para hoje.

Cheongyeon sentia como se o mundo tivesse virado de cabeça para baixo em apenas uma semana. Muitas coisas estavam mudando tão rapidamente que ele não conseguia acompanhar com sua própria consciência.

Na verdade, quando Doheon propôs o patrocínio pela primeira vez, ele pensou que seria apenas para lhe conseguir um papel secundário em um filme ou drama que ele quisesse. Ou talvez para aparecer em um programa de variedade focado em atores. Então, ele imaginou, ele teria a sorte de conseguir um papel principal.

Ele pensava que, se pudesse apenas emergir na atuação o quanto quisesse, já que estava se desafiando novamente após falhar, não teria mais nada a desejar. Seu desejo realista era apenas esse.

Ele nunca sonhou que isso se moveria como um projeto tão imenso. Cheongyeon sentia como se já estivesse pego em uma onda que havia começado a quebrar, sendo arrastado para algum lugar.

Ele estava animado com o pensamento de tentar algo que queria há muito tempo, mas também estava com medo e, ao mesmo tempo, não conseguia deixar de lado a dúvida sobre se sua escolha estava correta.

Chegando ao hotel mais cedo do que o horário que havia prometido se encontrar com Doheon, Cheongyeon parou em frente ao elevador com um olhar nervoso.

Quanto mais ele lembrava a si mesmo de que teria que dormir com ele hoje, mais nauseado se sentia, como se estivesse enjoado de carro.

O elevador rapidamente começou a subir para o último andar. O quarto que Doheon havia reservado ficava localizado no primeiríssimo andar do hotel.

Um momento depois, as portas do elevador se abriram com um curto som mecânico anunciando sua chegada. Cheongyeon saiu para o corredor acarpetado. A cada passo que dava, seu coração parecia despencar até o chão, pom, pom, pom.

Parado em frente ao quarto, ele cerrou e abriu os punhos para conter o nervosismo. Então, estendeu a mão e segurou a maçaneta.

Ao entrar, ele viu a espaçosa sala de estar da suíte. Ainda era cedo, então Doheon não havia chegado.

— Hoo…

Respirando fundo, Cheongyeon direcionou-se para o interior do quarto. Olhando para a cama grande, arrumada ordenadamente com lençóis brancos impecáveis, ele imaginou vagamente o que aconteceria ali dentro de pouco tempo.

Cheongyeon sentou-se à mesa com um olhar ansioso, tentando se acalmar. Mas ele não conseguia se acalmar facilmente.

— O roteiro. Vamos olhar o roteiro. Para afastar a ansiedade, Cheongyeon tirou da bolsa o roteiro que havia recebido alguns dias atrás.

Havia ocorrido um número considerável de mudanças nas falas e na proporção de seu papel na parte para a qual havia passado recentemente na audição. Ele tinha acabado de receber o roteiro revisado ontem, então estava no processo de memorizar as novas falas. Como a quantidade de episódios em que ele apareceria havia aumentado de repente, havia muito mais coisas que ele precisava preparar.

Cheongyeon acalmou-se e sentou-se à mesa, tentando ler o roteiro com os olhos bem abertos, mas não conseguia fazer as palavras se registrarem em sua mente. Mesmo se pegasse cada palavra e a desmembrasse para lê-la, não conseguia entender o significado, e tudo se espalhava de qualquer jeito em sua cabeça.

Depois de lutar para se concentrar de alguma forma, Cheongyeon finalmente desistiu de memorizar após um longo tempo e fechou o roteiro.

Parece que está quase na hora de ele vir. Cheongyeon pensou, verificando a hora depois de tomar um banho em vez de ler o roteiro.

Plim-plom.

Bem naquele momento, alguém tocou a campainha do lado de fora. Cheongyeon levantou-se apressadamente e aproximou-se da porta.

— Quem é?

— Estou aqui a mando do diretor Moon.

Quando ele perguntou cautelosamente, uma resposta suave veio do lado de fora. Cheongyeon abriu a porta com cuidado e verificou a outra pessoa.

Uma mulher que parecia ser uma funcionária do hotel sorriu e cumprimentou Cheongyeon.

— O diretor disse que a reunião em que ele está participando está se estendendo, então ele vai se atrasar um pouco para o compromisso. Ele me pediu para lhe dizer para jantar primeiro.

— Ah.

— Você pode verificar o menu no cartão de serviço de quarto e nos ligar, e nós enviaremos imediatamente.

— Sim, eu entendi.

— Tenha um bom momento.

Depois que a funcionária saiu, Cheongyeon ficou sozinho no quarto novamente. Ele não estava com fome, mas achou difícil apenas matar o tempo sem fazer nada, então acabou pedindo o serviço de quarto.

No entanto, não houve contato de Doheon até que a comida chegou e ele terminou de comer. Uma lua crescente tênue estava pendurada no céu, que já havia ficado completamente escuro. Abaixo dela, incontáveis luzes emitidas pela cidade piscavam densamente.

Eu gostaria que ele apenas andasse logo e terminasse com isso.

Quanto mais tarde ficava, mais ampla a mesa em que ele estava sentado sozinho parecia.

O lado oposto vazio da mesa e esse silêncio arrepiante. Ele estava acostumado a esperar por Doheon sozinho, então não era estranho, mas também não era agradável. Ele se sentia estranhamente desconfortável, como se tivesse voltado para antes do divórcio.

Cheongyeon engoliu um suspiro e tomou água em grandes goles para saciar sua garganta ressecada. Mas, em vez de aliviar sua sede, sentiu como se seu íntimo estivesse secando ainda mais.

Sinto que me acalmaria se tomasse um gole.

Cheongyeon, pensando em pedir vinho pelo serviço de quarto, estendeu a mão para o telefone, mas parou de repente. Foi porque pensou que Doheon não gostaria.

Em uma posição completamente subordinada, ele hesitava em beber sem permissão. Em primeiro lugar, Doheon preferia que ele estivesse sóbrio em vez de intoxicado por feromônios ou álcool.

— Ha… o que eu devo fazer. Cheongyeon murmurou ansiosamente, como um viciado passando por abstinência.

Então, incapaz de suportar mais, ligou para Doheon.

— ……

Mesmo que o tom de chamada continuasse por um longo tempo, Doheon não atendeu o telefone. Cheongyeon mordeu o lábio inferior.

Realmente parece que eu voltei ao passado. Eu fui ganancioso demais? Vendo que estou esperando por ele desse jeito de novo…

Ele sentia como se tivesse sido completamente privado de sua iniciativa em seu relacionamento com ele e só restasse ser moldado, e seu humor afundou infinitamente.

Cheongyeon bagunçou o cabelo e apertou o celular com mais força. Bem quando estava prestes a desistir de falar com ele, a outra pessoa atendeu o telefone pouco antes de o tom de chamada terminar.

— Estou a caminho agora.

Doheon disse assim que atendeu o telefone.

— Quando você vem?

— Em cerca de trinta minutos.

— ……

Cheongyeon colocou a cabeça para funcionar diante das palavras de que ele chegaria em trinta minutos.

— Em cerca de trinta minutos.

— Se você tem algo a dizer, diga.

— Então eu posso tomar só um gole?

— Por que álcool?

— Eu só estou… nervoso.

Cheongyeon moveu os lábios e respondeu baixinho.

Ele também tinha medo de ser ferido e, na verdade, ainda sentia relutância em revelar seus feromônios para ele. Ele ainda estava preocupado de que Doheon pensasse dele como um Ômega estúpido que nem sabia como controlar seus feromônios, como antes…

— …Eu também estou com medo.

— Com medo? De quê.

Doheon perguntou em um tom extremamente seco, como se não pudesse entender.

— Esta situação não é normal.

O silêncio fluiu por alguns segundos.

— Não está tudo bem?

— Você não pode beber uma garrafa inteira como da última vez.

— Eu não vou.

Preocupado de que ele mudasse de ideia diante da permissão concedida a contragosto, Cheongyeon respondeu rapidamente. E como se nunca tivesse estado tão melancólico, ele rapidamente pediu uma garrafa de vinho pelo serviço de quarto.

Doheon disse que chegaria em cerca de trinta minutos, então ele tinha que beber rápido se quisesse confiar no álcool para esta noite.

— Que cena. Doheon, que havia terminado o trabalho e entrado no quarto de hotel, murmurou após verificar a garrafa de vinho sobre a mesa e a condição de Cheongyeon.

— Você está aqui? Cheongyeon, que estava sentado na cadeira como se estivesse desfalecendo, levantou-se de repente. O rosto dele estava corado de vermelho, como alguém que obviamente estava bêbado.

Doheon pegou a garrafa e verificou quanto vinho restava dentro. Não havia quase nada.

— Eu não bebi tudo porque você me disse para não fazer isso.

Cheongyeon inventou desculpas descaradamente e se aproximou de Doheon. Ele não estava completamente bêbado, então sua caminhada ainda estava bastante normal.

No entanto, assim que Cheongyeon falou por perto, o aroma de vinho e feromônios espessos de Ômega flutuou sobre ele. A testa de Doheon franziu-se ligeiramente ao reconhecer isso.

— É. Não sobrou quase nada.

Ele empurrou a garrafa de vinho para um lado da mesa. Só então Cheongyeon revirou os olhos e olhou para o rosto de Doheon.

— Eu não sabia que você gostava tanto de álcool.

Ele murmurou baixinho. Logo, Doheon, que havia tirado o paletó e o colocado no sofá, aproximou-se de Cheongyeon com um passo lento.

À medida que o homem, que era pelo menos um palmo mais alto do que ele, se aproximava, Cheongyeon encolheu-se e deu um passo para trás.

— Por que você está fugindo?

Doheon questionou, como se não gostasse daquilo.

— Eu já tratei você de forma rude o suficiente para você ficar com medo?

Ele vinha se incomodando com as palavras de Cheongyeon de que estava com medo durante a ligação telefônica de antes. Quer Cheongyeon desse um passo para trás ou não, Doheon inclinou a cabeça e pressionou seu corpo mais para perto. E ele segurou o queixo macio de Cheongyeon e o ergueu para olhar para ele.

Quando encontrou seus olhos escuros, Cheongyeon sentiu-se estranhamente sufocado.

Você nunca foi gentil comigo. Essas palavras estavam presas em sua garganta, mas ele não se deu ao trabalho de dizê-las em voz alta. Ele não tinha intenção de agir de forma tola o bastante para reclamar com Doheon daquele jeito.

Como havia decidido receber o preço, ele teria que valer a pena aquilo tudo. Como ele disse, isso era um acordo.

Conforme o olhar intenso de Doheon pousava em seu rosto, Cheongyeon não conseguia afastar o nervosismo e abaixou o olhar. Os cílios longos que cobriam densamente suas pálpebras tremularam como asas de borboleta.

— Não é que eu esteja com medo do diretor, é só que eu estou nervoso…

Murmurando assim, Cheongyeon respirou fundo e então ergueu os olhos novamente para encontrar o olhar dele.

— O que eu devo fazer primeiro? Diga-me.

Desta vez, Cheongyeon não fugiu e cautelosamente trouxe seu corpo mais para perto de Doheon.

A mão grande dele acariciou pausadamente o cabelo macio de Cheongyeon, que havia sido recém-tingido de preto.

— Bem. Se um ator vem para receber patrocínio.

— ……

— Você não deveria tirar suas roupas primeiro? Para que eu possa apreciar você adequadamente.

Ao contrário das palavras explícitas, a expressão e a voz de Doheon ao olhar para baixo em direção a Cheongyeon eram extremamente secas e comedidas.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse: 

Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor

Gostou de ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 57?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!