Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 58 Online

Capítulo 58
Cheongyeon ficou internamente chocado com o tom de comando. Em seu relacionamento anterior, era natural que Doheon o despisse. Olhando para trás, ele nunca tinha se despido uma única vez na frente de Doheon. É claro que Doheon nunca havia pedido para que fizesse isso.
As palavras de Doheon pareciam reafirmar suas posições completamente mudadas, mexendo com o coração de Cheongyeon.
Havia uma enorme distância entre um marido e um patrocinador. Doheon provavelmente não sentia a necessidade de ser tão atencioso com ele quanto antes. Portanto, não havia necessidade de ficar chocado.
Cheongyeon repetiu para si mesmo.
— Ou eu ainda tenho que despir você?
Cheongyeon, que havia ficado completamente paralisado, tardiamente caiu em si e balançou a cabeça.
Então, ele deu um passo para trás, afastando-se de Doheon, e começou a desabotoar a camisa que estava vestindo. Apesar de pegar emprestada a coragem do álcool, Cheongyeon não conseguia fazer seu coração parar de bater forte, como se tivesse acabado de terminar uma corrida.
A cada botão que ele desfazia, o som do tecido roçando ecoava discretamente no quarto silencioso. Conforme sua pele nua ficava gradualmente visível, o olhar de Doheon tornava-se mais intenso.
Bem no momento em que Cheongyeon desabotoou o último botão, Doheon pressionou um controle e abaixou as persianas da janela de vidro transparente, que vinha oferecendo uma visão limpa do lado de fora.
Depois de tirar a camisa, Cheongyeon hesitou e colocou a mão na calça.
Aquilo não podia significar apenas tirar a camisa. O pensamento de ter que abaixar tudo, incluindo sua cueca, na frente dele fazia seu rosto parecer que ia explodir.
Mordendo o lábio inferior com os dentes superiores, o próprio Cheongyeon abaixou a calça e a cueca até os tornozelos.
Baque, o som sugestivo do tecido caindo no chão roçou seus ouvidos.
— …Estou todo despido.
Cheongyeon, cobrindo o próprio corpo inferior sem jeito com as mãos, avaliou a reação de Doheon. Ele vinha achando difícil controlar seus feromônios já fazia um tempo, e seus feromônios de Ômega estavam rodopiando sem controle dentro do quarto. Doheon ainda não havia apontado isso, mas devia estar ciente.
Mesmo que estivessem divorciados e fossem estranhos agora, quanto mais perfeito Doheon parecia, mais claramente as suas próprias falhas eram reveladas. Era por isso que, mesmo quando Cheongyeon estava perdidamente apaixonado por Doheon, ele tinha que reprimir o desejo de fugir dele em um canto de seu coração. Exatamente como neste momento. Ele queria se esconder onde o olhar de Doheon não pudesse alcançar.
Doheon deu um passo para trás, apoiou metade do corpo contra a mesa e cruzou os braços, admirando Cheongyeon.
Cheongyeon, que sempre havia sido passivo na cama, não sabia o que aquele olhar significava. Ele abaixou os olhos, sentindo como se a pele estivesse queimando onde quer que os olhos de Doheon pousassem.
Ele estava dizendo para ele chegar mais perto? Ou ele tinha que fazer algo mais aqui?
Incapaz de descobrir exatamente o que Doheon queria, Cheongyeon ergueu a cabeça e encontrou o olhar dele.
— ……
Encontrar seus olhos escuros e ardentes o fazia se sentir sem fôlego.
Após um momento, Cheongyeon aproximou-se dele de forma muito lenta e cautelosa. Depois de dar apenas cerca de três passos, a distância entre eles era tão estreita que seus rostos quase se tocavam.
Doheon, que havia permanecido em silêncio até então, ergueu a mão e acariciou o ombro e a clavícula de Cheongyeon. Ao mesmo tempo, ele sentiu de leve os feromônios de Alfa de Doheon em sua pele, e Cheongyeon estremeceu involuntariamente.
— Ugh…
Eu não sei para onde olhar.
Os olhos de Cheongyeon vacilaram sem rumo enquanto ele respirava de leve. Ele estava preocupado de que Doheon ouvisse seu coração batendo de forma tão feroz.
— No que você está pensando?
Cheongyeon, incapaz de suportar o silêncio, reuniu coragem e falou primeiro.
Doheon inclinou a cabeça e encarou fixamente as bochechas coradas de Cheongyeon.
— Eu estava me perguntando se está tudo bem tocar em alguém que está bêbado.
— Eu não estou bêbado de forma alguma.
Cheongyeon retrucou imediatamente.
Ele não queria dever mais nenhum favor a Doheon aqui. Ele estava ainda mais relutante em confiar na gentileza dele. Mesmo que estivesse bêbado, isso não seria um motivo para não dormir com ele hoje.
Ele já havia assinado o contrato e, como havia concordado em ser patrocinado por ele, não tinha intenção de tentar escapar disso sendo astuto. Como haviam concordado em dar e receber uma coisa de cada vez, ele também tinha a obrigação de cumprir os termos do contrato.
— Tudo bem. Você parece bem sóbrio.
Doheon concordou com a resposta firme de Cheongyeon.
— Eu ia deixar passar por hoje se você não conseguisse sequer tirar as suas roupas sozinho.
— Você não precisa.
Mesmo estando tremendo, Cheongyeon transmitiu sua intenção em uma voz clara. Diante disso, os músculos da mandíbula de Doheon se contraíram. Ele retirou a mão que vinha acariciando sua clavícula e traçou o lábio superior de Cheongyeon com as pontas dos dedos.
Ao mesmo tempo, Cheongyeon envolveu os braços ao redor do pescoço de Doheon e o beijou. Os olhos de Doheon se arregalaram por um momento diante do comportamento inédito e proativo, mas logo ele beijou Cheongyeon como se devorasse seus lábios e pressionou o corpo branco e nu dele contra si.
— Umm… hmm, ugh.
O corpo de Cheongyeon era empurrado para trás a cada vez que Doheon colidia contra ele. Conforme cambaleavam para trás enquanto enredados, o colchão da cama tocou a parte de trás de suas coxas.
— Ah!
Doheon empurrou Cheongyeon na cama. O corpo nu de Cheongyeon afundou nos lençóis macios, fazendo-os ondular bastante. Seus corpos em contato separaram-se naturalmente e, sem o calor de Doheon, sua pele nua parecia fria.
Cheongyeon encolheu o corpo superior enquanto juntava as pernas, mas logo Doheon subiu no topo dele e prendeu seu corpo magro entre suas pernas longas e firmes.
— No que. Você está pensando?
Ele perguntou, abrindo a fivela do cinto enquanto olhava Cheongyeon nos olhos.
A cabeça de Cheongyeon estava girando por causa da tensão. Ele pensou que conseguiria lidar com isso porque havia bebido vinho, mas quando de fato subiu na cama e olhou para ele, seus nervos ficaram à flor da pele.
— Eu estava pensando… e se o diretor rir de mim por ser tão desajeitado porque meus feromônios estão selvagens demais…
Cheongyeon murmurou inseguro em uma voz baixa, lembrando-se de que Doheon havia lhe dito para não mentir.
— Eu disse que não faria isso.
Doheon disse, tirando o cinto completamente da cintura como se fosse incômodo e jogando-o ao lado da cama.
“E se você… achar que eu sou estranho?”
“Não vou.”
Parecia que ele havia dito aquilo durante seu último ciclo de cio. Na época, ele estava envolvido demais pelo calor para estar totalmente consciente, mas a voz dele permanecia vagamente em sua memória.
Ele já havia sido exposto a todos os sintomas de seu ciclo de cio sem tomar nenhum supressor, então talvez ele pensasse que ele estava se saindo muito bem agora.
Lembrando-se de seu ciclo de cio, Cheongyeon de repente ficou curioso sobre o ciclo de rut de Doheon. Pensando bem, ele nunca tinha visto Doheon vivenciar nenhum sintoma de rut durante o casamento deles.
— Mas, diretor, como você… lida com o seu ciclo de rut?
Cheongyeon perguntou, contorcendo-se desconfortável em uma posição onde estava quase imobilizado por Doheon, embora não o sentisse pesado. Ele prendeu Cheongyeon de forma mais firme entre suas pernas, como se imobilizasse sua presa, tornando impossível para ele se mover.
— Por quê? Você vai ajudar?
— …Eu tenho que ajudar?
Isso significava que ele queria que ele o ajudasse no futuro? Cheongyeon piscou, não entendendo de imediato.
Doheon inclusive afrouxou a gravata que estava restringindo desconfortavelmente seu pescoço. E ele ergueu de leve os cantos dos lábios como se a pergunta de Cheongyeon fosse absurda.
— Você não consegue lidar com o meu ciclo de rut.
Ele jogou a gravata longe e inclinou-se para beijar Cheongyeon novamente. Mesmo enquanto recebia seu beijo pegajoso, a mente de Cheongyeon estava acelerada.
A única interpretação possível era que ele resolvia seus ruts com outros Ômegas que conseguiam lidar com ele. Não era impossível, já que não havia nenhuma cláusula no contrato dizendo que ele não poderia dormir com outros Ômegas.
— Ah!
Doheon percebeu que Cheongyeon estava pensando em outras coisas e mordeu levemente o lábio inferior dele para prender sua atenção. Ele estendeu a mão e acariciou a barriga e a cintura de Cheongyeon, entrelaçando a língua profundamente.
No final, Cheongyeon apagou os pensamentos que o distraíam de sua mente e focou no beijo com ele. Uma sensação de formigamento florescia em sua pele a cada vez que a mão dele o tocava. Seu corpo tremia involuntariamente, e sua respiração tornou-se rápida.
— Ugh…
Os feromônios de Alfa, que ele vinha controlando de forma quase perfeita até agora pouco, agora pareciam bastante fortes. Não era nada confortável, mas Cheongyeon fingiu estar o mais descontraído possível e envolveu os braços ao redor do pescoço de Doheon.
Ele havia aprendido recentemente que Doheon era bom em beijar, assim como no sexo. Ele sabia exatamente como respirar de forma confortável e como conduzir a outra pessoa ao ponto de ficar sem fôlego. E ele parecia gostar de empurrar e puxar através daquela fronteira. Exatamente como agora.
— Haa, haa…
Cheongyeon virou a cabeça por um momento para recuperar o fôlego. Doheon liberou os lábios dele de bom grado e apertou as nádegas macias de Cheongyeon com força.
— Ah…! Espere, um momento.
Cheongyeon de repente arregalou os olhos e segurou o ombro dele ao toque da mão que apertava sua carne com uma pressão moderada.
— Por quê.
Ele tardiamente percebeu que tinha sido mal arrastado pela liderança de Doheon o tempo todo, apesar de jurar não agir de forma passiva como antes, tanto quanto estava sendo compensado. Exatamente como sempre.
Ele tinha uma vaga convicção de que aquilo provavelmente não era o que Doheon queria. Ele tinha inclusive bebido álcool para não agir como um simplório.
Além disso, quanto tempo fazia desde que Doheon havia entrado no quarto de hotel, e ele ainda era o único nu. Temendo terminar deitado rigidamente como antes, Cheongyeon focou os olhos resolutamente.
— Diretor, as suas roupas. Eu vou tirá-las para você.
Doheon, que assistia Cheongyeon falar com determinação, beijou a clavícula branca, o pescoço e o queixo dele, por sua vez.
— Vá em frente.
Ele abaixou o corpo para perto e sussurrou no ouvido de Cheongyeon como se gostasse daquilo. Como Doheon estava espalhando beijos por aqui e por ali, sons leves de estalo voavam constantemente ao redor de seu ouvido.
Cheongyeon cerrou e abriu as mãos trêmulas para escondê-las, então começou a desabotoar a camisa de Doheon uma por uma.
— Hngh. D, diretor. Isso é muito…
Cheongyeon estremeceu conforme Doheon lambia os pelos finos abaixo de seu ouvido. Mas, após uma breve pausa, ele moveu diligentemente as mãos e teve sucesso em desabotoar todos os botões da camisa de Doheon.
Cheongyeon colocou as mãos no peito firme de Doheon. Ao contrário das inúmeras preocupações que teve enquanto esperava por ele, seu corpo moveu-se por conta própria assim que ele tomou uma decisão e partiu para a ação.
Cheongyeon acariciou cuidadosamente a pele nua de Doheon com as mãos, beijou o queixo dele e então o lambeu com a língua. Diante disso, a caixa torácica de Doheon expandiu-se visivelmente.
— Hoo…
Doheon respirou fundo e tirou a camisa diante da carícia desajeitada de Cheongyeon. Só então o corpo superior firme de Doheon foi totalmente revelado. Era tão sensual que era admirável.
Cheongyeon olhou para cima em direção a ele como se estivesse possuído por um momento. Mesmo sendo o corpo de outro homem, era claramente diferente do seu próprio.
Era sólido, largo, e a disposição dos músculos era tão clara que dava para ver todos eles, e era espesso ao mesmo tempo. Até mesmo a clavícula e os ombros dele, que se conectavam a partir do pomo de Adão, eram muito mais firmes e espessos do que os seus próprios.
Ele nunca tinha olhado para o corpo de Doheon com tanto detalhe nos últimos três anos, então parecia estranho. Era apenas natural, já que ele sempre estava aterrorizado e torcia para que a inserção terminasse rápido.
— Você parece gostar.
Doheon, que percebeu o que o olhar de Cheongyeon significava, sussurrou de forma travessa. Cheongyeon engoliu em seco e assentiu obedientemente.
— …Muito.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor