Ler Ex Sponsor (Novel) – Capítulo 32 Online

Capítulo 32
Era bom que o ciclo de calor de Cheongyeon havia terminado em apenas um dia graças a Doheon, mas aquelas palavras instantaneamente fizeram seu humor despencar para as profundezas.
Cheongyeon percebeu que a intimidade e os sentimentos apaixonados que havia sentido ao fazer sexo com ele no dia anterior eram todos uma ilusão. Moon Doheon era, afinal, esse tipo de homem.
Desde o início, devia tê-lo visto como uma criança vagando por aí. Ou talvez, agora que estavam divorciados, não fosse fácil encontrar um Ômega tão obediente e quieto como ele.
— Por que é o Diretor-nim quem decide se é infantil ou não?
— Olha para você. O que teria acontecido se outro Alfa tivesse te encontrado ontem em vez de mim?
— Eu teria dormido com esse Alfa.
O olhar de Doheon pousou nas marcas de beijo no pescoço de Cheongyeon.
— Isso está bem para você?
Ele perguntou com uma voz desprovida de qualquer emoção.
— Há alguma razão pela qual o Diretor-nim está bem, mas outro Alfa não está?
— Estou no mesmo nível de qualquer Alfa?
— Qual é a diferença? Somos estranhos de qualquer forma.
— …….
— Você não era infeliz comigo? Por que quer viver comigo de novo?
Um Ômega meio-tolo que nem consegue engravidar.
Engoliu o restante das palavras. Achava que estava muito melhor, mas seu coração ainda doía quando se lembrava do dia em que ouviu pela primeira vez o diagnóstico de infertilidade no hospital. O desespero daquela época não era facilmente lavado.
— Ainda sou infeliz com você.
Doheon ergueu o queixo e falou com arrogância, como se estivesse olhando para um produto defeituoso.
— Ao mesmo tempo, estou preocupado. Isso está errado?
— …….
É normal querer se reconciliar porque está preocupado?
Cheongyeon achava difícil entender o processo de pensamento dele. Não apenas agora, mas durante toda a vida de casados. É por isso que não queria voltar para esta casa.
Havia sentido que algo havia mudado recentemente. Doheon ainda era o mesmo, e tudo era só imaginação sua.
— Não quero.
— Me diga. O que você odeia tanto? Viver comigo pelo menos não teria sido uma perda para você.
Doheon não entendia a situação de Cheongyeon de forma alguma. Não considerava a pressão emocional e a solidão que Cheongyeon sentia ao viver nesta casa, e só calculava com base em ganhos materiais.
Cheongyeon engoliu um suspiro. Era óbvio que só machucaria a boca se listasse tudo de A a Z.
Mas Doheon ficou encarando Cheongyeon como se precisasse ouvir uma resposta. Parecia pronto para esperar minutos até que ele falasse.
— Odeio a personalidade indiferente do Diretor-nim. …E ser ignorado.
— Quando eu já te ignorei?
— Está fazendo isso agora. Achando que moro em uma casa podre com móveis podres, usando roupas que precisam de conserto, e agindo como uma criança.
Conforme falava, suas emoções foram se intensificando. Olhando para trás, cada palavra e ação que Doheon havia dirigido a ele era verdadeiramente irritante. Como se estivesse lidando com uma criança fugitiva.
— Você provavelmente também achou que meu jeans era podre. Só para você saber, é o design, não está rasgado.
— Nunca disse que aquelas calças eram podres.
— Você não entende nada de moda, mesmo assim fala bobagem.
Cheongyeon riu em vão enquanto se sentia cada vez mais sufocado.
— Nossa, agora que penso bem, o Diretor-nim não mudou nada.
Quanto ele poderia ter mudado desde o divórcio?
Ainda o via como muito mais jovem e imaturo, então por que estava lhe dizendo para voltar para esta casa sufocante? Agora que era alguém que nem conseguia ter filhos. Continuava voltando à mesma pergunta.
A primeira razão que veio à mente foi a culpa de Doheon em relação ao seu pai, que era o guarda-costas de Doheon, e havia perdido a vida em um acidente de carro nos Estados Unidos. Doheon tinha um grande senso de responsabilidade em relação a ele por causa disso.
Além disso, havia adaptado toda a sua vida a ele por três anos, então devia ter sido conveniente.
— Você está dizendo que preciso mudar.
— Não foi o que quis dizer.
Não é como se fosse alguém que mudaria só porque você dissesse para mudar.
De qualquer forma, não seria fácil para alguém tão ocupado quanto ele investir tempo em conhecer novas pessoas. Chegou à conclusão de que Doheon não queria abrir mão dele, que havia adaptado a si mesmo aos gostos de roupas, fala, estilo de vida, hobbies e agenda de Doheon.
…Quanto mais pensava, mais se sentia miserável. Havia gostado dele intensamente por três anos e querido agradá-lo, mas não havia conquistado nem um fragmento do seu coração. Pelo menos havia recebido a avaliação de que era útil para um Ômega Recessivo, então devia tomar isso como consolação?
Quanto mais seus pensamentos avançavam, mais seu estômago queimava. Cheongyeon tomou algumas colheradas de arroz e então abruptamente se levantou do lugar e foi até o rack de vinhos.
Sentiu o olhar de Doheon pelas costas, mas não ligou e pegou a garrafa que parecia mais cara e uma taça, depois os trouxe de volta à sala de jantar.
— Vinho a esta hora?
— Sim.
Doheon franziu o cenho como se não gostasse do comportamento de Cheongyeon.
Cheongyeon despreocupadamente abriu a rolha com um saca-rolhas. E na frente de Doheon, despejou o vinho tinto na taça até quase transbordar.
— Beba depois de terminar de comer.
— Não quero. Quero beber agora.
— Vai fazer mal ao estômago.
— Mesmo que faça, é o meu estômago.
— Yoo Cheongyeon.
Cheongyeon levantou a taça de vinho e tomou alguns goles rapidamente. Só quando o vinho bem envelhecido escorreu pelo esôfago é que o borbulhar no estômago diminuiu levemente.
— Diretor-nim. Por que acha que ainda vou ouvir o Diretor-nim, que sempre me ignora? O Diretor-nim e eu somos agora completos estranhos.
Cheongyeon repetiu a palavra “Diretor” sem vergonha, sabendo que ele odiava aquele título.
O olhar de Doheon ainda estava fixo em Cheongyeon. E com o olhar dele como aperitivo, Cheongyeon esvaziou a taça que havia sido enchida até a borda onde estava sentado.
— Ah, isso sim.
Depois de só beber cerveja barata, seu corpo parecia absorver o álcool melhor quando bebia vinho caro que valia milhões de won. Dinheiro é bom afinal.
Enquanto Cheongyeon estralava os lábios e tentava servir mais vinho, Doheon empurrou a taça para o lado.
— Se não gosta de ser ignorado, então se comporte adequadamente.
— Não. Agora que não somos nada um para o outro, vou agir como bem entender. Por que deveria ouvir um estranho?
Cheongyeon desafiadoramente puxou a taça de volta para si e a encheu de vinho.
— Que espetáculo.
— Então me expulse da casa.
Cheongyeon o provocou, sabendo que Doheon nunca faria isso.
Não importava o quanto agisse loucamente aqui, ele não era do tipo a mandá-lo para fora sozinho quando seu ciclo de calor não havia terminado completamente. Havia vivido com ele por três anos, então conseguia prever isso.
— Não seja ridículo.
Como esperado, essa era a reação que havia antecipado. Cheongyeon deu uma risadinha com a voz cheia de raiva.
No passado, estava tão ansioso que não sabia muito sobre ele, então achava que estava inseguro. Mas agora que pensava bem, não era necessariamente o caso.
— Saiba que não pode sair desta casa até que seu ciclo de calor esteja completamente encerrado e você esteja sóbrio.
— …Mas Diretor-nim, você está livre?
Cheongyeon, que havia estado ouvindo quietamente a reclamação despejada, tomou um gole de vinho, apoiou o queixo na mesa e ficou encarando fixamente Doheon.
— Não. Você costumava estar ocupado até aos domingos e saía no meio. Lembro que estava tão ocupado que não conseguíamos nem assistir a um filme juntos… Parece que você não tem nada hoje. Vendo você preso em casa até essa hora. Só estou curioso.
— Estou trabalhando em casa.
Doheon respondeu, encarando a taça de vinho que Cheongyeon parecia não conseguir largar.
— Trabalhando em casa…?
Já era incrível que alguém que não dormia bem ainda trabalhasse aos domingos, mas a opção de trabalhar em casa surpreendeu Cheongyeon ainda mais.
Não, honestamente, era absurdo. Ele podia trabalhar em casa, então por que fingiu estar tão ocupado por três anos?
Se podia tirar férias e trabalhar em casa, por que apenas fingiu estar tão ocupado para ele por três anos?
— Nossa, o mundo melhorou bastante. O Diretor da JT Electronics trabalhando em casa…
Cheongyeon, sentindo um nó na garganta, encheu a taça vazia de vinho novamente.
— Venha retirar o vinho e as taças.
Doheon, incapaz de assistir mais, disse ao funcionário para limpar a mesa. Cheongyeon agarrou a garrafa de vinho com as duas mãos e a puxou em sua direção.
— Você se incomoda tanto comigo bebendo um pouco? Já estou me sentindo mal e minhas costas doem tanto, só estou tentando esquecer a dor bebendo isso.
Enquanto Cheongyeon agia com teimosia, o funcionário olhou para os dois, parecendo perturbado.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Ex Sponsor (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Cheong-yeon exige o divórcio de Do-heon, encerrando seu casamento de três anos.
— Acho que já vi o suficiente, tanto o bom quanto o ruim. Vamos acabar com isso. Por favor, divorcie-se de mim, Do-heon.
E assim, Yoo Cheong-yeon adiciona “divorciado” à sua lista de títulos, ao lado de ex-ídolo fracassado e formado no ensino médio. Enquanto ele luta para retomar sua carreira de ator, que havia abandonado devido à oposição de Do-heon, seu ex-marido começa a agir de forma estranha.
— É apenas imaginação minha, ou Do-heon, que nunca demonstrou o menor interesse por mim antes, continua por perto?
Eventualmente, Do-heon chega a propor um acordo de patrocínio a Cheong-yeon.
— Patro…cínio?
— Uma vez por semana. Encontrar-me toda sexta-feira à noite.
— Por que eu deveria aceitar patrocínio de você, Diretor?
— Porque eu posso conseguir um papel para você naquela novela. Como protagonista, é claro.
Cheong-yeon quer recusar categoricamente, dizendo-lhe para não falar bobagens, mas a oferta do ex-marido rico é tentadora demais.
— Mas esse cara nem gostava de fazer sexo comigo quando estávamos juntos.
A atitude imprevisível de Do-heon deixa Cheong-yeon confuso.
— Tudo bem. Eu aceito se não houver contato físico. Não é como se você estivesse fazendo essa oferta porque quer dormir comigo, de qualquer forma.
— Por que você pensaria que eu não exigiria sexo de você?
Os olhos de Cheong-yeon se arregalaram com essas palavras inesperadas.
— O quê?
— Mesmo que estejamos divorciados agora, fomos casados legitimamente.
— Então… isso significa…
— É claro que sexo está incluído. Essa não é a condição básica de um patrocínio?
Nome alternativo: Ex Patrocinador Ex Sponsor