Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 24 Online

↫─Capítulo 24
— Ah, sunbae, sunbae… Por acaso eu não sou o cara mais lindo do Departamento de Literatura Francesa?
A pronúncia de Choi Hyun-oh para “sunbae” saiu quase como um “sunbaeryum” todo arrastado e debochado enquanto ele respondia. Eu estava cochilando, encostado no ombro duro dele, e abri os olhos com o coração meio cheio de ressentimento.
Tinha acabado de sonhar com as namoradas do Saheon. A cada piscada lenta, as lembranças desagradáveis ficavam mais nítidas. Uma vez que a caixa era aberta, as memórias que ainda restavam vinham todas flutuando de volta.
A lembrança de ver Saheon e uma garota caminhando para casa de mãos dadas— era uma garota diferente daquela vez —; a lembrança de encontrar a foto de uma mulher desconhecida no computador do meu hyung — também uma pessoa diferente —; o cabelo comprido capturado em uma foto de perfil no aplicativo de mensagens dele logo após voltar de um treino de voo… Naquele dia, joguei fora todos os lanches que ele tinha me dado.
Não havia nenhuma prova concreta, eram apenas memórias que pareciam mais com suspeitas, mas, somado ao que tinha acontecido antes de eu sair de casa, meu humor azedou de vez.
Abri bem os olhos, tentando clarear a minha cabeça tonta. Uma nova pessoa tinha se juntado à mesa. O homem que havia se acomodado entre Min Iseo e Choi Hyun-oh parecia familiar, como se eu já o tivesse visto em algum lugar.
— Credo… Ah, você acordou?
— Pois é, sunbae… quer dizer, hyung! Olha só a diferença de visual entre a gente. É esmagadora. Um massacre. Claramente tem um cara lindo bem aqui, mas você fica me chamando de derrotado. Ah, e esse aqui não aguenta bebida não, se beber mais um gole, ele morre.
O homem, com o rosto vermelho de bêbado, era um sunbae do terceiro ano. Afastei a bochecha do ombro em que estava apoiado.
A carne que estava grelhando tinha se reduzido a apenas alguns pedaços na grelha já fria. Eu não sabia quanto tempo tinha passado, mas estava claro que a refeição já tinha acabado.
Limpei a boca correndo, pensando se tinha babado. A sensação era meio estranha, como se minhas mãos estivessem dormentes. Cocei a boca sem jeito e foquei os olhos para entender a situação.
— Pessoal, nós já passamos de mesa em mesa e, finalmente, o último momento chegou!
Pelo jeito que ele falava, parecia estar se dirigindo não apenas à nossa mesa, mas a todo mundo ali. Meus colegas de classe, que já tinham bebido um monte, gritaram e comemoraram alto.
— O protagonista sempre aparece por último. Sim, sou eu! Vim servir uma bebida para as pessoas mais lindas e perfeitas do nosso querido Departamento de Literatura Francesa. Por favor, aceitem!
O gargalo da garrafa verde balançava de forma ameaçadora enquanto ele a sacudia de um lado para o outro. Quando ele começou a despejar soju em um copo de cerveja, surgiram gritos que pareciam uma mistura de vaias e aplausos.
O líquido transparente foi derramado perigosamente até a borda do copo, e o veterano habilmente despejou metade do que sobrou em outro copo antes de afastar a mão.
— Eu servi o equivalente ao meu amor por vocês! Como a Iseo é menina, só metade. O Cheongmyeong pode beber tudo porque é homem, né?
O copo cheio até a boca foi apontado na direção de Min Iseo, que já tinha um copo de cerveja cheio na frente dela. Min Iseo acenou com a mão, com um sorriso sem graça.
— Eu não sou muito boa com bebida…
— Ah, qual é, não faz desfeita, bebe só um pouquinho.
A voz do veterano era alta o suficiente para ser ouvida por cima de todo o barulho do lugar. Mesmo no meu estado meio alto, aquele líquido transparente cheio até a borda do copo parecia bem agressivo.
— Nossa, esse hyung realmente não sabe o quanto eu sou bom. Posso ser o cavaleiro de cavalo branco dela? O cavaleiro chegou!
Choi Hyun-oh gesticulou de forma exagerada e se levantou. Risadas estouraram por todos os lados. Aproveitando o embalo, Hyun-oh bateu na mesa e pegou o copo de Min Iseo, estendendo-o na direção do veterano.
— Vamos fazer um love shot!
Um coro de “Uhul!” ecoou. Todo mundo parecia animado, como se estivessem assistindo a um show. Choi Hyun-oh segurou o copo dele com um sorrisinho brincalhão e, após entrelaçar o próprio braço com o do veterano para beberem juntos, virou o copo de uma vez, arrancando mais uma rodada de risadas.
— Esse moleque…!
— Poxa, hyung. Você e eu estamos no mesmo barco aqui.
Hyun-oh, sorrindo de orelha a orelha, virou tudo de uma vez antes que o veterano pudesse dizer qualquer coisa. Talvez para não deixar o clima esfriar, o sunbae também bebeu sem reclamar.
Meio bêbado, eu não estava entendendo direito o que estava acontecendo, mas ver todo mundo ao meu redor rindo com gosto me fez rir também. O sunbae, que estava fazendo careta por causa do álcool, virou para mim e perguntou:
— Olha só para você, rindo como se tivesse escapado da forca. Ei, Jinsu, sobrou alguma garrafa de soju aí?
Enquanto eu continuava zonzo, o veterano encheu meu copo vazio com uma mistura de cerveja e soju. A expressão de Choi Hyun-oh, que já estava séria, se contorceu ainda mais.
— Beleza, todo mundo prestando atenção aqui! — o veterano gritou.
Os colegas de classe, ansiosos por qualquer motivo para comemorar, começaram a aplaudir. Olhei de relance para Choi Hyun-oh. Ele parecia estar medindo o clima entre mim e o sunbae, calculando uma forma de me tirar dali sem estragar a vibe da festa.
Meio deprimido pensando nas várias namoradas do Saheon e meio achando que eu simplesmente era bom em beber, virei o copo de uma vez.
— Caramba, você bebe bem, hein? Vira o copo em cima da cabeça para mostrar que acabou!
”Isso aí!”, concordei mentalmente com aquele elogio sem sentido. “Eu bebo bem e sou forte!” Sem nem perceber, comecei a rir e, seguindo o pedido do sunbae, virei o copo vazio em cima da minha cabeça. Algumas gotinhas molharam meu cabelo, mas não me incomodou. Um calor subiu de dentro de mim.
O sunbae, que estava distribuindo bebidas pela mesa, voltou para o seu próprio lugar. Shin Jiyu e Kim Seo-hee estavam dando risadinhas enquanto contavam as dobras de uma folha de alface, aparentemente achando graça de alguma bobagem.
— Cheongmyeong. Você está bem?
— Sim, estou ótimo. Ótimo. Óóótimo…
Senti minha cabeça ficando ainda mais pesada do que antes, mas, ao mesmo tempo, eu me sentia bem desperto. Min Iseo, que me olhava com preocupação, falou com Choi Hyun-oh:
— Hyun-oh… obrigada por aquilo de antes.
— Se está agradecida, me paga um lanche depois.
Enquanto eu escutava a conversa dos dois, de repente senti que a minha boca estava melada demais. Bem naquela hora, vi um maço de guardanapos de papel em cima da mesa. Vários guardanapos espalhados na mesa tinham números de telefone e nomes rabiscados, mas eu não fazia ideia de quem tinha escrito aquilo.
Peguei um guardanapo, amassei e limpei a boca, apoiando o queixo na mesa e me inclinando para a frente. Meu corpo inteiro parecia estar pegando fogo. Como se tivesse engolido brasas, o calor subiu rápido, e eu tratei de beber um pouco de água, deixando-me ser puxado pela mão que estava me levantando.
— Agora parece que só sobrou o pessoal que vai virar a noite bebendo. Eu e o Cheongmyeong já vamos indo.
— Ah… beleza. Vão com cuidado.
— Sim. Aviso quando chegar em casa.
Conforme eu mexia os pés, o chão parecia fofo, o que me fez rir sozinho. Ouvi Choi Hyun-oh estalando a língua em desaprovação ao meu lado. Assim que pisamos fora do restaurante de carne, uma brisa fresca bateu na minha bochecha, me fazendo rir de novo.
Choi Hyun-oh me puxou para um beco qualquer, me sentou em uma escada que não parecia muito limpa, e acendeu um cigarro que tirou do bolso.
— Sunbae desgraçado. Falei para não te dar bebida, mas o filha da puta fez você virar tudo. Que inferno.
Aquele tom carinhoso chamando o sunbae de hyung tinha sumido completamente; Hyun-oh xingava com uma cara bem brava. Enquanto eu o observava tragar fundo e soltar uma fumaça cinza e espessa, de repente tive vontade de tentar também.
— Nem pensar.
Choi Hyun-oh respondeu rápido, como se tivesse lido meus pensamentos. Tentei protestar com o olhar, do tipo “por que você pode e eu não?”, mas meus olhos não conseguiam focar em nada e minha tentativa falhou.
— Já disse que não.
Sendo rejeitado pela segunda vez, desisti logo. Um frio gelado subiu do chão através do meu casaco acolchoado. Abracei os joelhos contra o peito. O espaço entre as minhas pernas parecia aconchegante, então enterrei o rosto ali.
— Se você dormir aqui, não vou conseguir te carregar. Mas e o seu hyung não vai falar nada? Ele vai me matar se souber que deixei você beber até cair desse jeito.
As palavras do Choi Hyun-oh estavam erradas desde o princípio, mas eu estava com preguiça demais para corrigi-lo. Só balancei a cabeça de leve e resmunguei:
— Eu desliguei o celular…
— Hein? Por quê? Desse jeito, se ele vier atrás de você, a gente nem vai saber. Ah, o seu hyung é assustador demais, quem vai levar a pior sou eu.
Choi Hyun-oh se ajoelhou na minha frente com um gesto desesperado, revirando meus bolsos para pegar meu celular sem permissão. Ele segurou o botão de ligar por um bom tempo e, enquanto o aparelho reiniciava, ele balançava a mão que segurava o cigarro.
O som de notificação avisando que uma mensagem tinha chegado ecoou alto no beco movimentado. Depois de checar meu celular, Hyun-oh disse:
— Ele está dizendo aqui para entrar em contato se acontecer alguma coisa.
Meu rosto, que estava enterrado entre os joelhos, se contorceu. O que poderia acontecer? Meu hyung tinha uma namorada e até trazia ela para casa. Conforme o passado e o presente se misturavam sem revelar nenhuma resposta clara, minha hipótese ganhava cada vez mais força.
— Cheongmyeong. Seu hyung está ligando.
— Não quero…
— O que eu faço? Eu atendo? Ah…
O toque parou. Fosse por causa do frio ou do meu emocional, meu nariz começou a escorrer. Funguei e tentei deixar claro para o Hyun-oh que eu não queria atender o telefone.
— Hyun-oh, eu não quero… não vou falar com ele… não quero mesmo…
— Ei, seu bobo… Ah, alô, hyung. Sim, eu sou amigo dele. O Cheongmyeong foi ao banheiro rapidinho e eu atendi por ele. Como veio muita gente da sala, a bebedeira acabou se estendendo.
—Aff que saco… Kwon Saheon…
— …Sim. Parece que todo mundo resolveu ficar até o amanhecer. Acho que vamos ter que virar a noite na rua hoje. Pode deixar que eu garanto que ele chegue bem em casa depois. Se o senhor estiver preocupado, quer que eu te passe o meu número? É 010…
Por um momento, consegui ouvir Hyun-oh ditando os números. O calor que corria pelo meu corpo ficou ainda mais intenso conforme eu me encolhia, subindo direto para o meu rosto. Funguei de novo e esfreguei os olhos, que começavam a arder, contra os joelhos.
— O senhor quer falar com o Cheongmyeong? Ah… oh! O Cheongmyeong acabou de voltar do banheiro. Seu hyung quer falar com você.
Com um tom meio forçado, como se estivesse atuando, algo quente encostou na minha orelha. Quando levantei um pouco a cabeça para olhar, Hyun-oh estava segurando o celular contra o meu ouvido. Funguei mais uma vez e peguei o aparelho.
A respiração do Saheon vinha do outro lado da linha. De repente, uma mistura de tristeza e raiva borbulhou no meu peito, e eu soltei o ar com força. Mesmo assim, consegui me controlar e atendi com um “Alô” fraco.
— …Eu te odeio…
[ …Você me odeia?]
NT: Para melhor compreensão seguiremos esse padrão a partir desse capítulo:
“Pensamento”
[Telefone]
*escrita*
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↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar