Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 23 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 23

Kwon Saheon. 31 anos. Copiloto no segundo ano de uma companhia aérea e o meu crush de longa data, que morava na porta ao lado desde que eu nasci.
Quando as pessoas se referiam ao homem chamado Kwon Saheon, descrições como estas costumavam vir em seguida: “Gentil”, “educado”, “carinhoso”, “doce”, “bonito”. Para aqueles que conheciam Saheon um pouco melhor, acrescentava-se que ele era “brincalhão” e “astuto”, então era natural que ele fosse querido por todo mundo.
Talvez por isso Saheon sempre foi popular. Desde a época em que eu mal conseguia me lembrar por ser uma criança pequena, até o momento em que me acostumei com as repetidas despedidas do meu hyung, que se esforçava para alcançar seus sonhos, sempre havia pessoas ao redor dele.
Olhando para trás, as namoradas não eram exceção.
As políticas educacionais sobre o namoro da minha tia e dos meus pais eram parecidas, mas tinham suas diferenças. Enquanto meus pais acreditavam que um relacionamento deveria ser sempre sério e cauteloso, já pensando em casamento, minha tia, embora concordasse em parte, pendia mais para a ideia de que, quanto mais você namora, melhor se torna seu julgamento sobre as pessoas.
No entanto, só porque minha tia e meu tio tinham essa mentalidade, não significava que os filhos deles a seguiam à risca.
Chaehun hyung, que é 14 anos mais velho que eu e 3 anos mais velho que Saheon, era quieto, estudioso e o epítome do “filho da amiga” de quem as mães se orgulhavam de encher a boca para falar. Ele era tão focado nos estudos que escolheu uma carreira que exigia enterrar a cabeça nos livros, não mostrando nenhum interesse em relacionamentos. Nunca tive a impressão de que Chaehun hyung tivesse qualquer interesse no sexo oposto ou que estivesse namorando alguém.
Mas se me perguntassem se Saheon, com suas semelhanças e diferenças, era parecido com Chaehun… no passado eu teria dito: “Acho que sim”, mas atualmente eu diria: “Bem, talvez não”.
Hoje em dia ele é definido por sua maturidade e tom brincalhão, mas nos tempos de escola, Saheon era, para dizer o mínimo, animado — e para ser mais realista, ele era um baita de um encrenqueiro. Nas palavras do meu pai na época, ele era um garoto que estava sempre “dando trabalho”.
Naqueles dias agitados de colégio, garotos assim costumavam fazer a sala inteira rir e ficavam no centro das atenções, e Saheon não era exceção.
Quando criança, eu simplesmente achava que Saheon era popular. No entanto, foi só há alguns anos que eu entendi que nada é mais perigoso do que um homem charmoso que caiu nas graças do povo.
Assim como acontecia com o Chaehun hyung, eu nunca tive a impressão de que Saheon estivesse namorando. Mas, olhando para trás, ao contrário do Chaehun, que realmente não ligava para isso, Saheon era apenas alguém que não me contava as coisas.
Entre as várias memórias que levantavam suspeitas, a mais marcante aconteceu logo depois que entrei na escola primária. Os alunos do primeiro ano almoçavam e iam direto para casa.
Até o jardim de infância, eu ia caminhando com a minha tia, mas agora que era um estudante da escola primária, me achava todo crescido e estava praticando ir e voltar sozinho.
Depois de me despedir dos meus colegas de classe e resistir à tentação de comprar um espetinho de *Pikachu katsu na rua, fui direto para a casa da minha tia. Saheon tinha voltado mais cedo por causa da semana de provas bimestrais, como eu tinha ouvido falar no dia anterior.
​*NT: Popular comida de rua coreana de porta de escola; consiste em um espetinho de carne empanada e frita no formato do Pikachu, coberto com molho agridoce.
Caminhar para casa sob o céu azul e respirar o ar fresco era maravilhoso. Eu quase corria, depois andava rápido, depois corria de novo, chegando em casa mais rápido do que o habitual.
Eu estava sem fôlego, mas não conseguia esconder o sorriso no meu rosto corado. Quando eu estava prestes a entrar, após digitar a senha da casa da minha tia, pensei que seria divertido fazer uma surpresa para o Saheon.
Dando risadinhas, cobri a boca com as minhas mãos pequenas para abafar o som e entrei de mansinho.
Como a minha tia tinha o hábito de nadar no centro comunitário e jogar conversa fora com as vizinhas enquanto eu estava na escola, ela naturalmente ainda não tinha voltado para casa. Sabendo do período de provas do Saheon, eu tinha esperança de que ele fosse cuidar de mim, então era de se esperar que ele passasse o resto do dia em casa naquela semana.
Os sapatos do Saheon estavam na entrada. Por um momento, sorri sozinho pensando que ele estava ali, mas ao lado dos sapatos dele havia um par de tênis que eu nunca tinha visto antes. O tamanho pequeno dos sapatos parecia caber na palma da minha mão, e dava para ver que ninguém naquela casa usaria algo assim.
Seria um sapato da minha tia? Inclinei a cabeça por um instante, mas logo me esqueci disso. Desde pequeno, quando eu assustava meus hyungs, eles fingiam um susto exagerado e me giravam no ar de brincadeira.
Lembrando daquela brincadeira boba, mas divertida, a empolgação borbulhou no meu peito. Caminhei na ponta dos pés para dentro. A casa estava um silêncio só.
Onde estaria o Saheon? Escutei com atenção em frente ao banheiro, mas não ouvi nada. Não havia sinais de vida pela fresta da porta entreaberta, então ele certamente estava em seu quarto com a porta bem fechada.
Sendo ainda mais cauteloso para não fazer barulho, me aproximei do quarto do hyung, e sons baixinhos podiam ser ouvidos lá de dentro. Não eram vozes.
O que o Saheon estaria fazendo? Segurei a maçaneta e tentei abrir com cuidado, mas por ser menor que os garotos da minha idade, me desequilibrei ao empurrar a porta abrindo em um baque. O ar dentro do quarto estava mais quente do que eu esperava.
— …Ah, merda…
Saheon, parecendo assustado, resmungou o que parecia ser um palavrão, eu nunca tinha ouvido meu hyung xingar antes e, naquela época, minha noção de palavras assim ainda era muito vaga.
Mesmo sendo dia, o quarto estava um pouco escuro porque as luzes estavam apagadas. Saheon não estava sozinho ali. Sentado no colchão da cama estava Saheon, e ao lado dele havia uma garota bonita cobrindo as pernas com o cobertor dele.
Pela cor do uniforme dela, parecia ser uma colega do mesmo ano. Mesmo em minhas memórias nubladas, eu lembrava que a garota era muito bonita.
Sentados tão próximos que os ombros quase se tocavam, Saheon soltou um longo suspiro de alívio e perguntou com uma expressão doce:
— …É você, Mungmung? Chegou quando?
Notei que a gravata do uniforme escolar dele tinha sido jogada em algum canto e um dos botões da camisa estava aberto. Ao tentar se levantar, ele soltou um gemido baixo e se sentou de volta. A garota sentada ao lado dele olhou de relance para a cintura de Saheon e sorriu terna.
— É…
Resmunguei algo que parecia uma resposta enquanto olhava para a garota ao lado com um olhar desconfiado. A menina, com cabelos que batiam na clavícula, jogou os fios para trás com suas mãos bonitas e me lançou um olhar simpático.
— Ai, ele é muito fofo. Saheon, quem é? É o seu irmãozinho?
— É o meu irmãozinho da casa ao lado.
A garota exclamou encantada e, conforme o cobertor que cobria Saheon escorregou, a saia curta do uniforme escolar dela ficou à mostra.
A menina caminhou até mim e se agachou para ficar na altura dos meus olhos. De perto, o rosto dela era ainda mais bonito. Com olhos grandes e redondos, um nariz delicado e lábios que pareciam cerejas, ela podia realmente ser chamada de uma beldade.
— Qual é o seu nome, Mungmung?
— …Cheongmyeong. Lee Cheongmyeong.
— Meu Deus! Você é uma gracinha. Quantos anos você tem? Cinco?
Com um sorriso radiante, a garota parecia empolgada, mas, estranhamente, eu só conseguia olhar para ela com timidez. Mesmo notando meu olhar arredio, ela me pegou no colo de uma forma brincalhona e me deu um abraço.
Ao redor do pescoço dela, havia um cheiro que lembrava pêssegos frescos. Naturalmente, ela foi em direção à cozinha, vasculhando a geladeira e me mostrando vários lanches, um por um.
— Quer lanchar comigo? Eu trouxe algumas guloseimas quando vim para cá. Você gosta de doce?
— …Gosto.
Olhei para a porta do Saheon enquanto respondia, mas a porta continuava fechada. A garota me sentou à mesa e ela mesma me alimentou com vários salgadinhos e doces. Depois de uns dez minutos respondendo a perguntas bobas enquanto saboreava as guloseimas salgadas e doces, Saheon saiu do quarto.
O hyung, que há pouco estava usando o uniforme da escola, tinha se trocado e usava roupas confortáveis para ficar em casa. Saheon, que naturalmente se sentou em frente à garota que dava risadinhas, pegou um punhado das sobras dos lanches e enfiou na boca.
O hyung e a garota sentaram-se frente a frente, enquanto eu fiquei do lado. A garota, que estava me dando comida na boca, fez o mesmo com Saheon.
Depois de comer, assistimos TV e lemos livros como de costume. No entanto, eu comecei a captar rápido as sutis diferenças que saíam do normal.
Saheon acariciava a cabeça da garota assim como fazia com a minha, mas aquele gesto era feito às escondidas, quando ele achava que eu não estava olhando. Eu também conseguia sentir os dois de mãos dadas por trás das minhas costas enquanto eu estava sentado no meio deles. Eu percebia as trocas ocasionais de olhares e os sorrisos discretos trocados por cima da minha cabeça.
Era uma bobagem se não fosse nada demais. Mas aquela garota, com quem me encontrei mais algumas vezes depois daquilo, parecia me tratar como se eu fosse o bebê deles, me levando para todo canto com eles.
Quando eu saía com o hyung e com ela, eles me compravam comidas gostosas e me levavam a lugares divertidos; mas, por mais que eu estivesse adorando o passeio, meu humor sempre azedava quando cruzávamos com os amigos deles na rua e começavam as provocações.
Quando eu olhava para Saheon com uma cara insatisfeita, o hyung apenas segurava a minha mão e sorria sem dizer uma palavra, enquanto a garota, que também segurava a minha outra mão, respondia brincalhona: “Ele é o nosso bebê!”.
Toda vez que isso acontecia, eu afirmava com convicção: “Eu e o Saheon vamos nos casar!”, mas a única resposta que eu recebia eram desculpas vazias acompanhadas de risos.
Parecia que aquela garota era a namorada do Saheon. Depois de um tempo, ela desapareceu e o hyung nunca mais tocou no nome dela.
Tendo sido educado desde pequeno com a ideia de que namoro leva ao casamento, muitas vezes ignorei vários sinais, mesmo diante de inúmeras evidências.
No entanto, isso não significava que as suspeitas vagas tivessem sumido. O lugar ao lado de Saheon frequentemente passava a ser ocupado por outra pessoa logo após ele terminar com quem quer que estivesse saindo.

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↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz

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Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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