Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 57 Online


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Deep Pivot — Capítulo 57

— Tenente Ji, dê uma olhada nisso antes de entrar.

Em uma área classificada do centro, o Coronel Jin entregou um arquivo a Seojoon.

— Aquele entrevistador do vídeo, nós investigamos um pouco. Acontece que ele é o nosso cara. Nos pegou completamente de surpresa com o rastro dele.

O vídeo em questão, com um entrevistador desconhecido, havia sido adquirido por meio de um corretor na China. Esse corretor havia vendido as imagens para vários países, incluindo a Coreia do Sul. Os EUA já haviam identificado todas as pessoas no vídeo.

Nossa fonte nos EUA o descobriu. Seu nome é Viktor Barinov, cujo nome verdadeiro é Park Seong-geun. Ele tinha dupla cidadania. Ele serviu nas Forças Especiais Conjuntas Sino-Russas.

— Dupla cidadania na China?

— Não é permitido. Ele foi oficialmente declarado morto na China.

O homem mudou sua nacionalidade para russa enquanto servia como guia exclusivo a Sergei Onopko, um russo Sem Nome das forças especiais conjuntas.

No entanto, isso não foi feito pelos canais oficiais; ele foi declarado morto.

Ambos os homens entendiam como o impacto emocional da orientação afetava o relacionamento entre Espers e guias, então não foi difícil adivinhar a história de Viktor.

Provavelmente por causa de Sergei. A Rússia teria desaprovado um guia chinês pareado com um raro Sem Nome de seu país e teria usado Sergei como alavanca para coagir Viktor. Declará-lo morto e dar-lhe uma nova nacionalidade teria sido fácil para eles.

Portanto, a China provavelmente não fazia ideia de que ele ainda estava vivo. Nenhuma nação aceitaria de bom grado perder um de seus Espers no exterior.

Seus movimentos recentes têm sido estranhos. Ele rescindiu o contrato com Sergei há cerca de três anos e deixou as forças especiais russas. Não há registros dele depois disso.

— Quando o vídeo da entrevista foi gravado?

— Dez anos atrás.

Seojoon estudou a foto do homem no arquivo. Nesta fotografia mais antiga, sua cabeça não estava raspada. A imagem parecia datada, e seu rosto parecia jovem.

— Certo, entendido. Vamos entrar.

Fechando o arquivo, Seojoon falou. A equipe de segurança o revistou e abriu a porta. Ao entrar na sala de interrogatório, Seojoon encarou o homem. Separados por uma longa mesa, sentaram-se frente a frente.

O homem deu um leve sorriso e assentiu em reconhecimento.

— Olha só você, garoto. Ainda inteiro.

Sua distinta voz de barítono ecoou pela pequena sala de interrogatório. Ouvir sua voz não através de um vídeo, mas bem na sua frente, trouxe de volta lembranças da dor daquele dia, causando arrepios na espinha de Seojoon.

— Agradeço a alguém por me dar um tempo. Se minha cabeça tivesse explodido como você disse, eu não teria me recuperado tão rápido.

Seojoon finalmente teve a chance de examinar o rosto do homem de perto. Para um guia, ele era bastante magro, com bochechas afundadas que o faziam parecer mais velho.

— Por que insistir em um intérprete?

— Porque não diz respeito ao meu país.

O dialeto do homem não era muito forte, tornando suas palavras relativamente fáceis de entender.

— A China ainda é seu país?

— O lugar onde você cresce é sempre sua terra natal.

No entanto, só porque o homem conseguia manter uma conversa não significava que fosse fácil discernir para quem ele trabalhava. Seojoon colocou as mãos entrelaçadas sobre a mesa.

— Se você planeja se esconder, faça-o cuidadosamente.

— Estou ficando sem tempo.

O homem se inclinou para a frente, levantando as mãos algemadas para bater na testa no meio.

— Tenho uma bomba-relógio na minha cabeça.

— …

— Tenho coisas a dizer antes que exploda, mas se houver alguém no meio, não posso dizê-las.

Ele olhou para a câmera no canto da sala de interrogatório, aparentemente incomodado por estar sendo gravado.

— Você viu, certo?

Ele se virou para Seojoon com uma pergunta rápida.

— O vídeo de Seryozha.

Sergei Onopko. Esse era o nome do Esper Sem Nome do vídeo da entrevista. Seojoon assentiu, tendo lido o arquivo momentos antes.

— Parece familiar, não é? Igualzinho a você.

Seojoon franziu a testa.

— O que você quer dizer?

O homem riu e então olhou diretamente para a câmera, levantando a voz como se quisesse ser ouvido.

— Essas crianças aqui não sabem de nada.

Ele se inclinou para frente, encarando Seojoon com olhos intensos.

— Você deve entender as palavras de um guia sênior.

— As únicas coisas que vou entender são por que você tentou me matar ou quem ordenou que você fizesse isso.

—Não existe ninguém “superior.”

— Então você agiu por conta própria?

Ridículo. Mas Seojoon entrou na brincadeira.

— Ao menos, posso descobrir por que você me queria morto. Por quê?

— Para me tornar um herói.

O homem respondeu claramente. Seojoon o encarou por um tempo.

— Muitas pessoas devem me querer morto, se isso for o suficiente para fazer de você um herói.

O homem olhou para a câmera novamente, batendo na mesa com o dedo indicador e acenando em direção a ela.

— Desligue isso. Quero falar com você a sós.

— Isso não é possível.

— Não vai adiantar nada você deixar que eles ouçam isso. Concorda?

Seojoon olhou para o espelho na parede. Levantou-se e se aproximou do homem, optando por não desligar a câmera.

— Tenente Ji.

— Está tudo bem.

Seojoon respondeu à voz do Coronel Jin pelo alto-falante.

— Temos nossas políticas, então não posso desligar a câmera. E não quero atender a todas as suas exigências. Mas.

Seojoon tirou o microfone do cinto.

— Se eu fizer isso, palavras sussurradas não serão bem captadas por lá.

Ele pegou o cabo e o microfone escondidos sob a camisa e desligou-os bem na frente do homem, que observava em silêncio.

— É o máximo que eu vou te conceder. Não me importa o que você plantou na sua cabeça. Se tentar alguma gracinha, eu te esmago.

O homem se aproximou de Seojoon.

— Eu tenho uma pergunta.

Seojoon se inclinou para frente para ouvir.

— Quanto tempo você acha que ainda lhe resta?

Seus olhares se encontraram. O homem estendeu ainda mais sua fala lenta ao ver a expressão de Seojoon.

— Estou perguntando quanto tempo você tem até perder o controle.

Seojoon não conseguiu discernir as intenções do homem, então ele devolveu a pergunta a ele.

— Quanto tempo você acha que eu tenho?

— Como eu saberia?

— Se você está apenas brincando, vou parar com isso agora.

Seojoon tentou ligar o microfone novamente, mas o homem agarrou seu braço com urgência.

— Seryozha se descontrolou.

— …Você não era o guia dele?

O homem parecia determinado a transmitir sua mensagem com clareza. Tentou suprimir o sotaque e falou em coreano lento e deliberado.

— Eu fiz Seryozha perder o controle.

— …

— Seryozha queria isso.

Seojoon olhou para além do espelho. Um pensamento absurdo lhe passou pela cabeça. Aquele que provavelmente estava atrás daquele vidro, embora invisível — Cha Yeonwoo.

O homem continuou:

— Ji Seojoon, Esper Sem Nome da Coreia do Sul.

Naquele momento, um ponto vermelho apareceu bem no meio da testa do homem. Mesmo estando em uma área interna segura, bem no centro, Seojoon instintivamente virou a cabeça, procurando por um atirador.

Mas o ponto vermelho estava brilhando dentro do crânio do homem.

— Ouça com atenção.

O homem de repente agarrou a gola de Seojoon e o puxou para frente.

— Seu guia um dia fará a mesma escolha.

Bip, bip. O ponto vermelho começou a piscar, acompanhado de um leve ruído.

— Assim como eu.

— O que-

— As pessoas lá fora serão iguais. Agora sou só eu, mas em breve, o mundo inteiro vai te mandar morrer.

— …

— Então, quanto você está disposto a sacrificar? Pelo seu país.

A pergunta ficou no ar. E então…

O homem sorriu e soltou a gola dele. Sentindo algo, Seojoon estendeu a mão para agarrar a gola do homem enquanto ele se inclinava para trás.

Bang! A cabeça do homem explodiu em todas as direções. Sangue espirrou no rosto de Seojoon.

— Tenente Ji!

O Coronel Jin irrompeu pela porta da sala de interrogatório, chocado, enquanto observava o corpo do homem. Sangue, massa encefálica e pedaços de carne estavam espalhados pelas paredes e pelo chão.

— Tenente, você está bem?

Seojoon, atordoado, olhou para a carne grudada em suas roupas. Levantando lentamente a cabeça, olhou para Yeonwoo, que havia entrado com o Coronel Jin.

Yeonwoo correu e agarrou os ombros dele, perguntando se ele estava bem enquanto o examinava para ver se havia algum ferimento. Seojoon encarou Yeonwoo sem expressão.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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