Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 193 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 193

Antes que Taebaek pudesse trocar as formalidades habituais, ele relatou a situação com urgência para Hye-min. Felizmente, ela não recuou nem tentou evitá-lo. Em vez disso, sua expressão se encheu de preocupação enquanto examinava Shinu. Gentilmente, ela colocou o dedo abaixo do nariz dele.

— …Ele está vivo? Ainda está respirando?

A voz de Taebaek era baixa e trêmula. Sua mão, que segurava a coxa de Shinu, estava úmida de suor. Seus olhos injetados de sangue transbordavam de terror.

— Sim, ele está respirando.

No momento em que ela confirmou isso, Taebaek quase desabou de alívio. Hye-min rapidamente o guiou para um local isolado. Ela o conduziu por uma passagem estreita entre as barricadas em direção aos banheiros anexos do terminal. No entanto, ela não entrou nos banheiros, mas sim deslizou para o espaço apertado entre eles.

O caminho se abria para um estacionamento cheio de montes de lixo — trajes de proteção biológica descartados, luvas, máscaras, uniformes militares e outros detritos. Não havia ninguém de guarda. Afinal, quem se daria ao trabalho de vigiar lixo?

Hye-min liderou Taebaek discretamente por entre as pilhas, revirando os dejetos até encontrar um uniforme militar que parecia servir nele. Taebaek rapidamente entendeu o plano dela.

Estendendo um cobertor relativamente limpo que encontrou por perto, Taebaek deitou Shinu com cuidado. Depois, ele tirou a mochila e vestiu apressadamente o uniforme que Hye-min lhe entregou.

— Os soldados mudam de turno com frequência aqui. Com tanto caos e pessoas chegando constantemente, ninguém verifica a identidade direito.

— Sim.

— No terceiro andar, há uma ala médica. Só não tenho certeza se eles terão os equipamentos para tratar o Shinu adequadamente.

— E quanto a sangue? Ele precisa de uma transfusão.

— Isso… eu não sei. Sou apenas uma voluntária ajudando a guiar as pessoas. Qual é o tipo sanguíneo do Shinu? Se for compatível, posso tentar…

— O negativo.

— Ah… minhas irmãs e eu somos todas B positivo. Mas vou tentar encontrar alguém que seja compatível.

Hye-min explicou que havia chegado ao terminal no dia anterior. Inicialmente planejando embarcar em um navio, ela decidira ser voluntária por um senso de dever. Suas irmãs, Hye-sung e Hye-in, estavam nos andares superiores, distribuindo suprimentos como comida e cobertores para os sobreviventes.

— Fico feliz por não ter embarcado imediatamente. Eu me sentia em dívida com você e com o Shinu depois de tudo o que fizeram por nós. Pensei em ficar e fazer algo bom antes de ir. Sinceramente, achei que vocês dois já tivessem chegado a Jeju. Mas nos encontrarmos assim… deve ser o destino. Talvez os céus quisessem que eu ajudasse vocês.

Hye-min sorriu enquanto entregava a Taebaek um boné militar que havia pegado. Taebaek o aceitou com um sorriso contido. Seria o destino? Talvez aquilo fosse um pequeno milagre enviado por uma força maior. Se sim, ele desejou silenciosamente que essa mesma força poupasse a vida de Shinu.

— Obrigado.

Taebaek expressou sua gratidão enquanto jogava a mochila sobre o ombro. Hye-min sorriu calorosamente.

— Não há necessidade de agradecimentos entre nós, há?

Hye-min escoltou Taebaek até a ala médica do terceiro andar. Como ela previra, ninguém os parou. Um era um soldado com uma plaqueta de identificação tilintando no pescoço, a outra era uma voluntária em um traje de proteção branco, e o terceiro era um paciente visivelmente ferido. Não havia nada que despertasse suspeitas.

O terceiro andar estava lotado de pessoas. Algumas tinham braços ou pernas quebrados, outras tinham a cabeça coberta de sangue fresco, e ainda mais tossiam violentamente como se estivessem prestes a expelir os pulmões. Muitas sentavam-se largadas nas cadeiras, seus rostos magros denunciando a exaustão, esperando pela sua vez de receber atendimento.

O desespero surgiu dentro de Taebaek novamente. Como Shinu poderia sobreviver o suficiente para que todas aquelas pessoas fossem atendidas primeiro? Ele cerrou os dentes, com a mandíbula travada.

Hye-min estendeu a mão na direção dele.

— Me dá a plaqueta de identificação.

— Ahn?

— A plaqueta do Shinu. Deixe-me ver.

Sem questionar, Taebaek tirou a plaqueta de identificação do pescoço e a entregou para ela. Hye-min aproximou-se do soldado que guardava a entrada da ala médica, com Taebaek a seguindo de perto.

Respirando fundo para se acalmar, Hye-min endireitou os ombros e falou com autoridade.

— Este soldado está ferido. Ele precisa de atendimento imediato.

— Um soldado, você diz?

O guarda franziu a testa e olhou para Taebaek, seu olhar derivando naturalmente para o peito do soldado para verificar a patente e a identificação. Mas antes que ele pudesse examinar mais detalhadamente, Hye-min posicionou-se entre eles, bloqueando a visão. Segurando a plaqueta de identificação para dar ênfase, ela declarou:

— Não ele. O que ele está carregando. Um oficial das Forças Especiais, um capitão.

O guarda examinou a plaqueta de identificação.

[Forças Especiais da República da Coreia
10-506053
Capitão Lee Shinu
O negativo]

Ao ler aquilo, o guarda entrou em posição de sentido, batendo os calcanhares enquanto endireitava a postura. Seu rosto se contorceu em piedade.

— Um capitão? Como isso aconteceu com ele…?

— Isso não é o que importa agora — Taebaek interrompeu, imitando o tom característico de Shinu — firme, ríspido, com uma ponta de irritação. Ele imaginou como Shinu lidaria com a situação e tentou canallizá-la.

O guarda estremeceu e imediatamente se afastou, abrindo a porta.

— Minhas desculpas, senhor. Por favor, prossiga.

— Senhor Taebaek, vou procurar suprimentos de sangue — disse Hye-min, dando um tapinha encorajador no braço dele. Taebaek assentiu. Eles trocaram um breve olhar antes de Hye-min sair apressada.

Com a orientação do guarda, Taebaek entrou na ala médica. Era uma instalação improvisada, provavelmente uma sala do terminal adaptada. As mesas haviam sido retiradas para dar espaço a várias macas, onde os pacientes eram tratados.

O guarda ignorou a longa fila de pacientes à espera e conduziu Taebaek por entre vários médicos até um canto reservado da sala. Lá dentro estava um homem magro de meia-idade, com cerca de cinquenta anos, usando óculos sem aro e digitando em um notebook.

A área era relativamente privada, e a maca no centro estava vazia, sugerindo que o homem poderia ser o médico sênior encarregado.

O guarda o saudou brevemente.

— O capitão está ferido, senhor. Ele precisa de tratamento.

— Oh, meu Deus. Onde ele está ferido?

O médico levantou-se, ajustando os óculos enquanto olhava para Taebaek. Gentilmente, Taebaek deitou Shinu na maca. O rosto de Shinu, pálido como um lençol, estava assustadoramente desprovido de vida. O sangue havia encharcado seu moletom, espalhando-se ainda mais.

Com uma careta, Taebaek falou baixinho.

— Ele foi mordido por um monstro.

— …O quê?

— …O quê?

Por um momento, a sala caiu em um silêncio atordoado. Tanto o médico quanto o guarda congelaram, com os olhos arregalados em choque. A franqueza de Taebaek os fez duvidar de seus próprios ouvidos.

O guarda recuperou-se primeiro, instintivamente levando a mão à arma para apontá-la para Shinu. Mas Taebaek havia antecipado isso. Segurando a arma do guarda, ele a puxou para cima, apontando-a para o teto. Com um puxão rápido, ele trouxe o guarda para mais perto, forçando o corpo dele a cambalear para a frente. O guarda assustado apertou o gatilho por reflexo.

Taebaek, no entanto, foi mais rápido. Ele acionou a trava de segurança e ejetou o carregador habilmente com um toque no botão de liberação. O carregador caiu no chão com um barulho metálico.

O guarda encarou o carregador caído a seus pés sem acreditar, com o rosto pálido como se tivesse visto um fantasma. Antes que pudesse reagir mais, Taebaek puxou sua pistola e a apontou diretamente para ele.

Outro silêncio tenso preencheu a sala. O médico deu um passo para trás cambaleando, e o guarda permaneceu congelado, incapaz de respirar.

Taebaek dirigiu-se a eles em um tom baixo e gélido.

— Fiquem quietos. Escutem tudo o que eu tenho a dizer. Se tentarem qualquer coisa, eu atiro.

O médico ajustou os óculos nervosamente e assentiu rapidamente. Taebaek inspirou profundamente pelo nariz, firmando a voz enquanto falava com uma calma comedida.

— Este homem é imune. Ele carrega os anticorpos do vírus. Olhem para a orelha dele — apenas um lado está vermelho. Ele foi mordido há horas, mas a boca dele não se partiu e os olhos não mudaram.

As sobrancelhas do médico ergueram-se em surpresa. Pegando uma lanterna clínica, ele examinou os olhos de Shinu, levantando suas pálpebras. Suas pupilas estavam opacas, mas responsivas, e a esclera estava limpa. O médico também inspecionou a orelha avermelhada de Shinu e assentiu.

Ao esticar a mão para pegar uma tesoura, ele hesitou brevemente para garantir que Taebaek não interpretasse mal sua intenção. Taebaek fez um pequeno aceno com a cabeça, sinalizando para ele prosseguir.

O médico examinou cuidadosamente os ferimentos, acendendo a luminária ao lado da cama para inspecionar meticulosamente as lesões e as veias escuras que se estendiam a partir delas. Taebaek o observava de perto, com a voz firme e compassada enquanto falava.

— Este homem precisa ser tratado. Ele pode ter a chave para o desenvolvimento de uma vacina — ou pelo menos de um medicamento que possa matar os infectados. De um jeito ou de outro, ele poderia ajudar a humanidade.

O médico franziu o cenho, com a expressão séria.

— Os sintomas dele são definitivamente diferentes de outros casos que já vi. Mas não podemos criar uma vacina aqui. Não temos os equipamentos nem os recursos. Fui apenas transferido temporariamente para cá de um hospital universitário próximo — não sou um funcionário do governo ou um oficial militar.

— Eu sei. Não estou pedindo para o senhor tomar esse tipo de decisão.

O olhar de Taebaek caiu sobre o peito exposto de Shinu. Ele lambeu os lábios secos, sentindo o leve gosto metálico de sangue seco. Ajustando a mochila firmemente sobre o ombro, ele mudou o foco para o soldado parado ali perto.

Erguendo a pistola, Taebaek a apontou diretamente para a cabeça do soldado.

— É por isso que você vai me levar até a pessoa que pode tomar essa decisão.

— O-o quê?

— Me leve até quem estiver no comando.

Os olhos de Taebaek tornaram-se frios, sua intensidade afiada cortando a tensão como uma lâmina.

Ele sabia que poderia intimidar o médico e o soldado para que tratassem Shinu silenciosamente, mas isso não era suficiente. Eles precisavam chegar à Ilha de Jeju — e a condição de Shinu tornava isso impossível sem o apoio adequado. Ele precisava do endosso de um oficial ou da aprovação de alguém em posição de autoridade.

Enquanto Taebaek pressionava o cano da arma contra as costas do soldado, ele o empurrou para a frente. O soldado estremeceu, com o corpo inteiro tremendo.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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