Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 155 Online

↫─Capítulo 155
As batidas na porta eram para os dois, mas Taebaek continuava abraçado a Shinu, recusando-se a soltá-lo. Com um sorriso astuto, ele se concentrou intensamente em lamber os lábios de Shinu, como se não tivesse ouvido nada.
Shinu caiu na gargalhada com tamanha audácia, interrompendo o beijo antes mesmo de começar. Taebaek franziu a testa, visivelmente descontente. Ele tentou se aproximar novamente, mas Shinu deu um tapinha gentil em seu peito para acalmá-lo, pegou uma arma e moveu-se em direção à porta.
Com um suspiro irritado, Taebaek soprou a franja para longe do rosto e seguiu Shinu. — Esses bastardos… É bom que não estejam causando problemas — ele resmungou, cerrando os dentes.
Shinu verificou o exterior pelo olho mágico. Vários rostos desconhecidos surgiram desajeitadamente na visão: duas mulheres e um homem. Ele não destrancou a trava, apenas abriu a porta por uma fresta pequena.
— Qual é o problema? — ele perguntou com uma voz adequadamente suave. Taebaek estava logo atrás dele, envolvendo sua cintura com um braço e apertando furtivamente seu quadril com o outro. Mesmo sentindo a mão travessa de Taebaek, Shinu não vacilou.
— Hum… bem…
— Er…
Os visitantes trocaram olhares inquietos até que o homem se inclinou para frente e perguntou: — Poderiam nos emprestar uma arma?
— …Perdão?
— Uma arma. Estamos planejando procurar comida, mas pode haver um Devorador grande por perto.
Shinu e Taebaek piscaram. Então Taebaek subitamente caiu na gargalhada, sua voz ecoando pela entrada, chegando até a bater as palmas das mãos. Shinu ficou parado ali, congelado, sem saber se ria ou se chorava.
O homem pareceu ofendido pela risada de deboche de Taebaek. Aproximando-se mais da porta, ele falou mais alto e com mais clareza do que antes.
— Eu notei mais cedo que você tinha um K2 preso na mochila e uma pistola na cintura. Não sei onde vocês conseguiram isso, mas se por acaso os roubaram, não poderiam ceder um para nós?
Seu tom era educado, mas suas palavras eram rudes e desavergonhadas. Sim, eles tinham duas pistolas, dois fuzis da série M4 com silenciadores e um K2. Com cinco armas, o homem devia pensar que não seria grande coisa ceder uma.
Eles poderiam até dar uma por boa vontade. Mas era extremamente perigoso. No momento, Shinu e Taebaek detinham uma vantagem clara, mas uma única arma poderia virar o jogo.
Afinal, Shinu e Taebaek eram apenas dois, enquanto eles eram oito. Com armas, não seria difícil para eles dominarem a dupla. Uma bala perdida poderia facilmente perfurar a testa de Taebaek ou a têmpora de Shinu.
Respirando fundo, Shinu respondeu: — Sinto muito, mas isso não é possível. Estamos partindo em breve.
Os olhos dos três visitantes se arregalaram de surpresa e eles se pressionaram mais contra a porta.
— C-como? Vocês estão planejando matar aqueles Devoradores grandes e ir embora?
— Com suas armas, seria possível, não seria? Então nós seguiremos atrás de vocês.
— Quando? Agora mesmo? Se for assim, teremos que reunir o pessoal…
Só de ouvi-los já era exaustivo. Tendo cruzado caminhos com tantas pessoas em sua jornada neste mundo, Shinu pensou em como pessoas como as irmãs Hyemin e aquele homem barrigudo tinham sido corteses e respeitosas.
Ele empurrou a franja para cima com força. Shinu não tinha escrúpulos em resgatar e salvar pessoas. Ele achava que era um dever como ser humano. Mas, como havia dito antes, não havia necessidade de ser gentil no processo, nem precisavam arriscar suas vidas ou compartilhar seus recursos.
Eles não eram heróis — apenas sobreviventes, humanos até a medula.
— Nós vamos sair pela janela, pegar um caiaque e atravessar o lago.
— Um… caiaque?
— Pela janela?
— Vocês vão atravessar o lago em um caiaque?
As perguntas intermináveis deles só aprofundavam a fadiga de Shinu. Percebendo isso, Taebaek deu um tapinha gentil em suas costas, aliviando sua frustração. Para sua surpresa, a irritação dissipou-se significativamente.
Shinu explicou brevemente o plano e eles ficaram boquiabertos. Varanda. Salto. Corda. Pouso. Entrar na água. Caiaque. Chegada. Nada naquilo era algo que uma pessoa comum pudesse fazer facilmente.
— C-como supõe que faremos isso? — o homem perguntou, parecendo duvidoso. Shinu deu de ombros com indiferença.
— Eu não sei.
Shinu e Taebaek fizeram uma refeição rápida. Misturaram arroz instantâneo com atum enlatado, beberam um pouco de água e colocaram uma camada dupla de curativo impermeável na coxa de Taebaek.
Eles arrumaram as bolsas cuidadosamente, guardando até itens como chocolates, lanternas e isqueiros que haviam sido jogados em bolsos pequenos. Embora a bolsa fosse supostamente à prova d’água, eles não estavam convencidos, então pegaram um saco de lixo grande, enfiaram a mochila dentro, cortaram pequenos furos para as alças e o amarraram bem.
Parecia ridículo, como se estivessem carregando um saco de lixo, mas proteger seus pertences era essencial. Se balas, suprimentos médicos ou comida se molhassem no lago, seria um problemão. Embora armas pudessem ser submersas em água salgada e ainda funcionar, não custava nada ser cauteloso.
Eles vestiram calças esportivas e parcas acolchoadas, impermeáveis, mas não necessariamente adequadas para um mergulho.
Ao terminarem os preparativos, eles se alongaram. Shinu subiu na grade da varanda primeiro, dando a Taebaek o único par de luvas enquanto enfrentava a situação com as mãos nuas.
Taebaek expirou em respirações constantes e controladas.
— Missão Impossível não exigiria tanto dos corpos deles — ele resmungou, fazendo Shinu rir. Era verdade, eles tinham passado por todo tipo de provação. Embora não tivesse assistido aos filmes, ele duvidava que o protagonista já tivesse dormido em uma estufa. Esse pensamento sozinho o divertia, fazendo-o rir.
Enquanto Shinu ria, Taebaek tirou uma bala My Chew do bolso e a colocou na boca. Shinu ergueu uma sobrancelha. Aquela bala tinha durado um tempo surpreendente — quase como se fizesse parte do grupo deles.
— Ainda sobrou alguma?
— Sim… Cerca de três pedaços.
Taebaek acariciou o doce, contando os pedaços restantes, enquanto Shinu balançava a cabeça em descrença. Um homem rico saboreando um pedaço de bala daquele jeito. Taebaek segurou as bochechas de Shinu e lhe deu um selinho rápido, deixando um doce aroma de morango em seus lábios.
— Em um momento de vida ou morte como este, ter algo reconfortante ajuda muito.
Shinu riu do comentário adorável dele.
— Você vai ter que me acompanhar se quiser comer o resto.
— Com certeza.
Taebaek assentiu. Shinu avaliou a distância até o nível abaixo. A varanda não tinha janelas e o espaço entre cada uma não era muito largo; um simples esticar de perna poderia cobrir a distância.
No entanto, as varandas não eram escalonadas como degraus; cada uma projetava-se com a mesma largura, o que tornava a descida por salto complicada.
Para Shinu, estaria tudo bem independentemente de como fossem as saliências, mas Taebaek não conseguia seguir cada movimento seu. Tentar exibir sua perícia poderia resultar em um escorregão de Taebaek. Uma queda seria desastrosa, e até mesmo um tornozelo torcido prejudicaria severamente a sobrevivência deles.
Após considerar suas opções, Shinu agarrou a parte mais baixa da grade e deixou seu corpo pendurado, como se estivesse em uma barra. As pontas de seus pés roçaram a borda da varanda de baixo. Como ele era cerca de uma cabeça mais alto que Taebaek, parecia que seus pés alcançariam facilmente.
Um sorriso de alívio espalhou-se no rosto de Shinu. Balançando levemente, ele soltou-se suavemente para a varanda inferior, pousando sem problemas. Ele olhou para cima e viu Taebaek espiando com uma expressão preocupada.
— Taebaek, pise na grade e desça. Eu vou te puxar.
Diante dessas palavras, Taebaek assentiu. Ele concordou, mas seu rosto mostrava certo desconforto. Shinu abriu os braços como se mostrasse que estava pronto. Então, com uma voz gentil, disse:
— Está tudo bem. Eu te pego.
Taebaek deu um sorriso de lado e então escalou a grade. Respirando fundo, ele baixou o corpo sem hesitação. Shinu envolveu as pernas de Taebaek com os braços e o ajudou a pousar na grade do andar de baixo. Com o equilíbrio recuperado na grade, Taebaek pulou em direção à varanda onde Shinu estava, seu cabelo castanho claro caindo nos braços de Shinu.
— Você foi bem.
Shinu bagunçou o cabelo de Taebaek afetuosamente, sentindo-se orgulhoso dele. Taebaek sorriu amplamente.
— Eu sou bom em usar meu corpo, como você pode ver.
— Bem, é claro.
Após dar uma resposta casual, Shinu seguiu para a próxima grade. Naquele momento, uma corda branca caiu ao lado deles com um baque suave. Era uma corda mal amarrada feita de cobertores. Shinu e Taebaek olharam para cima simultaneamente.
Oito pessoas estavam amontoadas contra a grade da varanda adjacente, olhando para baixo. Seus rostos estavam pálidos, como se tivessem visto um fantasma ao ouvir o plano de Shinu, e parecia que finalmente tinham decidido agir conforme ele.
Os olhos de Shinu se estreitaram. Os rostos das pessoas estavam cheios de ansiedade. Elas só precisavam olhar para baixo, para o lugar onde poderiam cair, mas continuavam lançando olhares para Taebaek e Shinu. Shinu, retribuindo o olhar silenciosamente, não pôde deixar de rir baixo.
Havia apenas três caiaques, cada um capaz de levar duas pessoas. Isso significava que apenas seis poderiam escapar, e talvez um ou dois pudessem se segurar e ser levados junto. Mas se Taebaek e Shinu pegassem um para si, eles estariam em apuros. Era por isso que estavam sendo vigiados.
Humanos…
— Por quê?
Percebendo a expressão incomum de Shinu, Taebaek perguntou. Shinu balançou a cabeça com indiferença, como se dissesse que não era nada. Sim, não era nada. Não importa o que fizessem, eles não poderiam chegar aos caiaques antes de nós.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive