Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 156 Online

↫─Capítulo 156
Shinu pousou suavemente na varanda do andar inferior. Taebaek , após uma tentativa rápida, pegou o jeito e conseguiu descer bem sem a ajuda de Shinu . Os dois desceram rapidamente para o segundo andar e olharam para baixo. Não havia mais varanda restante.
Shinu desamarrou a corda que havia prendido previamente em sua cintura e fixou firmemente uma das extremidades no corrimão. Ele então acenou com a cabeça para Taebaek , que subiu pelo corrimão. Shinu enrolou a corda no pé de Taebaek .
— Apenas alivie a tensão nas mãos lentamente. Pense nisso como escorregar em um escorregador — não é difícil. Mesmo se você cair do segundo andar, não vai te matar. Então não fique com tanto medo.
Apesar do tom brusco, as instruções de Shinu foram surpreendentemente gentis. Taebaek acenou com a cabeça trêmulo, embora ainda não tivesse se movido muito e já estivesse sem fôlego. Seu coração batia violentamente, fazendo suas costelas doerem.
— Se estiver com muito medo, há uma janela no primeiro andar. É igual àquela pela qual entramos na entrada principal. Pise no parapeito ali.
— Ufa… Tudo bem.
— Soldado Han Taebaek . Descer.
Shinu provocou, fazendo Taebaek rir baixinho apesar da tensão da situação.
— Descendo. Vejo você no chão, Capitão Lee.
— Sim.
Assim que Shinu respondeu, Taebaek afrouxou o aperto na corda. Ele deslizou suavemente para baixo, pousando na margem de terra do lago em menos de três segundos. Seguro no chão, Taebaek parecia um pouco atordoado, embora ele mesmo tivesse acabado de descer. Recuperando os sentidos, ele fez um sinal de positivo para Shinu .
Shinu riu levemente enquanto subia pelo corrimão. No momento em que estava prestes a descer—
— Aaah!
Um grito agudo perfurou seu ouvido. A cabeça de Shinu virou-se abruptamente.
Na varanda ao lado, uma mulher estava sendo atacada por um Devorador. A julgar pela janela quebrada da varanda, parecia que a criatura havia saído correndo do quarto ao notar o movimento. A mulher tentava freneticamente empurrá-lo com seus braços finos, mas a boca escancarada do Devorador tornava a resistência inútil.
Várias pessoas estavam se agarrando a lençóis abaixo dela, mas nenhuma parecia ansiosa para ajudar. Parecia que estavam apenas tentando escapar enquanto a criatura estava distraída.
Pendurado na varanda, Shinu puxou a arma do bolso. Sem mirar, ele estendeu o braço e puxou o gatilho. A bala perfurou a parte de trás da cabeça da criatura, fazendo-a desabar sobre a mulher. Ela soltou um grito como o grasnado de um corvo.
Tendo feito a sua parte, Shinu olhou para o homem que acabara de chegar à varanda com a mulher. Encontrando momentaneamente o olhar de Shinu , o homem empurrou o Devorador de cima dela.
Com sua expressão indiferente habitual, Shinu observou o grupo. Todos olhavam para a arma em sua mão, mas nenhum parecia genuinamente preocupado com o bem-estar da mulher. Seus rostos, cobertos de sujeira, mostravam apenas ganância em seus olhos de escleras brancas marcantes.
Shinu soltou um riso fraco, pensando que era preciso uma certa habilidade para exibir a verdadeira natureza de alguém de forma tão clara.
Com a manga acolchoada cobrindo a palma da mão, Shinu desceu pela corda. Ele pousou sem esforço, graças à sua vasta experiência em rapel de helicópteros; aquilo não era nada.
Shinu ofereceu a mão para Taebaek , que a agarrou ansiosamente. Os dois correram direto em direção ao lago. Taebaek tirou os tênis, amarrou os cadarços um no outro e os pendurou na bolsa. Os sapatos de Shinu também foram retirados e presos à bolsa de Taebaek .
Enquanto isso, Shinu apontou seu rifle para o caiaque, ou melhor, para os cadáveres flutuantes ao lado dele. Embora parecessem mortos, ele não podia arriscar — eles ainda podiam ser Devoradores. Perceber isso tarde demais e ser mordido poderia significar problemas.
Semicerrando os olhos, Shinu mirou nas cabeças dos cadáveres e puxou o gatilho. Três tiros, três cabeças despedaçadas. O sangue escorria lentamente pela superfície do lago.
Taebaek encolheu o queixo e fez uma careta. O pensamento de mergulhar naquela água fazia sua pele arrepiar.
Shinu bateu no ombro de Taebaek , sinalizando que era hora de ir. O caiaque estava a cerca de 30 metros de distância. A água estava calma, então alcançá-lo não deve ser difícil.
— Você sabe nadar, certo?
Shinu perguntou tardiamente.
— Eu sou bom em qualquer coisa física. Eu sou bom até em… você sabe, sexo. Então nadar é garantido.
Taebaek piscou maliciosamente. Shinu desviou o olhar para o lago, ignorando-o. Ele não via conexão entre nadar e sexo, e sabia que Taebaek só ficaria mais animado se ele respondesse, então preferiu ignorar.
Passando o rifle pelo ombro como uma bolsa transversal, Shinu deu alguns passos na água.
— Ei! Aqui!
Alguém chamou Shinu e Taebaek por trás. Era aquele homem — aquele que havia exigido descaradamente uma arma deles mais cedo.
Shinu o ignorou e continuou avançando, mas o homem, sem se deixar abater, agarrou o cotovelo de Taebaek . A expressão de Shinu tornou-se gélida quando ele afastou a mão do homem com um tapa, fazendo-o recuar e erguer as mãos como se estivesse se desculpando.
— O que você quer?
Shinu perguntou friamente, sem esconder nada de sua irritação.
— Eu… eu sei que é egoísmo, mas… você poderia, por favor, nos ceder uma arma?
Taebaek debochou. Primeiro, ele tinha pedido uma emprestada, e agora queria ficar com ela. Pelo visto, o descaramento crescia com o tempo. Se ele sabia que estava sendo desavergonhado, deveria apenas manter a boca fechada. Taebaek ficou tentado a enfiar a arma direto na boca dele.
Vendo a resposta fria deles, o homem encolheu os ombros e implorou novamente, parecendo bastante lamentável com as sobrancelhas caídas e a boca arqueada para baixo.
— Por favor, apenas uma arma. Com ela, talvez nós oito consigamos chegar em segurança a Mokpo.
Ele parecia disposto a cair de joelhos ao comando de Shinu . Atrás dele, aqueles que haviam descido pelos lençóis também juntaram as mãos à frente do corpo, curvando-se e implorando em uníssono. Seus apelos desesperados e vozes, suplicando pela sobrevivência, viajavam na brisa fria da madrugada, tornando a cena ainda mais perturbadora.
Taebaek franziu a testa, claramente incomodado. Naquele momento, Shinu puxou uma arma do bolso e, sem hesitação, estendeu-a para o homem.
— Hyung — Taebaek sussurrou, surpreso. Ele não esperava que Shinu fosse tão condescendente. Ele sabia que o homem devia ter percebido o quão absurdo e descarado era o seu pedido, pedindo diretamente sem oferecer nenhuma comida ou água em troca.
Mas Shinu entregou a arma sem dizer uma palavra. Esta era a sua chance.
O homem, movendo-se desajeitadamente como um robô com defeito, deu um passo à frente hesitante e pegou a arma da mão de Shinu . Ele olhou para a arma em sua palma, depois olhou para os outros. Eles trocaram olhares, uma discussão tácita da qual Shinu e Taebaek foram completamente excluídos.
Um silêncio estranho se instalou. A brisa fria e úmida do lago soprava entre os dois grupos, com apenas o som da água ecoando de forma misteriosa. A água gelada fazia suas pernas formigarem com o frio. No momento em que Taebaek engoliu em seco, o homem ergueu a arma, apontando-a diretamente para a testa de Shinu .
Taebaek , segurando a respiração, agarrou o pulso de Shinu . Mas Shinu sutilmente girou a mão para se libertar. A cor sumiu do rosto de Taebaek . Era uma arma, e estava apontada para a cabeça dele. Por que Shinu era tão indiferente? Ele realmente pretendia morrer?
Taebaek olhou fixamente para a nuca de Shinu . Mas Shinu ainda não se virou para encará-lo, nem se moveu para protegê-lo. Isso não era do feitio dele.
Sempre que enfrentavam perigo, Shinu sempre colocava Taebaek atrás de si, como se o protegesse, como se o blindasse de qualquer ameaça. Ele de bom grado assumiria todo o risco para manter Taebaek ileso.
Mas desta vez, as coisas foram diferentes. Era como se Taebaek nem existisse.
Trincando os dentes, o coração de Taebaek doeu. Parecia que Shinu o havia abandonado, fazendo-o sentir uma inesperada pontada de tristeza.
Então, o homem deu um passo à frente, pressionando a arma contra a testa de Shinu .
— Entregue tudo o que você tem.
Era uma ameaça lamentável. Sua voz tremia, e as veias de sua mão saltavam e sumiam conforme ele apertava e afrouxava o cabo.
— Hyung — Taebaek puxou Shinu para trás. Ele não podia mais ficar parado assistindo. Com a força de Taebaek , Shinu deu um passo para trás obedientemente. Os olhos do homem faiscaram em resposta.
— Tire a sua bolsa.
— ……
— Eu disse para tirar, seu moleque.
As ameaças anteriormente trêmulas do homem de repente tornaram-se mais vigorosas. O cano da arma ficou rígido, e uma tensão cortante cruzou o rosto de todos. O homem, as pessoas atrás dele e Taebaek congelaram, incapazes até de piscar.
De repente, Shinu enfiou a mão no bolso. Os olhos do homem se arregalaram enquanto ele apontava a arma para a testa de Shinu mais uma vez, empurrando com tanta força que a cabeça de Shinu inclinou para trás.
— Tire a mão daí. Se não tirar, eu atiro. Hein? Eu disse que vou atirar!
O homem gritou, e uma rachadura apareceu na face anteriormente sem expressão de Shinu . Ele conseguia lidar com a maioria das coisas, mas a gritaria era um tanto problemática. Os Devoradores do outro lado do prédio podiam ouvir. Quem sabia quantos mais deles estavam dentro do prédio? Gritar definitivamente não era o ideal…
Estalando a língua, Shinu tirou a mão do bolso. Em sua mão estava algo plano e preto. Ao ver aquilo, Shinu ergueu as sobrancelhas em surpresa, chegando a dar de ombros em um gesto teatral.
— Ah. Então o carregador esteve aqui o tempo todo.
— …O quê?
— Esqueci de te dar isso.
Shinu girou o carregador entre os dedos. As balas douradas brilhavam nele, movendo-se quase como se estivessem dançando.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive