Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 51 Online


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↫─Capítulo 51

A beira da estrada desolada estava repleta de grandes restaurantes. Havia um restaurante especializado em ensopado de bacalhau, uma loja de enguias grelhadas e uma imobiliária de dois andares que parecia recém-construída, possivelmente erguida junto com o desenvolvimento dos apartamentos. Ao contrário dos restaurantes com janelas estilhaçadas, este edifício tinha as paredes externas intactas.

Shinu examinou o interior com a lanterna do celular, sacudindo-a vigorosamente para detectar qualquer ameaça potencial. Felizmente, o interior do prédio estava silencioso.

— Parece bom — disse Shinu.

Han Taebaek, que estava grudado em Shinu espiando para dentro, manifestou-se. Shinu assentiu e inspecionou a imobiliária. Se ele quebrasse a fechadura da porta de vidro, os Devoradores poderiam entrar à força. No entanto, as janelas tinham peitoris, então os Devoradores , que não conseguiam usar os membros adequadamente, não seriam capazes de entrar.

Shinu decidiu quebrar uma janela. Ele ergueu a pistola, mas Han Taebaek o afastou sutilmente.

— Isto não é melhor para quebrar a janela? — sugeriu Han Taebaek, balançando um pesado cano de aço.

Ele segurou o cano como um taco de beisebol e parou na frente da janela. Então, parou abruptamente e olhou para Shinu.

— Vidros podem voar, então fique para trás.

Ele acenou com a mão, sinalizando para Shinu se afastar. Shinu ergueu e baixou as sobrancelhas, sentindo uma sensação estranha ao ser cuidado, algo que raramente experimentava.

— Depressa.

Han Taebaek o apressou novamente, acenando. Shinu relutantemente deu um passo atrás. Han Taebaek, com um sorriso desnecessariamente charmoso, golpeou a janela. O vidro grosso não quebrou no primeiro impacto. Em vez de um estilhaço limpo, ele se esmagou com um som de trituração. O cano ficou preso no vidro. Han Taebaek o torceu e puxou, mas a ponta do cano estava dobrada como um gancho, dificultando a remoção.

— Por que não sai… Droga…

Enquanto Han Taebaek lutava com o grande cano, Shinu riu baixinho. Era fofo… Ele murmurou em silêncio e moveu-se para ajudar Han Taebaek.

Então, um som de ronco baixo surgiu.

…Um som de motor? O que é isso?

Franzindo a testa, Shinu virou a cabeça. Um veículo completamente preto, sem faróis acesos, aproximou-se bem diante de seus narizes. Não houve tempo para desviar.

Com um estrondo alto, o corpo de Shinu foi lançado ao ar.

O momento em que ele voou pelo céu foi tão breve que ele nem sequer conseguiu piscar. Ele encarou a lua, que pareceu se aproximar em um instante e depois desaparecer. Não houve tempo para pensar em como ou por que aquilo estava acontecendo. A essa altura, ele já havia caído no chão.

Shinu rolou dolorosamente no asfalto, como uma pedra pesada.

— Ugh…

A dor o envolveu, pesada como uma onda. Parecia que seus ossos estavam se estilhaçando. Seu corpo parecia estar se desfazendo. Seu cotovelo e sua lateral estavam particularmente ruins. No entanto, ele não podia se entregar à dor.

— …Shinu?

Han Taebaek estava encarando Shinu, que havia desabado, com um olhar de desespero, como uma criança que tivesse perdido os pais. À frente dele estava uma van grande que havia atingido Shinu. A porta logo se abriu e homens corpulentos começaram a saltar para fora. Cinco? Não, seis?

Não estava claro se ele deveria se sentir aliviado por não serem Devoradores ou desesperado por serem humanos.

Shinu se contorceu e tentou mover o corpo, mas ele não respondia como desejava. Sua cabeça latejava pela queda. Um zumbido soava em seus ouvidos, e o braço que ele havia apoiado no chão tremia.

— Hyung!

Han Taebaek tentou correr em direção a Shinu, mas os homens o bloquearam. Han Taebaek, cerrando os dentes, balançou o cano de aço com um zunido. Com um baque, o sangue espirrou da cabeça do homem mais próximo. O homem desabou.

— Droga… Quem são vocês?

Han Taebaek confrontou os homens com os olhos arregalados de raiva. Ele brandia o cano de forma ameaçadora, usando seus braços fortes para intimidá-los.

No entanto, ele não conseguiu superar os homens que avançavam. Com seis homens atacando, mesmo alguém habilidoso em combate como Shinu não teria chance de vencer. Eles não atacavam um por um como em filmes ou dramas; todos avançaram juntos, sem deixar margem para defesa.

Mesmo enquanto Han Taebaek era subjugado e caía, ele não soltou o cano. Ele resistiu ferozmente, golpeando os tornozelos e joelhos deles. Os homens pisaram em Han Taebaek com irritação. Sapatos sujos o castigavam.

Shinu, mal conseguindo levantar a parte superior do corpo, semicerrou os olhos através da visão turva e apontou sua arma para os homens.

Ele prendeu a respiração e puxou o gatilho. A bala, disparada silenciosamente, perfurou o ombro do maior dos homens. Com um baque e um respingo de sangue, o projétil se alojou na pele do homem.

— Arrgh!

O homem atingido caiu, segurando o ombro. Os homens se assustaram. Eles trocaram palavras, confusos se era uma arma real ou não. Enquanto isso, Shinu atirou na coxa de outro homem.

— Ugh!

O homem desabou na estrada, o sangue se espalhando. Ao mesmo tempo, Shinu vacilou como se ele próprio tivesse sido baleado. Ele ofegava por ar, sua visão escurecendo por ter batido a cabeça na queda. Seu braço, segurando a arma, tremia incontrolavelmente. Seu tronco oscilava impotente.

Parecia uma concussão, mas ele não podia cair. O mundo havia se tornado esse pesadelo, mas ele ainda era o guarda-costas de Han Taebaek. Ele precisava protegê-lo.

Após respirar fundo, Shinu ergueu a arma novamente. Ele mirou no peito direito de outro homem assustado.

A porta do lado do motorista da van se abriu. Um homem saiu. Apesar da visão embaçada, Shinu o reconheceu facilmente. Era Yeong-ik.

— Abaixe a arma.

Yeong-ik segurava uma arma de formato peculiar. No entanto, no escuro e com a vista turva, era difícil determinar que tipo de arma era.

Shinu tentou discernir a identidade da arma forçando a visão. Parecia um rifle de precisão esguio. Como um civil tinha uma arma? Yeong-ik compartilhava o mesmo hobby que Han Taebaek? Não, isso não era importante agora.

A arma de Yeong-ik estava apontada para a cabeça de Han Taebaek, que estava amarrado e caído no chão.

— Hyung! Atira! Atira logo!

Han Taebaek, contorcendo o corpo e gritando, incitou Shinu. A arma de Shinu, inicialmente apontada para o homem que prendia Han Taebaek, deslocou-se para Yeong-ik. Ele lutava para decidir em quem atirar primeiro.

Naquele momento, Yeong-ik puxou o gatilho. Com um estalo, algo atingiu o peito de Han Taebaek. Han Taebaek desabou inerte. Seu fino cabelo loiro caiu para frente.

— Ah…

Shinu suspirou baixinho. Suas pupilas se contraíram como pontas de alfinete. O corpo de Han Taebaek caindo pareceu se fixar em sua retina como em câmera lenta.

Por um momento, o mundo parou. Não, apenas Shinu parou. Seu coração acelerado também estancou, e a dor que latejava por ele desapareceu.

Os homens arrastaram o corpo inerte de Han Taebaek pelo capuz em direção à van, com os membros dele raspando no chão.

Shinu, atordoado, apontou sua arma diretamente para a cabeça de Yeong-ik.

Eu vou matá-lo. Eu vou definitivamente matá-lo.

Quando ele apertou o gatilho, Yeong-ik foi um pouco mais rápido. Com outro estalo, algo semelhante ao que atingira o peito de Han Taebaek atingiu o ombro de Shinu.

Shinu antecipou uma dor ardente, como se estivesse pegando fogo. Não seria fatal apenas por um tiro no ombro. Embora atirar pudesse ser difícil, ele pensou que poderia de alguma forma avançar contra Yeong-ik.

Mas não houve dor perceptível. Ele se perguntou se não conseguia sentir dor e olhou para o ombro. Não havia sangramento. O buraco da bala sequer estava afundado.

Um dardo muito pequeno e fino, como uma agulha, estava cravado em seu ombro. A ponta tinha uma pena vermelha presa.

…Uma arma de tranquilizante?

No momento em que Shinu percebeu isso, ele desabou para frente. Seu corpo parecia paralisado, sem se mover. Apesar de seus melhores esforços para se mexer, apenas as pontas de seus dedos conseguiam malmente tremer.

Uma escuridão ainda mais densa que a noite o envolveu. Ela gradualmente tomou conta de sua visão. Em poucos segundos, apenas uma paisagem distante e borrada era visível. Em meio a essa visão turva, as cruzes vermelhas dançavam languidamente.

O tempo passou…

Havia cheiro de terra. Não era o odor desagradável e mofado de solo úmido, mas sim um aroma sutil e antigo de poeira, como se estivesse pairando em uma velha casa de campo. É claro que Shinu não tinha avó, mas se tivesse, imaginava que esse seria o cheiro da casa dela.

Por um tempo, Shinu flutuou entre a realidade e os sonhos. Seu corpo parecia excessivamente pesado. Embora já estivesse deitado no chão, parecia que o mundo inteiro o instava a deitar ainda mais, a afundar mais fundo. Era como se um gigante o estivesse pressionando com todo o seu peso.

De repente, como um relâmpago, Han Taebaek veio à mente. Han Taebaek que estava xingando, chamando por ele, o Han Taebaek inerte e arrastado.

— ……

Shinu acordou sobressaltado. Sua visão estava embaçada, como se leite tivesse sido derramado diante de seus olhos. Ele tentou levantar o braço para esfregar os olhos, mas ele não se movia. Parecia que alguém havia removido seus membros sem causar dor. Seus sentidos estavam entorpecidos como se estivesse sob anestesia total.

Lutando para se mover, Shinu deixou seu corpo relaxar. Ele precisava de tempo. Havia sido atingido por um dardo tranquilizante, do tipo usado em animais selvagens. Não havia como se mover apenas porque queria.

Era melhor avaliar os arredores e se preparar para encontrar Han Taebaek assim que os efeitos da droga passassem.

Shinu girou o pescoço que rangia e observou o que o rodeava. No momento em que viu a cena, um sorriso irônico escapou de seus lábios.

Era uma casa de palha.

Embora tivesse suspeitado que o cheiro de terra pudesse vir de uma velha casa de campo, ele nunca imaginou que estaria estirado em uma casa de teto de palha.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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