Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 14 Online


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↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 14

No quarto silencioso, ouvia-se apenas o tique-taque do ponteiro dos segundos do relógio.

Um homem estava deitado na cama. O homem prostrado com uma expressão de quem havia perdido o país era ninguém menos que Seo Chang-shik. Ele, que era a própria personificação da saúde, a ponto de conquistar o primeiro lugar toda vez que havia uma competição de alpinismo com participação obrigatória de todos os funcionários, estava acamado com a cabeça latejando pela primeira vez em mais de dez anos.

Era verdade que ele sentira um baque na nuca quando soube que seu filho mais novo estava grávido, mas não era apenas por esse motivo. Ele se surpreendeu primeiro com o fato de o rapaz ter namorado apenas homens até então, e recebeu um segundo choque ao descobrir que sua esposa já sabia da gravidez.

Embora trocasse farpas com o filho toda vez que se cruzavam de manhã e à noite, no fundo ele gostava muito da sensação de vitalidade que percorria a casa silenciosa. Tanto que, a partir de certo momento, passara até a aguardar ansiosamente a hora de sair do trabalho. Mas, no fim das contas, o moleque só estava grudado em casa porque tinha aprontado, e o fato de ele ter compartilhado o segredo apenas com a mãe lhe trazia um sentimento de traição.

O ditado que diz que não adianta criar filhos nunca pareceu tão doloroso quanto agora. Aquele filho maldito. O quanto eu o mimei e o carreguei nas costas quando era pequeno…

— Clique —

Ao ouvir o som da porta se abrindo, Seo Chang-shik fechou os olhos apressadamente. Logo, sentiu o peso de alguém sentando em um lado da cama.

— Querido, você está bem?

— Não estou bem.

Mesmo assim, ele não tinha coragem de ignorar a esposa, então moveu os lábios a contragosto. Enquanto ele permanecia parado, apenas respirando de costas para ela, a voz consoladora de sua mulher continuou:

— Eu já disse antes, eu descobri que o Gyu-ha estava grávido por puro acaso, e só soube que o filho era do Cha-young agora pouco. Eu realmente fiquei tão surpresa…

A expressão de Jung Eun-hee também não era das melhores.

Embora Gyu-ha tivesse nascido como um Ômega, por ser um rapaz com o que tem entre as pernas, ela naturalmente pensou que ele sairia com mulheres. Mas, no fim, ele estava esperando o filho de um Alfa masculino e, para completar, o pai da criança era Lee Cha-young, o mesmo rapaz que os dois viviam se estranhando; não tinha como não ficar abismada.

Ao ver o rapaz ajoelhado no chão da sala, ela se lembrou imediatamente de quando ele viera até sua casa procurar pelo paradeiro de Gyu-ha. Durante todo aquele tempo, seu filho permaneceu de cabeça baixa, com o rosto enterrado nas palmas das mãos. Vendo que ele não explodiu negando tudo e estava quieto, parecia que as palavras de Lee Cha-young eram mesmo verdadeiras.

Depois de empurrar o marido para o quarto e ir direto para o escritório, Jung Eun-hee sentou-se na cadeira como se desabasse e levou a mão à testa. No entanto, o choque não durou tanto quanto esperado. Sua personalidade prática se revelou até nessas horas. Embora fosse absurdo e inacreditável ao repensar, já tinha acontecido, então não havia o que fazer.

Logo, ela começou a se preocupar mais com o bem-estar do marido do que com o seu. Ele tinha uma aparência jovial e audaciosa, mas possuía um temperamento que, para ser gentil, era sensível e, para ser honesto, era meio mesquinho. Ao entrar no quarto para ver como ele estava, lá estava ele, como esperado, de cama.

Sabendo que não adiantava nada deixá-lo sozinho nessas horas, Jung Eun-hee segurou suavemente o braço do marido que estava fora da coberta e continuou a falar de forma consoladora:

— O que podemos fazer se já aconteceu? Não podemos dar uma bronca enorme em um filho adulto, nem podemos deixar de nos ver. ……Ainda assim, ele veio aqui dizer que vai assumir a responsabilidade, então, mesmo que esteja chateado, tente pensar pelo lado positivo. E você gosta do Cha-young tanto quanto eu.

Ao ouvir isso, Seo Chang-shik afastou o edredom bruscamente e virou-se para ela.

— Se eu soubesse que ele era esse tipo de sujeito, nem teria olhado na cara dele! Você sabe que tipo de filho o Gyu-ha é para mim…

— E por que você vive pegando no pé desse filho toda vez que tem chance?

— ……Era tudo para o bem dele. Para o bem dele.

Quando soube que seu filho caçula havia nascido como um Ômega, Seo Chang-shik não demonstrou muito, mas sentiu como se o céu estivesse desabando. Afinal, não havia um único Ômega masculino entre seus parentes ou conhecidos. Além disso, justo naquela época, o suicídio de um estudante Ômega tornou-se um grande problema social, trazendo um desânimo indescritível.

Devido à situação, ele naturalmente criou o filho de forma mais branda que os outros irmãos e, embora a personalidade nata do rapaz não fosse fácil e ele tivesse se tornado um encrenqueiro desde cedo, o fato de Gyu-ha ser seu único filho caçula permanecia inalterado. Ele ainda era seu ponto fraco… Saber que ele se envolveu com um cara que tem a mesma coisa que ele, e não com uma Alfa feminina, e ainda engravidou, só o fazia suspirar.

— Eu sei. Eu sinto o mesmo que você. ……Mas como não tem jeito, apenas aceite e dê sua permissão de forma limpa. Você conhece bem a personalidade do Gyu-ha. Se fosse um acidente que ele realmente não quisesse, ele já teria resolvido isso há muito tempo; você acha que eles viriam nos ver de mãos dadas?

— ……

— Já que terá que permitir de qualquer jeito, não arraste isso para não causar sofrimento desnecessário a ambos, ceda um pouco. E, sendo sincera, onde você encontraria outro rapaz como o Cha-young?

— ……

— Levante-se. Pedi para prepararem o jantar com os acompanhamentos que você gosta, então coma bem e vamos tomar uma taça de vinho juntos depois de tanto tempo. Vamos, rápido.

Diante das palavras da esposa que puxava levemente sua mão, Seo Chang-shik levantou-se da cama como quem não consegue resistir.

Seus passos em direção à cozinha eram pesados como se estivessem amarrados a blocos de chumbo. Como sua esposa disse, ele acabaria tendo que permitir de qualquer forma, mas sentia que precisaria de muito mais tempo para acalmar o coração e aceitar plenamente a situação.

↫────☫────↬

— Nossa, cacete, está frio pra caramba.

Assim que abriu a porta que levava ao estacionamento, as palavras de que estava frio saíram naturalmente. Talvez por ter ficado tanto tempo em um ambiente com o aquecedor no máximo, a sensação térmica parecia ainda mais baixa.

Nesta quinta-feira, Seo Gyu-ha, totalmente armado com um casaco acolchoado longo e um cachecol, resolveu ir ao cinema depois de muito tempo. Desde que Lee Cha-young jogara aquela bomba, o clima na casa estava uma completa merda. Ficar trancado em casa era sufocante, mas como encontrar seus amigos certamente envolveria bebidas e farras, ele não se sentia à vontade para ligar para ninguém. Após muito hesitar, Seo Gyu-ha dirigiu até o cinema para pegar um ar.

Assim que saiu da rampa em caracol do estacionamento, um “uau” escapou de seus lábios. Mesmo de relance, o congestionamento era considerável. Como estava vivendo de forma livre, ele havia esquecido momentaneamente que era exatamente a hora em que os trabalhadores saíam do expediente, e o trânsito estava travado.

Ele conseguiu entrar na estrada de algum jeito, mas o carro não se movia, como se alguém o estivesse bloqueando pela frente e por trás. Devia ter saído mais cedo. Enquanto esperava o sinal com uma expressão descontente, arrependido tardiamente, recebeu uma ligação de sua mãe.

— Oi.

— Onde você está, filho?

— Vi um filme e estou voltando para casa.

— E o jantar?

— Vou comer em casa.

— Eu e seu pai temos um compromisso e vamos sair, então peça para a senhora preparar o jantar para você.

Essa era uma notícia muito bem-vinda. Embora a comida caseira fosse gostosa, ele já estava começando a sentir vontade de comer fast-food.

Após desligar, Seo Gyu-ha mudou o destino para uma lanchonete de hambúrgueres. Ele já estava animado pensando na comida quando, pouco depois, o telefone tocou de novo. O nome que apareceu no topo do GPS era “Lee Chae-gae” (Lee Cachorro).

— O quê?

— O que está fazendo?

— Indo comer.

Parecendo perceber a situação de imediato, ele perguntou em seguida:

— Tem compromisso para o jantar?

— Não. Já que saí, vou comer por aqui mesmo.

— Sozinho?

— É.

— Então vamos comer juntos. Acabei de terminar o trabalho.

Ainda devia estar na empresa, pois ouvia-se um barulho agitado ao fundo. Seo Gyu-ha aceitou sem pensar muito. Ele costumava comer sozinho sem problemas, mas ter companhia era melhor.

Seo Gyu-ha foi o primeiro a chegar à lanchonete. Por ser perto de uma área universitária, havia muitos estudantes. Enquanto estava sentado em uma mesa no fundo jogando no celular, sentiu a presença de alguém se aproximando.

— Esperou muito?

Ao levantar a cabeça, viu o rosto familiar. Ao checar a aparência de Lee Cha-young, sua expressão logo se tornou desagradável. O sobretudo clássico com um corte impecável e o cachecol preto simples combinavam perfeitamente com ele. Eu devia ter me esforçado um pouco mais na roupa também.

Logo, Lee Cha-young sentou-se à frente, deu uma olhada rápida no local e disse:

— Você consegue comer tranquilamente em um lugar assim?

Seo Gyu-ha soltou uma risadinha. Em boates ou restaurantes onde se gasta rios de dinheiro, ele agia com naturalidade como se estivesse na sala de casa, mas em restaurantes comuns, transparecia uma total falta de jeito. Pois é. Quantas vezes na vida ele teria ido a uma lanchonete de fast-food? Ele poderia apostar o pescoço que hoje era a primeira vez.

— Se você disser isso em outro lugar, vai levar uma pedrada. O que vai querer comer?

Ao lhe entregar o cardápio impresso frente e verso que estava atrás do porta-guardanapos, Lee Cha-young começou a analisar o menu com uma cara de quem tomava uma decisão profunda.

— O que você vai comer?

— Um combo de hambúrguer de Mara tamanho big e um cheeseburger com bacon.

— Vou querer o mesmo, então.

Depois de responder como se estivesse esperando, Lee Cha-young começou a vasculhar a mesa.

— O que foi?

— Não estou vendo a campainha para chamar o garçom.

Ao ouvir aquilo, Seo Gyu-ha soltou uma risada incrédula.

— Aqui não tem isso. Você tem que pedir naquela máquina ali ou ir direto no balcão falar com eles.

— ……É mesmo?

Pensando que realmente valia a pena apostar o pescoço, Seo Gyu-ha pegou a carteira e se levantou. Lee Cha-young disse que ele mesmo iria, mas como ele fora bonzinho ao vir voluntariamente a um lugar que jamais visitaria sozinho, Gyu-ha resolveu lhe prestar esse serviço especial.

Ao voltar para o lugar, Seo Gyu-ha ligou o celular novamente e começou a jogar. Enquanto exibia um controle habilidoso com o olhar fixo na tela, ouviu a voz à sua frente:

— O que está fazendo?

— Jogando.

— Você joga com uma pessoa na sua frente?

— Se estiver achando ruim, joga você também.

Seo Gyu-ha respondeu sem nem levantar a cabeça.

Embora Lee Cha-young tivesse ido até sua casa todas as noites para se encontrarem brevemente, eles geralmente ficavam dentro do carro, então, exceto quando se beijavam, ele não tinha muitas oportunidades de olhar para o rosto dele assim. Ele sabia que era falta de educação fazer isso com alguém na frente, mas só de pensar em conversar olhando nos olhos um do outro, ele sentia arrepios.

— Ding-dong —

Ao ouvir o sinal, ele virou a cabeça e viu o número do pedido no monitor pendurado no teto.

— Vai lá buscar — disse ele com um gesto de queixo. Lee Cha-young levantou-se sem dizer uma palavra e, pouco depois, uma bandeja cheia de comida foi colocada sobre a mesa.

— Vamos comer.

Depois de limpar o paladar com um pouco de suco, Seo Gyu-ha abriu a embalagem do hambúrguer e deu uma mordida enorme.

Ao lamber o molho que sujou o canto da boca, sentiu um prazer de dar inveja. Enquanto Seo Gyu-ha devorava o hambúrguer em uma velocidade assustadora, Lee Cha-young ficou olhando estático para o hambúrguer que pedira para si e, criando coragem, estendeu a mão.

Levar o lanche à boca exigia um pouco mais de coragem. Além de ser sua primeira vez em uma rede de fast-food, embora estivesse muito melhor do que antes, às vezes ele ainda sentia fortes enjoos.

Mas não havia tempo para hesitar muito. Como era certo que receberia uma provocação se demorasse mais, Lee Cha-young moveu os lábios e deu uma pequena mordida na borda. O cheiro do molho picante subiu forte, mas felizmente não foi o suficiente para fazê-lo sentir náuseas.

— Quem visse, pensaria que tem veneno aí dentro.

Seo Gyu-ha, que observava a cena enquanto mastigava seu hambúrguer, soltou uma risadinha. Ele era um cara que raramente perdia a “poker face”, então Gyu-ha achou engraçado que comer um hambúrguer fosse algo a ser feito com uma expressão tão solene.

— Se não quiser comer, não force.

— Não. ……Está gostoso.

— Sei, você mal encostou a saliva no pão.

Depois de enfiar o último pedaço do hambúrguer na boca, Seo Gyu-ha estendeu a mão para o novo sanduíche. Naquele momento, com um som de papel amassado, alguns clientes sentaram-se na mesa ao lado. Seo Gyu-ha virou a cabeça casualmente e levou um susto. Viu que a barriga da mulher sentada na diagonal estava redonda e saliente; qualquer um veria que ela estava grávida.

— O que você vai querer, querido?

— O mesmo que você. Mas mude a coca por leite.

Seo Gyu-ha desviou o olhar tardiamente e deu uma mordida no novo hambúrguer. Certamente era um sabor que ele gostava, mas estranhamente parecia menos saboroso que o anterior.

Quando voltou ao ginecologista forçado pela insistência da mãe, Seo Gyu-ha pôde ouvir o som do coração daquela coisinha em sua barriga, exatamente como o médico havia dito antes. Pela foto, ainda parecia apenas um saco gestacional do tamanho de uma noz… Mas pensar que aquele serzinho ali dentro estava com o coração batendo firme para tentar viver lhe trazia uma sensação profunda e indescritível. Além disso, a ficha de que realmente havia um bebê em seu ventre finalmente caiu.

Sentindo a mudança repentina no clima, Lee Cha-young perguntou em voz baixa:

— Esse aí não está bom?

— Não. Está gostoso pra caralho.

Pela expressão de Seo Gyu-ha, era uma resposta sem nenhuma credibilidade. Será que eu devia sugerir mudar de lugar agora? Enquanto ele buscava o momento certo para falar, acabou ouvindo, sem querer, a conversa do casal ao lado.

— Está gostoso, querida?

— Sim. Delicioso.

— E o Kka-kkung? O Kka-kkung também acha gostoso?

— Com certeza. Ele disse que está feliz porque a mamãe está comendo bem.

O rosto sorridente dela estava cheio de felicidade. Em contraste, Lee Cha-young ficou com uma expressão de quem tinha levado um golpe na nuca. Graças ao casal ao lado, ele se lembrou de algo importante.

Como ele não tinha pensado nisso antes? Pensando que não teria o que dizer se fosse repreendido por ser o pai do bebê, Lee Cha-young abriu a boca cautelosamente:

— Gyu-ha.

— O quê.

— Qual é o apelido pré-natal do nosso bebê?

Assim que as palavras saíram, seu coração oscilou intensamente. Era uma situação em que ele se sentia péssimo por nem sequer ter pensado em um apelido para o Gyu-ha e o bebê, mas ouvir “nosso bebê” saindo de sua própria boca lhe trazia uma alegria imensa.

Mas essa emoção não durou muito.

— Não tem.

— Ap-seo? É um nome em inglês?

Seo Gyu-ha lançou-lhe um olhar de “que porra você está falando?”.

— Eu disse que não tem. Não dei um apelido.

A expressão de Lee Cha-young endureceu lentamente, como se o coração nunca tivesse batido forte.

— ……Você não deu um? Por quê?

— Só não dei.

Era o mesmo pensamento que tivera quando a mãe mencionara o assunto antes: ele achava que não teria motivos para chamá-lo por um apelido.

Para ser honesto, ele poderia ter dito a verdade. Mas Seo Gyu-ha, após uma breve reflexão, preferiu desconversar. Ao ver a expressão que Lee Cha-young fez ao perguntar o apelido, sentiu que não deveria dizer o que pensava.

— Não teve nenhum que eu achasse que fosse “aquele”.

Ele viu o rosto de Lee Cha-young se iluminar visivelmente. Seo Gyu-ha soltou uma risadinha interna. Ele achava que o outro era um cara com um talento nato para controlar as expressões, mas agora percebia que aquilo era fruto de um esforço tremendo para parecer assim.

— Já que tocamos no assunto, quer escolher um agora?

— Pode ser.

Depois de responder em um tom que qualquer um consideraria desinteressado, Seo Gyu-ha voltou a devorar o hambúrguer. Diferente dele, Lee Cha-young parecia totalmente compenetrado. Ele hesitou e pensou muito, a ponto de franzir a testa, até que finalmente olhou para Seo Gyu-ha e falou:

— Sobre o apelido, o que acha de “Banjjak-i” (Brilhante)?

— ……! —

Seo Gyu-ha, que por acaso estava com o canudo na boca, quase cuspiu o suco. Felizmente evitou um desastre maior, mas não conseguiu impedir que um pouco vazasse pelos lábios.

Mesmo enquanto limpava a boca com um lenço, o absurdo não passava. Entre tantos apelidos, logo “Banjjak-i”? Ele começou a suspeitar se o rapaz não tinha combinado secretamente com sua mãe ou recebido uma missão especial. Independentemente disso, Lee Cha-young continuou a falar com uma expressão de quem caminhava nas nuvens:

— Minha avó me ligou dizendo que teve um sonho onde eu colhia ouro. Eu andei pensando nisso e me veio esse nome, acho que combina perfeitamente com a minha situação atual.

Aquilo soava familiar. Pensando que era uma coincidência e tanto, Seo Gyu-ha deu mais um gole no suco antes de responder:

— Não gostei.

— Por quê? Não achou bom?

— É. É péssimo.

Apesar da rejeição seca, Lee Cha-young lamentou mas logo começou a sugerir outros apelidos em sequência:

— “Geum-dong-i” (Pepita de Ouro) é pior ainda, né? Mas eu queria algo que passasse a sensação de brilho… Que tal “Byeol-i” (Estrela) ou “Dal-i” (Lua)? “Seonmul-i” (Presente) também me agrada.

A expressão descontente de Seo Gyu-ha representava seu estado de espírito atual. “Geum-dong-i” estava obviamente descartado, “Byeol-i” e “Dal-i” ele até tolerava, mas “Seonmul-i” era meloso demais só de ouvir.

Percebendo rapidamente o clima, Lee Cha-young finalmente jogou sua última carta:

— Ou quer que a gente vá a um cartório de nomes para escolher?

— Só vamos chamar assim por um tempo, para que ir a um cartório? Espera um pouco.

Como nessas horas era bom pegar emprestada a sabedoria alheia, Seo Gyu-ha pegou o celular que estava sobre a mesa.

Após alguns toques rápidos, a tela familiar apareceu. Seo Gyu-ha entrou no site onde postara uma pergunta sobre gravidez há algum tempo, selecionou a categoria de Gravidez e Maternidade e clicou no botão de escrever postagem. Em seguida, digitou rapidamente com as duas mãos.

Categoria > [Gravidez/Maternidade]
Como escolher o apelido pré-natal

Anônimo 20XX-XX-XX 18:47:41
As pessoas ao meu redor parecem ter combinado de sugerir “Banjjak-i” (Brilhante)
Mas eu não gosto porque parece o brilho de uma águia careca
Já que vou escolher, queria algo inovador e de respeito
O que vocês sugerem?

Assim que ele apertou o botão de publicar, ouviu-se o som de notificações: “pling, pling”.

Categoria > [Gravidez/Maternidade]
Como escolher o apelido pré-natal (1)

Anônimo 20XX-XX-XX 18:47:41
As pessoas ao meu redor parecem ter combinado de sugerir “Banjjak-i” (Brilhante)
Mas eu não gosto porque parece o brilho de uma águia careca
Já que vou escolher, queria algo inovador e de respeito
O que vocês sugerem?

Comentários

Primeiro 20XX-XX-XX 18:50:02
Eu acho Banjjak-i bom! No sentido de crescer como um bebê fofo e brilhante ^^

Assim que leu o comentário, ele levantou a cabeça involuntariamente. Por um momento, suspeitou que fosse o cara à sua frente, mas as duas mãos de Lee Cha-young estavam sobre a mesa com os dedos levemente entrelaçados.

“Ou… não seria a minha mãe, seria?”

Em seguida, soou outra notificação.

Categoria > [Gravidez/Maternidade]
Como escolher o apelido pré-natal (3)

Anônimo 20XX-XX-XX 18:47:41
As pessoas ao meu redor parecem ter combinado de sugerir “Banjjak-i” (Brilhante)
Mas eu não gosto porque parece o brilho de uma águia careca
Já que vou escolher, queria algo inovador e de respeito
O que vocês sugerem?

Comentários

Primeiro 20XX-XX-XX 18:50:02
Eu acho Banjjak-i bom! No sentido de crescer como um bebê fofo e brilhante ^^

Segundo 20XX-XX-XX 18:52:18
Você teve um sonho de concepção? Geralmente as pessoas escolhem algo relacionado ao sonho.

Terceiro 20XX-XX-XX 18:53:49
2222 eu também escolhi depois de ter um sonho hehe No meu sonho eu estava em um campo de flores desabrochadas, então escolhi “Song-i” (Botão de Flor).

Eram comentários atenciosos, mas não ajudavam muito. Se fosse pelo sonho de concepção, “Banjjak-i” seria a primeira opção.

Categoria > [Gravidez/Maternidade]
Como escolher o apelido pré-natal (3)

Anônimo 20XX-XX-XX 18:47:41
As pessoas ao meu redor parecem ter combinado de sugerir “Banjjak-i” (Brilhante)
Mas eu não gosto porque parece o brilho de uma águia careca
Já que vou escolher, queria algo inovador e de respeito
O que vocês sugerem?

Comentários

Primeiro 20XX-XX-XX 18:50:02
Eu acho Banjjak-i bom! No sentido de crescer como um bebê fofo e brilhante ^^

Segundo 20XX-XX-XX 18:52:18
Você teve um sonho de concepção? Geralmente as pessoas escolhem algo relacionado ao sonho.

Terceiro 20XX-XX-XX 18:53:49
2222 eu também escolhi depois de ter um sonho hehe No meu sonho eu estava em um campo de flores desabrochadas, então escolhi “Song-i” (Botão de Flor).

Quarto 20XX-XX-XX 18:56:27
Muitos não escolhem pelo sentimento que tiveram ao descobrir a gravidez? O meu primeiro foi “Gippeum-i” (Alegria) e o segundo foi “Haengbok-i” (Felicidade)~ ^^ Mas não seria águia-pescadora em vez de águia careca? hehehe

Quinto 20XX-XX-XX 18:57:51
Ouvi isso no hospital onde vou, dizem que os bebês escutam melhor se o nome tiver consoantes fortes! Nomes como “Ssuk-ssuk-i”, “Kka-kkung-i”!

Sexto 20XX-XX-XX 18:59:33
Sério que você está perguntando sobre apelido pré-natal num lugar desses?

Assim que viu o comentário do Sexto lá embaixo, ele franziu o cenho. Teve a forte impressão de que era aquele mesmo babaca de antes.

— Esse desgraçado aparece a todo momento, que inferno…

— O quê?

— Estou falando sozinho. Espera mais um pouco.

Depois de ler o último comentário, Seo Gyu-ha deletou a postagem sem hesitar. Em seguida, ele mergulhou em pensamentos, assim como Lee Cha-young fizera momentos atrás.

“Escolher pelo sonho de concepção ou pelo sentimento ao descobrir a gravidez?”

Ambos eram complicados. Especialmente escolher pelo sentimento que teve ao descobrir a gravidez era algo fora de questão.

Ele não poderia dar um nome como “Puta que pariu” ou “Céu desabando” para aquele serzinho que já estava afirmando sua existência através das batidas do coração. E qual seria a reação de Lee Cha-young se ele dissesse isso?

— Bzzzt —

Sentindo uma vibração curta, ele ligou a tela do celular novamente. Viu um push do aplicativo do site de webtoons que ele costumava acompanhar.

“Um presente surpresa (Kkam-jjak seon-mul) chegou para você~ Chance de maratona ☆”

Seu olhar se fixou em um ponto. Onde seus olhos pousaram foi na palavra “Kkam-jjak” (Surpresa).

“Eu realmente levei um susto (kkam-jjak) do caralho quando soube da gravidez…”

Quanto mais pensava, mais parecia uma boa ideia. Tinha relação com o bebê em sua barriga e também era uma palavra com consoante forte, como alguém sugerira nos comentários.

Logo, ele soltou uma risadinha leve. Quem diria que chegaria o dia em que ele estaria preocupado com o apelido pré-natal de um bebê.

— Ei.

— Sim.

Ao levantar a cabeça e chamar Lee Cha-young, ouviu a voz respondendo como se estivesse esperando.

— Vamos de “Kkam-jjak-i”.

— O quê?

— O apelido. Vamos chamar de Kkam-jjak-i.

Ele viu a expressão de Lee Cha-young mudar sutilmente. Mesmo que tentasse disfarçar, para Seo Gyu-ha era óbvio que o canto de sua boca estava relaxando.

— É bom. Você escolheu no sentido de “presente surpresa” (kkam-jjak seon-mul), algo assim?

— ……Vamos deixar assim.

— Ou tem outro significado?

— Só vamos deixar assim. Enfim, você não tem reclamações, né?

— Não. Eu adorei.

Ao vê-lo massagear o queixo com o rosto levemente corado, parecia que ele realmente tinha gostado.

— Se já terminou de comer, vamos sair.

Como havia concluído a missão que parecia um dever de casa adiado, Seo Gyu-ha levantou-se com o coração leve.

Ao chegar, ele estava sozinho, mas ao sair, estavam em dois. Mesmo que ele dissesse para seguirem seus próprios caminhos, Lee Cha-young insistiu em assumir o volante para levá-lo até em casa.

Em certo momento, um bocejo silencioso escapou. Com o estômago cheio e o traseiro aquecido, suas pálpebras ficaram pesadas naturalmente.

Ainda era o começo do mês, mas as ruas já transbordavam o clima de Natal. Enquanto observava a paisagem lá fora com um olhar vago, ouviu a voz ao seu lado:

— Você sabe que nossos pais vão se encontrar hoje, né?

Diante daquela notícia inédita, Seo Gyu-ha perguntou confuso:

— Os pais vão se encontrar?

— Devem estar jantando juntos agora. Não te contaram?

— Só disseram que iam sair porque tinham um compromisso.

— Devem ter evitado contar para você não se sentir desconfortável.

Instantaneamente, o rosto de Seo Gyu-ha se obscureceu. Ele mal conseguia imaginar que tipo de conversa estaria rolando.

— Como está o seu pai?

— Nem me fale. Ele ainda está emburrado.

Embora estivesse jantando à mesa forçado pela insistência da mãe, ele se sentia em brasas. Seria melhor se ele ficasse bravo abertamente ou dissesse algo para ele poder desabafar, mas como ele continuava em silêncio com aquela atitude de protesto, Gyu-ha estava morrendo de agonia.

— Desculpe.

Diante do pedido de desculpas repentino, Seo Gyu-ha deu uma olhada de relance. Ao perceber o sentido tardiamente, ele torceu os lábios.

— É bom que peça desculpas mesmo. Você tem noção de como está o clima na minha casa?

Ele conseguia imaginar muito bem. O pai de Gyu-ha até pedira para ele cuidar bem dele e sugerira apresentar uma boa moça Alfa; como ele aprontara com o filho em quem o pai confiava, o choque deve ter sido maior.

Embora não tivesse dito a Seo Gyu-ha, desde aquele dia Lee Cha-young enviava mensagens de saudação ou ligava para os pais dele todas as manhãs e noites, tentando de alguma forma recuperar a confiança. Mesmo assim, ele não estava muito preocupado. Embora no momento eles estivessem indignados e furiosos, Lee Cha-young sabia muito bem que, deixando a situação de lado e olhando apenas para suas condições objetivas, ele era o que chamam de melhor partido para casamento. Além disso, com o bebê na barriga de Seo Gyu-ha, era óbvio que eles acabariam permitindo.

Com o desejo de apressar um pouco esse momento, Lee Cha-young não perdeu a oportunidade e lançou uma isca:

— Quer vir morar na minha casa?

Ao ver Gyu-ha perguntar com o olhar do que ele estava falando, Lee Cha-young escondeu sua impaciência e continuou relaxadamente, como se tivesse acabado de pensar nisso:

— Você disse que se sente desconfortável com seu pai te encarando. Mesmo que não fosse por isso, é meio chato ficar na mesma casa que os pais o tempo todo. Você acaba se preocupando até com o que come ou quando sai.

Uma expressão de “é verdade” surgiu no rosto de Seo Gyu-ha. Na verdade, ele fazia o que queria em casa e não se sentia intimidado, mas o fato de que pedir comida gerava sermões ou ter que informar o destino toda vez que saía era irritante. As palavras que mexiam com seu coração continuaram:

— Perto de onde moro tem tudo, e mesmo que não queira sair, dá para resolver quase tudo dentro de casa. Tem aparelhos de ginástica, uma sala de cinema e uma sala de música separada.

— Deve ser bom ser rico.

— Já é praticamente seu, então não importa.

Seo Gyu-ha paralisou diante das palavras inesperadas. Olhou para Lee Cha-young com uma expressão de surpresa e depois respondeu brincando, com uma risada:

— Praticamente meu?

— Sim. Quer que eu passe a escritura para o seu nome?

O rosto que sorria endureceu novamente. Ele ia perguntar se o outro faria isso mesmo se ele pedisse, mas não esperava que ele tomasse a iniciativa primeiro.

— ……Vai mesmo passar para o meu nome?

— Claro. Não é nada demais.

Ao ver o perfil dele falando aquilo com naturalidade, Seo Gyu-ha soltou uma risada sarcástica. Era a cobertura de um prédio de luxo que exalava cheiro de dinheiro desde a fachada; se aquilo não era nada demais, ele sentia vontade de perguntar qual era o nível de uma casa que o outro consideraria grandiosa.

— Que bom que falamos disso antes de eu vender. Vou pedir para prepararem a transferência imediatamente.

Aquele era um cara com quem piadas não funcionavam. Mais do que isso, ele ficou com uma expressão descontente ao ouvir o que ele acabara de dizer.

— Você ia vender a casa onde mora agora?

— Sim.

— Então por que me chamou para ir para lá? Não brinque comigo.

Ao ouvir aquilo, percebendo que o outro poderia achar que “não fazia sentido”, Lee Cha-young apressou-se em explicar a situação:

— É que estou procurando uma casa para morarmos juntos. Então não teria motivo para ir à casa onde estou agora, e eu não queria deixá-la vazia por muito tempo. Ter o trabalho de alugar é um saco.

— Uma casa para morarmos juntos?

— Sim. Você, eu e o nosso bebê.

— ……Eu não disse que ia morar com você.

Ao perceber pelo tom de voz que ele dizia aquilo por timidez, Lee Cha-young continuou com um rosto sorridente:

— Recém-nascidos mamam ou tomam fórmula em intervalos curtos, então você tem que acordar se eles chorarem enquanto dorme. Tem que fazer arrotar, ninar até dormir, trocar fralda, dar banho. Vai dar muito mais trabalho do que você imagina, acha que consegue aguentar sozinho?

— É só contratar uma babá. E tem a ajuda da minha mãe.

— Não dá para deixar com estranhos 24 horas por dia. E dizem que o melhor para o bebê é que os pais cuidem e criem juntos, se possível. Por mais que outras pessoas o amem, não será como os pais. Na verdade, mais do que isso…

O rapaz, que falava com fluidez, de repente deixou a frase incompleta. Ao vê-lo hesitar em continuar, Seo Gyu-ha finalmente abriu a boca para apressá-lo:

— Mais do que isso, o quê?

— Eu quero morar com você. Com você e com o nosso bebê.

— ……

Seo Gyu-ha moveu os lábios e desviou o olhar para a janela novamente. Ele não ouvira nada de tão extraordinário, mas suas orelhas ficaram vermelhas por conta própria.

— Não diga essas coisas sério. Não combina nada com você.

— Por quê? Qualquer um gostaria de estar sempre junto da pessoa de quem gosta.

— Isso lá é possível entre nós?

— Claro que sim. Por mim, eu te levaria para a minha casa agora mesmo.

— ……Não diga coisas assustadoras. Como eu lidaria com as consequências?

Enquanto ele resmungava por timidez, o carro entrou no beco. O veículo reduziu a velocidade e parou exatamente em frente ao portão preto. Assim que ele tateou o lado para soltar o cinto de segurança, algo se aproximou rapidamente e tocou seus lábios.

— ……! —

Uma massa de carne escorregadia e quente foi empurrada para dentro de sua boca aberta. Seo Gyu-ha arregalou os olhos de susto, mas logo percebeu a situação e, como quem não consegue resistir, fechou os olhos e correspondeu ao beijo.

— Chup, mmm, haa…… —

Gemidos sensuais escaparam naturalmente. O movimento que estimulava seus pontos sensíveis, a sensação das línguas se roçando e o som úmido da saliva se misturando agiam sem piedade sobre seus nervos periféricos.

Enquanto movia a língua fielmente como por instinto, por outro lado, ele se sentia inquieto. Mesmo quando eram parceiros sexuais, os beijos eram frequentes, mas costumavam ser rudes a ponto de parecer que estavam tentando se devorar. Como eles sempre se beijavam com tanta intensidade que os lábios chegavam a cortar ou sangrar, ele não conseguia se acostumar com um beijo tão úmido, pegajoso e denso, como se o outro quisesse explorar detalhadamente cada parte sua.

A sensação de formigamento no peito e de frio nas extremidades era um bônus. Ele sentia que não era apenas um ato sexual, mas sim que estavam compartilhando algo emocionalmente mais profundo.

— Haa…… —

Quando os lábios se separaram, um longo fio de saliva se formou. Ele sentiu que seu corpo pendera para trás no meio do caminho e percebeu que o banco, que estava normal até pouco tempo, agora estava completamente reclinado.

Lee Cha-young estava por cima dele, cobrindo-o. Seus olhos se encontraram de perto. Sentindo algo estranho, ele olhou para baixo e viu que o volume na calça de Lee Cha-young estava visivelmente ereto.

Para ser honesto, Seo Gyu-ha estava na mesma situação. Como havia o histórico do que os dois costumavam fazer, seu corpo reagia por conta própria esperando pelo próximo passo apenas com o beijo. Como uma ereção completa seria questão de tempo nesse estado, ele tentou frear a situação tardiamente.

— Sai de cima.

— ……

— Eu disse para sair, ahh! —

— Eu vou te ajudar.

A mão de Lee Cha-young entrou bruscamente entre suas pernas. Enquanto ele se atrapalhava de susto, a mão já havia penetrado por dentro da cueca, segurando sua carne macia e começando a acariciá-la.

— Ei, cacete… —

Sua respiração, que estava normal, começou a acelerar aos poucos. A técnica manual dele, que deixava qualquer um louco, continuava a mesma. A sensação do polegar massageando a glande sensível, as unhas pressionando levemente a uretra e o movimento repentino de descer para massagear suavemente entre o escroto faziam seu quadril arquear involuntariamente.

Sua mente dizia que não podia, mas seu corpo dizia o contrário. Em certo momento, tanto por dentro quanto por fora começaram a umedecer gradualmente. Como ele já estava no meio do caminho do prazer, não conseguia mais pedir para parar, nem mesmo por educação.

— Você, ahh, fez isso de propósito, mmm, dizendo que ia me trazer, ah, né?

Lee Cha-young exerceu o direito de permanecer calado e, em vez de responder, deu um beijo leve na testa de Seo Gyu-ha. Foi um alívio que, embora ele estivesse resmungando que não gostava da situação, não pedisse mais para parar.

Na verdade, ele não pretendia fazer isso desde o início. Ele queria ir tomar um café porque sentia que seria um desperdício se separar logo após o jantar, mas o insensível Seo Gyu-ha recusou friamente dizendo que estava cheio. No momento em que o viu se afastar sem arrependimentos, as palavras de que o levaria para casa saltaram de sua boca.

E, ao chegar em frente à casa dele, sentiu que seria uma pena deixá-lo ir agora. Embora tivesse falado como brincadeira, sua vontade real era levá-lo para sua casa, abraçá-lo forte e dormir com ele.

Mas ainda não era o momento. O pai de Seo Gyu-ha ainda estava magoado; se ele passasse a noite fora em uma situação dessas, haveria grandes chances de estragar o progresso que estava começando a aparecer e tornar tudo muito mais difícil.

Então, não havia escolha. Tinha que aliviar a saudade e a sede dessa forma.

— Levante o quadril um pouco.

Como se estivesse completamente entregue, Seo Gyu-ha levantou o quadril obedientemente. Depois de baixar a calça e a cueca de uma só vez, Lee Cha-young colocou as duas pernas de Seo Gyu-ha sobre seus ombros. Em seguida, sem hesitar, abaixou a cabeça e abocanhou o pênis, sentindo os dedos do outro se enterrarem entre seus cabelos como se estivessem esperando por aquilo.

— Sim, ahh! —

Chup, chup, o som da sucção ecoava de forma obscena no espaço estreito. Lee Cha-young acariciava o pênis de Seo Gyu-ha como se fosse a comida mais deliciosa do mundo. Ele lambia a haste e sugava o escroto macio com avidez, como se estivesse beijando-o. Ele até mesmo abocanhava a glande, de onde o fluido pré-ejaculatório escorria, profundamente em sua boca, movendo a cabeça para frente e para trás com naturalidade.

A cada vez, o baixo ventre de Seo Gyu-ha oscilava rapidamente. No momento em que percebeu novamente que seu filho estava ali dentro, o fluido pré-ejaculatório também jorrou do pênis de Lee Cha-young, que já estava o mais ereto possível.

— Não, ah, faça com tanta força! —

A mão de Seo Gyu-ha, que estava enterrada no cabelo dele, moveu-se para o próprio abdômen. Pensar que Seo Gyu-ha também estava plenamente consciente da existência do filho o deixava ainda mais louco.

Depois de soltar o pênis que preenchia sua boca, Lee Cha-young esfregou os lábios nos pelos pubianos ásperos. Enquanto dava beijos curtos e subia gradualmente, ele finalmente chegou ao seu destino.

Ele não ficou ali por muito tempo. Seus lábios tocaram a região do umbigo por um instante e ele levantou a cabeça às pressas, como se tivesse se queimado. Seus lábios estavam secos e seu coração batia tão forte que ele podia ouvi-lo nos ouvidos. O que se seguiu foi um murmúrio:

— O que eu faço?

No meio da felação, ele de repente veio com essa de “o que eu faço”, e Seo Gyu-ha levantou o olhar.

— O quê?

— Nada. É que pensar que realmente tem um bebê na sua barriga… —

“Ha”, uma risada irônica escapou de Seo Gyu-ha. Embora estivesse escuro dentro do carro, ele podia imaginar claramente a expressão que o outro estava fazendo apenas pelo tom de voz.

“E pensar que ele disse para eu abortar sem nem piscar os olhos.”

Ele pensou em dizer algo, mas mudou de ideia e permaneceu calado. Ele já ouvira desculpas ou sei lá o que sobre aquele assunto até o cansaço, e ficar remexendo em algo que já passou apenas para ser sarcástico só serviria para ferir os sentimentos de ambos.

— Se não for continuar, saia.

— Tenho que terminar o que comecei.

Ele sentiu a mão envolver seu órgão com firmeza novamente. Enquanto soltava gemidos por causa dos espasmos, Seo Gyu-ha moveu a mão que segurava o braço de Lee Cha-young. Ele tateou a parte inchada e firme até encontrar o zíper, baixando-o sem hesitar.

Ao enfiar a mão ali, um gemido baixo escapou de Lee Cha-young. Como havia limites para se mover por dentro da calça, Gyu-ha puxou para fora a haste que exalava um calor intenso.

— Mmm, haa…… —

Os lábios se encontraram novamente. Com o braço esquerdo envolvendo o pescoço de Lee Cha-young, Seo Gyu-ha concentrou-se no beijo.

Os batimentos cardíacos de algum deles estavam acelerados. Ele não sabia antes que compartilhar o fôlego, tocar as partes mais sensíveis um do outro e dividir um momento a sós pudesse ser algo tão emocionante.

— ……! —

De repente, os movimentos pararam. Havia luzes de faróis intensas se aproximando, indicando que um carro vinha naquela direção.

Seu coração começou a bater rápido, mas por um motivo diferente de antes. Ele achou que o carro passaria direto, mas não foi o caso. O veículo virou atrás deles e ouviu-se o som alto da porta se abrindo automaticamente.

Ele engoliu seco. Como estava deitado no banco, não conseguia ver a situação lá fora, mas pelas luzes oscilantes, parecia que o maldito carro estava bem perto.

Ele teve um mau pressentimento. Como todas as casas naquele beco tinham suas próprias vagas de estacionamento internas, a menos que fosse um veículo de visita rápida, ninguém estacionava no beco. Além disso, a direção de onde vinha a luz era onde ficava o portão que levava à garagem de sua casa. Seo Gyu-ha perguntou em um sussurro quase inaudível:

— São meus pais?

— Acho que sim.

Felizmente, a luz desapareceu pouco depois. Depois de ficar com os sentidos aguçados, ele soltou um suspiro de alívio quando a escuridão voltou.

Naquele momento, ele sentiu a mão retomar os movimentos lá embaixo. Seo Gyu-ha falou com uma expressão de dúvida:

— Você vai continuar?

— Não posso entrar em casa assim. Vou terminar rápido.

A mão continuou a envolver e balançar a haste. O prazer reacendeu rapidamente, mas ele não conseguia se concentrar totalmente como antes.

“Eu devia entrar agora mesmo…”

Se continuassem assim, seria questão de tempo até seus pais perceberem sua ausência. E, como esperado, pouco depois ouviu-se o som de uma vibração. Ele tateou o bolso do casaco, pegou o celular e viu a palavra “Velho” na tela.

Ele franziu a testa. Aquele homem, que sempre falava através da mãe mesmo quando tinha algo a dizer, resolveu ligar pessoalmente logo em uma hora dessas; realmente não havia sintonia entre eles.

— Espera um pouco. Meu pai está ligando.

Em seguida, Seo Gyu-ha apertou o botão de atender.

— Alô?

— Alô? Onde você está?

— Estou chegando.

— Sua mãe disse que você falou que já estava vindo quando ela ligou. Que horas são e você ainda não entrou?

Uma expressão de descrença surgiu em seu rosto. Ter que ouvir coisas que nem ouvia quando estava no ensino médio, agora que estava prestes a fazer trinta anos…

— Entro em 10 minutos. Tchau.

Assim que ele desligou, Lee Cha-young avançou novamente. Seo Gyu-ha não recuou e correspondeu ao beijo ativamente, enquanto também baixava a mão para segurar o membro de Lee Cha-young. Ele ficou ansioso por ter dito que entraria em 10 minutos.

— Mmm, mmm, chup, haa…… —

Desta vez, outra luz brilhante se aproximou pelo outro lado do beco. Não era uma pessoa passando ao lado do carro e, mesmo que fosse, não daria para ver nada do lado de fora, mas ele sentiu o coração bater forte com o frio na barriga. Ele nunca tinha feito isso antes, mas agora entendia um pouco a psicologia das pessoas que gostam de transar ao ar livre sem saber quando serão descobertas.

— Ha, ahh! —

O intervalo entre as respirações ficou cada vez mais curto. Ele arqueava o quadril e gemia diante do prazer avassalador que recebia sem tréguas, até que, em certo momento, uma sensação de algo explodindo trouxe uma liberação intensa. Com uma diferença mínima de tempo, algo quente molhou o corpo de Seo Gyu-ha.

Quando a respiração ofegante começou a se acalmar, seus olhares se encontraram na escuridão. Seus lábios se tocaram como algo natural, mas não por muito tempo. Se continuassem, ele realmente não conseguiria deixá-lo ir.

A luz interna, ligada com um toque, emitiu um brilho forte. A cena esperada surgiu diante dos olhos de Lee Cha-young. Além do tronco de Seo Gyu-ha estar exposto com a camiseta levantada, mostrando seu abdômen e peito, a camisa preta que ele mesmo vestia estava cheia de manchas brancas.

Enquanto limpava o corpo de Seo Gyu-ha com lenços umedecidos que estavam no porta-luvas, ouviu-o dizer de repente:

— Mas escuta uma coisa.

— Sim.

— Você não vai mexer atrás?

Lee Cha-young ficou um pouco surpreso, mas logo deu um sorriso leve enquanto terminava o que estava fazendo.

— Está sentindo falta?

— É que você está agindo diferente do normal. ……Digo, é estranho você não fazer o que costumava fazer. Sendo que você nem se importava em transar no carro.

— Eu quero, mas estou me controlando. Se eu começar, sinto que não vou conseguir parar.

Ele sabia muito bem como era a sensação de êxtase ao unir os corpos; entre mexer de forma incompleta, era melhor nem começar. Seo Gyu-ha não sabia, mas desde que voltara ao país, Lee Cha-young usava até seu tempo de sono para pesquisar informações sobre maternidade. Ele sempre fora alguém que buscava a perfeição em tudo o que fazia e, como o início fora tardio por causa de seu erro, queria fazer todos os preparativos possíveis da melhor forma agora.

— Então por que está se controlando? Você não é esse tipo de cara.

— Tenho medo do Kkam-jjak-i levar um susto ao ver o pai.

— ……

— Imagine o susto que ele levaria se alguém batesse na porta de repente.

Ele olhou para o outro com uma expressão de “que porra você está falando”, mas ao perceber o sentido tardiamente, seu rosto esquentou instantaneamente.

— Ei, seu tarado. Era só dizer que não ia fazer por causa do bebê… —

Lee Cha-young levou a mão de Seo Gyu-ha até o meio de suas pernas. Havia algo rígido e inchado preso dentro da calça, difícil de acreditar que ele acabara de ejacular.

— Só de ouvir sua voz ao telefone eu já fico excitado. ……Eu realmente quero fazer, mas estou me segurando porque dizem que é preciso ter cuidado nos primeiros 2 ou 3 meses. Se não fosse por isso, eu teria transado com você assim que nos reconciliamos.

— ……

— Então pare com essas provocações que você não vai conseguir aguentar e entre logo enquanto estou deixando. Quando você entrar no período de estabilidade, faremos até você enjoar.

Enquanto Seo Gyu-ha hesitava sem saber o que responder, o celular vibrou novamente. Desta vez, sem falta, apareceu a palavra “Velho”. Enquanto ele olhava para a tela franzindo o rosto, Lee Cha-young terminou de limpar tudo com movimentos rápidos e voltou o banco para a posição original.

— Coloque a calça direto na máquina de lavar. Eu tentei ter cuidado, mas acabou sujando.

Parece que ele vira aquilo naquele meio tempo. Momentos depois, Lee Cha-young passou para o banco do motorista, abriu a porta e saiu. Ele poderia ter ido embora, mas fez questão de dar a volta pela frente do carro e bater no vidro.

Dava para ver sua boca se movendo, mas o som não saía. Gyu-ha não teve escolha a não ser baixar o vidro, e imediatamente teve sua nuca puxada para mais um beijo.

— Te ligo depois. Entre logo.

Só então Seo Gyu-ha se lembrou de algo. Como vieram no carro dele, o carro de Lee Cha-young devia estar perto da lanchonete.

— Quer que eu te empreste o carro?

— Vou de táxi. Ou quer que eu durma aqui?

— Seria uma cena e tanto ver você ser expulso descalço pelo meu pai.

Sabendo que era apenas uma brincadeira, os dois riram. Ele perguntou novamente se realmente não precisava emprestar o carro e recebeu a mesma resposta; Seo Gyu-ha então passou para o banco do motorista e deu a partida.

Pouco antes de entrar na garagem, ele olhou de relance para o lado e viu que Lee Cha-young ainda estava parado ali. Momentos depois, após estacionar na vaga vazia, Seo Gyu-ha saiu do carro. Enquanto caminhava em direção à entrada, ficou mexendo no lóbulo da orelha sem motivo.

— Por que ele continua agindo de um jeito que nunca agiu antes?

Lee Cha-young sempre fora um cavalheiro por natureza, mas suas atitudes após o reencontro pareciam sutilmente diferentes de antes.

A voz ao telefone, o olhar enquanto comiam… para descrever, era como se ele estivesse constantemente tocando em algo invisível. Gyu-ha não demonstrou, mas enquanto estavam sentados na lanchonete, ele mexera os dedos dos pés dentro das botas várias vezes.

Momentos depois, assim que abriu a porta da frente, Seo Gyu-ha levou um susto. Sua mãe estava parada bem ali, de braços cruzados.

— Que susto.

— Por que demorou tanto? Você disse que ia jantar em casa.

— ……O urso me ligou, então nos encontramos rapidinho.

Jung Eun-hee fez uma expressão de “sei”. Assim que ele entrou, ela sentiu um forte cheiro de feromônio Alfa; não tinha como isso ter acontecido por ele ter encontrado um amigo Beta.

— Você jantou?

— Sim.

— Então venha conversar um pouco com a mamãe.

Naquele instante, o pensamento de “chegou a hora” passou pela mente de Seo Gyu-ha. Como ela dissera que ia encontrar os pais de Lee Cha-young à noite, certamente o assunto seria sobre isso.

Logo, os dois subiram para o segundo andar. Jung Eun-hee fechou a porta do quarto, sentou-se na ponta da cama e começou a falar:

— Eu não te contei antes, mas encontrei a Tae-seon hoje à noite. ……Para resumir, eles estão mais do que satisfeitos e disseram para marcarmos a data logo.

Seo Gyu-ha, que estava olhando para o nada sentindo-se culpado mesmo sem ter feito nada de errado, levantou a cabeça ao ouvir aquilo.

— Que data?

— Que data seria? A data do casamento de vocês, é claro.

Um “o quê?” escapou de seus lábios. A voz de Seo Gyu-ha subiu de tom, deixando de lado sua atitude tranquila. Seu rosto estava completamente franzido.

— Você enlouqueceu? Que casamento o quê.

— Fale direito na frente da criança. Além disso, vocês aprontaram porque quiseram e agora tem um bebê, é óbvio que têm que casar.

— Não vou casar. Podemos apenas ter o filho e viver assim, para que serve essa palhaçada?

Como a reação do filho ao mencionar casamento já era esperada, Jung Eun-hee respondeu sem nem piscar:

— Isso é o que você pensa. Eu penso o mesmo, mas você acha que a família do Cha-young permitiria isso?

— ……E por que não permitiriam?

— E no nome de quem você vai registrar a criança?

— No meu, é claro.

Um suspiro escapou diante daquela resposta impensada.

— Então vá até a casa dos pais do Cha-young e diga isso pessoalmente. Para sua informação, quem tocou no assunto de casamento primeiro foi o pai do Cha-young. A Tae-seon também parecia querer marcar a data o quanto antes.

— ……

Seo Gyu-ha massageou a nuca com o rosto tenso. Fazia muito tempo que não os via, mas em suas memórias, os pais de Lee Cha-young não eram pessoas fáceis de lidar. Tanto a tia Tae-seon quanto o pai de Lee Cha-young, que liderava uma grande empresa. Em vez de ir lá dizer algo, era óbvio que ele ficaria sentado rígido como um robô, apenas respondendo “sim, sim”.

Observando o filho que perdera o ímpeto num instante, Jung Eun-hee continuou de forma consoladora:

— É chamado de casamento, mas é apenas convidar os parentes próximos para uma refeição e se apresentar. Podemos ajustar a cerimônia para ser o mais simples possível.

— ……

— Você tem que se apresentar aos mais velhos da família de qualquer jeito. Não acha?

— Não acho.

Mesmo negando imediatamente, ele conseguia visualizar claramente o seu futuro. Seo Gyu-ha soltou um suspiro profundo e passou a mão no rosto repetidamente.

Ele jamais admitiria em voz alta, mas o fato de que ia morar sob o mesmo teto com a pessoa de quem gostava não deixava de deixá-lo animado. Mas casamento era outra questão. Casar-se com um Alfa masculino e, ainda por cima, com aquele Lee Cha-young. Depois da gravidez, esse era o segundo grande obstáculo que surgia.

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…

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