Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 13 Online


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↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 13

Era um dia que se podia chamar de atípico, de tão bonito. Embora o ar estivesse frio, era revigorante, e o céu límpido não tinha uma única nuvem. Era o clima perfeito para voltar para casa após uma viagem que, dependendo do ponto de vista, poderia ser considerada curta ou longa.

O interior do carro estava silencioso. Aproveitando uma breve parada no sinal, o Secretário Choi deu uma olhada rápida pelo retrovisor. Um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios. Ao contrário da ida, agora havia dois homens adultos sentados no banco de trás.

As pontas dos dedos de cada um deles se tocavam levemente sobre o assento. Lee Cha-young queria entrelaçar as mãos, mas Seo Gyu-ha detestou a ideia; após um pequeno impasse, chegaram ao acordo de manterem apenas os dedos mindinhos levemente enganchados.

Diferente de Lee Cha-young, que parecia relaxado e à vontade, a expressão de Seo Gyu-ha estava completamente rígida. Seus lábios cerrados em uma linha reta também revelavam seu atual estado de espírito desconfortável. O motivo era Lee Cha-young.

Finalmente, no avião de volta para a Coreia, enquanto Gyu-ha cochilava entre o sono e a vigília, ouviu em certo momento uma voz baixa sussurrando em seu ouvido.

— ……Vamos fazer isso. Hum?

— Hum……

Embora tivesse franzido a testa e virado o rosto para o lado oposto, o outro foi persistente. Diante da insistência de quem acariciava sua bochecha esperando repetidamente por uma resposta, Seo Gyu-ha, extremamente incomodado e ainda sonolento, respondeu que “estava bem”.

Esse foi o estopim. Assim que pegaram as malas e entraram no carro, Lee Cha-young abriu a boca.

— Vamos primeiro para a sua casa?

Ao ouvir isso, Seo Gyu-ha virou a cabeça para o lado.

— Do que você está falando?

— Achei que seria menos pesado para você. Claro que, por mim, não teria problema encontrarmos meus pais primeiro.

Diante daquela conversa sem pé nem cabeça, Seo Gyu-ha perguntou novamente com uma expressão de incompreensão.

— Por que eu veria seus pais?

— Não lembra? No avião eu disse “vamos visitar nossos pais” e você concordou.

A situação era a seguinte: Lee Cha-young aproveitou que ele estava grogue de sono para falar bobagens e acabou conseguindo a resposta que queria. Gyu-ha tentou negar categoricamente, dizendo que nunca fizera tal coisa, mas, como sempre, era incapaz de vencer o outro no argumento.

Lee Cha-young o convenceu dizendo que, agora que sabia que era o pai da criança, não pretendia deixar passar batido e que, como de qualquer forma a verdade viria à tona um dia, seria mais fácil confessar logo. Seo Gyu-ha acabou cedendo aos poucos e, por fim, deixou escapar mais um “sim”.

O arrependimento veio tarde demais. Conforme o tempo passava, o pensamento de que “isso não está certo” ganhava força. Pelo andar da carruagem, parecia que seria difícil esconder que aquele cara era o pai… Então, o que aconteceria de agora em diante? Ele não estaria pensando em tirá-la de mim, estaria?

Se ele tivesse essa intenção, seria um verdadeiro desgraçado. Mesmo agora, Gyu-ha não sentia um amor paternal profundo nem tinha muita consciência de que se tornaria pai, mas não pretendia entregar de bandeja uma criança que estava segura graças a ele.

Mordendo os lábios inconscientemente mais uma vez, Seo Gyu-ha virou-se para o lado com o rosto tenso.

— Ei.

— Já decidiu quais pais vamos visitar primeiro?

— Para com essa palhaçada. Por que diabos você quer que a gente encontre os pais?

— Por que mais seria? Obviamente…

Seo Gyu-ha não deu brecha e continuou:

— Vai dizer que, por ser seu filho, você é quem vai criar? Se for isso, pode tirar o cavalinho da chuva.

— ……

Ele viu o rosto que sorria alegremente endurecer em um instante. Diante disso, Seo Gyu-ha deixou claro mais uma vez:

— Não vou negar que tem o seu DNA misturado, mas se não fosse por mim, essa criança já teria desaparecido sem deixar rastros há muito tempo. Com o meu temperamento, eu larguei a bebida e o cigarro, decidi dar à luz e ela está aqui firme na minha barriga sem nenhum problema.

— ……

— Então, nem pense em fazer nenhuma besteira. Minha mãe já sabe da existência dela e eu tenho confiança de que posso criá-la sem que falte nada, mesmo sem você.

Achando que ele já tinha entendido o recado, Gyu-ha ia virar o rosto, quando sentiu um aperto forte em sua mão. Ao se virar, viu um semblante carregado. Parecia, ao mesmo tempo, abismado e furioso.

— Mas que……

Lee Cha-young desviou o rosto, deixando a frase incompleta. Momentos depois, voltou a encará-lo e disse cada sílaba com força:

— Se eu tivesse essa intenção, nem teria sugerido visitarmos os pais. Eu apenas faria todos os preparativos e a tomaria de você legalmente.

— ……

— Não percebe? Não foi nesse sentido que eu falei.

O olhar de Lee Cha-young estava focado inteiramente nele.

Não foi nesse sentido? Então o que era?

Por mais que tentasse pensar, havia um limite para o que Seo Gyu-ha conseguia descobrir sozinho. Sendo assim, o único jeito era ouvir diretamente da boca do interessado.

— Então o que você quis dizer?

— Eu pretendia me ajoelhar, pedir perdão formalmente e então fazer um pedido. Pedir você para mim.

— ……

— Embora fosse mais um comunicado disfarçado de pedido.

Fingindo que ia soltar a mão que segurava com força, ele entrelaçou os dedos nos dele. Enquanto Seo Gyu-ha ficava paralisado diante daquelas palavras inesperadas, Lee Cha-young expressou seu ressentimento tardio.

— Quando a pessoa de quem se gosta está grávida, se eu peço para visitarmos os pais juntos, a reação normal não seria pensar “ah, ele quer assumir a responsabilidade”? ……Mas você vem dizer que vai criar a criança sozinho, eu fiquei magoado.

Seo Gyu-ha finalmente recobrou os sentidos e argumentou:

— É porque isso não combina com você. Quem acreditaria que o homem que disse que abortaria sem nem piscar os olhos, agora viria falar em assumir responsabilidade? Não é verdade, Seong-yeol Hyung?

Tentando fingir que não estava ouvindo, Choi Seong-yeol foi pego de surpresa pelo comentário repentino. Ele organizou rapidamente os pensamentos e começou a falar com uma voz calma:

— Pode ser que ele pense assim. Mas pense bem: se o Sr. Cha-young quisesse apenas levar a criança, como ele mesmo disse, bastaria tomar medidas legais e não faria algo que pudesse causar atritos entre as famílias. E…… se me permite dizer mais uma coisa, só o fato de ele ter ido buscar o senhor onde estava já mostra que os sentimentos dele são firmes.

Ao ouvir aquilo, a expressão de Seo Gyu-ha suavizou consideravelmente. Como o Secretário Choi era a pessoa em quem ele mais confiava, ele começou a pensar que “talvez fosse verdade”.

Logo em seguida, ouviu-se um resmungo quebrando o silêncio mais leve.

— Até o Secretário Choi percebeu e só você que não.

— Ah, cacete, eu já disse que a culpa é sua!

— Sim. É tudo culpa minha. ……Por isso.

Apertando com mais força os dedos que estavam frouxamente entrelaçados, Lee Cha-young continuou com uma expressão séria:

— Vamos visitar nossos pais. Quero criar nosso bebê junto com você.

— ……

— Hum?

Seus olhos castanhos escuros apelavam pela sinceridade. Seo Gyu-ha olhou para ele com uma expressão tão complexa quanto sua mente e, por fim, desviou o olhar para a janela oposta. Seus lábios se abriram e uma resposta saiu em tom de quem cedia a contragosto:

— Saiba que só estou facilitando por causa do seu rosto.

↫────☫────↬

Jung Eun-hee verificava o relógio de parede na sala quase a cada minuto.

— Já devia estar chegando……

A pessoa que ela esperava era seu filho mais novo. Ela recebera a notícia hoje à tarde. Enquanto estava em uma aula de arranjo floral no centro cultural do shopping, recebeu uma ligação repentina do Secretário Choi. Era a boa notícia de que o filho voltaria para o país hoje.

Eun-hee passou no setor de alimentos, comprou muita comida e voltou para casa; desde que soube que ele havia chegado ao aeroporto, estava à espera.

— Ding-dong! —

Finalmente o interfone tocou. Levantando-se de um salto, Jung Eun-hee apertou o botão de abertura pessoalmente, em vez de deixar para a governanta. Seo Chang-shik, que estava sentado ao lado fingindo que não esperava também, caminhou calmamente. Logo, a porta da frente se abriu e os dois entraram.

— Chegamos.

Ao observar o filho com olhos rápidos, felizmente não parecia haver nada de errado. Só então Jung Eun-hee falou com o rosto aliviado:

— Correu tudo bem por lá?

— Sim.

— É bom ver você chegando junto com o Cha-young.

Acreditando apenas que eles haviam feito as pazes, Jung Eun-hee sorriu alegremente.

— Entrem para conversarmos sentados.

Seo Chang-shik caminhou primeiro e sentou-se no lugar de honra do sofá, seguido por Jung Eun-hee. Os rapazes continuavam parados perto da entrada. Embora não pudesse ouvir, pelos movimentos dos lábios, parecia que trocavam algumas palavras.

Naquele momento, ela viu Lee Cha-young estender a mão discretamente e segurar a mão do filho. Jung Eun-hee ficou surpresa com a cena inesperada. ……O que eles estariam dizendo para agirem assim? No momento em que ia chamá-los para virem logo, os dois finalmente caminharam lado a lado e sentaram-se no sofá oposto.

Lee Cha-young foi o primeiro a falar.

— Vim com o Gyu-ha porque temos algo importante para dizer aos dois.

Sua aparência atraente e voz agradável continuavam as mesmas, mas era possível notar um leve sinal de nervosismo. Sentado ao lado dele, o filho mais novo olhava para o nada com o rosto transbordando insatisfação. Diante daquele contraste, uma ansiedade inexplicável surgiu em Eun-hee. Ela apressou-se em dizer:

— O que foi? Hum? Digam logo.

Seo Chang-shik, que estava sentado com calma e um rosto amigável, também achava a situação estranha internamente. Ele vira claramente com os próprios olhos os dois de mãos dadas momentos atrás. Quando Lee Cha-young apareceu de surpresa tempos atrás, o filho fizera questão de demonstrar que não gostava dele e saíra do local; agora, ele permitia que segurassem sua mão e até sentava-se obedientemente ao lado dele, o que era no mínimo estranho.

Chang-shik também não aguentou esperar e apressou-os:

— Se têm algo a dizer, digam logo.

A aparente calma do casal durou pouco, e seus olhos se arregalaram novamente. Lee Cha-young levantou-se e, de repente, ajoelhou-se no chão. Seo Gyu-ha ficou igualmente surpreso.

— O que você está fazendo?

Em meio à atmosfera que se tornou agitada num instante, Lee Cha-young continuou com os punhos levemente cerrados:

— Vou ser direto. Há um filho entre nós dois.

Seo Gyu-ha, que olhava para algum ponto entre a nuca e o ombro do outro, acabou levantando a mão lentamente e cobrindo o rosto com a palma.

Ele fora convencido de que, se adiassem, ficariam preocupados e que ficaria tudo bem, por isso aceitara sentar-se ali, mas só agora percebeu que havia um jeito melhor. Devia ter deixado esse desgraçado se ferrar sozinho e fugido.

Gyu-ha raramente se importava com o que os outros pensavam, mas conseguia perceber que o clima ali estava uma completa merda. Devia fugir agora? Parecia ser a melhor ideia. Enquanto observava de soslaio a rota de fuga medindo o ângulo para escapar, a voz do pai quebrou o silêncio gélido.

— ……O que você disse?

O tom deixava transparecer que ele duvidava da própria audição. Jung Eun-hee estava igualmente horrorizada de susto. Ficou sentada sem perceber que estava de boca aberta e acabou deixando escapar:

— Então…… a criança que o Gyu-ha está carregando é……

— Sim. É meu filho.

— O-o quê?

A voz de Seo Chang-shik finalmente subiu de tom. Uma criança na barriga? Diante daquela notícia inédita, ele ficou tão abismado que mal conseguia falar.

Lee Cha-young moveu lentamente o olhar que estava baixo e encarou Seo Chang-shik. Desde o início, o método que ele escolhera foi o ataque direto. Não havia necessidade de dar desculpas, e ele nem deveria fazer isso.

Embora não tivesse sido intencional, era um fato imutável que ele ferira Seo Gyu-ha com suas palavras impensadas, e Lee Cha-young sabia muito bem que este momento era o primeiro passo para compensar aquele erro. Foi por esse motivo que ele se ajoelhou, algo que nunca fizera nem diante dos próprios pais.

— Por um acaso do destino, eu e o Gyu-ha ficamos próximos e, quanto mais nos encontrávamos, mais eu me sentia atraído por ele. ……No entanto, eu cometi um erro por não saber que o Gyu-ha era um Ômega e só soube da gravidez recentemente. Se eu soubesse, teria……

— Espera. Pare um pouco.

Seo Chang-shik, que pressionava as têmporas com as pontas dos dedos, interrompeu Lee Cha-young. Logo em seguida, dirigiu um olhar rígido à sua frente.

— Você não sabia que ele era um Ômega? Então quer dizer que você, Cha-young, se encontrava com o Gyu-ha acreditando que ele era um Beta? Mesmo fazendo coisas que poderiam resultar em um filho?

— ……Sim.

— Ha!

Um suspiro de indignação escapou dele. Em seguida, a flecha da fúria foi direcionada a Seo Gyu-ha.

— Você tem cérebro ou não? O garoto que vivia me irritando toda vez que eu falava algo por preocupação, o quê? Continuou se encontrando com o Cha-young? E ainda por cima engravidou?

— Acalme-se, querido. Deixe-me falar com eles primeiro.

A voz dele estava aumentando e, diante do grito repentino como um trovão, Jung Eun-hee apressou-se em mediar a situação. Dirigindo-se a Lee Cha-young, que continuava ajoelhado como um culpado, ela disse com o rosto tentando parecer calmo:

— Cha-young, sinto muito, mas poderia ir embora por hoje? Depois a tia liga para você. Gyu-ha, você, suba para o seu quarto.

Quando a esposa segurou seu braço para apoiá-lo, Seo Chang-shik levantou-se obedientemente, mesmo com a mão na nuca. Seo Gyu-ha, que levantava a cabeça naquele momento, viu a cena. Ele achou graça pensando que o pai era uma figura cômica, mas ao se dar conta da situação, sua expressão endureceu rapidamente.

Ele virou a cabeça de relance. Mesmo com os pais tendo saído, Lee Cha-young continuava ajoelhado. Seo Gyu-ha cutucou a bunda do cara com a ponta do pé.

— Levanta. Até quando vai ficar assim?

— Achei que eles pudessem voltar a qualquer momento.

— Não diga coisas assustadoras, seu merda. O que você vai fazer se o nosso “velho” perder a cabeça e aparecer com um taco de golfe?

— Então eu apanho.

— Porra. Você acha que ele bateria em você? Ele tentaria me dar uma surra.

— Eu preferiria que fosse assim.

— O quê?

Diante daquela resposta acompanhada de um olhar furioso, Lee Cha-young finalmente sacudiu os joelhos, levantou-se e sentou-se ao lado de Seo Gyu-ha.

— Assim eu poderia te levar direto para a minha casa agora mesmo. Claro, eu não deixaria o taco de golfe encostar em você.

Seo Gyu-ha percebeu o sentido daquelas palavras tardiamente e soltou uma risada absurda. Por outro lado, sentiu um arrepio estranho na espinha. Por algum motivo, o pensamento de “será que me meti em uma cilada?” passou rapidamente por sua mente.

Momentos depois, Seo Gyu-ha estava parado de costas para o portão, de frente para Lee Cha-young. Ele dissera para o outro sumir logo, mas Cha-young pediu para ser acompanhado até o portão, então saíram juntos.

— Sério que você não vem?

— Não vou.

Enquanto caminhavam lado a lado em direção ao portão, Lee Cha-young propôs que ele fosse para sua casa, mas Seo Gyu-ha recusou sumariamente. O pai até poderia ser relevado, mas ele tinha a percepção de que, se deixasse a mãe magoada, o futuro seria muito penoso. E, como a situação tomara um rumo inesperado em apenas meio dia, Gyu-ha também precisava de tempo para organizar os pensamentos com calma.

— Não se preocupe tanto. Tudo vai se resolver.

Seo Gyu-ha deu uma risada nasalada diante daquela garantia sem pé nem cabeça.

— Resolver o cacete. Para você é fácil ir embora assim, mas já pensou no quanto eu vou me sentir em brasas aqui dentro?

— Eles agiram assim pelo susto, não vai durar muito. Eu também vou dar o meu melhor.

— ……E o que exatamente você vai fazer?

Diante da pergunta feita com uma ponta de expectativa, Lee Cha-young respondeu com um sorriso largo:

— Vou implorar até que eles nos deem permissão.

Ao vê-lo xingar com o rosto, Lee Cha-young sorriu involuntariamente. Era tão bom apenas olhá-lo assim que ele não sabia como suportara aquele tempo em que estiveram separados, sem saber do seu paradeiro.

— Fecha os olhos um pouco. Tem algo na sua pálpebra.

— Em qual lado?

— Eu tiro para você.

Observando-o fechar os olhos obedientemente, Lee Cha-young envolveu a nuca de Seo Gyu-ha e encurtou a distância. O destino, obviamente, eram os lábios. Após um selinho rápido, ele se afastou e viu os olhos do outro arregalados de surpresa.

— Ei, mmm! —

Aproximando-se novamente, ele empurrou a língua por entre os lábios que se abriram para falar. Segurando e fixando a nuca de Gyu-ha para que ele não pudesse escapar, Lee Cha-young continuou o beijo em transe. A sensação das línguas se roçando e da saliva se misturando era divinamente extasiante. O contato quente que não sentia há tanto tempo trazia não apenas excitação, mas até mesmo um calafrio.

Empurrado pela força constante, o corpo de Seo Gyu-ha acabou encostando no portão. Até então, o beijo continuava. Ele tentou recobrar os sentidos e afastá-lo, mas era incapaz de separar aquele cara que avançava como se estivesse faminto por beijos.

— Mmm, haa…… —

Sempre que a língua dele lambia seu palato sensível, tocava a base da língua ou entrava profundamente para se enroscar na sua de forma obscena, um gemido incontrolável escapava. Ele havia esquecido por um momento, mas Lee Cha-young não era bom apenas em foder; ele também beijava divinamente bem.

Além disso, como fazia bastante tempo que não tinha esse tipo de contato sexual, era impossível suprimir a excitação, mesmo que não quisesse senti-la. Enquanto isso, o beijo úmido e intenso continuava. ……Ah, que se dane. Ele não conseguia mais pensar direito. Suas mãos, que vacilavam instáveis, subiram e envolveram o pescoço de Lee Cha-young.

— Chu, chup, haa…… —

Continuando com o beijo profundo, Lee Cha-young levantou a barra da roupa de Seo Gyu-ha e enfiou a mão. Enquanto acariciava a cintura que reagia sensivelmente, um pensamento repentino o fez mover a mão gradualmente para a frente.

No momento em que a palma de sua mão tocou a região do umbigo, ele sentiu uma emoção que nunca experimentara antes se espalhar a partir da ponta dos dedos. Pensar que ali dentro estava o filho dos dois fazia seu coração bater como se fosse explodir.

Seo Gyu-ha, percebendo a situação tardiamente, apressou-se em segurar a mão do rapaz. Esquivando-se dos lábios que insistiam em se aproximar, ele finalmente virou o rosto e soltou o ar que estava preso.

— Para com isso.

— Deixa eu tocar só mais um pouco. Hum?

— Ah…! —

Os lábios mudaram de curso e tocaram seu pescoço. Diante da sensação da carne macia sendo mordiscada e sugada, Seo Gyu-ha assustou-se e apressou-se em empurrar o rosto de Lee Cha-young.

— Eu já disse para parar. Estamos do lado de fora.

Foi uma sorte imensa que não passasse ninguém. Ou melhor, talvez até tivesse alguém, mas era um alívio ter conseguido parar antes de fazerem algo pior.

— Tem certeza de que não quer vir comigo? Parece que aí embaixo já acordou.

Ele disse isso dando um beijo em seu ouvido. Como Lee Cha-young dissera, a parte de baixo de Seo Gyu-ha já estava se manifestando discretamente. Embora estivesse surpreso com a verdade jogada na cara, logo lançou um olhar de deboche ao ver algo. A parte abaixo do cinto de Lee Cha-young também estava protuberante como uma colina.

— Se vai criticar os outros, trate de acalmar o seu primeiro.

— Não acho que ele vá se acalmar sozinho.

— Use um dardo tranquilizante, então. Vá embora logo.

Virando as costas, Seo Gyu-ha tocou a campainha sem hesitar. Lee Cha-young observava-o com um rosto sorridente. Se dependesse de sua vontade, ele faria um sexo no carro ali mesmo, mas como o tempo de abstinência fora longo, era óbvio que não conseguiria terminar em apenas uma vez. Se fizesse o que queria, certamente os pais de Seo Gyu-ha sairiam à procura do filho, e isso sem dúvida causaria uma situação difícil de remediar.

Reprimindo a vontade que transbordava como água em um copo cheio, Lee Cha-young virou levemente o rosto de Seo Gyu-ha e deixou mais um beijo suave.

— Eu te ligo. Não esquece de me desbloquear.

— Vou pensar no caso.

Seo Gyu-ha logo abriu o portão e entrou. Ao ver o portão ser fechado com firmeza, Lee Cha-young sorriu repetidamente. Sentia uma espécie de formigamento e uma sensação de ternura; parecia que ele estava realmente perdidamente apaixonado.

Ele finalmente caminhou até o carro e sentou-se no banco do motorista. Em vez de partir imediatamente, ficou pensativo com o braço apoiado na janela.

Durante os dias em que ficaram juntos, Lee Cha-young ouvira várias histórias do Secretário Choi. Desde o fato de a gravidez ser uma situação inevitável e de Gyu-ha ter dito que não sabia quem era o pai, até o fato de ele agir como se nada estivesse acontecendo, mas deixar transparecer medos e preocupações com o parto de vez em quando. À medida que descobria os fatos que ignorava, uma culpa indescritível o invadia, e ele queria dar a Seo Gyu-ha uma sensação real de alívio agora, por tudo o que ele tivera que suportar sozinho.

Por isso, o método que pensou foi contar o mais rápido possível aos pais que um filho fora concebido. Era uma expressão de sua vontade de assumir a responsabilidade e criar a criança juntos e, indo além, de formar uma família; ao mesmo tempo, era uma forma de segurar Seo Gyu-ha com mais firmeza.

A experiência de ficar com o coração na mão por causa da falta de contato fora suficiente por uma única vez. Antes que algo assim acontecesse novamente, ele queria deixar claro para as pessoas ao redor o seu relacionamento com ele.

Acima de tudo, não queria mais ficar longe de Seo Gyu-ha. Como ele carregava seu filho, era óbvio que queria estar ao seu lado para cumprir com seu dever e responsabilidade.

A reação que os pais de Seo Gyu-ha teriam era fácil de prever. Sem falar na mãe, a julgar pela conversa que tivera com o pai após a caminhada tempos atrás, o “tio” também parecia se preocupar e ter um carinho imenso pelo filho mais novo, mesmo que fingisse o contrário. Saber que esse filho engravidara de repente antes mesmo de casar e que, ainda por cima, o parceiro era o amigo em quem confiavam, era de se esperar que ficassem em choque.

Embora não tivesse dito a Seo Gyu-ha, ele pensou que não teria jeito mesmo se levasse um tapa na cara ou se um taco de golfe realmente voasse em sua direção. No entanto, a reação dos dois foi muito mais branda do que o esperado e ele teve a certeza de que, embora o choque inicial fosse grande, eles acabariam dando a permissão.

Momentos depois, Lee Cha-young pegou o celular e ligou para algum lugar. Após alguns toques, a outra pessoa atendeu.

— Alô?

— Sou eu, mãe.

Embora a situação fosse otimista, era necessário estar preparado para eventuais imprevistos. Caso os pais de Seo Gyu-ha se opusessem por qualquer motivo, ele pretendia usar a “carta dos pais” de seu lado como contra-ataque. Afinal, dizem que não há pais que vençam os filhos.

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…

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