Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 10 Online

↫─☫ Capítulo 10
Fazia tempo que não recebia notícias de Kim Mo-ran. No início, eu respondia às mensagens dela com total descaso, mas, quando me dei conta, já tínhamos um compromisso marcado.
O local do encontro era o restaurante do hotel onde já nos havíamos encontrado antes. Antes de descer para o primeiro subsolo, onde ficava o restaurante, Seo Gyu-ha baixou a cabeça, olhou para o próprio corpo e deu um jeito na roupa. Por fora, ainda não dava para notar nenhum sinal da gravidez, mas, como a pessoa que ele estava prestes a encontrar não era alguém comum, acabou ficando na defensiva sem querer.
Seguindo a orientação do funcionário, ele caminhou até onde Kim Mo-ran já o esperava. Assim que ele se sentou, como era de se esperar, veio a primeira provocação.
— Você sempre me faz esperar, hein?
— Foi você quem chegou cedo. Você sempre costumava chegar em cima da hora.
Desta vez, prevendo que seria como de costume, ele havia chegado com generosos cinco minutos de antecedência, mas receber apenas uma bronca em troca o deixou um pouco indignado. No entanto, o sentimento durou pouco e logo Seo Gyu-ha se levantou. Os diversos pratos dispostos em cada seção chamavam sua atenção.
— Vou buscar comida.
O começo foi com comida coreana. Seo Gyu-ha, que trouxe um prato transbordando de carne, começou a devorar tudo no instante em que se sentou. Em um piscar de olhos, o prato estava vazio. Após empurrar até a última garfada com vontade para dentro da boca, ele limpou os lábios com o guardanapo e levantou-se novamente.
Desta vez, ele ampliou seu raio de ação e conquistou até a seção de comida chinesa. Quando retornou com o prato inevitavelmente cheio até a borda, Kim Mo-ran também estava se sentando à mesa.
Assim que viu o prato sendo colocado à sua frente com um ruído metálico, Kim Mo-ran arregalou os olhos.
— Você passou fome por quantos dias?
— Não. Eu tomei café da manhã.
Passar fome era algo inimaginável. A sensação de vazio no estômago surgia a qualquer momento, assim como antes, e ele estava preenchendo a barriga com o mesmo empenho.
— Mas por que o prato está desse jeito?
— Porque estou com fome.
Ele sentia o olhar sobre si, mas Seo Gyu-ha não levantou a cabeça. Mais uma vez, limpou o prato em alta velocidade. Ao esticar o braço para pegar o suco porque estava engasgado, ele parou por um instante ao ver a cena diante de seus olhos.
Logo, uma risada incrédula escapou de seus lábios. Kim Mo-ran, que há pouco o criticava pelo prato alheio, agora estava totalmente compenetrado, segurando e roendo costeletas de cordeiro com as duas mãos.
— Não é você que parece estar há dias sem comer?
— Eu ganho dinheiro para comer e viver, por que passaria fome?
— E ainda veio falar um monte de merda para mim…
— Não me lembro. Se for buscar mais comida, traz mais uma costeleta de cordeiro para mim. O gosto é idêntico ao que comi na China.
Ele se lembrava de Mo-ran ter ficado furioso, dizendo que os restaurantes próximos fechavam assim que o sol se punha e que a comida era péssima, mas pelo visto era tudo mentira. Seo Gyu-ha levantou-se docilmente. Trouxe a costeleta como solicitado e também encheu seu próprio prato até transbordar.
A refeição continuou assim por mais de uma hora. Kim Mo-ran, que finalizou até o último pedaço de bife, limpou o canto da boca com uma elegância inigualável e pediu um café.
Seo Gyu-ha escolheu sorvete em vez de café. Enquanto se sentava com uma generosa porção de sorvete de chocolate, Kim Mo-ran tomou um gole de café e, do nada, abriu a boca.
— Ei.
— O quê?
— Por que você recusou?
— O quê?
Ao levantar a cabeça, seus olhos encontraram os de Kim Mo-ran, que o encarava com um rosto sério e sem sombra de riso.
— Estou perguntando por que você deu o fora. No encontro às cegas.
Ela acrescentou mais uma frase, mas Gyu-ha continuava sem entender. Enquanto ele encarava com uma expressão de “do que diabos você está falando?”, Kim Mo-ran jogou o cabelo comprido para trás como uma atriz de drama e resmungou:
— Por que você é tão lerdo para entender as coisas? Sua mãe sugeriu um encontro, não foi? Por que você recusou?
Só então Seo Gyu-ha entendeu o que ela dizia e fez uma cara de espanto.
— Como você sabe disso?
— Porque a pretendente era eu. Para ser mais exato, pedi a um conhecido para dar a ideia para sua mãe.
…Kim Mo-ran deu a ideia para a mãe dele?
A mente de Seo Gyu-ha começou a girar rapidamente. Quando sua mãe tocou no assunto do encontro, ele realmente ouviu que ela tinha encontrado com muito esforço uma Alfa lúpus feminina. Kim Mo-ran também era um Alfa, então as condições batiam… Isso significava que Kim Mo-ran também sabia que ele…
— Pelo visto, você entendeu.
— …!
Com a voz súbita, Seo Gyu-ha deu um sobressalto e levantou a cabeça.
O olhar de Kim Mo-ran continuava fixo nele. Pousando a xícara de café que segurava, ele continuou a falar com uma expressão ainda mais solene.
— Eu já sabia.
— …
— …Que você é um Ômega.
Desta vez, Seo Gyu-ha congelou completamente. Ao ver aquela cena, Kim Mo-ran soltou uma risadinha debochada.
— Você está com uma cara horrível agora.
Se fosse em tempos normais, ele teria rebatido imediatamente, mas no momento nem conseguia pensar nisso. Em sua mente, apenas a palavra “como?” flutuava incessantemente.
Como se soubesse o que ele estava pensando apenas pela expressão, Kim Mo-ran prosseguiu:
— Lembra que eu achei sua carteira no shopping um tempo atrás? Eu descobri quando vi seu documento de identidade.
Na época, Kim Mo-ran também ficou bastante surpresa. Quando soube que o dono da carteira era Seo Gyu-ha, ele deu um sorriso irônico pela coincidência incrível, mas no momento em que viu o número de identificação abaixo do nome, sua expressão mudou lentamente. No lugar onde deveria estar a letra “A”, de Alfa, estava gravada a letra “O”.
“…Seo Gyu-ha é um Ômega?”
Era inacreditável. Por via das dúvidas, ela checou o documento novamente, mas a foto e o nome eram, sem dúvida, do Seo Gyu-ha que ele conhecia.
Graças a isso, Kim Mo-ran mergulhou em uma reflexão profunda sobre um assunto que raramente não era relacionado ao trabalho. Alguns dias depois, no dia em que encontrou Seo Gyu-ha para devolver a carteira, ela pensou em perguntar diretamente, mas mudou de ideia no último segundo. Se Seo Gyu-ha fosse realmente um Ômega, ela pensou que poderia escapar da pressão da família, que já começava a mencionar casamentos arranjados.
Embora talvez ela mesmo não soubesse, Kim Mo-ran gostava bastante de Seo Gyu-ha como amigo. Pensando bem, foi assim desde o início. No seu nono aniversário, Lee Cha-young, que naquela época já era seu rival do século, compareceu à festa dizendo que “trouxe um amigo junto”, e esse amigo era Seo Gyu-ha.
O primeiro pensamento que teve ao vê-lo foi: “que moleque engraçado”. No momento em que seus olhos se cruzaram, o garoto ficou de boca aberta, então Mo-ran pensou “esse daí também está assim porque eu sou um Alfa” e cerrou os punhos… Mas, para sua surpresa, não era por esse motivo.
Pelo visto, mesmo naquela idade, Seo Gyu-ha já era um completo admirador de rostos bonitos e era extremamente vulnerável a pessoas que considerava belas. Ela logo percebeu que, embora vivesse resmungando quando estava com Lee Cha-young, Gyu-ha ficava lançando olhares furtivos para o rosto dele sempre que tinha chance.
Desde então, Seo Gyu-ha passou a ocupar o lugar de “pirralho engraçado” em seu interior e, em algum momento, foi promovido naturalmente a “amigo confortável e íntimo”. E agora, como adultos, ela poderia dizer a qualquer um que Gyu-ha era “um homem bem decente, mais do que se imagina”.
Se era amor… Bem, como o tempo em que foram apenas amigos era muito longo, era difícil de imaginar. No entanto, uma coisa era certa. Em vez de viver com um Ômega desconhecido e qualquer que os mais velhos da família estivessem empurrando, era mil, dez mil vezes melhor formar um laço matrimonial com Seo Gyu-ha.
— …
O olhar de Seo Gyu-ha, que estivera fixo no chão o tempo todo, voltou-se para ela. Depois de ficar sentado como um idiota atordoado, parecia que ele finalmente tinha recobrado os sentidos.
— …Kim Mo-ran.
— O que foi, Seo Gyu-ha?
— Posso te dar um soco bem forte na nuca?
Com a fala repentina, Kim Mo-ran franziu o cenho, mas logo entendeu e soltou um riso nasalado.
— Esquece. Eu não vou esquecer que você é um Ômega nem que eu morra e nasça de novo. Quer que eu escreva isso no seu crânio?
— Ah…
Com um longo suspiro, os ombros de Seo Gyu-ha caíram.
Embora tivesse falado em tom de brincadeira, a expressão de Kim Mo-ran também não era das melhores. Ao vê-lo mais perturbado do que esperava, sentiu um peso na consciência do tamanho de uma pena — algo que ele achava que já tinha se extinguido há muito tempo. No entanto, ele também não tinha tocado no assunto com leviandade.
Depois de molhar a garganta com o café já frio, Kim Mo-ran voltou a falar. Era uma voz que tentava esconder a ansiedade e fingir uma proposta racional.
— Você não pensa em mudar de ideia agora?
— O quê?
— Você já sabe que a pretendente sou eu. Meus pais e os seus certamente aprovariam alguém como eu.
Embora fosse arrogante, ela tinha razão. Pensando que a pretendente era Kim Mo-ran, ele entendia por que sua mãe tinha ficado tão animada e feito tanto alvoroço.
— …Eles aprovariam, sim. Mas não dá.
— Por quê?
Como por quê? Porque tem um bebê na minha barriga.
Era um fato que ele não revelaria nem se cortassem sua língua. Ele ia tentar recusar de forma indireta, dizendo que não tinha interesse em mulheres, mas Kim Mo-ran foi mais rápido.
— Não me importo se for um casamento de fachada. Um casamento sem sexo também serve.
Com as bolas curvas lançadas em sequência, Seo Gyu-ha sentiu sua mente ficar confusa.
— Ei, isso é coisa que se diga aqui?
— E por que não? Desejo sexual e fome estão a um passo de distância.
Seo Gyu-ha abriu e fechou a boca, desistindo de falar.
Originalmente, ele já quase não tinha imunidade contra mulheres, mas Kim Mo-ran era o topo do topo entre elas. Em um restaurante de hotel de luxo, onde todos desfrutavam de suas refeições com elegância, ele não teria como vencer alguém que falava sobre “sem sexo” e coisas do tipo sem sequer mudar de expressão.
— Enfim, sério que não vai considerar? É a última vez que pergunto.
Um olhar raramente sério se voltou para ele. Diante disso, Seo Gyu-ha respondeu com um rosto sem brincadeiras.
— Desculpe.
— Então você realmente não quer?
— É.
— Mesmo se mais tarde você vier chorando e implorando, não vai adiantar. Ainda assim?
— É.
— Mesmo se, em caso de divórcio, você puder herdar uma fortuna enorme de graça?
— É.
Não havia mais argumentos para persuadi-lo. Kim Mo-ran guardou silêncio por um momento e então abriu a boca novamente.
— Ei.
— O que foi?
— Posso te dar um soco? Bem forte.
A essa altura, sua expressão já mostrava uma ponta de brincadeira. Seo Gyu-ha também soltou uma risadinha e respondeu:
— É claro que não. Eu não vou esquecer que você tentou me dar um golpe nem que eu morra e nasça de novo. Quer que eu grave isso nas dobras do seu cérebro?
— Quer morrer?
No fim, como sempre, saíram trocando farpas. Quando chegaram ao saguão do primeiro andar, Kim Mo-ran olhou para trás e disse:
— Vou ao banheiro rapidinho.
— Vai lá.
Seo Gyu-ha respondeu prontamente. Sua mão direita subiu involuntariamente para o abdômen. A sensação de saciedade, que ele havia esquecido por um momento devido à conversa séria e inesperada, agora vinha com tudo.
“Será que tem onde sentar?”
Olhando ao redor, viu alguns sofás colocados em frente ao balcão da recepção. Seo Gyu-ha caminhou até lá sem hesitar e ocupou um lugar vago.
Ao pegar o celular, viu que já havia se passado mais de uma hora. Com as duas mãos apoiadas nas coxas, ele olhava para frente sem pensar em nada, até que ouviu a voz de Kim Mo-ran pouco depois.
— Por que está aqui? Tomei um susto achando que você tinha ido embora primeiro.
— Minhas pernas estão doendo.
Logo ele se levantou do sofá. Quando ia sair pela porta próxima, Kim Mo-ran de repente soltou um “Ah!” e segurou o braço de Seo Gyu-ha.
— Aquele ali não é o Lee Cha-gae?
Ao ouvir o nome inesperado, Seo Gyu-ha parou. Virando a cabeça lentamente, viu o rosto de Kim Mo-ran olhando para o lado oposto. Seo Gyu-ha hesitou por um momento, mas acabou olhando para o mesmo lugar.
— …
Lá, ele realmente viu um rosto familiar. Diante de uma escultura que era o símbolo do hotel, ele avistou um homem que ostentava uma estatura imponente, mesmo de longe.
Lee Cha-young não estava sozinho. Para onde o olhar dele se dirigia, havia uma mulher em pé, retribuindo o olhar com um sorriso tímido. A identidade da mulher foi revelada pela boca de Kim Mo-ran.
— O que é isso? Ouvi dizer que o encontro às cegas tinha fracassado, mas parece que os dois continuam se encontrando.
Lembranças de outrora surgiram arbitrariamente. Agora que ele parava para pensar, a pessoa que lhe contou que Lee Cha-young teria um encontro foi justamente Kim Mo-ran.
Ele engoliu em seco, e seu pomo de adão se moveu visivelmente. Sem tirar os olhos dos dois, Seo Gyu-ha moveu os lábios lentamente.
— Aquela pessoa era a pretendente do Lee Cha-young?
— Isso mesmo. Vendo de longe, eles até que combinam. Embora a Na-yeon seja mil, dez mil vezes areia demais para o caminhão dele.
Para Seo Gyu-ha, os dois também pareciam combinar bastante. O que veio em seguida foi uma dor estranha. Parecia um calafrio no fundo do peito, ou talvez uma dor latente.
Sua mão, movendo-se por conta própria, pressionou a região do coração. Kim Mo-ran, que resmungava sozinho, jogou o cabelo para trás e voltou o olhar para Seo Gyu-ha.
— Vamos lá atrapalhar… Ei. O que deu em você?
Kim Mo-ran arregalou os olhos imediatamente e examinou a aparência de Seo Gyu-ha. Seu rosto estava tão pálido que parecia que alguém tinha jogado farinha nele.
— Você está se sentindo mal?
— …Estou bem. Vamos sair daqui.
Seo Gyu-ha segurou o pulso de Kim Mo-ran e caminhou a passos largos em direção à porta de saída do lado oposto.
Mesmo depois de saírem, o sermão preocupado continuou. Ele disse que devia ser porque comeu demais, e Kim Mo-ran lançou-lhe um olhar feio dizendo que “já sabia que isso ia acontecer desde que o viu comendo como um possuído”, até que ele finalmente conseguiu mandá-la embora primeiro.
Depois de se despedir de Kim Mo-ran, Seo Gyu-ha caminhou até onde tinha estacionado o carro. Em vez de partir imediatamente, ele encarou a frente com uma expressão tensa. Logo, começou a morder os lábios sem perceber.
A cena que acabara de ver se repetia involuntariamente em sua mente. O homem parado em frente à escultura era, sem dúvida, Lee Cha-young. Mesmo que Kim Mo-ran não tivesse dito, e mesmo que a distância fosse considerável, não havia como ele não reconhecer o rosto de Lee Cha-young.
Ele também pensou na mulher que estava com ele. Na verdade, o rosto dela era vago, mas, mesmo de longe, ela tinha uma silhueta delicada e uma aparência que transbordava riqueza. Como ela estava em um encontro com Lee Cha-young, era de se esperar.
— …Ele está se dando bem, hein.
Seu humor piorou drasticamente com o comentário sarcástico que murmurou para si mesmo.
“Enquanto eu não posso beber, fumar, nem transar, vivendo como um castrado, ele fica por aí encontrando mulher em hotel?”
Ele mordeu o lábio com tanta força que o cortou, e o gosto de sangue se espalhou. Depois de limpá-lo rudemente com as costas da mão, Seo Gyu-ha finalmente deu a partida e saiu do estacionamento.
Logo o carro parou em um sinal. Aproveitando a brecha, ele ligou o rádio e aumentou o volume ao máximo.
Ele tentou se concentrar na voz do locutor, mas não durou muito. Embora seus olhos estivessem no sinal à frente, sua mente logo se encheu de outros pensamentos.
A imagem dos dois conversando e sorrindo um para o outro, vestidos impecavelmente, não saía de sua cabeça.
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Ao sair do carro, Lee Cha-young entregou a chave ao manobrista e entrou apressadamente pela porta do hotel. Ele havia saído com folga, mas o trânsito estava mais pesado do que o esperado, o que o fez atrasar cerca de cinco minutos.
— Por aqui, por favor.
O funcionário, após confirmar o nome da reserva, indicou o caminho. Quando a porta da sala VIP se abriu, ele viu que todos os membros de sua família, exceto ele, já estavam sentados. Choi Tae-seon, ao ver o rosto do filho, falou primeiro.
— Cha-young, você chegou?
— Desculpe o atraso. O trânsito estava muito pior do que eu imaginava.
Sentando-se no lugar vago em frente ao pai, Lee Cha-young estendeu a mão imediatamente para o copo de água. Assim que molhou a garganta com a água gelada, seguiu-se a voz preocupada de sua mãe.
— Seu rosto parece ter diminuído pela metade desde a última vez que te vi. O trabalho está sendo muito difícil?
— Não. Eu senti que estava ganhando um pouco de peso, então estou controlando a dieta.
Lee Cha-young respondeu com um sorriso relaxado. Na verdade, longe de ganhar peso, ele havia perdido mais de 4 kg nas últimas duas semanas. Como sua mãe tinha um olhar aguçado e certamente notaria, ele já havia pensado na resposta com antecedência.
— Controlar a dieta é bom, mas coma bem para não prejudicar sua saúde. A saúde é a prioridade acima de qualquer outra coisa.
— Sim.
Em seguida, a porta se abriu e um funcionário entrou empurrando um carrinho. Começando pelo lugar onde Lee Tae-han estava sentado, os pratos com a primeira entrada foram colocados nos lugares de cada um.
— …!
Ao mesmo tempo, Lee Cha-young prendeu a respiração com uma expressão rígida. Sua cabeça virou involuntariamente para o lado. Lee Ye-young, que estava feliz dizendo que “parecia delicioso”, viu aquela cena por acaso e perguntou com uma expressão confusa:
— O que foi, Oppa?
— …Nada.
Diferente do que disse, sua expressão ficou ainda mais endurecida. No momento em que soltou o ar que prendia e respirou, o aroma azedo do molho vindo do prato atingiu seu nariz em cheio.
— Vamos comer.
Sob a liderança de Lee Tae-han, a refeição começou oficialmente. Choi Tae-seon, após provar uma garfada elegante da entrada, assentiu com uma expressão satisfeita. Lee Ye-young, que tinha um paladar exigente, também movia o garfo diligentemente, dizendo que estava delicioso. Apenas uma pessoa, Lee Cha-young, nem sequer olhou para a entrada e encheu a barriga com o pão que acompanhava.
— O que está fazendo, filho?
Ao ouvir a voz repentina, ele levantou a cabeça e viu sua mãe olhando para ele.
— A comida não está do seu agrado?
— …Como tenho comido apenas alimentos com pouco sal, o sabor pareceu um pouco forte para mim.
— É mesmo? Para mim parece bom… Se não estiver do seu agrado, não se force a comer.
No fim, Lee Cha-young devolveu o prato sem sequer tocar no salpicão de lagosta. Depois disso, crises de causa desconhecida continuaram a ocorrer. O bife coberto com molho tinha um cheiro forte característico de carne, e o combinado de frutos do mar o deixava enjoado só de olhar.
No entanto, como ele não podia ficar apenas sentado olhando em uma ocasião em que toda a família estava reunida, ele forçava a comida para dentro da boca contra a vontade e engolia rapidamente enquanto prendia a respiração.
“Devia ter dito que estava com indigestão.”
Repetindo o arrependimento, ele continuou a refeição que não passava de uma tortura. Lee Tae-han tomou um gole de vinho e olhou para o filho à sua frente. Ao ver o prato quase intocado, ele franziu levemente a testa.
— Parece que a comida está realmente ruim.
— Não, estou comendo bem.
Contrário ao que disse, Lee Cha-young não pegou mais nos talheres. Ele estava apenas esperando que a refeição dos outros membros da família terminasse o mais rápido possível, quando ouviu a voz de seu pai.
— Em breve haverá uma nomeação de executivos.
— Sim.
Em qualquer subsidiária, as mudanças de cargos começavam pelos presidentes e, em seguida, os ajustes nos cargos de executivos e funcionários eram implementados em sequência, e o setor de eletrônicos não era exceção. Lee Ye-young, ao ver o pai segurar o copo vazio, apressou-se em pegar a garrafa de vinho com as duas mãos. Após molhar a garganta mais uma vez, Lee Tae-han continuou:
— Nesta rodada de transferências, você irá para a DS como Diretor Executivo Geral, então esteja ciente.
Embora o tom fosse suave, as palavras continham uma notificação clara. Todos voltaram seus rostos surpresos para Lee Tae-han. Mesmo Lee Cha-young, que não perdia a compostura por quase nada, não pôde deixar de mostrar surpresa desta vez.
— Para a DS e não para a CE?
Lee Tae-han respondeu ao filho sozinho, em um tom casual.
— O Vice-Presidente Jung renunciou por motivos pessoais. E haverá uma promoção em larga escala pela primeira vez em alguns anos; vendo o que você está fazendo agora, pensei que seria bom você se estabelecer logo. De qualquer forma, é um caminho pelo qual você terá que passar uma vez.
Lee Cha-young também sabia muito bem disso. Como era uma área que gerava um faturamento equivalente a 3/4 do desempenho total da empresa, independentemente do processo, o curso definido era passar necessariamente por um cargo executivo no setor DS antes de subir ao cargo de CEO Geral.
Embora fosse um pouco repentino, se pensasse que o prazo apenas fora antecipado como seu pai disse, não era algo inaceitável. O problema foi o que ele disse em seguida.
— Ouvi dizer que um fórum de semicondutores será realizado em Shenzhen a partir de amanhã. Embora seja um evento óbvio, é adequado para marcar presença, então vá junto. Já mencionei isso na reunião de executivos, então o Diretor Jin cuidará de tudo.
— Amanhã?
— É repentino, eu sei. Mas pense que surgiu uma boa oportunidade no momento certo e, desta vez, faça o que eu digo. Dizem que é um itinerário de três dias, então você poderá ir sem muita pressão.
— …Entendido.
Como a resposta já estava decidida desde o início, ele não teve escolha a não ser obedecer ao pai, mesmo com uma expressão tensa.
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↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…