Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 32 Online


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❀ 7 Minutes Of Heaven 11

Gloria Mendez era a orientadora educacional da Wincrest High School. Jeong-in também já havia se consultado com ela várias vezes. Ela dissera a Jeong-in que o SAT era vantajoso para pessoas fortes em matemática ou computação como ele. Em contraste, ciência, pensamento analítico e resolução rápida de problemas eram habilidades mais exigidas pelo ACT.
Perguntando-se o que deveriam fazer para se divertir naquele quarto apertado, Jeong-in perguntou cautelosamente. Sua voz era um murmúrio por falta de confiança.
— Você quer… fazer juntos?
Chase virou-se tão rápido que pareceu que haveria um som de vento.
— O quê? Fazer o quê?
— Eu tenho outra cópia do livro de simulados. Meu professor me deu.
— Ah…
Chase soltou uma risada oca enquanto tocava a testa com incredulidade. Então, ele deslizou aquela mão pelo rosto.
— Estudar… Certo, vamos fazer isso. Estudar.
Chase sentou-se de lado na cama, com as costas contra a parede, e Jeong-in lhe entregou um livro de exercícios da estante junto com um lápis.
Quando Jeong-in estava prestes a ir para sua escrivaninha, Chase o parou.
— Por que você está indo para lá? Vai sentar na mesa?
— Sim.
— Não é assim que funciona. Venha aqui. Você disse que faríamos juntos.
Chase deu tapinhas no lugar ao seu lado.
Jeong-in hesitou por um momento antes de se sentar ao lado de Chase. Como estavam sentados lado a lado, seus braços e pernas se tocavam naturalmente. Jeong-in estava consciente do calor de outra pessoa contra sua pele, mas tentou focar no livro de exercícios para ignorar isso.
— Jay, até onde você chegou?
— Número 7.
— Espere, eu nem terminei a número 5. Isso é uma baita diferença de progresso, não?
Jeong-in fez uma pausa e olhou para o livro de Chase.
— Você não precisa resolver essa completamente.
— Sério?
— Você só precisa saber a margem de erro aqui.
— Entendi.
— Mas seu processo de solução está correto. Bem feito.
Chase achou o elogio de Jeong-in um tanto incomum, mas estranhamente agradável.
No pequeno quarto de Jeong-in, apenas o som de lápis riscando o papel e páginas virando podia ser ouvido. A atmosfera era pacífica e calorosa.
Chase observou Jeong-in virar outra página e suspirou.
— Nós estamos realmente apenas estudando…
— Hein?
— Nada.
Ele achou sua situação bastante absurda, estudando a contragosto quando aquela não era sua intenção. Mas sentar-se calmamente com Jeong-in assim também não era tão ruim.
Não havia um ditado? Que quem está com você é mais importante do que onde você está.
Não eram necessários álcool, música alta ou festas. Pela primeira vez, Chase percebeu que pode ser feliz com uma boa pessoa sem fazer nada de especial.
No entanto, cerca de 30 minutos depois, Chase acabou escorregando e se esparramando na cama.
Ele rolou para o lado para abraçar uma das pernas de Jeong-in e olhou para ele com olhos piedosos.
— Não consigo mais fazer isso.
— Já?
— Estou entediado. E com fome…
Chase queria convencer Jeong-in a fugir pela janela com ele e ir àquela lanchonete que visitaram antes. Mas, como sempre, Jeong-in desafiou suas expectativas.
— Espere. Vou trazer algo para comer.
— Uh, o quê? Em vez disso, vamos—
— Está tudo bem. Volto logo.
Antes que Chase pudesse sequer começar a convencê-lo, Jeong-in já havia saído da cama e estava deixando o quarto.
Jeong-in foi direto para a cozinha no andar de baixo. Ele pegou uma tigela grande de mistura e começou a enchê-la com lanches. Suas mãos moviam-se ativamente, abrindo e fechando gavetas, armários e a geladeira.
Alguns Choco Pies do mercado coreano, salgadinhos de camarão, batatas chips e uma lata de cola da geladeira. A pilha de lanches reunida era bem pesada.
Ele abriu a geladeira novamente para ver se havia algo mais para trazer e, ao fechá-la, Suzy, que não estava lá antes, apareceu na frente dele.
— O que é tudo isso, vai fazer um piquenique?
Mãe!
Assustado, o corpo inteiro de Jeong-in estremeceu.
— Sim, eu sou sua mãe.
Suzy, com uma máscara facial aplicada, olhou para Jeong-in com sua habitual expressão despreocupada.
— Por que você está juntando tantos lanches?
— E-eu de repente fiquei com fome…
— Bem, você precisa mesmo alimentar o cérebro.
Suzy assentiu e abriu a geladeira. Ela pegou uma embalagem de leite de soja e a colocou na tigela de Jeong-in.
— Beba leite de soja em vez de cola.
Suzy desapareceu, dando batidinhas na máscara facial em suas bochechas, e Jeong-in carregou a tigela cheia de lanches para o seu quarto no segundo andar.
Chase devorou os lanches rapidamente. Ele entornou uma caixa de leite de soja de uma vez só e demoliu três Choco Pies em um instante. Jeong-in quase conseguia sentir o gosto do doce ele mesmo, estalando os lábios inconscientemente.
Graças à comida, as reclamações de fome desapareceram, mas a paz não durou muito.
Desta vez, incapaz de aguentar sequer 10 minutos, Chase jogou-se de costas na cama novamente.
— Eu não consigo fazer isso…
— O que foi agora?
— Eu preciso segurar algo nos meus braços para melhorar minha concentração.
A intenção de Chase era óbvia. Seu tom e atitude transbordavam brincadeira. Jeong-in suspirou levemente, como se achasse aquilo ridículo, e desencostou as costas da parede.
Naquele momento, Chase sentiu seu coração acelerar de antecipação. Jeong-in endireitou o corpo e esticou o braço em sua direção. No momento em que ele ia abrir os braços para envolvê-lo, pensando que ele iria abraçá-lo, um animal de pelúcia macio foi colocado em seus braços. Era Snowball.
O rosto de Chase caiu em decepção. Jeong-in olhou para ele e apertou os lábios como se engolisse um riso.
— Pronto. Satisfeito? Agora pare de resmungar, Prescott.
— Chase.
Lá ia ele de novo com a coisa do nome. Chase era persistente e parecia relutante em desistir de ser chamado de “Chase”. Jeong-in corrigiu-se com uma expressão cansada.
— Tudo bem. Pare de resmungar, Chase.
Satisfeito, Chase finalmente sorriu. Ele inclinou-se vagarosamente para olhar para Jeong-in e disse:
— Sobre o seu nome coreano. Como você disse que se pronuncia mesmo?
— Jeong, in.
— Jeong-in.
Ouvindo seu nome coreano naquela voz grave, Jeong-in sentiu uma emoção estranha. Apesar de ser o nome mais familiar para ele, o som saindo da boca de Chase parecia completamente desconhecido.
— Jeong-in.
— …Isso mesmo. Você é bom nisso.
— Jeong-in.
— Eu disse que está certo, então pare de me chamar assim.
— Sua mãe te chama de um jeito um pouco diferente, no entanto.
Embora sua mãe falasse majoritariamente inglês em casa, ao chamá-lo, ela usava o coreano “Jeong-in-ah”.
— Em coreano, ao chamar o nome de alguém, às vezes adicionamos “ah” no final. Jeong-in-ah. Assim.
— Jeong-in-ah.
Chase pronunciou com uma voz suave.
Aquele som baixo tocou algo profundo no coração de Jeong-in. Parecia que algo estava fazendo cócegas em um lugar inalcançável no fundo do seu peito. Jeong-in tentou manter uma expressão neutra e baixou levemente a cabeça. Mas as pontas de suas orelhas ficaram levemente vermelhas.
Chase perguntou novamente:
— Então, como se diz “eu te amo” em coreano?
— …
Jeong-in encarou Chase com o rosto inexpressivo. Chase explicou rapidamente, como se pudesse ouvi-lo dizendo para não brincar com coisa séria.
— Só estou curioso sobre um novo idioma. Eu tenho uma abundância de curiosidade intelectual, sabe?
Diante do comentário desavergonhado, Jeong-in suspirou brevemente como se estivesse desistindo. Então, ele disse:

Será que ele sentiu algo por aquelas palavras que nunca ouvira antes em sua vida? Ou foi por causa do peso estranho que elas carregavam? A brincadeira desapareceu instantaneamente do rosto de Chase. Ele repetiu as palavras desajeitadamente.

E ele as repetiu mais algumas vezes, como se as rolasse na boca.
— Isso é interessante. Soa um pouco como um sussurro…
Embora não evocasse nenhum sentimento especial para Jeong-in, já que era sua língua nativa, parecia diferente para Chase.
— É triste também… e fofo…
Começando com o som de “S”, seguido pelo “R” vibrante e o som que ressoa na garganta, terminando com o som aspirado do “H”.
Talvez fosse por causa da pronúncia que fluía suavemente. Chase sentiu simultaneamente várias emoções difíceis de descrever. Mesmo depois que o som desapareceu no ar, seu eco permaneceu por um longo tempo.
Observando Jeong-in em silêncio, Chase abriu a boca como se tentasse confirmar plenamente o sentimento que recebera.

Jeong-in olhou para Chase com o rosto como se sua alma tivesse deixado seu corpo.
— Eu disse corretamente?
Chase perguntou, mas Jeong-in não respondeu. Pela sua expressão excessivamente séria, Chase sentiu que algo estava errado.
Embora nunca tivesse dito a ninguém que os amava antes, ele sabia que não era uma frase para ser proferida levianamente. Ele poderia parecer frívolo e indeciso, e o ouvinte poderia se sentir sobrecarregado e fugir.
Ciente disso, Chase acrescentou rapidamente:
— Eu estava apenas tentando aplicar o que aprendi.
Ele deu de ombros com indiferença, como se não houvesse uma grande intenção por trás disso.
Mas Jeong-in ainda tinha uma expressão atordoada.
A confissão entregue na voz distintamente baixa e suave de Chase, na língua que mais ressoava com ele, era doce demais para Jeong-in. Era como ficar preso em um pântano cheio de chocolate sem saída.
Alheio aos pensamentos internos de Jeong-in, Chase continuou:
— Eu quero te chamar por um apelido que só você e eu conheçamos. Não existe algo como “querido” ou “docinho” em coreano?
— …
Jeong-in permaneceu em silêncio por um momento, imaginando. Imaginando-o chamando-o de . Se Chase o chamasse assim, seu coração não sobreviveria. No final, ele deliberadamente lhe deu uma informação incorreta.

— Hyung…nim. É assim?
Chase repetiu desajeitadamente, e Jeong-in assentiu enquanto tentava suprimir o riso.
— …Sim.
— Hyung-nim!
Mas, na verdade, vivenciar isso, ser chamado de pelo quarterback de porte grande, não foi tão ruim quanto ele pensou. Ele considerou ensiná-lo “Você já comeu?” para combinar, mas decidiu contra, achando que seria complicado demais.
Ainda sem disposição para estudar, Chase levantou-se e começou a olhar a estante de Jeong-in.
A estante estava repleta de livros didáticos e de referência, além de livros especializados em biologia e farmácia. Apenas passando os olhos pelos títulos, era possível adivinhar que tipo de pessoa Jeong-in era.
— O que você está olhando com tanta atenção?
Quando Jeong-in perguntou, Chase virou a cabeça levemente e sorriu de forma brincalhona.
— Por quê? Você tem alguns livros picantes que não quer que eu veja?
— …Olhe o quanto quiser.
Chase deu uma risadinha diante da resposta exasperada de Jeong-in e então voltou sua atenção para a escrivaninha.
No quadro de avisos à frente da mesa, um cartão-postal com uma foto do campus de Harvard estava preso com um percevejo magnético. Uma caneca com o logo de Harvard sendo usada como porta-lápis também era visível.
— Desde quando você se tornou um fã tão fervoroso de Harvard?
— Desde que vim para a América pela primeira vez.
Quando chegou à América, Jeong-in teve que suportar tempos bastante difíceis. Pelo menos na Coreia, ele nunca havia sido desprezado por sua mera existência. Mas aqui, ele era uma minoria. Para provar sua existência, para não ser ignorado, ele tinha que conquistar mais do que os outros.
E a conquista máxima, o objetivo simbólico que Jeong-in havia traçado, era Harvard.
— E você? E a escola? O que você vai fazer?
Desta vez, Jeong-in perguntou a Chase.
— …Hã?
— Qual faculdade de medicina é famosa? Inscrição antecipada? Você vai se candidatar?
Chase ficou momentaneamente sem palavras diante da série de perguntas de Jeong-in. Ele ainda não havia decidido adequadamente sobre seu futuro.
Entrar em Harvard para cursar administração e completar um MBA parecia a única escolha traçada diante dele como um destino predeterminado. Mas sempre lhe faltou certeza.
Percebendo que estava preso em uma contemplação vaga, ficou claro que Jeong-in estava muito à frente dele.
Enquanto ele hesitava indeciso, andando em círculos como um cão amarrado a uma estaca, Jeong-in nunca pararia por um momento. Ele continuaria avançando em sua própria trajetória.
Nesse ritmo, ele perderia tanto Jeong-in quanto seu futuro.
Deveria viver de acordo com as expectativas das pessoas? Ou deveria perseguir sonhos com Jeong-in? A resposta era óbvia.
Chase voltou para a cama e abriu o livro de exercícios novamente. Sua expressão era muito mais séria do que antes.
Somente após completar o primeiro simulado é que Chase se levantou de seu assento.
Ele saiu pela janela com a mesma naturalidade com que tinha entrado. A brisa fresca e o perfume característico de Chase invadiram a janela aberta, fazendo cócegas no nariz de Jeong-in.
— Estou indo.
Talvez por ser tarde da noite, Jeong-in assentiu ao ouvir aquela voz languidamente contida. De repente, o fato de Chase ter vindo até aqui e passado um tempo com ele sem que ninguém soubesse parecia surreal, como um sonho. Havia também uma leve sensação de arrependimento.
Logo após baixar a cortina sobre a janela fechada e se virar, ele ouviu batidas no vidro novamente.
Será que ele esqueceu algo? Jeong-in voltou à janela com um rosto confuso.
Assim que abriu a janela, um dos braços de Chase se esticou para dentro. Sua mão grande roçou suavemente a bochecha de Jeong-in e segurou a nuca dele. Então, ele o puxou cuidadosamente para mais perto da janela. Seu rosto desceu sobre o rosto inclinado do outro. O som de um beijo na bochecha ecoou em seu ouvido.
— Boa noite.
Chase retirou a mão como se aquilo fosse tudo o que precisava fazer.
Jeong-in observou a figura dele se afastando com uma expressão atordoada. A visão dele passando do telhado do segundo andar para uma árvore e pulando levemente para caminhar até o carro parecia uma cena de filme.
Depois de completar sua rotina antes de dormir e se deitar, Jeong-in ficou encarando o teto enquanto tocava a bochecha onde os lábios de Chase haviam encostado.
Como ele ousava fazer uma coisa dessas depois de dizer boa noite?
Jeong-in sentiu-se irritado com ele. Era óbvio que não conseguiria pegar no sono facilmente agora.

❀ ❀ ❀

— Sr. Prescott, o que o traz aqui tão de repente?
No dia seguinte, após passar um tempo no quarto de Jeong-in, Chase foi ver Gloria Mendez, a orientadora educacional da escola, assim que chegou. É claro que sua família havia contratado um consultor particular, mas se ele se aconselhasse com eles, o conteúdo provavelmente chegaria aos ouvidos de seu pai.
Nessa época, muitos alunos do penúltimo ano organizam e enviam sua lista de faculdades desejadas e recebem orientações iniciais. Isso serve para identificar trabalhos voluntários ou atividades extracurriculares vantajosas e discutir elementos para fortalecer as candidaturas.
Mendez presumiu que Chase viera por motivos semelhantes. Mas as palavras dele desafiaram completamente as expectativas dela.
— Quero mudar meu plano de carreira.
Os olhos de Mendez se arregalaram. Ela dava como certa a admissão de Chase Prescott em Harvard.
— Você está pensando em uma escola diferente?
— Não.
A expressão de Chase era séria, sem um pingo de hesitação.
— Eu quero cursar medicina. Em Harvard, se possível.
Mendez não conseguiu continuar por um momento. Embora ser médico fosse certamente uma profissão honrosa, não era o tipo de carreira que o herdeiro das Empresas Prescott almejaria. Eles contratavam médicos, não se tornavam um.
Ela ficou surpresa, mas compartilhou calmamente o que sabia.
— Como você sabe, em Harvard, você não se candidata diretamente a um curso específico no momento da admissão. Você escolhe sua especialização após o segundo ano. O processo para entrar na faculdade de medicina é semelhante em qualquer universidade. Você escolhe uma área como biologia ou química, completa as matérias de pré-medicina e, então, faz o exame MCAT, geralmente no final do terceiro ano ou após a graduação.
Chase lembrou-se de repente de uma conversa que teve com Jeong-in. No dia da festa na praia, Jeong-in mencionara claramente que seu sonho era estudar biologia e biotecnologia em Harvard e depois trabalhar como pesquisador em uma empresa farmacêutica.
— Biologia?
— Sim. É uma área que leva a vários campos, como farmacêutica, medicina, ecologia e até agricultura.
A palavra “farmacêutica” chamou sua atenção. Isso significava que ele poderia compartilhar a maioria das aulas da faculdade com Jeong-in.
— Mas Sr. Prescott, assim tão de repente… Seus pais sabem dessa mudança de trajetória?
Mendez expressou preocupação, lembrando-se do histórico de Chase. Ela sugeria que poderia ser uma decisão precipitada demais.
No entanto, desde o momento em que se lembrou das conversas que teve com Jeong-in, sentados lado a lado na areia da praia, a carreira de Chase já estava praticamente decidida. Ninguém poderia detê-lo.
— Sra. Mendez. Acho que já tomei minha decisão sobre o meu futuro.
A voz de Chase era resoluta, e não havia hesitação em seus olhos. Por fim, Mendez assentiu e corrigiu as informações no arquivo pessoal de Chase.
A escola fervilhava de animação a poucos dias do baile de formatura. Mas havia um grupo tão ocupado quanto os alunos que se preparavam para o prom — os membros da Sociedade Mathlete.
As semifinais e as finais que viriam logo em seguida estavam programadas para serem realizadas na Universidade da Califórnia, e a competição seria luxuosamente montada como um programa de TV. É claro que, como é típico em tais competições, haveria muitos assentos vazios na plateia, preenchidos principalmente pelas famílias e parentes dos alunos participantes.
— Vamos nessa! Vamos conseguir as jaquetas varsity também!
Rajesh, o presidente, ergueu o punho bem alto e gritou.
A jaqueta varsity, ostentando as cores e as iniciais da escola, era uma vestimenta especial geralmente concedida apenas a atletas estudantis.
No entanto, com mudanças recentes nas regras, foi decidido que outros clubes também poderiam receber as jaquetas se alcançassem resultados em competições importantes. Esse fato foi compartilhado diretamente pelo Sr. Williams, que havia participado da reunião do corpo docente.
Aquela notícia animou todos os membros do clube. Uma jaqueta varsity não era apenas uma peça de roupa. Era um símbolo de reconhecimento da escola e uma medalha significando que você havia lutado em algum lugar representando o nome da instituição.
A maioria dos jovens populares usava as jaquetas. Todos na Sociedade Mathlete queriam experimentar essa sensação pelo menos uma vez.
Assim como os outros, Justin, imerso na expectativa, de repente inclinou-se para Jeong-in como se algo lhe tivesse ocorrido.
— Ah, sabe de uma coisa? Nosso amigo Chase. Parece que ele tem algumas rugas no cérebro, afinal.
— Hã?
— Rajesh estava em consulta com a Sra. Mendez e deu uma espiada na mesa dela quando ela saiu por um momento. Ele viu as notas de Chase Prescott, e a pontuação dele no ACT foi de 32 pontos.
— O quê?
A voz de Jeong-in ecoou alto por toda a sala de aula. Foi alto o suficiente para fazer todos ao redor olharem para ele.
O ACT tem uma pontuação perfeita de 36, e a média para estudantes de ensino médio americanos gira em torno de 20. Uma pontuação acima de 29 possibilita a entrada em universidades de prestígio, e uma marca de 32 é relativamente segura para a admissão em universidades da Ivy League.
Então era por isso que ele dissera que suas notas eram suficientes. Já que os alunos só precisam enviar seu melhor resultado. As notas dele eram mais do que bastantes. Ele se perguntou por que Chase estava estudando para o SAT em sua casa na noite anterior.
Além disso, ele era o capitão do time de futebol americano e membro da ultra-rica família Prescott. Ele era como uma coleção de elementos que deixaria os escritórios de admissão de faculdades loucos.
Naquele momento, chegou uma mensagem justamente dessa pessoa.
Chase Prescott: [O que você está fazendo? Ainda é nm hoje?]
Para Chase Prescott: [Estudando na sala do clube]
Justin olhou para Jeong-in usando o telefone e perguntou com um olhar significativo:
— Quem é? O Pres?
— Pres?
— Amigos próximos podem se chamar assim.
Era fofo como Justin dava de ombros, embora provavelmente não ousasse chamar Chase assim na cara dele. Justo então, o telefone tocou novamente.
Chase Prescott: [Graças a você, tudo ficou claro.
Vou para Harvard para ser médico.]
De repente, ele se lembrou do comentário de Chase sobre se fantasiar de médico em todo Halloween. Sua decisão sobre o plano de carreira era certamente algo para se elogiar e celebrar.
Para Chase Prescott: [Sério? Isso é ótimo.]
No entanto, ao mesmo tempo, Jeong-in começou a ter pensamentos diferentes.
A família Prescott vinha produzindo graduados em Harvard há gerações, abrangendo cinco gerações. E Harvard tinha um processo de admissão por legado que dava pontos extras se os pais, avós ou irmãos do candidato tivessem se formado naquela universidade. Chase naturalmente se beneficiaria dessa vantagem.
Embora Wincrest estivesse localizada em um bairro rico, ainda era uma escola pública, não uma particular. Será que Harvard aceitaria dois alunos da mesma escola pública?
Uma emoção sutil ondulou silenciosamente pelo coração de Jeong-in.
O que brotava do fundo de sua alma era competitividade.
Ele não queria perder. Mesmo que o oponente fosse Chase Prescott. Não, especialmente porque o oponente era Chase Prescott, ele não queria mostrar um rosto de derrota.
Ele tinha que maximizar seu valor para mostrar a Harvard.
— Estudar. Não importa o que aconteça… eu preciso vencer de qualquer jeito.
Os olhos de Jeong-in brilhavam com determinação. Até da ponta da caneta em sua mão, o calor parecia irradiar.
Justin olhou para Jeong-in com olhos de admiração.
— Jay, você… você quer tanto assim essa jaqueta varsity?
— Se houver um problema de sequência, acho que eles usarão alguma variação desta vez, em vez de uma progressão geométrica.
Justin disse, dando uma mordida em seu sanduíche seco de peru. O cardápio do refeitório estava terrível de novo hoje.
Ao lado dele, Jeong-in arrancava cuidadosamente as bordas de sua fatia de pão e respondia:
— Que tipo? Como uma sequência transformada por logaritmos?
— É. Algo que parece uma progressão geométrica, mas na verdade não é. Acho que usarão um truque para nos fazer perder tempo.
— Devemos usar diretamente uma função composta para o termo geral, certo?
Justo quando a discussão estava esquentando, uma bandeja pousou subitamente na mesa deles, em um canto do refeitório. Na bandeja havia apenas uma garrafa de água e uma única banana.
— Olá?
Os dois congelaram como gazelas expostas a um leopardo ágil. Sentada à frente deles estava Vivian Sinclair.
Ela era infame em muitos boatos. Alguns diziam que ela fez uma integrante da equipe de líderes de torcida deslocar uma articulação ao forçá-la a fazer um movimento impossível. Outros afirmavam que ela deixou cicatrizes permanentes no rosto de uma garota do último ano que demonstrou interesse em Chase. Havia também rumores de que ela fizera vários professores chorarem através de assédio verbal.
De fato, vista de perto, ela irradiava uma aura incrível. As mãos de Justin tremiam, fazendo pedaços de peru caírem de seu sanduíche na bandeja.
— Se importa se eu me juntar a vocês para o almoço? Você é o Jay, certo? Jay Lim.
Ela sorriu brilhantemente, olhando diretamente para Jeong-in. Gulp, o som de Jeong-in engolindo em seco foi audível.
— Fi-fique à vontade para conversar. Eu vou, eu vou comer ali adia-adiante.
Justin pegou sua bandeja e fugiu. Foi a primeira vez que ele se moveu de forma tão ágil.
— Esses óculos feios estão distraindo. Você se importaria de tirá-los?
Embora estivessem claramente conversando pela primeira vez, Vivian não mostrou intenção de ser educada.
Algo surgiu dentro de Jeong-in, mas ele decidiu remover os óculos conforme solicitado. Pensou que, se não pudesse enxergar com clareza, talvez não ficasse tão assustado.
— Hmm…
Vivian examinou lentamente cada canto do rosto de Jeong-in. Seu olhar era tão minucioso e afiado quanto o de um inspetor procurando por defeitos.
— Bem, ok. Você até que se parece um pouco com a Anais Rosenfeldt.
— …Quem é essa?
— Uma modelo. Você não conhece?
Vivian ergueu as sobrancelhas dramaticamente, como se estivesse surpresa por Jeong-in não saber algo tão óbvio. Anais Rosenfeldt era uma modelo de alta costura famosa por sua herança nobre sueca.
Jeong-in balançou a cabeça, e Vivian suspirou como se explicações adicionais fossem inúteis.
— Apenas continue comendo.
Jeong-in ainda tinha mais um canto de pão para cortar, mas incapaz de fazê-lo por estar constrangido, começou a comer seu sanduíche. Planejava terminar rápido e ir embora.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online

Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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