Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 05.2 Online


Modo Claro

↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 05, Parte 02

*Sshhhhh—*

O som da água caindo podia ser ouvido por trás da porta do banheiro. Deitado na cama, Seo Gyu-ha olhava vagamente para o teto antes de acabar cobrindo os olhos com o braço.

— Que merda, sério.

Sua testa estava profundamente franzida. Não era para menos, já que nada dera certo durante todo o fim de semana.

Ontem à noite, assim que chegou ao clube, Gyu-ha pediu uma garrafa de uísque. Enquanto virava doses puras, sem gelo, o funcionário responsável pelo VIP aproximou-se e perguntou discretamente se ele precisava de um parceiro. — Traga um. — Ao responder sem a menor hesitação, logo uma figura familiar aproximou-se da mesa. Era aquele “rostinho bonito” que lhe apresentara o admirável mundo novo do *threesome*.

Depois de esvaziar o copo que segurava, Gyu-ha subiu com o rapaz para um quarto no andar superior. Assim que entraram e fecharam a porta, ele começou a despir o sujeito apressadamente enquanto o beijava. Apesar de manhoso, perguntando por que tanta pressa, o rapaz colava o corpo ao dele, soltando gemidos provocantes. Com a mão direita, ele abriu sem hesitar o zíper da calça de Gyu-ha e começou a acariciar o membro ali dentro. Porém, a atmosfera excitada durou apenas um breve instante.

Cerca de dez minutos depois.

Como em outras ocasiões, Gyu-ha estava deitado sozinho na cama, apenas soltando suspiros silenciosos. Embora estivesse sem um único fio de roupa, seus pensamentos nem chegavam a isso. Pouco depois, ele retirou a mão que cobria os olhos e lançou um olhar para baixo. Viu seu membro, murcho como se estivesse dormindo.

O rapaz tentou de tudo, usando a boca e sugando para ver se conseguia erguê-lo, mas desta vez também foi em vão. Como a ereção simplesmente não acontecia, era impossível penetrar aquela entrada apertada.

Era realmente de enlouquecer. Antes de ele sair do quarto, a imagem do rosto do passivo, que o olhara com um desprezo que superava a pena, não saía de sua cabeça. Podia-se considerar que o sexo com aquele cara estava enterrado para sempre.

E houve outro azar. Talvez algo na comida que pedira hoje à tarde estivesse estragado; após dar alguns socos no peito, acabou tapando a boca e correndo para o banheiro. Desde então, a náusea não parava. Após vomitar mais uma vez no vaso e dar a descarga, sentiu o mundo girar. Pensando que algo sério poderia acontecer, ele voltou para o quarto quase rastejando e fez uma ligação.

Felizmente, o Secretário Choi chegou rápido. O alívio durou pouco, pois outra desgraça aconteceu. De repente, sentiu o estômago revirar e tapou a boca às pressas, mas não conseguiu vencer a revolta do corpo. Simultaneamente à náusea, por azar, o Secretário Choi, que estava bem na sua frente, sofreu um terrível acidente.

*Sshhhhh—*

O resultado era o som da água que vinha agora do banheiro. Ao lembrar-se da imagem do Secretário Choi, sempre calmo e sereno, soltando um susto, ele sentia vontade de enfiar a cabeça na terra e morrer.

*Click*, o som da porta se abrindo o fez estremecer. Gyu-ha levantou-se, pegou um conjunto de moletom no armário e foi para a sala.

O Secretário Choi saiu do banheiro secando o cabelo molhado com uma toalha. O traje social com gravata que ele vestia, apesar de ser domingo, desaparecera, e agora ele estava apenas de cueca.

— … Desculpe.

Ele não tinha desculpas, mesmo que tivesse dez bocas. Se os papéis estivessem invertidos e alguém o chamasse em um dia de folga para lhe dar um banho de vômito, com certeza ele teria soltado todos os palavrões possíveis, independentemente de quem fosse o patrão.

Mas o Secretário Choi era um profissional entre profissionais. Ao aceitar as roupas que lhe foram estendidas, ele disse num tom de quem não se importava:

— Está tudo bem. O problema maior é o senhor; não seria melhor irmos ao hospital agora mesmo?

— Não é para tanto. Já botei tudo para fora, então devo ficar bem agora.

Em vez de insistir, o Secretário Choi começou a vestir a calça. Ele sabia que, uma vez que Gyu-ha tomava uma decisão, dificilmente mudava de ideia e, se o estado dele fosse realmente ruim, ele mesmo teria sugerido ir ao hospital.

— Deite-se e descanse um pouco. Daqui a pouco…

*Ding-dong—*

Foi então que aconteceu. Ao som repentino da campainha, os dois voltaram o olhar para a porta da frente. Como se tivesse tido uma ideia, o Secretário Choi disse:

— Deve ser a entrega do mingau. Vou lá buscar.

Afastando o olhar das costas dele enquanto ele caminhava a passos largos, Gyu-ha dirigiu-se ao quarto, e não à mesa de jantar. Agradecia a gentileza, mas se colocasse algo no estômago agora, as chances de vomitar de novo eram de nove em dez.

Deitado na cama, Gyu-ha pegou o celular que deixara de lado durante toda a tarde. Assim que ligou a tela, franziu o cenho. O motivo era o ícone de chamadas perdidas que saltou aos seus olhos.

— Por que fica ligando tanto, que porra.

Ontem, quando estava no clube, ele ligou sem parar, o que o levou a desligar o aparelho. Ele o religara há pouco para chamar o Secretário Choi e, agora, via que havia mais chamadas perdidas.

Desta vez, enquanto verificava as mensagens, ouviu a voz do Secretário Choi na porta.

— Jovem mestre, o senhor Cha-young veio procurá-lo.

— …!

Involuntariamente, ele travou e depois voltou o olhar para o Secretário Choi.

— Quem, Lee Cha-young?

— Sim.

Parecia que ele viera novamente à sua casa sem permissão. Voltando a cabeça para a posição original, Gyu-ha respondeu com uma expressão rígida:

— Diga que não estou.

— Eu já disse que o senhor está em casa.

— Então mande ele cair fora. Não tenho nada para tratar…

— Como assim, nada para tratar?

— …!

Ao ouvir a voz repentina, Gyu-ha ergueu o tronco num sobressalto. O Secretário Choi também ficou surpreso. Ignorando o pedido de espera, Cha-young entrou por conta própria e disse, sorrindo com um rosto que transmitia confiança:

— Entrei apenas para ver seu rosto por um instante. Não serei denunciado por invasão de domicílio, serei?

Somente então o Secretário Choi relaxou a expressão e respondeu:

— Jamais. Afinal, fui eu quem abriu a porta.

Ao vê-lo ajustar os óculos, Cha-young prosseguiu:

— Mas, Secretário Choi, suas vestimentas parecem estar bem leves.

— Perdão?

Um curto gemido de “ah” escapou do Secretário Choi ao olhar para o próprio corpo. Como fora abrir a porta apressadamente vestindo apenas a calça, ele ainda estava sem camisa.

Erguendo a cabeça, o Secretário Choi respondeu de forma evasiva, prezando pela dignidade de seu jovem mestre:

— É que acabei de me lavar. O senhor já jantou?

Gyu-ha observava os dois com uma expressão de total incredulidade. Era realmente absurdo ver como ignoravam o dono da casa e trocavam palavras amigáveis no quarto alheio. Olhando novamente para a tela do celular, Gyu-ha soltou uma frase curta:

— Cai fora.

— Só vou embora depois de ver você comer.

— Não estou falando com o meu irmão. Lee Cha-young, você, saia daqui.

Ele sentia o olhar dele, mas não virou a cabeça. Não precisava. Como dissera repetidamente, o dono da casa era ele e jamais autorizara a visita de Cha-young. Portanto, tinha todo o direito de mandá-lo sair. No entanto, em vez de sair, Cha-young fez uma pergunta desagradável:

— Por que não atendeu minhas ligações?

— Porque eu não quis.

— Tentei várias vezes desde ontem.

— Não ouviu? Porque eu não quis.

— …

O olhar de Cha-young escureceu gradualmente. Gyu-ha costumava ser ranzinza, mas hoje sentia uma aspereza que ultrapassava os limites. Após soltar um leve suspiro, Cha-young virou a cabeça para o Secretário Choi.

— Peço que saia por um momento.

Com a mensagem transmitida por um olhar, o Secretário Choi entendeu perfeitamente e saiu do quarto. Pouco depois, ao som da porta se abrindo novamente, Gyu-ha ergueu a cabeça. Ao ver o rosto de Cha-young, franziu o cenho de imediato.

— Não ouviu quando eu disse para cair fora?

Ignorando o comentário, Cha-young fechou a porta e aproximou-se a passos largos.

— É por causa do que eu disse quando você me ligou, sobre não poder nos vermos?

— Pare de falar merda e saia.

Apesar da resposta ríspida, Cha-young não recuou.

— Eu já disse. Houve um imprevisto inevitável.

— Deve ter estado muito ocupado indo a um encontro às cegas.

Involuntariamente, um tom sarcástico escapou. Ele estremeceu após falar, mas não dissera nada de errado nem inventara mentiras. Estava prestes a olhar para o celular e ordenar novamente que ele saísse quando Cha-young falou primeiro:

— Onde ouviu isso?

— Instalei uma escuta no seu corpo. E daí?

— …

Ao virar a cabeça tardiamente, viu Cha-young com uma expressão peculiar. Ele soltou um riso curto antes de prosseguir:

— Eu não fui a nenhum encontro.

Gyu-ha franziu o cenho ainda mais. O que ele pensava que ele era?

— Eu sei que você se encontrou com a filha de um tal Presidente Song, então não venha com mentiras.

— Não me encontrei. Houve conversas, sim, mas eu recusei. Já que instalou uma escuta, parece que não conseguiu ouvir essa parte.

Cha-young deu meia volta e caminhou até a porta. Quando retornou, trazia uma sacola de compras grande nas mãos; sentando-se na cama sem permissão, ele deu explicações adicionais:

— O aniversário da minha mãe está chegando, então fui viajar com ela e a Ye-young, nós três. Para ser exato, me juntei de última hora como motorista em uma viagem que seria apenas de mãe e filha.

Soava como um roteiro preparado, o que o deixava desconfiado. Mas, pensando bem, não havia razão para Cha-young esconder um encontro às cegas dele, e ele não era o tipo de sujeito que contaria uma mentira que seria descoberta facilmente.

“Aquele desgraçado, então por que não disse isso logo?”

Sem ter o que dizer, Gyu-ha baixou o olhar para o celular e respondeu propositalmente de forma ríspida:

— Entendi, agora vá embora.

— O mal-entendido foi resolvido?

— Que mal-entendido o quê.

Era verdade que ele ficara de mau humor ao pensar que fora rejeitado por causa de um encontro, mas não precisava admitir a verdade. Antes que Cha-young pudesse dizer algo mais, ele tomou a iniciativa:

— Não vai embora?

Então, Cha-young, de forma totalmente inesperada, estendeu o próprio celular.

— Atenda.

— ? Por que eu atenderia o seu telefone?

— Liguei para minha mãe. Já que parece que você não acredita.

Involuntariamente, o olhar de Gyu-ha baixou. O sinal realmente estava chamando no celular, e na tela aparecia a palavra “Mãe”.

Surpreso com a situação súbita, Gyu-ha arregalou os olhos e perguntou:

— Sua mãe?

— E eu ligaria para a sua?

Nesse exato momento, o sinal de chamada parou e a voz de uma mulher foi ouvida.

— Alô?

Cha-young estendeu o celular ainda mais para a frente.

— Atenda logo.

— Porra, por que eu atenderia? Atenda você!

Enquanto discutiam, a voz do outro lado soou novamente: — Alô? Cha-young? — O braço de Cha-young permanecia obstinadamente estendido em direção a Gyu-ha. “Porra, que cara chiclete.” Rangendo os dentes internamente, Gyu-ha pegou o celular a contragosto e o levou ao ouvido.

— A-alô?

— … Alô? É o Cha-young?

— É o Gyu-ha, tia.

A voz surpresa respondeu em seguida:

— É o Gyu-ha?

— Sim. Como a senhora tem passado?

— Eu estou sempre bem. Mas por que essa ligação de repente? Você não mandava nem uma mensagem, quanto mais ligar.

Um comentário pesado e direto o atingiu. Elegante, mas fria, possuindo a aura de uma dama de família rica, a mãe de Cha-young era tão direta e impetuosa quanto sua aparência sugeria, nunca fazendo rodeios. Por isso Gyu-ha gostava dela, mas agora não tinha o que dizer nem que tivesse dez bocas.

— É que… eu queria saber se a senhora estava bem. Tudo em ordem?

— Sim. E você, Gyu-ha, está bem?

— Sim.

— Venha nos visitar um dia desses. Você sabe que o Cha-young está na Coreia, não sabe?

— Sim.

— Espere, agora que notei que atendi o telefone do Cha-young… Vocês estão juntos agora?

Gyu-ha moveu os lábios com dificuldade para responder:

— Sim.

— Com razão. Mesmo quando eu pedi para ele dormir em casa, ele insistiu que tinha que ir; deve ser porque tinha um compromisso com você.

Compromisso uma ova. Longe disso, ele ainda estava atordoado com aquela ligação inesperada.

— Eu não sabia que vocês mantinham contato. Mas estou começando a ficar ressentida por você não ter me ligado nem uma vez para dar notícias.

— … Eu vou visitá-la em breve.

— Está bem. Não beba muito e vá para casa cedo.

— Sim. Até logo, tia.

Ao encerrar a chamada, Cha-young estendeu a mão e disse:

— O mal-entendido foi resolvido agora?

Devolvendo o celular com um movimento brusco, Gyu-ha rosnou:

— Mal-entendido ou não, por que diabos ligou para a tia assim do nada?

Ele estava tão desorientado pela ligação súbita que nem lembrava o que ouvira ou dissera. Ao contrário do tenso Gyu-ha, Cha-young estava extremamente relaxado.

— Por quê? Você gosta da minha mãe. E ela também gosta de você.

— Eu era criança, é a mesma coisa agora?

— O que mudou? Enfim, eu realmente fui viajar com ela.

— … Tá, entendi. Já entendi, então, por favor, cai fora.

Um cansaço súbito o atingiu. Pensando bem, Cha-young tinha uma estranha mania de limpeza… ou seria obsessão? Enfim, ele tinha esse lado irritante de querer corrigir tudo até o fim se sentisse que a outra parte entendera algo errado. Porra, devia ter ficado de boca fechada.

Gyu-ha virou-se de costas e puxou o cobertor. Já estava exausto de mandar ele ir embora. Ele sairia quando quisesse.

Estava prestes a dormir quando ouviu atrás de si algo que não podia ignorar.

— Ficou com ciúmes?

Gyu-ha sentou-se bruscamente e olhou para trás.

— Ciúmes?

— Me pareceu que ficou com ciúmes por eu ter priorizado outro compromisso em vez de você.

— Pare de falar bosta.

Mas Cha-young, como de costume, apenas continuou com o que queria dizer:

— Por que o Secretário Choi estava daquele jeito? Ele derramou algo na roupa?

Não derramou, foi um despejo total. Como era um erro vergonhoso de lembrar, em vez de dizer a verdade, Gyu-ha respondeu o que lhe deu na telha:

— A gente transou.

— … O quê?

— A gente transou. Não é óbvio quando alguém está pelado em casa?

— …

Após um curto silêncio, a voz de Cha-young soou:

— Foi por isso que não atendeu o telefone?

— Claro. Se fosse você, teria cabeça para atender o telefone no meio do ato?

Após falar, pensou que talvez Cha-young até tivesse. Por algum motivo, ele se sentiu incomodado e franziu o cenho; nesse momento, Cha-young estendeu o braço e agarrou seu queixo.

— Então transe comigo também.

— …!

Ao ver o rosto se aproximando, Gyu-ha tapou a boca de Cha-young rapidamente e virou o rosto. Lembrou-se de quantas vezes vomitara durante a tarde. Embora tivesse escovado os dentes e usado enxaguante bucal, sentia repulsa ao pensar em beijar.

— Ugh!

Mas o esforço foi em vão; sentiu algo úmido tocar seus lábios. Uma massa de carne escorregadia invadiu sua boca, que se abrira para falar. Encontrando a língua de Gyu-ha de imediato e entrelaçando-a, Cha-young desferiu um beijo profundo e viscoso.

Enquanto o pressionava sem dar tempo para respirar, sua mão direita entrou por baixo da regata e começou a beliscar o mamilo. Ao esfregá-lo entre o polegar e o indicador, o mamilo ficou rígido de imediato. Em seguida, a mão que invadiu a calça segurou o membro dele. Mas, ao contrário de cima, a parte de baixo não demonstrava força alguma.

— Haa…

Quando os lábios se separaram, um fio de saliva se estendeu. Enquanto recuperava o fôlego, Gyu-ha olhou para baixo assustado. Cha-young, com as pernas abertas, estava posicionado entre as dele.

— Você está louco?

— Como se fosse novidade.

Respondendo calmamente enquanto pressionava as coxas dele, Cha-young parou por um instante. No fundo da virilha escancarada, viu uma marca avermelhada tênue. Não era picada de mosquito ou inseto, nem marca de arranhão.

Logo, o olhar de Cha-young voltou-se para o rosto de Gyu-ha.

— Você realmente dormiu com o Secretário Choi?

— …!

O corpo de Gyu-ha saltou com a entrada súbita de um dedo em sua entrada. Ele soltou um grito agudo perguntando se ele estava louco, mas Cha-young seguiu em seu próprio ritmo.

— … Parece que atrás não foi usado.

O comentário murmurado o deixou furioso. Gyu-ha, involuntariamente, usou a lateral da mão para golpear a cabeça de Cha-young. Em seguida, empurrou o ombro dele com toda a força usando a planta do pé, mas logo seu tornozelo foi agarrado pela mão grande dele.

De repente, sentiu um calafrio na pele. Ao sentir o coração bater mais rápido, percebeu que aquele desgraçado louco devia estar liberando feromônios. Ao contrário do paralisado Gyu-ha, Cha-young disse, com um sorriso extremamente suave e relaxado:

— Foi só *petting*? Ou teve *fellatio* também?

Gyu-ha recuperou os sentidos e respondeu entredentes:

— Porra, você acha que eu ficaria com o irmão Seong-yeol de verdade?

Choi Seong-yeol, que cuidava dele como guarda-costas e babá desde a escola primária, era literalmente como alguém da família. Ficar com uma pessoa dessas era absolutamente impossível e algo que jamais deveria acontecer. Mesmo que todos os homens do mundo morressem e restasse apenas Choi Seong-yeol, ele jamais faria esse tipo de coisa se estivesse em seu juízo perfeito.

— Então quem foi? Tinha uma marca na parte interna da sua coxa.

Fora obra do “rostinho bonito” que encontrara no clube ontem. A lembrança desagradável retornou. Sentiu irritação ao pensar nas costas do sujeito saindo do quarto após lançar aquele olhar de desprezo.

— Não é da sua conta, por favor, ah!

Um gemido curto escapou. Cha-young baixou a cabeça e começou a sugar e morder a pele da parte interna da coxa. Movendo-se um pouco mais para baixo, ele abocanhou o saco escrotal. O contato e as carícias estimulavam uma zona erógena tão sensível quanto a glande, fazendo seu quadril balançar involuntariamente.

Percebendo que ele descia cada vez mais, Gyu-ha fechou as pernas rapidamente e empurrou a cabeça de Cha-young.

— Não toque atrás.

— Por quê? Você gosta de ser penetrado. Hoje não vou enrolar inutilmente, vou estocar apenas onde você gosta.

Era exatamente isso que o preocupava. Ele já estava sem forças após vomitar o dia todo com o estômago vazio; se o aceitasse num dia como hoje, com certeza desmaiaria de exaustão.

— Vomitei o dia todo, estou sem energia. Vou reservar um tempo no fim de semana, fazemos lá.

Na verdade, até ontem ele estava com tanta raiva que decidira terminar tudo. Mas, após falhar novamente ao tentar possuir o rapaz e ficar deitado sozinho na cama, a certa altura começou a sentir falta de algo atrás. Ao lembrar da sensação de peso sendo empurrado para dentro, da sensação de ser esmagado nas zonas erógenas internas, seu membro ganhava força naturalmente.

E Gyu-ha tinha que admitir: parecia que ele se acostumara completamente ao sexo anal, mas não sentia vontade de abrir as pernas para um desconhecido, nem tinha confiança para isso. Conseguia visualizar a si mesmo armando um barraco pouco antes da penetração, mesmo que chegasse até a cama.

Sendo assim, ele é quem sentiria falta de Cha-young. Um dia poderia enjoar ou se cansar dele, mas, por enquanto, não queria parar.

— Então não foi mesmo o Secretário Choi?

Gyu-ha suspirou e respondeu com uma expressão de tédio:

— Quantas vezes eu tenho que dizer para você entender?

— Então por que o Secretário Choi estava daquele jeito?

— Eu vomitei na roupa do irmão Seong-yeol. Satisfeito?

Pensou que, se fizesse mais duas piadas com esse sujeito, morreria de um ataque de nervos. Ao contrário dele, Cha-young finalmente pareceu compreender. Além disso, lembrou-se do que acontecera na sala há pouco.

Enquanto dizia ao Secretário Choi que ele podia ir embora, pois ele ficaria, a campainha tocou novamente com o entregador. O Secretário Choi recebeu a sacola de papel e, após dizer que o jovem mestre estava doente, pediu que ele garantisse que ele comesse mais tarde, antes de sair de casa.

— …

Uma expressão pensativa surgiu no rosto de Cha-young. Seu desejo sexual, contido há quase duas semanas, ainda estava pesadamente acumulado. E, por ter tocado Seo Gyu-ha e sentido o cheiro de sua pele, mesmo que por instantes, seu membro, que nem fora tocado, estava ereto e volumoso.

Por ele, enfiava agora mesmo naquela entrada e balançava o quadril, mas o estado de Gyu-ha o preocupava. Ele era um sujeito que gostava de sexo tanto quanto ele, então, se estava pedindo para deixar para a próxima, é porque realmente não estava bem. Pensando que, apesar da aparência, ele era um cara que vivia ficando doente, ele finalmente falou:

— Quer que eu traga o mingau?

— Não estou com fome.

— Ou podemos continuar o que estávamos fazendo.

— Cai fora.

Gyu-ha puxou as calças apressadamente. Virou de costas e deitou-se na cama, abraçando o travesseiro. Não sentia fome, queria apenas descansar sem pensar em nada.

— Vai dormir?

Sem responder, ele fechou os olhos franzindo a testa. Mas, pouco depois, sentiu algo pesado envolver sua cintura e um corpo se colando ao seu. Ao virar a cabeça, viu Cha-young deitado atrás dele.

— O que é isso?

— Vou ficar aqui só até você dormir. Fiquei frustrado de ter que ir embora assim.

Sentiu algo pressionar o vão de suas nádegas, como se ele quisesse mostrar exatamente o que era aquela frustração. Ele reconheceu a identidade do objeto de imediato e estava prestes a falar quando Cha-young o abraçou novamente pela cintura e disse:

— Não tenha medo. Não vou fazer nada hoje.

— Medo uma ova. … Mas se não vai fazer nada, por que o seu pau está duro?

— Seria estranho se não ficasse, já que é só tirar a calça para eu enfiar. Durma logo. Vou embora quando você pegar no sono.

— Se afasta, seu merda. Você é pesado pra cacete.

— Pare de se debater. Estou me segurando para não tocar em você.

— … Se tocar, você morre.

Após proferir isso com a testa franzida, Gyu-ha fechou os olhos à força e tentou dormir. Vendo como ele estava grudado, parecia que ele realmente ficaria assim até que ele dormisse; mandar ele sair seria apenas um desperdício inútil de energia. Se pudesse vencê-lo pela força, já o teria feito, mas, infelizmente, a probabilidade de vitória era zero.

“Isso é muito irritante.”

Pela proximidade das partes baixas, sentia nitidamente o volume pesado dele. Por causa disso, nem podia se mover livremente. No instante em que se mexesse um pouco, sentia que a mão dele em sua cintura se moveria para cima ou para baixo.

“Vamos dormir logo.” Fechando os olhos, Gyu-ha começou a contar carneiros pulando a cerca em sua mente. O efeito foi imediato. A certa altura, ouvindo a respiração regular, Cha-young perguntou em voz baixa, por via das dúvidas:

— Está dormindo?

— …

Não houve resposta. Pensando que ele pudesse estar fingindo, moveu a mão que abraçava a cintura e desceu um pouco. Apertou levemente a parte central, mas Gyu-ha permaneceu imóvel.

— Seo Gyu-ha.

Chamou pelo nome em seu ouvido e o resultado foi o mesmo. Gyu-ha tinha um corpo mais sensível do que parecia. Normalmente, ele teria reagido com um sobressalto imediato, mas, vendo que estava quieto, parecia que realmente pegara no sono.

Um riso sem graça escapou. Ele fora quem dissera para ele dormir, mas não imaginava que ele realmente dormiria naquela situação.

Seu membro, pesadamente ereto, continuava do mesmo jeito. Cha-young ponderou por um momento. Não parecia que ia baixar sozinho, e não sentia vontade de se aliviar sozinho. Se fosse para isso, teria resolvido o problema por conta própria e não teria se dado ao trabalho de vir até aqui.

— …

Seu olhar se voltou repetidamente para o sujeito diante de si. Gyu-ha continuava dormindo tranquilamente com uma respiração regular. Sem tirar os olhos da nuca exposta, Cha-young puxou lentamente para baixo o short e a cueca de Gyu-ha.

As nádegas redondas e elásticas como bolas de vôlei foram reveladas. Após massagear a bunda que se encaixava perfeitamente em sua mão, levou a mão ao zíper de sua própria calça.

*Zzzzt* — o som do zíper descendo ecoou baixo. Após acariciar seu membro, que saltou para fora, algumas vezes para firmá-lo, ele o introduziu entre as coxas de Gyu-ha. Sua vontade era de colocá-lo dentro da entrada, e não entre as pernas, mas, se fizesse isso, corria o risco de levar um soco por ter interrompido o sono profundo.

Mantendo o corpo totalmente colado, Cha-young começou a mover o quadril como se estivessem transando. O ato foi mais satisfatório do que imaginava. Como Gyu-ha estava com as pernas juntas e não havia lubrificante, a sensação de aperto entre as coxas era quase tão intensa quanto a da entrada anal.

— Hmmm…

— Shh, está tudo bem, continue dormindo.

Enquanto movia o quadril calmamente, ele beijou a nuca exposta. Logo abriu os lábios e começou a morder levemente a pele macia. Sua mão esquerda, por hábito, entrou por baixo da roupa e começou a beliscar e esfregar o pequeno mamilo.

Por ser um ato sexual, a excitação subiu. Um suspiro quente escapou. Após estocar entre as pernas com força crescente, a ponto de fazer o corpo de Gyu-ha balançar, Cha-young retirou o pênis rapidamente, segurou-o com a mão e o estimulou com rapidez.

— …!

Os vestígios do clímax jorraram. O esperma que saiu com ímpeto encharcou a região do quadril de Gyu-ha, e parte dele chegou a atingir o braço exposto pela regata.

— Fuuu…

Um suspiro relaxado escapou. Enquanto afastava o cabelo e saboreava o momento, Gyu-ha continuava dormindo profundamente.

O formato da cabeça excepcionalmente redondo, a nuca que parecia saudável como arroz maduro, os músculos bem definidos sem exagero. Como já dissera a ele, estava longe do seu estilo preferido, mas, estranhamente, quanto mais olhava, mais sentia algo que o atraía.

Seu olhar desceu um pouco mais. Logo o motivo lhe veio à mente. Independentemente de ser beta ou ômega, não havia ninguém com quem ele tivesse uma afinidade tão boa quanto com Seo Gyu-ha.

Não sabia se era por sua natureza inata como um Alfa Dominante ou pela educação que recebera desde cedo para liderar e estar acima dos outros, mas Cha-young era do tipo que preferia controlar o parceiro conforme sua vontade durante o sexo. No entanto, muitas vezes, embora fosse violento da cintura para baixo, sua mente não sentia muita emoção; curiosamente, quando estava com Gyu-ha, ele acabava estocando em transe e gozando antes que percebesse. A compatibilidade sexual deles era extraordinária.

E não era só isso. Às vezes, ao ver as marcas manchadas na nuca ou no peito de Gyu-ha após o sexo, sentia-se interiormente perplexo. Como ele não teria a habilidade de fazer aquilo no próprio corpo, a conclusão era de que fora obra sua.

— …

No instante em que seu olhar pousou nas nádegas, seu membro, que ainda não murchara, pulsou como se tivesse sido estimulado. Cha-young colou o corpo novamente e introduziu seu membro entre as coxas de Gyu-ha. Seus lábios aproximaram-se naturalmente da nuca dele para deixar mais uma marca.

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Dog And Bird (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…

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