Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 138 Online


Modo Claro

No momento em que Eileen ouviu aquelas palavras, seu coração afundou como se tivesse caído num abismo. Jamais imaginara, nem em seus sonhos mais loucos, que tais palavras sairiam da boca de Cesare.

Cesare, que provavelmente nunca havia pedido desculpas a ninguém em toda a sua vida, acabara de proferir algo parecido com uma admissão de culpa pela primeira vez. Talvez fosse por isso que seu coração, já acelerado, batia ainda mais forte.

Pensar que ela havia feito Sua Graça, o Arquiduque, dizer algo assim! Eileen sentiu que deveria ajoelhar imediatamente, cair no chão ao lado da cama e implorar por perdão, dizendo que a culpa era dela.

— P-Por favor, não diga isso para mim.

— Por que não?

Quando Eileen gaguejou, tentando dissuadi-lo, a voz de Cesare carregava um leve tom de curiosidade.

— P-Porque, claro, Vossa Graça é o Arquiduque e…

— E você é a Arquiduquesa.

A tentativa de Eileen de explicar por que Cesare nunca deveria se desculpar foi rapidamente silenciada por suas palavras. Entre os nobres, era considerado uma virtude não pedir desculpas levianamente, especialmente para aqueles de posição mais elevada. Pedir desculpas a alguém de posição inferior era visto como inadequado e desnecessário.

Mas Cesare dissera que ele e Eileen eram iguais. Como Arquiduque e Arquiduquesa, eles eram equivalentes — pelo menos na superfície.

Pega de surpresa, Eileen não encontrou palavras para contra-argumentar. Apenas abriu e fechou a boca silenciosamente.

— Eu gostaria que minha Arquiduquesa me desse um beijo — disse o homem, inclinando levemente o queixo para cima.

O movimento fez seu olhar se tornar mais intenso, e seus olhos semicerrados assumiram uma curva sedutora. Sua voz profunda e aveludada saiu como uma ondulação suave.

— Porque eu não deveria fazer isso primeiro.

Olhando para ele, Eileen se arrependeu de suas escolhas. Ela deveria tê-lo ignorado e saído do quarto no momento em que ele começou a falar sobre flores.

Mas no instante em que ele mencionou alecrim e ela o corrigiu dizendo ser jasmim, já era tarde demais.

Encarando seus olhos carmesim, Eileen achou difícil recusá-lo. Ele de alguma forma parecia instável, embora soubesse que isso não podia ser verdade. Era um sentimento que ela não conseguia compreender — nem ignorar.

Por fim, Eileen estendeu a mão, apoiando-a suavemente no peito dele enquanto se inclinava. Seus lábios roçaram os dele levemente antes de ela se afastar.

— …

Embora seus lábios tenham se separado, seus olhares permaneceram. Ela estava perto o suficiente para contar os veios que atravessavam suas íris vermelhas.

Cesare, que a observava em silêncio, inclinou-se primeiro dessa vez. Sua língua roçou de forma provocadora os lábios fechados dela, levando Eileen a abrir a boca relutantemente para aceitá-lo.

O beijo foi muito mais profundo e demorado que o hesitante dela. Quando finalmente separaram seus lábios, Eileen instintivamente mordeu os dela úmidos e tentou se levantar.

Mas uma mão grande pressionou suas costas, imobilizando-a. Ela caiu contra ele, seu peito pressionado firmemente contra seu torso rígido.

Seus mamilos sensíveis e já endurecidos roçaram contra o corpo do homem. O leve atrito provocou arrepios por ela, fazendo-a piscar rapidamente.

Já fazia algum tempo desde a última vez que fizeram sexo — Eileen vinha evitando-o. O calor do corpo do homem parecia ao mesmo tempo desconhecido e profundamente familiar.

Cesare deslizou os lábios até seu pescoço, passando a língua lentamente por sua pele. Eileen estremeceu, engolindo um gemido. Ainda assim, quando um suave gemido escapou de seus lábios, as sobrancelhas do homem franziram.

A mão grande pressionou com mais força suas costas enquanto começava a desabotoar o vestido. Seu desprezo pelo próprio ferimento ficava evidente em suas ações.

Eileen segurou sua mão suavemente e endireitou a postura. Sentada sobre o abdômen do homem, começou a desabotoar ela mesma.

A cada botão que se soltava, a cor nos olhos de Cesare ficava mais intensa e profunda. Eileen observava a mudança de tonalidade enquanto falava quase num sussurro:

— Você não vai fazer aquela promessa?

Sua pergunta suave o fez franzir a testa, mas logo veio acompanhada de uma risada suave. Eileen piscou, confusa com aquela gargalhada repentina.

‘Ele está rindo porque minha pergunta não se encaixa no momento?’

Mas se não agora, quando? Aquele momento — quando estavam mais próximos — parecia a ocasião perfeita para abordar um assunto tão difícil.

Após um instante de hesitação, ela perguntou, mas algo parecia estranho. Cesare estendeu a mão até ela, roçando levemente os dedos no dorso da sua mão.

— Tenho certeza de que não foi intencional. — Seus dedos acariciaram sua pele, e ela estremeceu levemente. Cesare notou cada mudança sutil em seu corpo, seu olhar capturando cada reação: — Mas é exatamente isso que torna tudo ainda mais assustador. M-Me diga por quê?

Sua confusão aumentou quando algo quente e firme pressionou-a por baixo. A sensação fez seus olhos arregalarem em choque.

Cesare não disse nada, apenas sorriu enquanto seus dedos retornavam a acariciá-la delicadamente. Seu incentivo silencioso a instigou a continuar desabotoando o vestido, suas palavras tropeçando umas nas outras:

— Se eu não te perguntar agora… quando perguntarei? Você não responderia de qualquer jeito…

— Eu prometo.

Suas mãos atrapalhadas pararam com a resposta repentina. Ela olhou para ele surpresa. O homem se levantou com facilidade. Se encostou na cabeceira da cama, acomodando Eileen sobre seu colo.

Suas pernas se abriram enquanto ela montava nele, seus corpos pressionados firmemente um contra o outro. A sensação inconfundível de seu pênis grosso ereto pressionou seu clitóris.

O contato explícito a deixou imóvel, e Cesare aproveitou o momento para rasgar o vestido. Os botões que ela havia cuidadosamente desfeito se espalharam enquanto o tecido cedia à sua força:

— Eu não vou me machucar de forma imprudente — não sem sua permissão.

Com isso, ele enterrou o rosto em seu peito, suas ações urgentes e famintas.

Suas mãos amassaram seus seios enquanto seus dentes puxavam suas roupas íntimas, expondo seus mamilos eriçados. Imediatamente ele capturou um deles na boca, sugando profundamente.

Eileen pretendia prosseguir com cuidado e devagar, mas o ritmo implacável de Cesare a desorientou. Ela tentou, em vão, detê-lo.

— Ah! Não use essa mão! — exclamou, preocupada com o ombro ferido dele.

Segurou seu pulso, apenas para ele entrelaçar os dedos nos dela, prendendo-a firmemente.

— Você prometeu… não se machucar… — sussurrou ela, seus dedos apertando ligeiramente a mão dele.

Com suas palavras, a força na mão dele diminuiu. Eileen hesitou, passou suavemente a mão livre pelos cabelos do homem.

— Se você não cumprir sua promessa… então eu… — sua voz tremeu enquanto parava no meio da frase.

— Então você? — Cesare a provocou, levantando levemente a cabeça. Seus olhos carmesim perfuraram os dela, como se avaliassem a verdade de sua ameaça não dita.

 

Eileen mordeu o lábio, hesitando por um momento antes de finalmente deixar escapar:

— …Eu também vou me machucar.

As palavras a surpreenderam, e ela rapidamente olhou para ele, a ansiedade brilhando em seus olhos. Cesare, ainda apoiado contra o peito dela, levantou lentamente a cabeça. Seu olhar carmesim encontrou o dela, examinando-a, como se procurasse a verdade em suas palavras.

Eileen sustentou seu olhar, o coração disparado. Após um momento, Cesare soltou uma risada baixa e suave.

— Então terei que tomar cuidado.

Mesmo enquanto falava, suas mãos vagaram para baixo. Seus dedos deslizaram sob a calcinha, pressionando com suavidade e firmeza. Eileen ofegou com a invasão.

— Ah…!

A sensação repentina a deixou sem fôlego, seu corpo reagindo instintivamente enquanto a tensão se acumulava em sua vagina. Suas paredes internas se apertaram ao redor dos dedos do homem, que os movia habilmente, provocando e estimulando.

— Não goze ainda — murmurou ele, o polegar roçando o clitóris sensível. — Se terminar rápido demais, será difícil para você.

Seus movimentos lentos e deliberados misturavam prazer e provocação, arrancando gemidos de seus lábios. Tremendo, Eileen tentou se afastar.

— E-Eu ainda… tenho mais perguntas… ah, espere…

Suas palavras se quebraram em gemidos enquanto o homem continuava. Os sons lascivos e molhados preenchendo o quarto.

Lágrimas brotaram em seus olhos enquanto ela se agarrava a ele. Com a voz trêmula, finalmente perguntou:

— P-Por que… você… levou um tiro? Por favor… me diga…

Seu apelo quebrado o fez parar. Ele levantou a cabeça, a encarou, enquanto ela pressionava um suave beijinho em sua testa.

— Por favor… — sussurrou ela, os olhos cheios de lágrimas fixos no dele.

Cesare suspirou suavemente, um raro sorriso doce curvando seus lábios.

— Eu realmente não consigo te vencer — ele murmurou, a voz doce admitindo a derrota, e, com um brilho safado nos olhos, perguntou: — Quem te ensinou a fazer pedidos enquanto me beija?

(Elisa: O feitiço voltando contra o feiticeiro . Eu amo esse capítulo .) 

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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