Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 137 Online


Modo Claro

Foi um pedido sem adornos — simples e direto. Ainda assim, Eileen não conseguiu se mover. Seu corpo congelou, como se estivesse preso por uma ordem impossível de recusar.

O calor da mão que segurava seu pulso era intenso. Por um momento, ela se perguntou se era a febre causada pelo ferimento, mas a preocupação logo desapareceu.

Após dias cuidando dos ferimentos de Cesare, Eileen percebeu a inutilidade de seus cuidados. Apesar de seus esforços diligentes para limpar e tratar a ferida a fim de evitar infecção, aquilo sempre fora um ato de auto-consolo. A recuperação do homem não exigia remédio nem intervenção.

Eileen tentou se soltar, mas a mão firme não demonstrava qualquer intenção de deixá-la ir.

Ela puxou várias vezes, porém, o aperto permaneceu inabalável. Não era forte o bastante para machucar seu pulso, mas o suficiente para mantê-la no lugar. Por fim, Eileen murmurou fracamente:

— Você não… precisa de mim.

Sua voz mal passava de um sussurro, suave enquanto ela inspirava. Um leve aroma agridoce de ervas pairava ao redor dele. Cesare geralmente cheirava a pólvora ou sangue, mas agora havia apenas a essência suave de ervas misturada ao frescor da floresta.

O silêncio entre eles era pesado. Apenas o som de suas respirações lentas e sincronizadas preenchia o quarto. A mão dele continuava ao redor de seu pulso.

Se continuasse a evitá-lo, isso provavelmente se estenderia indefinidamente. Ela não tinha coragem de encarar seu olhar, mas tinha ainda menos desejo de permanecer naquele espaço compartilhado.

Hesitando, Eileen finalmente reuniu forças para levantar a cabeça. No instante em que o fez, seus olhos se encontraram — como se ele estivesse esperando por isso.

Eles se encararam em silêncio. Nem Cesare nem Eileen falaram, seus olhares presos um no outro.

O quarto estava escuro, a lâmpada projetando um brilho quente que nunca alcançava a claridade da luz do dia. Eileen falou com uma voz ainda mais suave:

— Por favor, me solte.

Mas Cesare apenas inclinou levemente a cabeça. Seu olhar, firme e inabalável, permaneceu nela antes de descer para seus lábios pressionados.

— Como devo fazer você me perdoar? — ele perguntou.

Eileen lutou para impedir que o ressentimento aparecesse em sua expressão enquanto o encarava. A pegada em seu pulso lentamente afrouxou, sua mão deslizando por seu braço até segurar seu rosto.

Eileen separou os lábios apenas o suficiente para falar. Havia tanta coisa que ela queria dizer — o bastante para preencher três dias e noites de conversa.

Mas sabia que era inútil. Não importava o que dissesse, aquilo não chegaria até ele.

Por qualquer que fosse o propósito, Cesare já havia traçado seu caminho e o seguia firmemente. Ele não o mudaria — não por ela.

— …Por favor. — Tudo o que Eileen conseguiu foi um sussurro desesperado: — Não se machuque… — Lágrimas brotaram e rolaram por suas bochechas, molhando a mão que acariciava seu rosto. — Prometa que não vai se machucar de forma imprudente.

Se sentia uma tola, pensando que seu pedido entre lágrimas poderia parecer patético, mas não conseguia conter o choro.

Não importa o quanto implorasse, ela sabia que não poderia impedi-lo de trilhar o caminho que havia escolhido. Ainda assim, com todo seu coração, ela desejava se colocar em seu caminho.

Apesar de seu apelo sincero, Cesare não respondeu. Ele apenas a observou por um longo momento e então se inclinou para beijá-la.

Eileen entendia muito bem que aquele beijo era sua resposta — uma rejeição. Engolindo seus soluços, ela aceitou os lábios dele. O gosto era salgado por causa de suas lágrimas.

Quando Eileen recuou ligeiramente, escondendo a língua, ele a perseguiu, provocando-a. O toque suave e maleável de seus lábios produzia sons úmidos.

Cesare roçou levemente seu palato, induzindo-a a engolir. Quando ela o fez, ele a beijou mais profundamente, como se em aprovação.

Seu coração parecia prestes a explodir com a amargura que sentia por ele, mas seu corpo a traía, tremendo incontrolavelmente sob seu toque. Dominada por essa contradição, ela chorou ainda mais.

Cesare finalmente se afastou, sua voz suave enquanto tentava consolá-la:

— Não chore, Eileen.

Eileen limpou as lágrimas com mãos trêmulas.

— Snif… você sempre… sempre faz isso. Se não quer conversar, você só… me beija…

Ela queria expressar claramente sua frustração, mas as palavras saíram desconexas. Ainda assim, Cesare pareceu entender.

Quando a viu chorando, sua expressão vacilou. Um lampejo de surpresa passou por seus olhos carmesim, como se ele não tivesse percebido o quão profundamente suas ações a haviam sufocado.

Eileen o encarou, o rosto marcado por lágrimas estudando cada mudança sutil na expressão do homem.

Cesare sempre fora indiferente aos outros. Ele não precisava acalmar ou consolar; seu papel era comandar. Mas Eileen sempre fora a exceção.

Quando ela era mais jovem, Cesare acalmava suas lágrimas com doces, livros ou brincadeiras. Mas agora que era adulta, seu relacionamento havia se aprofundado, e tais métodos já não bastavam.

Inconscientemente, Cesare passara a recorrer à intimidade física como solução.

— …Entendo.

Ele soltou uma leve risada, o sorriso tingido de impotência. Então a beijou novamente — não profundamente desta vez, mas apenas um selinho.

— Como devo te consolar agora?

Sua admissão direta deixou Eileen sem palavras. De olhos arregalados, ela o encarou, sentindo o suave beijinho no canto de seus olhos.

Sua língua roçou seus cílios molhados e os cantos dos olhos, fazendo-a estremecer e encolher. Ainda assim, ele não parou, lambendo amorosamente suas lágrimas.

Seus lábios seguiram para sua orelha, mordendo sua ponta ruborizada antes de traçar sua curva com a língua. Os sons íntimos e úmidos pareciam ecoar diretamente em sua cabeça, enviando arrepios por sua espinha.

— Como posso fazer você me perdoar, Eileen? — murmurou ele, sua língua deslizando brevemente dentro de sua orelha antes de recuar. A sensualidade de suas ações fez o rosto dela ficar profundamente vermelho.

— Prometa — ela gaguejou, confusa. — Prometa que não vai se colocar em perigo de novo. Que não fará nada imprudente, como da última vez… Ah!

Antes que pudesse terminar, ela se viu presa contra a cama. Cesare moveu-se sobre ela com facilidade, seus movimentos tão graciosos quanto os de um predador. Eileen entrou em pânico e tentou empurrá-lo, mas ele proferiu uma única palavra que a congelou.

— Dói.

As mãos de Eileen caíram impotente, juntando-se sobre o peito como se estivessem presas. Ela olhou para ele com olhos trêmulos.

— Você não pode… Seu ferimento vai abrir de novo — disse com urgência, olhando nervosamente para seu ombro. As bandagens poderiam começar a sangrar a qualquer momento.

Cesare parecia despreocupado, dando pouca atenção às suas palavras.

Embora seu corpo se curasse de maneira anormalmente rápida, ainda levava tempo. Ele mesmo admitira que, mesmo com sua recuperação acelerada, aquele ferimento de bala em particular levaria pelo menos uma semana para cicatrizar completamente.

Ela temia que o ferimento pudesse piorar, prolongando sua dor. Mesmo que fosse por pouco tempo, ela não queria que ele sofresse.

Com os pensamentos girando, a mente de Eileen ficou sobrecarregada, e uma sugestão absurda escapou de sua boca:

— E-Eu fico por cima!

As palavras escaparam em puro desespero, uma tentativa instintiva de mudar suas posições. Mas as implicações não intencionais a fizeram congelar.

As mãos de Cesare apertaram sua cintura enquanto ele a olhava de cima, os olhos carmesim brilhando à luz da lâmpada. Seu coração apertou dolorosamente com a tênue e inexplicável urgência que pensou ver em seu olhar.

Era um pensamento tolo, e ela se repreendeu por isso. Mas antes que pudesse conter suas emoções, Cesare falou, sua voz calma e sincera:

— Me desculpe, Eileen.

(Elisa: Ele é verdadeiramente perfeito. )

 

Continua …

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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