Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 98 Online

↫─Capítulo 98
— E, hmm… Ah, quando você ajuda os outros. Como aquela família que encontramos na escada, os reféns na vila folclórica, as irmãs da Hyemin ou o Park Yeongmin… quando você simplesmente não consegue ignorar pessoas em apuros.
— ……
— Honestamente, tenho sentimentos mistos sobre isso. É legal, mas eu não gosto. Eu quero que você se importe apenas comigo. Acho que é ciúme, sentir que tenho que dividir você com os outros. Mas, admito, é admirável.
— ……
— Por esse motivo, o que eu mais gosto é quando você me protege. Quando se preocupa comigo. Quando olha para mim. Quando chama meu nome suavemente, tipo “Taebaek-ah”.
Taebaek sorriu como se estivesse radiante apenas por imaginar a cena. Shinu o observava em silêncio. Então Taebaek ergueu uma sobrancelha e perguntou.
— Quer que eu continue?
— ……
— Eu gosto da sua pele pálida também, do seu corpo bem tonificado, especialmente do seu peito e…
— Já chega.
Shinu cobriu apressadamente a boca de Taebaek. Taebaek riu e lambeu a palma da mão de Shinu. Shinu franziu a testa profundamente e limpou a mão no cobertor. Mas Taebaek não se importou. Ele esfregou a bochecha contra o corpo de Shinu como um cachorrinho carente por afeto.
— Tudo bem, agora que você sabe o quanto eu gosto de você, pode me deixar dormir?
— ……
Shinu não conseguiu se recusar ao pedido de Taebaek. Como ele poderia ignorar alguém que demonstrava um afeto tão genuíno e sincero? Não seria difícil ficar ao lado dele como um boneco por apenas duas horas.
Com um movimento desajeitado, Shinu deslizou o braço sob a cabeça de Taebaek. Era para servir de travesseiro, mas não saiu de forma tão natural ou confortável quanto os de Taebaek. Taebaek riu baixinho e se ajeitou para encontrar uma posição melhor.
Taebaek envolveu a cintura de Shinu com os braços e descansou a bochecha no braço dele, encarando-o fixamente. Ele disse que ia dormir, mas não havia sinal de sonolência em seus olhos semicerrados. Pelo contrário, seu brilho era quase avassalador.
Enquanto Shinu desviava o olhar sem jeito, Taebaek começou a acariciar distraidamente as plaquetas de identificação de Shinu com o dedo.
— Por que você ainda usa isso?
— É um hábito… Eu me sinto estranho sem elas. Como quando você esquece a carteira ou as chaves do carro.
— Hmm, um hábito…
Taebaek inclinou as plaquetas para captar a luz.
[Forças Especiais da República da Coreia
10-506053
Capitão Lee Shinu
O]
O texto pequeno estava gravado na chapa plana. No canto, uma águia abria as asas com um paraquedas e uma espada atrás, o emblema das Forças Especiais.
Taebaek ergueu as sobrancelhas em curiosidade. Ele já tinha visto as plaquetas de relance antes, mas esta era a primeira vez que as via de perto.
Depois de mexer nelas por um tempo, Taebaek perguntou: — Eu entendo que os dois primeiros números significam que você se alistou em 2010, e não tenho ideia sobre o resto. Mas o que significa o círculo no final? Parece aleatório.
Shinu riu da pergunta estranhamente inocente de Taebaek.
— Esse é o meu tipo sanguíneo.
— Por que eles precisariam do seu… — Taebaek parou abruptamente, percebendo por que o tipo sanguíneo seria necessário. Seu olhar caiu sobre as cicatrizes espalhadas pelo corpo de Shinu.
Taebaek traçou gentilmente a cicatriz em forma de estrela no peito de Shinu com o polegar, suas sobrancelhas habitualmente arrumadas agora unidas em tristeza. Shinu falou em um tom intencionalmente distante.
— Não doeu.
— Como você pode dizer isso tendo cicatrizes assim, como se tivesse levado um tiro?
— Bem… Para ser preciso, eu não percebi que doía. Não havia tempo para pensar nisso.
— Como isso faz sentido?
— Geralmente, você nem percebe que está ferido até desmaiar no caminho de volta no transporte, e então acorda em um hospital militar. A cirurgia já foi feita. Não há tempo para sentir dor.
Taebaek soltou uma meia risada, incapaz de entender por que tais coisas eram consideradas “normais”. Ele imaginou Shinu, sentado pálido em um transporte militar, sangue jorrando de seu peito, apenas para desmoronar de repente. Depois sendo levado às pressas para um hospital, tendo sua carne cortada, a bala removida e sua pele costurada. Mesmo após uma cirurgia de grande porte, Shinu teria retornado à vida cotidiana com uma expressão vazia.
O peito de Taebaek apertou. Ele queria saber mais sobre o passado de Shinu, mas também tinha medo. Ele já podia sentir que não tinha sido um passado agradável. Com certeza seria uma história triste. E Shinu provavelmente a contaria com tanta calma como se fosse a história de outra pessoa, exatamente como estava fazendo agora.
Isso o assustava. Parecia que Shinu, desgastado pelas dificuldades, já havia desistido de tudo. Como se não tivesse mais medo da dor ou da morte.
Taebaek suspirou profundamente pelo nariz e abraçou Shinu, enterrando o rosto na nuca dele.
— Vou dormir.
— Sim, durma bem.
— Não vá a lugar nenhum.
— Não vou. Vou ficar aqui.
— Sério?
— …Eu não vou a lugar nenhum sem você, Taebaek.
Havia um toque de irritação nas últimas palavras de Shinu, como se estivesse cansado de Taebaek fazer a mesma pergunta.
Ironicamente, Taebaek gostou daquele indício de irritação. Antes, Shinu teria apenas ficado de boca fechada, encarando-o como se dissesse: “Vá dormir. Quer ser forçado a dormir para sempre?”. Mas agora, ele estava respondendo a cada pergunta. Não apenas isso, ele o estava abraçando, acariciando sua cabeça e até servindo de travesseiro.
Isso era mais do que melhores amigos, ou melhor, mais do que apenas amigos…
Como eu deveria chamar isso…
Eles fazem sexo, se aninham e dormem juntos…
Uh…
Será que… o hyung Shinu gosta de mim?
❖ ❖ ❖
Shinu e Taebaek não saíram do quarto até a tarde. Taebaek, que dormira por cerca de uma hora, inclinou-se para um beijo, deixando os lábios de Shinu formigando pela intensidade. Shinu pressionou os lábios aquecidos com as costas da mão e depois vestiu as calças.
Usando o moletom e os shorts de futebol de Taebaek, tudo ficava grande demais. A blusa cobria suas mãos e os shorts viviam escorregando. Apertar o cordão da cintura resolveria o problema, mas ele estava com preguiça. Segurar um rifle em uma mão também não ajudava.
É como quando uma pedrinha entra no sapato, mas você está com preguiça de parar, tirar o calçado, retirá-la e calçar de novo, então você apenas anda com a pedra ali o dia todo. Bem, se não for assim, esqueça.
Enfim, ele estava com preguiça. Faminto, decidiu comer primeiro e lidar com as roupas depois. Seu traje folgado parecia relaxar seu estado mental também.
Não muito longe dali, avistaram um restaurante. Enquanto Shinu massageava o estômago vazio e puxava as calças para cima novamente, Taebaek o segurou pelo cotovelo e o parou.
Shinu congelou como se tivesse batido em algo. Ele lançou um olhar interrogativo para Taebaek, e Taebaek, parado em frente a ele, levantou a camisa de Shinu. Então, ele apertou o cordão da cintura para ele. Shinu encarou as mãos de Taebaek em perplexidade enquanto elas se moviam lentamente.
Logo, um laço caprichado apareceu. Taebaek deu um puxão suave nas calças para garantir que estavam firmes. Agora, mesmo que Shinu desse uma cambalhota, suas calças não cairiam.
— Às vezes você age como uma criança de um jeito muito estranho.
— Perdão?
— Fofo.
Taebaek bagunçou o cabelo de Shinu com um sorriso, então segurou levemente seu pulso enquanto seguiam em direção ao restaurante. Shinu o seguiu hesitante.
“Fofo”. Essa era a primeira vez que ele era chamado assim na vida. Provavelmente nem quando era um bebê aprendendo a andar alguém dissera isso a ele.
E agora, aos 32 anos, ouvindo isso de um homem quatro anos mais novo. E não como piada, mas achando-o sinceramente fofo. Era uma sensação estranha.
Dentro do restaurante, Hyemin, Hyesung e o homem barrigudo (de barriguinha a barrigão) estavam sentados ao redor de uma mesa pequena, bebendo café. Biscoitos e lanches estavam espalhados de qualquer jeito.
Quando avistaram Taebaek e Shinu, os três sorriram e os cumprimentaram.
— Acordaram?
— Devem ter estado exaustos para dormir até esta hora.
— Olá. Eu sou Jung Hyesung. É a primeira vez que nos vemos. Obrigado por me salvar ontem.
Taebaek e Shinu sorriram educadamente em resposta à saudação amigável e animada de Hyesung. Eles trocaram algumas palavras casuais. Os três, junto com outros estudantes e Hyein, já haviam tomado o café da manhã tardio. Os dois estudantes tinham voltado a dormir, deixando os três aproveitando uma rara tarde tranquila.
Assentindo, Taebaek e Shinu foram direto para a cozinha. Anexa a ela havia uma pequena despensa abastecida com todo tipo de comida. O Pastor Sung acumulara uma quantidade ridícula, com uma variedade imensa que ia de culinária coreana, chinesa e ocidental até petiscos. Havia até suplementos de saúde como extrato de ginseng vermelho, como se ele quisesse se manter saudável apesar de sua ganância.
Taebaek abriu um sachê de ginseng e colocou na boca de Shinu. Depois abriu outro e espremeu na própria boca.
— Tem algo que você esteja com vontade de comer?
Diante da pergunta de Taebaek, Shinu murmurou e pensou por um momento antes de dar de ombros.
— Qualquer coisa que você fizer está bom para mim.
Taebaek soltou uma risadinha diante da confiança inabalável de Shinu e arregaçou as mangas. Ele estava determinado a não decepcionar essa fé e planejava dar o seu melhor na cozinha.
A refeição foi excepcional. Taebaek fez um ensopado de batata com caldo de osso de boi que, embora faltassem alguns vegetais, tinha um gosto incrível. Como acompanhamento, comeram hambúrgueres de carne coreana congelados grelhados na manteiga. Shinu terminou duas porções de arroz instantâneo. Observando Shinu devorar a comida alegremente, Taebaek também manejava sua colher com satisfação.
Os dois saíram do restaurante, cada um com um sorvete — um de chocolate e outro de chá verde — na boca. De repente, as pessoas se reuniram ao redor deles. Cada uma segurava uma arma. Por um momento, Shinu pensou que poderia ser um ataque, mas nenhum deles parecia particularmente assustado.
Quando Shinu inclinou a cabeça em confusão, o homem barrigudo sorriu sem jeito.
— Vocês se importariam de nos ensinar a atirar? Sabe, já faz quase 40 anos desde que dei baixa e não me lembro muito bem.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive