Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 88 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 88

As seis pessoas comeram freneticamente, devorando a carne que soltava dos ossos e misturando arroz ao caldo que sobrou. Não esqueceram de mastigar o kimchi entre as garfadas. Quando a refeição chegava ao fim, o homem barrigudo levantou-se subitamente com um grunhido curto. A mesa inteira balançou quando sua barriga bateu nela.

Arrastando os chinelos, ele foi arrastando os pés até a cozinha e voltou com quatro garrafas verdes — soju.

— Ah, eu as coloquei no congelador para esfriar, mas esqueci completamente.

Ele sacudiu as garrafas com vigor. O soju, levemente gelado com cristais de gelo, chacoalhou lá dentro. Abrindo a tampa, ele acenou com uma garrafa na direção de shinu.

— Aceita um gole?

— Hum…

shinu hesitou, puxando o lóbulo da orelha enquanto pensava. Olhou ao redor desnecessariamente, chegando a mexer na arma pendurada em sua cadeira. Beber álcool em tempos de guerra era praticamente um suicídio, mas, por outro lado, um copo ou dois ali não parecia tão perigoso…

Enquanto shinu refletia, o homem barrigudo franziu o nariz e sorriu.

— Apenas uma dose. Bebe um pouco, toma um banho e dorme — é perfeito, perfeito.

— Bem, nesse caso… só uma.

shinu levantou seu copo com as duas mãos. O homem barrigudo deu um tapa brincalhão em uma de suas mãos.

— Uma mão só está bom entre nós, não se preocupe.

Entre nós? shinu questionou internamente, mas não disse em voz alta. Ele, na verdade, sentiu-se muito bem com aquilo. Sabia que ser unido por palavras como “entre nós” não era algo que acontecia facilmente.

O homem barrigudo deu a volta na mesa, servindo bebidas para todos. Hyein e Hyemin olharam para o soju com nostalgia, como se aquilo as lembrasse dos dias antes do vírus, quando as irmãs provavelmente bebiam juntas com frequência.

Quando o homem barrigudo chegou ao estudante do ensino médio, ele parou. O garoto segurava o copo com entusiasmo, esperando sua vez com os olhos brilhando.

— Er… quantos anos você tem, garoto?

— Dezoito!

— …Sério?

— Sim! Só mais dois anos e serei um adulto!

— Bem, então acho que você pode beber um pouquinho. Está tudo bem, sério.

Ele acabou servindo uma dose para o garoto também, embora apenas metade do que deu aos outros, considerando que ele ainda era uma criança. O menino não pareceu se importar, sorrindo abertamente. Sua expressão inocente e despreocupada era algo raro de se ver neste mundo arruinado, e fez todos rirem.

— Certo, saúde a todos! — o homem barrigudo rugiu. A mesa era grande demais para que todos brindassem batendo os copos, mas os que estavam próximos tocaram seus recipientes. Taebaek e shinu brindaram os deles. Foi a primeira bebida que shinu tomou desde o vinho que bebeu com Taebaek durante aquela refeição tranquila na casa dele.

shinu virou o copo meio cheio de soju de uma vez. A bebida pareceu fria ao descer pela garganta, mas rapidamente aqueceu seu estômago. O aroma forte do álcool subiu pelo nariz.

Taebaek também esvaziou seu copo. Sentar ali e beber com todos parecia estranhamente uma festa de confraternização de escritório. Ao mesmo tempo, trocar olhares sutis com shinu fazia parecer que eles estavam namorando secretamente no trabalho.

O homem barrigudo parecia radiante por ter todos bebendo juntos. Ele se levantou e encheu o copo de shinu, então, de repente, agarrou as duas mãos de shinu, apertando-as com força.

— Obrigado por nos salvar.

— …O quê?

— Não, sério, eu parei para pensar e nunca disse isso direito. Obrigado, de verdade.

— ….

shinu forçou um sorriso desajeitado. Em vez de se sentir feliz, a gratidão flagrante o deixou desconfortável. Sem saber o que fazer, ele acariciou a coxa de Taebaek distraidamente. Seu rosto corou de calor, incerto se era pelo álcool ou pelo embaraço.

Ele já havia salvado inúmeras pessoas antes — impedindo terroristas, matando assassinos e derrubando forças que ameaçavam a estabilidade da nação. Mas raramente alguém o agradecia diretamente. Geralmente, seus superiores apenas davam um tapinha em seu ombro ou lhe davam uma promoção ou folga.

É por isso que este momento parecia tão constrangedor.

Enquanto shinu mordia a parte interna da bochecha, Hyemin levantou-se subitamente, puxando Hyein com ela. Ambas fizeram uma reverência profunda.

— Nós também estamos agradecidas. Se não fosse pela sua ajuda, eu não teria salvo minha irmã. Honestamente, fomos buscá-la, mas não achamos que teríamos sucesso. Meio que fomos pensando que morreríamos juntas…

— Ah, falando nisso, onde está sua irmã? — shinu perguntou, olhando ao redor. Ele não via Hyesung há algum tempo. Uma das tigelas de samgyetang estava intocada, esfriando sobre a mesa.

— Ela está dormindo em um dos quartos lá em cima. Eu dei um pouco de mingau a ela e a coloquei direto para descansar.

Hyemin explicou. shinu assentiu devagar, compreendendo.

— Então aquela tigela de samgyetang…

Havia seis pessoas, mas sete tigelas de samgyetang, então ele presumiu que uma era para Hyesung. Mas se não era dela, de quem era? Enquanto shinu arqueava a sobrancelha em confusão, o homem barrigudo respondeu por ele.

— É para o cara dos óculos de armação de tartaruga.

— Ah…

— Achei que ele também deveria comer.

Com essas palavras, shinu sorriu de forma sem jeito. Um silêncio denso se instalou sobre a mesa. Naquele momento, o estudante do ensino médio, agora corado pelo álcool, de repente deu um pulo e gritou energicamente.

— Obrigado também, hyung! Na vila folclórica, no museu, se não fosse por você, eu estaria morto! Sério, obrigado!

Sua saudação militar fez todos caírem na risada. shinu, no entanto, não conseguiu rir, mexendo-se desconfortavelmente em seu assento enquanto toda a atenção se voltava para ele. Ele mudou de posição sem jeito, acariciando a coxa de Taebaek com mais frenesi, e suas orelhas ficaram vermelho-brilhantes.

Taebaek observava a cena com diversão. Não era sempre que conseguia ver shinu encabulado, então queria saborear o momento. Mas, no instante em que parecia que o rosto de shinu ia explodir, ele levantou seu copo.

— Vamos brindar de novo?

Taebaek sorriu com maturidade, fazendo com que todos levantassem seus copos novamente. O foco desviou-se de shinu, que soltou um longo suspiro de alívio pelo nariz.

A bebedeira continuou e, com seis pessoas bebendo, as garrafas de soju esvaziaram rapidamente. As quatro garrafas que o homem barrigudo trouxera logo acabaram. Ele se levantou animado, anunciando que buscaria mais, e Taebaek o acompanhou.

— Vou ver o que mais temos na cozinha.

shinu, cujo rosto começava a arder de calor, assentiu. Então, com uma exclamação curta, ele puxou sua arma do coldre e a entregou a Taebaek, um gesto semelhante a dar dinheiro de presente a um neto.

— Tome cuidado.

shinu disse, mantendo o olhar fixo nele. Taebaek respondeu com um simples “Sim” e se afastou. shinu o viu partir enquanto bebericava seu drink. O álcool estava relaxando as arestas afiadas de seus nervos, e a sensação não era nada ruim.

shinu afrouxou a gravata, sentindo o aperto em seu pescoço. À sua frente, Hyein, que o observava, puxou sua cadeira para mais perto da mesa e começou a falar.

— Ei, oppa.

— ….

A princípio, shinu não percebeu que ela estava se dirigindo a ele. Então caiu a ficha de que ele era o único ali a quem ela chamaria de “oppa”, já que o estudante era claramente mais novo.

shinu pousou o copo e, encarando-a nos olhos, falou suavemente.

— Eu não sou seu oppa.

— Hein?

— Sou doze anos mais velho que você. Me chame de ahjussi ou… tio, algo assim.

— …O quê?

— “Oppa” só é apropriado para alguém de dois a quatro anos mais velho. Qualquer coisa além disso é um ahjussi.

shinu disse com uma dignidade de acadêmico. Tanto Hyein quanto Hyemin piscaram como sapos, e então caíram na gargalhada. O riso delas foi tão alto que sacudiu a mesa.

shinu inclinou a cabeça, confuso. O que é tão engraçado? Dizer a ela para não chamá-lo de oppa não parecia uma piada. Eu perdi alguma coisa? Talvez seja alguma gíria ou piada da moda? Ele girou o aro de seu relógio de pulso, mergulhado em pensamentos.

Nesse momento, Taebaek e o homem barrigudo voltaram da cozinha. O homem trazia mais quatro garrafas de soju e um monte de carne seca debaixo do braço. Enquanto isso, Taebaek voltou com uma variedade colorida de pacotes — salgadinhos, chocolates, balas de goma e afins.

Vendo o açúcar cair sobre a mesa, shinu balançou a cabeça sem acreditar. Imparável, como sempre.

Taebaek, sentando-se ao lado de shinu, abriu um pacote de balas de goma em formato de urso e enfiou um punhado na boca. Suas bochechas estufadas estranhamente combinavam com ele, fazendo shinu rir como uma criança.

Em resposta, Taebaek pegou um ursinho vermelho e o colocou na frente de shinu. Depois, alinhou um amarelo, um laranja, um branco e um verde, nessa ordem. A fileira colorida combinava perfeitamente com o nome “balas de goma”.

shinu pegou a goma vermelha e a colocou na boca. O sabor mastigável e doce elevou seu espírito. Imediatamente, Taebaek preencheu o espaço agora vazio com outra goma vermelha.

Enquanto isso, o homem rotundo abrira uma garrafa de soju e servia no copo de shinu. shinu assentiu levemente em agradecimento. Naquele momento, Hyein bateu na mesa.

— Ei, oppa. Eu te chamei — disse ela.

— Er… de novo com esse “oppa”…

— Apenas chame-o de oppa. Se ele parece um, ele é um — Hyein disse em um tom agudo, falando tão rápido que shinu não teve chance de responder. Quando ele abriu a boca para dizer algo, Hyein rapidamente fez outra pergunta.

— Oppa, qual era o seu trabalho original?

O homem barrigudo, que estava servindo a bebida, arregalou os olhos de surpresa. Seus olhos cheios de rugas se esticaram tanto que pareceram lisos. Até o estudante, que estava curvado, de repente levantou a cabeça.

— É, eu também fiquei curioso. O que você fazia para ser tão bom de briga? Ouvi desses caras que você derrubou quatro homens de uma vez. Você era profissional? Tipo em artes marciais ou boxe?

— Er…

shinu hesitou por um momento. Seu trabalho. Sempre que lhe faziam essa pergunta, ele respondia: “Sou soldado”. Então, mesmo agora, a palavra “soldado” pairava na ponta de sua língua. Afinal, ele estava trabalhando como guarda-costas há apenas três dias.

shinu olhou para Taebaek, que apoiava o queixo na mesa, observando-o como se estivesse curioso pela resposta. shinu lambeu o lábio inferior e respondeu calmamente:

— Sou guarda-costas.

As pessoas ao seu redor reagiram com empolgação, murmurando em admiração.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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