Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 76 Online


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↫─Capítulo 76

Taebaek virou-se para Shinu, rangendo como um robô enferrujado, e então, tardiamente, deu uma olhada em seu próprio corpo. Shinu também moveu os olhos rapidamente, revistando-o, esperando que a bala não tivesse perfurado seu coração.

Mas então…

— Hyung, esse cara provavelmente também é isento do serviço militar.

Taebaek deu um largo sorriso. Seu corpo estava completamente ileso.

Naquele momento, o homem que segurava a corrente do Devorador desabou ali perto, com uma poça de sangue vermelho se espalhando lentamente ao seu redor. Parecia que a bala que Yeongik havia disparado acidentalmente não atingiu Taebaek, mas sim o acertou.

Assim que uma pessoa soltou a corrente, o equilíbrio de poder mudou a favor dos Devoradores . Excitados pelo mar de pessoas e seus gritos, os Devoradores agiram como touros selvagens. Os homens que tentavam controlá-los foram arrastados antes de finalmente soltarem as correntes.

Os Devoradores avançaram, as correntes tilintando alto enquanto balançavam. Mas com doze Devoradores amarrados juntos, era impossível que se movessem em uníssono. Cada um disparava em direções diferentes, esticando as correntes de conexão. Eventualmente, as correntes não aguentaram mais a tensão e estalaram como um chicote, fazendo todos os Devoradores caírem para trás.

Um Devorador deslizou bem na frente do Pastor Sung. Aterrorizado, o Pastor Sung recuou, pisando no pano preto que estava usando. Conforme o pano escorregou, seu corpo pálido e brilhante ficou totalmente exposto.

Os olhos do Devorador se arregalaram, seu olhar fixo no exposto Pastor Sung como um predador avistando uma presa. Ele avançou contra ele, seus dentes encharcados de sangue visando a cabeça do pastor.

No entanto, as correntes o seguraram bem a tempo, fazendo-o falhar cada vez que se aproximava. Seus dentes grossos roçavam o nariz do pastor antes de recuar novamente, repetindo esse padrão.

— Ahhhh! Não, não venha! Fique longe!

O Pastor Sung rastejou para trás em pânico, seus gritos desesperados ecoando por toda a igreja através do microfone. A congregação aterrorizada, em meio ao caos, voltou sua atenção para o pastor.

Após um breve silêncio, as pessoas começaram a avançar em direção ao palco.

— Pastor!

— Pastor! Pastor!

— Satã está visando o pastor!

— Protejam o pastor!

Os mártires, que haviam sido adorados como santos, foram subitamente marcados como demônios. Yeongik e seu grupo também correram em direção ao Pastor Sung. Yeongik, que mantivera uma expressão fria e sem emoção o tempo todo, agora parecia um boneco de neve derretendo sob o sol escaldante.

— Pai!

Aproveitando a confusão, Shinu e Hyemin rapidamente soltaram Hyesung, que ainda estava pendurada na cruz. Taebaek, chegando um pouco atrasado, juntou-se a eles. Shinu rosnou enquanto cortava rapidamente as cordas com a faca que trouxera do deck de observação.

— Taebaek, você será punido quando isso acabar.

Avançar contra um inimigo armado sem uma arma era imprudência — algo que apenas alguém com desejo de morrer faria. O som de um tiro havia abalado o mundo de Shinu, fazendo-o sentir como se tudo estivesse desmoronando. Naquele décimo de segundo, ele chegou a alucinar, imaginando Taebaek desabando em uma nuvem de sangue, olhando para ele com olhos injetados.

— …Desculpe.

Taebaek disse em tom de desculpas, sabendo que a culpa era claramente sua e não tendo justificativas.

Naquele momento, as cordas finalmente cederam, e Hyesung desabou sem forças. Taebaek rapidamente a segurou, enquanto Hyemin puxava o pano que cobria o rosto de Hyesung.

Seu rosto, encharcado de suor frio, foi revelado. Hyesung, que se parecia mais com a outra irmã de Hyemin, Hyein, do que com a própria Hyemin, tinha um rosto pálido e fantasmagórico. Ela piscou atordoada, lutando para manter os olhos abertos.

Hyemin, com lágrimas nos olhos, acariciou gentilmente a bochecha da irmã.

— Hyesung, Hyesung, sou eu. Abra os olhos, está bem?

— Ugh… Mana? Hyemin unnie?

— Sim, sou eu. Estou aqui. Vamos. Vamos sair daqui.

Hyemin sorriu para ela, e Hyesung, apesar de sua consciência nublada, sorriu de volta. Enquanto isso, Shinu examinou rapidamente o corpo de Hyesung. Ela não parecia ter ferimentos graves, e a má condição de seu corpo parecia ser devido à desidratação. Ela deve se recuperar com repouso nos próximos um ou dois dias.

— Precisamos ir.

Shinu instou Hyemin. Ela assentiu várias vezes e ajudou Hyesung a se levantar, com a ajuda de Taebaek. Embora Hyesung tenha tropeçado algumas vezes, ela eventualmente recuperou o equilíbrio.

— Consegue caminhar? — Shinu perguntou a Hyesung, e ela assentiu levemente.

Os quatro deixaram o palco imediatamente. Shinu, liderando o caminho, olhou em direção à plataforma do coro e além, para o corredor. Ele planejava escapar pela passagem subterrânea sobre a qual o homem gordo lhe falara.

Mas então,

— Onde pensam que vão?

Uma figura escura bloqueou o caminho deles. Eram os capangas de Yeongik. Um homem grande apontou uma arma para Shinu. Shinu olhou para trás.

Os doze Devoradores jaziam espalhados no chão, seus corpos crivados de balas. Parecia que os capangas haviam atirado em todos eles. Longe, em um canto, o homem de óculos estava mordendo a lateral de um homem com bigode, que guinchava como um pato. Foi um fim patético, digno de sua barba desalinhada. Quanto a Yeongik e o pastor, eles haviam desaparecido.

Shinu olhou para a arma que o capanga estava segurando. Uma K2. Taebaek odiava esse modelo por sua feiura. Se Shinu pudesse apenas colocar as mãos em uma, as coisas poderiam mudar. Se estivesse sozinho, teria corrido o risco, mas agora, tinha muitas pessoas dependendo dele. Ele precisava se mover com cautela e cuidado.

Enquanto Shinu buscava uma abertura, a congregação de repente avançou com uma intensidade furiosa.

— Cria de Satã!

— Como ousam tais criaturas demoníacas profanar este lugar sagrado!

— Vocês acham que cairemos em suas tentações?

— Vamos puni-los! Eles devem ser punidos!

— Deus certamente desejará isso!

— Crucifiquem-nos!

Eles gritavam furiosamente por trás de seus véus pretos. Estavam acovardados de medo momentos atrás, mas agora, fortalecidos por sua recém-descoberta “fé”, avançavam com zelo justiceiro.

Os quatro estavam encurralados. À frente estavam os homens armados e, atrás deles, a congregação se fechava. Parado à frente de Taebaek, Shinu soltou um longo suspiro pelo nariz. Então, de repente, sua expressão tornou-se fria e dura.

Ele parecia um deus, enojado pelo egoísmo dos humanos, pronto para decretar o julgamento.

Seus olhos focaram na extremidade oposta da igreja, em direção ao segundo andar acima da entrada principal. Onde a maioria da congregação havia fugido, Hyein estava sozinha, segurando um isqueiro.

Shinu assentiu para ela. Hyein rapidamente se abaixou atrás do parapeito. Alguns segundos depois…

Um som de assobio agudo perfurou o ar. Parecia uma mosca gigante zumbindo furiosamente.

Todos, tanto os capangas de Yeongik quanto os fiéis, viraram a cabeça em direção à fonte do som. Algo estava disparando pelo ar, deixando um rastro de fumaça branca como uma miragem. Subiu cada vez mais alto em uma velocidade incrível, estilhaçando a rosácea de vitral perto do teto da igreja.

Enquanto a congregação olhava boquiaberta para a janela estilhaçada em confusão, uma explosão estrondosa ecoou do alto.

Fogos de artifício cor-de-rosa vibrante iluminaram o céu.

Os fogos não pararam em apenas um. Eles continuaram vindo, assobiando pelo ar, explodindo um após o outro — BANG! BANG! BOOM! POP! Alguns até estouraram dentro da própria igreja, sacudindo os lustres, fazendo os cristais caros choverem como granizo.

Era uma visão bizarra, porém bela.

Os fogos de artifício dourados, vermelhos e rosas que iluminavam a igreja pareciam quase um truque tentador do diabo, tentando seduzi-los.

Pegos de surpresa pela exibição inesperada, os fiéis ficaram parados, estupefatos, alguns com a boca aberta, outros murmurando orações enquanto removiam seus véus.

Enquanto isso, Hyein, aproveitando a distração, aproximou-se do grupo de Shinu. Shinu permaneceu tenso, observando-a de perto.

O momento tinha que ser perfeito. Eles precisavam esperar que Hyein chegasse totalmente. E para que a “surpresa” cuidadosamente preparada acontecesse.

O show de fogos de artifício durou menos de cinco minutos. Como uma esperança passageira, um momento de alegria ou um sonho que desapareceu em um instante. Tudo o que restou foi a fumaça pálida e o cheiro acre de pólvora.

Um silêncio pesado preencheu a igreja. Todos pareciam atordoados, como se tivessem acabado de acordar de um sonho. Taebaek moveu-se silenciosamente para trás de Shinu, então, astutamente, agarrou sua mão. Shinu apertou-a com força em resposta, as palmas das mãos unidas.

Nessa hora, Hyein juntou-se silenciosamente ao grupo. Ela correu em direção a Hyesung e a abraçou com força. Hyesung sorriu fracamente e a abraçou de volta. Foi um reencontro emocionante entre irmãs.

No entanto, para os fiéis, parecia que os demônios malignos estavam conspirando juntos. Um deles notou e gritou.

— Satã está nos enganando!

— Estamos sendo enganados!

Os fiéis deram um passo ameaçador à frente. Justo naquele momento, alguém do lado de fora da igreja soltou um grito lancinante: — Aaaah!

Todos os olhos se voltaram para a porta.

Como se em resposta à atenção deles, mais gritos se seguiram: — Aargh! —, — Eeeeek! — Os sons de terror derramavam-se pelas janelas quebradas e pelas grossas portas de madeira. Era como se houvesse um incêndio furioso do lado de fora da igreja.

Os fiéis começaram a murmurar entre si. Mas o grupo de Shinu olhava inexpressivamente para a porta, como se tivessem antecipado o caos que se desenrolava lá fora.

A gritaria que preenchera o ar parou de repente.

Então, com um rangido alto, as grandes portas da igreja abriram-se abruptamente. Era uma fiel.

Uma mulher de meia-idade com cabelos bem cacheados apareceu, seu rosto carmesim. Mas não era de calor ou raiva — era porque estava encharcada de sangue.

— Aaaah! Ajudem-me! Salvem-me! Aaaah!

Ela balançava a cabeça freneticamente, gritando como uma louca. Sua voz histérica ecoava pela igreja. Os outros fiéis olhavam para ela como se vissem uma lunática. Então, quando as portas estavam prestes a se fechar, outra figura apareceu.

Era o Devorador. Meio decomposto, a pele do rosto caindo em pedaços. Seu estômago, outrora inchado, havia estourado, e seus intestinos agora pendiam frouxamente, balançando grotescamente enquanto ele caminhava.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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