Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 67 Online

↫─Capítulo 67
Shinu aproximou-se da van.
— Estamos indo para a igreja.
— …O quê? Igreja? Que igreja?
— Aquela onde o Pastor Sung está. Ou seja… a Igreja Sagrada.
Shinu olhou para a inscrição na lateral da van enquanto falava. O homem barbudo o encarou com os olhos arregalados.
— Por que lá? Você está louco?
— Temos algo a fazer lá. Estamos todos indo. Se você não quiser vir, pode ir por conta própria.
Shinu abriu a porta do carro com força. O homem barbudo, que estava encostado na janela, bateu a cabeça contra a estrutura do veículo. Ele segurou a cabeça, praguejando profusamente.
Ignorando-o, Shinu informou ao homem de óculos, curvado no banco de trás, sobre a situação. Ele explicou que a família de Hyein e Hyemin havia sido capturada e que iriam resgatá-los. Também mencionou que o homem de óculos estava livre para partir, se desejasse.
O homem de óculos gemeu e sentou-se. Ele ainda parecia pálido, talvez ainda em choque por quase ter morrido por causa do homem de cabelo ruivo.
— E-eu vou também. Quero ir com vocês — disse ele com os lábios pálidos. Shinu assentiu. Então, ele se voltou para o homem barbudo, perguntando silenciosamente se ele queria se juntar a eles. Embora a resposta fosse óbvia, não custava perguntar.
— De jeito nenhum, eu não vou! Por que diabos eu deveria ir?
Shinu não tentou convencê-lo e simplesmente deixou estar. Com isso, todos, exceto o homem barbudo, decidiram ir para a igreja. Os outros olharam para o homem barbudo, que pareceu perceber a situação um pouco tarde demais.
— O quê? Vocês todos vão? Para resgatar a irmã daquelas mulheres?
— Sim. Estamos todos indo.
— Por quê? Por que ir? Deveríamos todos apenas seguir para Mokpo. Não há tempo. Eles provavelmente já estão mortos, ou podem até estar morrendo agora.
— Um fiel disse a elas que ainda estão vivos.
— Essa pessoa pode estar mentindo! Você é burro? Acreditar nessa porcaria! Não vão! Vocês só querem se passar por bonzinhos nesta situação? Parem de ser tão hipócritas! Vamos apenas para Mokpo! Precisamos de mais pessoas para revezar a vigília, combater os monstros, certo? Vocês precisam de mim também.
Sua sem-vergonhice, ignorância e arrogância retorceram as expressões de todos em desgosto.
Quando um homem mais velho aumenta a voz, isso apenas o faz parecer vulgar. Parecia que o homem barbudo não entendia isso. Além disso, ele era vicioso, teimoso e inculto — um exemplo clássico de um homem que cresceu sem modos.
Falar sobre a morte do irmão de alguém na frente de Hyein e Hyemin e depois tentar forçar sua opinião sobre elas. Quão rude e egoísta ele poderia ser?
O homem barrigudo tocou o braço do estudante e brincou: — Se eu algum dia começar a agir como esse velho gagá, me avise, ok? — Ele disse alto o suficiente para o homem barbudo ouvir. O rosto do barbudo ficou vermelho de raiva.
— Certo, vamos nos separar aqui. Eu vou levar a van.
Ele saiu da van e deu a volta até o assento do motorista. Taebaek bloqueou seu caminho.
— Você perdeu o juízo, velho?
— O que você disse, seu moleque?
— Por que você deveria levar a van?
— Eu estou sozinho! É justo que vocês a entreguem!
O homem barbudo bufava, com os olhos saltados. Taebaek soltou um escárnio. Ele tinha ouvido dizer que era difícil entender a mentalidade de loucos, mas agora estava experimentando isso em primeira mão.
— Nossa, a boca desse velho está cheia de merda.
Taebaek zombou dele.
— O-o quê? Merda?
— É, merda. Se você pensar bem, nós temos mais pessoas, então faz mais sentido nós levarmos a van. Você deveria ser quem desiste dela.
O homem barbudo ficou boquiaberto, lutando para respirar enquanto engasgava com as palavras atrevidas de Taebaek. As veias em sua testa saltaram, fazendo parecer que ele poderia sofrer um colapso por pressão alta.
Shinu colocou-se entre eles.
— Nós vamos levar a van. Se você vai andar ou encontrar outro veículo, depende de você.
Ele falou friamente.
Era uma sorte que o homem barbudo estivesse partindo por conta própria. Em uma crise, ele era o tipo de pessoa que escolheria salvar a si mesmo, assim que o homem de cabelo ruivo. Ele não era de ajuda para o grupo, e seus constantes xingamentos a Taebaek estavam irritando a todos.
O objetivo original deles era resgatar os reféns da vila folclórica. Agora que haviam feito isso, cumpriram seu dever como seres humanos. Como os outros escolhiam sobreviver ou morrer não era mais preocupação de Shinu.
Naquele momento, o homem barbudo, destemido, agarrou Shinu pelo colarinho.
— De jeito nenhum, seu moleque. Eu não gostei de você desde o começo. Agindo como se fosse superior, de terno, nesta situação…
Shinu olhou para a mão do homem barbudo.
Deveria quebrar o pulso dele? Isso certamente prejudicaria suas chances de sobrevivência. Embora não se importasse se o homem morresse, sentir-se-ia desconfortável se o homem morresse de fome por causa do pulso quebrado. Talvez fosse melhor apenas arremessá-lo, pensou. Mas antes que pudesse agir, um punho subitamente disparou por trás da orelha de Shinu.
Era o punho firmemente fechado de Taebaek, e ele se chocou contra o nariz do homem barbudo com um baque alto. O homem soltou um grito sufocado enquanto caía para trás, com o nariz achatado e o sangue jorrando de ambas as narinas.
— Não mexa com meu hyung. Eu te mato.
Taebaek bufou, como uma criança emburrada, então se agarrou às costas de Shinu como um casco de tartaruga. Shinu soltou uma risada seca. Apesar de o homem barbudo estar caído no chão, sangrando profusamente por causa de um único soco, Taebaek teve o desplante de bufar. O absurdo de tudo aquilo fez os lábios de Shinu se curvarem em um sorriso.
Taebaek apoiou o queixo no ombro de Shinu, esperando por um elogio. Shinu, sem muito entusiasmo, afagou a cabeça dele. Então, fez um gesto para que os outros entrassem na van.
Todos, exceto o homem barbudo, subiram na van. Taebaek assumiu o banco do motorista e Shinu sentou-se no banco do passageiro. O homem barbudo permaneceu estirado no chão.
Shinu jogou uma garrafa de água em direção ao homem barbudo. A pequena garrafa rolou até parar perto de sua cintura. Mesmo em seu estado atordoado, o homem barbudo apertou a garrafa firmemente contra o peito.
Shinu deu um sorriso de lado e voltou sua atenção para a frente. Logo, a van começou a se mover.
Uma cruz pendurada no espelho retrovisor balançava de forma irritante.
Fortaleza do Deus Aprisionado
Encontrar a igreja não foi difícil. Eles tinham um mapa da cidade de Yongin, e vários panfletos da igreja espalhados por aí explicavam gentilmente as direções.
O problema era se aproximar da igreja. Nesta cidade apocalíptica, com estradas vazias e apenas manchas de sangue restando como vestígios da humanidade, a van do grupo das lanternas que havia desaparecido seria facilmente avistada se circulasse a igreja.
Taebaek estacionou a van a uma certa distância, e Shinu estudou o mapa.
Eles precisavam de um prédio alto para observar os movimentos da igreja, ver onde os fiéis iam com frequência e planejar sua infiltração.
A igreja estava localizada em um parque temático perto da Estação Jukjeon, mas o mapa mostrava que era um lugar estranho. Não era apenas um único edifício; havia um santuário principal, uma capela, um dormitório, uma biblioteca, o escritório do pastor e todo tipo de outras estruturas, fazendo parecer um campus universitário.
A van seguiu lentamente em direção à Estação Jukjeon. Eventualmente, avistaram um prédio alto e estreito à distância, uma torre de observação.
— Vamos para lá — sugeriu Shinu.
— Não é perto demais da igreja? — Hyemin perguntou preocupada.
— É melhor manter distância, mas não há prédios altos por perto. A única outra opção é entrar em um apartamento, mas isso pode ser perigoso. Pode haver Devoradores , ou os fiéis podem estar usando o local.
— Não temos escolha, então.
— O mapa mostra um beco estreito. Vamos por ele. Deve ser seguro.
Shinu sinalizou para Taebaek, que deu partida na van. Eles se mantiveram nas estradas estreitas. Talvez por estarem perto da igreja, não havia monstros por perto.
Em vez disso, encontraram uma visão estranha. Cadáveres estavam pendurados em postes de luz altos, e as estradas de seis faixas estavam bloqueadas por ônibus e carros.
Nas paredes de prédios e em faixas, viram versículos bíblicos estranhos rabiscados com tinta vermelha:
— Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. —
— Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. —
Era uma estrada desolada e sinistra.
Ao se aproximarem da torre, a van passou pelo Cruzamento de Pungdeokcheon. Acima deles, uma ponte com a placa — Viaduto de Pungdeokcheon — se estendia.
Como esperado, a Ponte de Pungdeokcheon apresentava uma cena semelhante à Ponte de Yongin.
As palavras — [A mentalidade da carne é inimiga de Deus; pois não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo] — estavam escritas em letras vermelhas e, abaixo delas, havia incontáveis corpos executados. A visão deles pendurados, sem vida, era mais angustiante do que o próprio inferno.
Mas todos estavam vestidos com vestes sacerdotais pretas. Em volta de seus pescoços, onde os laços foram amarrados, pendiam cruzes de ferro feitas rudimentarmente, do tamanho de bolas de basquete. Os corpos pendurados na Ponte de Yongin pareciam ser de cidadãos comuns, mas aqui, os cadáveres…
— São padres…
— E freiras também.
O homem de óculos e o estudante do ensino médio falaram alternadamente. Diferente dos pastores e fiéis cruéis dentro da igreja, estes eram provavelmente pessoas que seguiam verdadeiramente a vontade de Deus. Parecia que foram intencionalmente exibidos ali como um espetáculo, dada a proximidade com a igreja.
Os cadáveres estavam em péssimas condições. Apodrecendo, com ossos expostos em alguns lugares, e pus pegajoso escorrendo das pontas dos dedos e dos pés. O chão estava tão escorregadio que o carro quase derrapou.
As roupas pretas, os corpos balançando ao vento, a atmosfera úmida e mofada — era como se todas as nuvens de tempestade do mundo tivessem se reunido naquele lugar.
Shinu olhou para Taebaek com preocupação nos olhos. Taebaek, com as sobrancelhas franzidas, olhava fixamente para a frente, concentrando-se apenas em manobrar o volante.
Shinu estendeu a mão e afagou suavemente a coxa de Taebaek. Taebaek não reagiu, apenas se concentrando em dirigir, mordendo o lábio inferior, dando o seu melhor para manter o foco.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive