Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 65 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 65

— Ah, uh, é que…

O lábio inferior do ruivo tremeu. O que ele deveria fazer… o que deveria dizer… Ele tentava freneticamente pensar em algo. Shinu ergueu o queixo levemente e olhou para ele com um olhar condescendente.

— Vou te dar uma chance. Uma chance de tornar sua vida digna de ser poupada.

— O-Oh, sim. Obrigado. Obrigado, Sh-

Palavras… O ruivo não conseguiu terminar a frase. Shinu o chutou no abdômen, fazendo-o voar para trás. O golpe vigoroso derrubou o ruivo impotente no chão.

— Uma chance de se sacrificar por nós.

Shinu jogou uma tocha ao lado do ruivo. A luz vermelha iluminou o rosto dele. Em um instante, ele se tornou um pedaço de carne deitado em um balcão de açougue. Em pânico, ele tentou se levantar, mas sua perna machucada não cooperava.

— Por favor… me salve…!

O ruivo gritou para Shinu, mas a horda de Devoradores vorazes avançou sobre ele em um instante.

Aaaah, Aah! Crunch, crunch, slurp, urgh… Splat, splat, screech, crunch, crunch. Os sons dos Devoradores se banqueteando encheram o ar, misturados com os gritos agonizantes do ruivo. Foi um grito doloroso, mas não durou muito. Em menos de 10 segundos, parou abruptamente.

Shinu observou com um olhar indiferente enquanto o “sacrifício” era devorado. O homem de óculos de armação de chifre engoliu em seco, nervoso, lançando um olhar furtivo para Shinu. Sentindo o olhar, Shinu tocou o braço dele e se virou.

— Vamos.

Assentindo repetidamente, o homem de óculos seguiu rapidamente atrás de Shinu.

As pessoas que saíram do depósito entraram na van com coordenação ágil. Han Taebaek estava junto à porta de enrolar do depósito, esperando ansiosamente que Shinu saísse. Ele ficou tão surpreso quando Shinu subitamente se virou enquanto corriam e lhe disse para ir primeiro, desaparecendo antes que ele pudesse reagir.

Por que ele está demorando tanto? Nada aconteceu, certo? Estamos falando do Shinu; não pode ser…

Han Taebaek mordeu o lábio com ansiedade. Ele olhou para trás. As pessoas na van estavam esperando para partir.

— Ah, por que não vamos logo! Vamos embora! Ele não voltou, então já deve estar morto a esta altura!

O homem barbudo reclamou com frustração. Han Taebaek, segurando as chaves do carro, olhou para ele friamente. Se o homem barbudo abrisse a boca mais uma vez, Han Taebaek estava pronto para enfiar as chaves na testa dele.

O homem barbudo, sentindo a raiva fervilhante de Han Taebaek, desviou o olhar. Mesmo assim, continuou a resmungar para si mesmo e para Hyein e Hyemin, que o ignoraram sem sequer virar a cabeça.

Justo quando Han Taebaek estava prestes a entrar no depósito, viu o homem de óculos correndo em sua direção. Atrás dele, Shinu apareceu. O ruivo não estava em lugar nenhum. Não que importasse. Desde que Shinu estivesse seguro, isso era tudo o que importava.

Han Taebaek examinou rapidamente o corpo de Shinu enquanto ele corria em sua direção. Ele estava verificando se havia ferimentos ou mordidas. Shinu estava ileso. Ele tinha até energia suficiente para arrastar o homem exausto de óculos pelo capuz.

Han Taebaek relaxou um pouco após confirmar a segurança de Shinu. O homem de óculos passou por ele e mergulhou na van. Os outros o ajudaram a entrar com arquejos de surpresa enquanto ele contava, em prantos, o que o ruivo havia feito com ele.

Naquele momento, Shinu parou na frente de Han Taebaek. Ele olhou para Han Taebaek, avaliando sua reação.

— Preocupado?

— Você sequer se dá conta disso?

Han Taebaek deu um passo mais perto de Shinu, questionando-o em um tom ligeiramente acusatório.

É tão irritante. Sinto vontade de dar um tapa na cabeça dele. Eu gostaria que ele pensasse em si mesmo primeiro, independentemente do que aconteça com os outros. O altruísmo de Shinu está me deixando louco.

Shinu deu a Han Taebaek um sorriso sem jeito.

— Desculpe. Eu te dou um beijo de boa noite mais tarde.

— Ha…

Han Taebaek suspirou. Era tão ridículo, mas, ao mesmo tempo, a tentativa desajeitada de Shinu de ser fofo era adorável, deixando-o maluco. Com uma dor de cabeça súbita, Han Taebaek esfregou a testa, e Shinu segurou gentilmente seu pulso.

— Vamos rápido. Assim que sairmos da cidade, poderemos descansar em um lugar silencioso o dia todo.

— É, em um lugar silencioso, o dia todo, eu vou morder e sugar seus lábios.

Han Taebaek rangeu os dentes enquanto falava.

Shinu fingiu não ouvir e virou a cabeça. Então, caminhou firmemente em direção à van.

Han Taebaek o observou baixar a porta de enrolar do depósito, estreitando os olhos. Humpf, parece piada, não é? Mas não é. Eu vou te sugar e morder o dia todo. Por vinte e quatro horas seguidas. Vou começar pelos seus lábios e depois vou te deixar nu e te beijar inteiro. Mesmo que você me chute, eu não vou soltar.

Han Taebaek repetiu seu voto repetidamente enquanto subia no banco do motorista da van. Pelo espelho retrovisor, ele viu as seis pessoas amontoadas. Shinu sentou-se no banco do passageiro.

Han Taebaek deu partida no motor e dirigiu pela estrada de cimento. A vila desapareceu lentamente. Ele se sentiu um pouco mais à vontade.

— Para onde estamos indo?

Han Taebaek perguntou.

— Para a imobiliária mais próxima. Precisamos de um mapa.

Shinu respondeu enquanto mexia no porta-luvas. Não havia nada de especial nele — apenas um rádio, lenços umedecidos, uma Bíblia, panfletos da igreja e alguns lixos variados. Shinu tirou um lenço umedecido e limpou as mãos. Ele entregou um para Han Taebaek e ofereceu o resto para Hyemin no banco de trás.

— Você precisa de um?

— Ah, obrigada. Também tem água aqui.

Hyemin entregou uma garrafa de 500 ml de água. Era uma garrafa nova, fechada, provavelmente do carro. Shinu a abriu e a entregou a Han Taebaek primeiro. Han Taebaek bebeu cerca de metade e depois a devolveu para Shinu, que terminou o resto.

Shinu amassou a garrafa vazia e ajustou a frequência do rádio. Após alguma busca, encontrou o canal de emergência. Uma voz familiar surgiu. Era um tom rígido e robótico, mas ainda assim era reconfortante ouvir depois de tanto tempo.

— … Vamos nos encontrar vivos.

— 7 de outubro, 7h00. O 33º navio de resgate para a Ilha de Jeju partiu em segurança do Porto de Mokpo.

— Indivíduos infectados não estão autorizados a embarcar no navio. Repito, indivíduos infectados não estão absolutamente autorizados a embarcar.

— Atualmente, as forças militares sul-coreanas e da ONU estão estacionadas em Mokpo. Por favor, venham rapidamente e fiquem na zona de segurança.

— Queridos cidadãos, vamos todos nos encontrar vivos —

Shinu desligou o rádio. Mokpo ainda estava segura. Isso era o suficiente.

A van continuou a rodar em silêncio. Ninguém falava com facilidade. Depois de suportar tanto durante a noite sem qualquer descanso, todos estavam exaustos.

O sol da manhã começou a nascer entre as ruínas da cidade. Shinu olhava fixamente para ele, encostado na janela. Eles haviam escapado, conseguido, mas ele não se sentia particularmente feliz. Os corpos pendurados na ponte assombravam seus pensamentos.

Havia mais lugares como aquele? Provavelmente sim. Mesmo que apenas uma fração dos mais de um milhão de cidadãos tivesse sido capturada pela igreja…

Shinu fechou os olhos com força diante do pensamento horrível, depois os abriu novamente. Seus ombros tremeram levemente. Han Taebaek olhou para ele. Shinu, sentindo o olhar de Han Taebaek, deu um sorriso fraco, como se dissesse que estava tudo bem.

Após cerca de 10 minutos de direção, viram uma placa que dizia [Parque do Lago Dongbaek], seguida por um grande supermercado ensanguentado e fileiras de complexos de apartamentos. Parecia o tipo de área onde uma imobiliária poderia estar localizada. E, com certeza, após dirigir um pouco mais, viram uma placa amarela que dizia [Escritório de Corretor de Imóveis Licenciado].

Han Taebaek estacionou a van perto da imobiliária. Shinu pegou uma machadinha e saiu. Não havia Devoradores à vista, mas eles não podiam se dar ao luxo de baixar a guarda, já que eles poderiam aparecer ao menor ruído.

Depois de dar a volta na van, Shinu bateu no vidro duas vezes. Era o sinal de que estava seguro. Han Taebaek, que estava esperando pelo sinal, saiu do carro. Os outros fizeram o mesmo, sabendo o que fazer.

O homem de óculos, ainda encharcado de suor frio pelo choque das ações desumanas do ruivo, disse que ficaria no carro. O homem barbudo rapidamente fez o mesmo, alegando que estava cansado demais para sair.

Eles não precisavam de muitas pessoas de qualquer maneira. Shinu usou a machadinha para quebrar a fechadura da porta da imobiliária. A porta se abriu pouco depois. Por dentro, estava vazio. Não havia sequer manchas de sangue.

Shinu imediatamente pegou o mapa na parede. Han Taebaek verificou a geladeira e os armários, embora estivessem sem energia. Os outros que os seguiram começaram a vasculhar o lugar.

Não havia muito a ser ganho. Apenas um pouco de água do purificador, alguns biscoitos e alguns saquinhos de chá para oferecer aos convidados. Ainda assim, ficaram gratos por ter algo para mastigar. As pessoas ficaram ali, enfiando biscoitos na boca. O homem gordo disse que levaria alguns para as duas pessoas na van e pegou sua parte antes de sair.

Shinu pegou uma caneta e sentou-se no sofá. Han Taebaek sentou-se logo ao lado dele. Hyemin, Hyein e o estudante do ensino médio sentaram-se à frente deles.

Shinu começou a marcar X no mapa, lembrando-se dos lugares que ele e Han Taebaek haviam visitado no dia anterior. Han Taebaek, observando ao lado dele, apontou alguns pontos adicionais.

— Encontrar uma saída será difícil. Seria ótimo se pudéssemos seguir para algum lugar perto de Mokpo, mas aquela área provavelmente está ainda mais barricada.

As palavras de Shinu obscureceram as expressões dos outros. Eles também haviam tentado escapar da cidade e provavelmente estavam bem cientes da situação. Han Taebaek resmungou pensativo.

— E se nós… apenas abandonarmos o carro e sairmos a pé?

— …Abandonar o carro?

— Sim. Levamos apenas o que conseguirmos carregar.

— …

— Se formos a pé, acho que conseguiremos. Mesmo que os prédios tenham desabado, podemos escalar ou dar a volta neles, não podemos? Ou talvez atravessar o rio a nado, se for preciso.

Han Taebaek apontou para os rios que passavam por várias partes da cidade de Yongin enquanto falava. Shinu mordeu o lábio inferior e depois o soltou.

Era um plano possível. Não importa o quanto as estradas estivessem bloqueadas e a cidade isolada, ainda haveria uma maneira de uma única pessoa passar. Fosse contornando as montanhas, passando por edifícios ou atravessando rios, haveria um caminho.

Mas o problema eram os suprimentos.

— Só conseguimos carregar até certo ponto, Han Taebaek.

Havia um total de quatro bolsas de armas no carro de Han Taebaek. Centenas de balas. Além disso, eles tinham água, gasolina, roupas, um pouco de comida simples e um kit de primeiros socorros. Nenhuma dessas coisas era dispensável para a sobrevivência. Mesmo que as carregassem nas costas, penduradas nos ombros e seguradas nas mãos, não conseguiriam levar nem metade.

Além disso, eles precisavam do carro. Não era apenas um meio de transporte; era a casa e o bunker deles, sólido e confiável sem uma única falha.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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