Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 47 Online


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↫─Capítulo 47

— 4 de outubro, 16h. A 24ª embarcação de resgate com destino à Ilha de Jeju partiu em segurança do Porto de Mokpo.

— Indivíduos infectados não têm permissão para embarcar no navio. Este é um aviso repetido. Indivíduos infectados estão estritamente proibidos de embarcar.

— Atualmente, as forças coreanas e da ONU estão estacionadas em Mokpo. Por favor, venham rapidamente e permaneçam dentro da zona de segurança.

— Cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos novamente.

O rádio transmitia uma voz monótona em um tom severo.

Han Taebaek girou o volante e soltou um gemido. O mundo estava lentamente se preparando para a noite. A cidade escurecia. Janelas quebradas, manchas de sangue espalhadas e todo tipo de lixo. O cenário de Seul até aqui tinha sido vasto, mas parecia estranhamente diferente.

Han Taebaek, ponderando sobre o que era diferente, soltou uma curta exclamação. Ele moveu o chocolate na boca para um lado e chamou por Shinu.

— Hyung.

— Sim.

Shinu, que estava olhando para o mapa, respondeu baixinho.

— Não há poucos Devoradores demais aqui?

— O quê?

— Quero dizer, eles bloquearam as estradas e até derrubaram prédios, então pensei que haveria Devoradores em todos os lugares, como no pedágio. Mas parece que os Devoradores que vimos até agora não chegam nem a vinte.

— …….

Diante daquelas palavras, Shinu olhou pela janela.

De fato, Yongin parecia mais uma cidade vazia do que uma assolada por um apocalipse. Como Han Taebaek havia dito, os bloqueios nas estradas deveriam significar que haveria muitos Devoradores e pessoas, mas havia uma falta de atividade inquietante.

Por que isso? É porque aqui é onde o vírus Devorador se originou? Os Devoradores comeram todas as pessoas? Os Devoradores começaram a atacar uns aos outros por causa da fome? Ou os soldados estacionados aqui atiraram em todos os Devoradores e lidaram com os corpos?

Enquanto Shinu especulava, ele amassava e desdobrava o canto do mapa. O carro aproximou-se debaixo de uma ponte em Yongin. Ao longe, ele conseguia ver placas azuis indicando [Cruzamento do Terminal] e [Avenida Baegok].

Então, o carro de Han Taebaek parou subitamente. Não havia nenhum obstáculo visível à frente, mas o carro deu um solavanco como se tivesse atingido algo, e os freios foram acionados abruptamente. Shinu levantou a cabeça diante da parada repentina.

— …….

— …….

Ambos prenderam a respiração simultaneamente. Mesmo encarando a cena diante deles, era difícil de acreditar.

Na grande ponte que cruzava o entroncamento, em tinta vermelha, estava a mensagem: [Sujeitai-vos a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós].

E abaixo dela, havia pessoas… Não, elas estavam penduradas. Como cachos de uvas. Não eram apenas algumas; pareciam ser pelo menos cem, se não trezentas. Pareciam ter sido executadas com laços em volta do pescoço.

Era uma visão horripilante. Shinu já havia passado por muitos campos de batalha e visto inúmeros horrores, mas nunca havia testemunhado uma cena tão brutal e arrepiante.

Nem mesmo as ruas atingidas por bombas ou as sombrias fortalezas inimigas exibiam um massacre em larga escala de forma tão nua e crua.

As pessoas estavam penduradas ali independentemente da idade ou gênero. Suas pernas caídas variavam em comprimento, algumas usando apenas meias, outras tênis sujos, sapatos empoeirados ou apenas um chinelo, e algumas estavam descalças.

Os cadáveres decompostos provavelmente estavam mortos há algum tempo. Moscas fervilhavam, e os pés em decomposição pingavam pus.

Shinu, momentaneamente atordoado pela visão macabra, agarrou o cotovelo de Han Taebaek com força.

— Não olhe.

— …….

Han Taebaek virou-se lentamente para olhar para Shinu. Seu rosto já estava tão pálido quanto uma folha de papel em branco. Seus lábios, que estavam tremendo, agora estavam brancos como se tivessem sido polvilhados com farinha.

Ele tentou forçar um sorriso casual.

— Devoradores… Eu estava me perguntando onde eles estavam. Acontece que estão aqui…

— … Eles não são Devoradores.

— O quê?

— Aquelas pessoas… as orelhas delas não estão vermelhas.

Shinu encarou os cadáveres “exibidos” por cima do ombro de Han Taebaek. Se fossem zumbis, suas orelhas deveriam estar vermelhas, como se tivessem sido pintadas com tinta. No entanto, as orelhas dos cadáveres não estavam vermelhas. Embora os corpos tivessem mudado de cor devido à decomposição, não eram Devoradores.

Então… Aquelas eram pessoas, executadas quando ainda eram humanos.

Han Taebaek, piscando sem acreditar, teve um sobressalto e cobriu a boca, sentindo ânsia de vômito. Seus olhos, que haviam ficado pálidos, agora estavam avermelhados pelo esforço do vômito. Era ainda mais doloroso assistir daquela perspectiva.

— Ah… acho que vou vomitar…

Shinu rapidamente abriu o banco de trás e desdobrou um saco plástico para o uso de Han Taebaek.

— Eu dirijo. Venha para cá.

Han Taebaek assentiu e tentou abrir a porta do lado do motorista, mas Shinu o parou rapidamente.

— Não saia. O mau cheiro… vai ser horrível.

— …….

Han Taebaek teve outra ânsia. Ele agora entendia o fedor fétido que Shinu mencionou.

Os dois trocaram de lugar dentro do carro. Shinu moveu-se para o banco de trás primeiro, e Han Taebaek ocupou o banco do passageiro. Então Shinu assumiu o banco do motorista.

Shinu rapidamente dirigiu o carro para longe da ponte. Não muito longe, havia um canteiro de obras. Era o lugar que eles tinham visto anteriormente na imobiliária.

Eles precisavam ir para um lugar seguro. Esta cidade não estava infestada de Devoradores, mas sim tinha um assassino que podia executar centenas de cada vez.

Eles precisavam traçar um novo plano, mover-se com cuidado e rapidez, e Han Taebaek precisava se estabilizar. Ele precisava de ar fresco, hidratar-se e tentar lavar a imagem da cena horripilante gravada em sua mente.

Claro, escapar de Yongin o mais rápido possível era o mais importante, mas depois de passar mais de cinco horas ali, parecia improvável que sair deste lugar fosse fácil.

Han Taebaek continuou a vomitar durante todo o trajeto. No início, era apenas uma ânsia seca, mas logo ele estava vomitando tudo o que havia comido naquele dia.

Shinu franziu a testa ligeiramente. Não era porque o vômito de Han Taebaek fosse nojento, mas ele estava preocupado com a condição de Han Taebaek. Percebendo a preocupação de Shinu, Han Taebaek ergueu as sobrancelhas. Um embaraço tardio o invadiu.

— Sinto muito.

— Pelo quê? Tem água ao seu lado. Beba. Não posso te entregar enquanto dirijo.

Han Taebaek baixou a janela e jogou o saco com o vômito fora. Ele então bebeu um pouco de água. A brisa fresca de outono entrando pela janela aberta pareceu clarear um pouco sua mente. Ainda assim, ele se sentia enjoado e fraco, agarrando o cinto de segurança com as duas mãos e encostando-se na parede do carro.

Em pouco tempo, o carro parou. Eles haviam chegado em frente a um canteiro de obras com uma placa que dizia [Star Park — Conclusão Prevista para 2028]. O canteiro de obras estava fechado, mas não trancado.

Shinu saiu do carro sozinho e abriu a porta. Han Taebaek tentou ajudar, mas foi impedido.

Shinu voltou para o carro e logo o veículo entrou no canteiro de obras. Havia um mapa interno simples na entrada. Depois de avistar a área rotulada como sede enquanto olhava para o parquinho e a quadra de badminton, Shinu girou o volante.

A chamada sede não era nada grandiosa, apenas alguns contêineres enferrujados. Ao redor deles, coisas como capacetes de segurança estavam espalhadas, e havia grandes placas com regulamentos de segurança e um grande espelho com a frase [Use Equipamentos de Segurança Rigorosamente]. Cartazes e folhas de plástico também estavam jogados pelo chão.

No entanto, não havia manchas de sangue. Estava apenas vasto e um pouco sinistro. Isso era o suficiente. Significava que não havia Devoradores.

Shinu estacionou o carro bem no fundo do saguão de um prédio em construção. Profundo o suficiente para não ser visível do lado de fora. Ele então disse a Han Taebaek para esperar um momento antes de sair com uma pistola.

Ele verificou os contêineres na sede. Mesmo que não houvesse Devoradores, poderia haver pessoas. Devoradores não teriam pendurado pessoas na ponte; era claramente o trabalho de humanos. Neste lugar, ele precisava ter cautela com humanos em vez de Devoradores.

Os contêineres estavam vazios. Havia documentos espalhados e itens comuns de escritório, como computadores e telefones. Shinu passou levemente o dedo pela mesa, que estava coberta por uma espessa camada de poeira. Não havia sinal de uso recente.

Shinu moveu-se imediatamente para outro contêiner. Este era completamente diferente do anterior.

Primeiro, tinha um cheiro de mofo. Era o fedor de humanos. Suor, bolor, óleo. Um odor combinado e fétido.

Os cobertores estavam amassados como se alguém tivesse acabado de estar ali, com uma manta térmica elétrica embaixo. Havia travesseiros manchados de amarelo por causa do suor e copos de macarrão instantâneo vazios empilhados. Havia também maços de dinheiro de origem desconhecida e sacolas de papel de grife com logotipos. Em um lado, tênis de marca estavam exibidos aleatoriamente. Havia uma pilha de vários tipos de joias, tornando difícil estimar a idade do dono.

Mas o dono não estava em lugar nenhum. Shinu verificou a manta térmica, mas não encontrou calor. Ainda assim, a falta de manchas de sangue sugeria que era seguro. Não parecia que alguém que tivesse massacrado pessoas viveria em um lugar assim.

Shinu hesitou por um momento. Han Taebaek precisava de um lugar para descansar. Não havia lugar melhor para uma fuga fácil e sem visitantes do que um canteiro de obras. Mas ele não podia deixar Han Taebaek dormir naquele contêiner imundo.

Se ele se deitasse naquele lugar sujo, seu estômago já perturbado certamente ficaria ainda mais instável. Talvez ele devesse subir para o prédio em construção. Mas seria frio demais? Deveria sair novamente? Mas estava escurecendo.

Enquanto Shinu estava contemplando o que fazer, ouviu passos leves. Usando a porta do contêiner como cobertura, Shinu apontou sua arma em direção ao som. Quando viu a figura, baixou a arma.

— Por que você saiu?

Era Han Taebaek.

Ele cuspiu o enxaguante bucal que estivera bochechando e enxaguou a boca várias vezes com água. O gosto azedo do vômito havia sumido, deixando sua boca muito mais limpa. Depois de estalar os lábios algumas vezes, ele finalmente respondeu à pergunta de Shinu.

— Eu estava com medo de ficar sozinho.

— …….

— Estou bem agora. Podemos ir.

Ele caminhou confiante em direção a Shinu. Shinu olhou para Han Taebaek, que ainda parecia um modelo mesmo depois de ter acabado de vomitar, e então olhou para o contêiner miserável. Estava claro que Han Taebaek não poderia ficar aqui.

— Por quê? Há algo errado?

Han Taebaek, agora perto, abraçou Shinu pela cintura e enterrou o nariz no pescoço de Shinu. Apesar de perguntar o que estava errado, ele nem sequer olhou para dentro do contêiner. Todos os seus sentidos estavam focados no cheiro de Shinu.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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