Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 165 Online

↫─Capítulo 165
Os dois chegaram à Ponte Muyeong exatamente às 19h00. Até mesmo chegar lá não tinha sido fácil. Shinu precisou recarregar sua arma duas vezes, e a espada de Taebaek estava encharcada de sangue. Ao tentar se esquivar dos Devoradores , ele acabou rolando pelo chão, cobrindo as costas e os antebraços de lama e folhas.
Taebaek observou em silêncio a ponte submersa na escuridão. A Ponte Muyeong não parecia muito diferente da Ponte Shingeum que haviam cruzado antes. Apesar da aparência, ambas as pontes tinham carros, pessoas e Devoradores caoticamente entrelaçados. Na verdade, parecia ainda mais caótico à medida que se aproximavam de Mokpo.
Taebaek cerrou os punhos.
Ele estava com medo. Havia se acostumado com o medo e o horror, no entanto, pela primeira vez em muito tempo, estava genuinamente aterrorizado.
Às vezes, a segunda experiência com algo é mais assustadora que a primeira. É porque ele já sabia o quão horrível e medonho aquilo era, o que tornava tudo ainda mais apavorante.
A ponte era exatamente isso para Taebaek . Um passo em falso e ele estaria morto. Pelo menos se fosse mordido por um Devorador, teria tempo para se despedir de Shinu antes de sucumbir à infecção. Aqui, porém, se errasse o passo e caísse, significaria morte imediata e um adeus.
Conforme a ponte se aproximava, Taebaek mordeu a parte interna da bochecha. Shinu parou abruptamente e olhou para ele. Taebaek apertou com mais força o cabo de sua espada e engoliu em seco, nervoso. Observando o movimento de sua garganta, Shinu perguntou.
— Você está com medo?
— …Um pouco.
— Quer que eu te beije?
— Quero.
Taebaek assentiu prontamente. Shinu riu baixinho e parou bem perto, diante dele, envolvendo o pescoço de Taebaek com os braços. Taebaek escondeu a espada atrás de si e colocou o outro braço ao redor da cintura de Shinu.
Shinu inclinou a cabeça de leve para o lado, encontrando os lábios de Taebaek , que o correspondeu com avidez.
Por um momento, eles apenas pressionaram os lábios um contra o outro. A respiração suave que passava entre as bocas ligeiramente entreabertas parecia tão tocante e preciosa que nada mais era necessário. Era menos um beijo e mais uma afirmação, uma confirmação de que estavam juntos, vivos, e que enfrentariam a vida e a morte lado a lado.
Então Shinu aproximou-se ainda mais de Taebaek , acariciando amorosamente o cabelo dele e lambendo com suavidade seu lábio inferior ressecado.
Não importa o que aconteça, não vou te perder.
Mesmo que esse algo seja a morte, não vou deixar você enfrentá-la sozinho.
Ele sussurrava isso com o corpo inteiro. Taebaek , talvez compreendendo, deixou a tensão em seus ombros se dissipar.
Shinu afastou-se com um sorriso terno, limpando o sangue da bochecha de Taebaek com o polegar. Naquele momento, Taebaek perguntou timidamente.
— Eu não sou um fardo, sou?
— Hum?
Shinu ergueu as sobrancelhas diante da pergunta inesperada.
— Quero dizer, eu me assusto fácil, sou fraco, tenho estômago sensível, reclamo muito… Fiquei preocupado que você pudesse me achar irritante…
— …
— Eu costumava ser maduro, bom no meu trabalho, inteligente… É por isso que o presidente Park sentia a necessidade de me manter sob controle. Mas toda vez que estou na sua frente, me sinto como uma criança. Isso me deixa triste. E tenho medo de que você perca o interesse em mim…
— …
— Shinu, eu… eu gosto muito, muito de você. Mas se você me deixasse aqui, eu não seria capaz de te impedir…
Taebaek murmurou enquanto segurava e apertava a mão de Shinu. Ele queria ser útil para Shinu, mas era mais fácil falar do que fazer.
Shinu era simplesmente extraordinário; Taebaek não precisava intervir. Quando tentava tomar a iniciativa, preocupava-se em causar problemas. Afinal, ele só havia estudado economia e negócios, habilidades que eram inúteis neste mundo.
Shinu olhou fixamente para Taebaek , então acariciou gentilmente sua bochecha bonita.
— Taebaek -ah.
— Sim.
— Não importa o que você faça, você é amável.
— …
— Mesmo se você sentasse aqui e chorasse como uma criança de cinco anos, dizendo que está com medo demais para continuar e implorando por uma carona nas costas, eu ainda acharia você adorável.
— …Sério?
— Claro. Não é só você que gosta muito, muito de mim, não é? Eu também gosto muito, muito de você. Então por que você se preocuparia?
Não se preocupe com coisas desnecessárias. Shinu puxou a mão de Taebaek e beijou sua bochecha, sorrindo encabulado. Taebaek o fitou, enfeitiçado.
Estranho. Ele se sentia tão feliz que era quase avassalador. Seus olhos arderam e sua garganta ficou quente. De repente, teve a vontade de gritar tão alto que o mundo inteiro ouviria. Até seus dentes formigavam.
— Ah, agora deu vontade de quebrar uma parede de novo.
Taebaek abriu um grande sorriso, incapaz de esconder seu contentamento, enquanto Shinu pegava sua mão e o conduzia em direção à ponte. Taebaek o seguiu sem dizer uma palavra.
Seus passos estavam mais firmes do que antes.
Ao contrário da Ponte Shingeum, a Ponte Muyeong tinha uma estrutura de aço acoplada a ela, tornando impossível caminhar por baixo. Eles tinham que se agarrar ao corrimão e se mover de lado como caranguejos, passo a passo.
Não era fácil, mas também não era impossível.
Começando pela extremidade da ponte, eles seguraram o corrimão em silêncio e desceram sem chamar atenção. Shinu desceu primeiro e, após cortar o pescoço de um Devorador, Taebaek o seguiu.
Sob o céu que escurecia, o barulho das pessoas e dos Devoradores emaranhados ao redor deles ajudava a ocultar a presença deles.
Eles se seguravam na parte mais baixa do corrimão, apenas colocando a cabeça para fora enquanto se moviam de lado. A cada dois passos, tinham que mudar o apoio para a seção seguinte, fazendo o cabelo de Taebaek ficar em pé. A mochila presa às suas costas continuava a puxá-lo para trás.
Antes, o medo fazia seus músculos tremerem; agora eles tremiam pelo esforço excessivo. Seus braços, sustentando seu peso no corrimão, e suas pernas, pressionando contra a estrutura para manter o equilíbrio, ocasionalmente sofriam cãibras.
Conforme a noite caía, o vento ficava mais severo. O zumbido do vento enchia seus ouvidos. Suas mãos, agora geladas pelo vento e agarradas ao corrimão congelante, começaram a doer. Suas palmas ficaram pegajosas de nervosismo.
Alguns corrimãos estavam cobertos de sangue, outros retorcidos ou quebrados devido a colisões com carros. Ocasionalmente, eles tinham que se agarrar à base da ponte sem nenhum ponto de apoio. Quando sua mão escorregava contra o concreto esfarelado, Taebaek sentia um formigamento perturbador descer por sua espinha.
Contudo, de alguma forma, Shinu e Taebaek conseguiram alcançar dois terços da ponte. O fim estava à vista, e seus corações acelerados começaram a se acalmar.
Então, um Devorador colocou a cabeça para fora entre as frestas do corrimão. Ele não estava ciente da presença deles; parecia mais um sobrevivente apegando-se à vida, com o corpo praticamente grudado ao chão, fazendo tentativas fracas de comer o que quer que passasse.
Mas Taebaek e Shinu haviam surgido bem na frente dele, uma reviravolta infeliz para eles e um golpe de sorte para o Devorador.
— Graaagh…
Excitado por ter encontrado uma presa depois de tanto tempo, o Devorador soltou um rosnado rouco, contorcendo suas costelas restantes e a espinha retorcida enquanto tentava espremer o rosto pelo corrimão. Quando seus ombros ficaram presos, ele abriu bem a boca e mordeu com força o metal. O rangido desagradável de metal ecoou.
Felizmente, o corrimão não quebrou imediatamente. Aquilo não era apenas uma simples estrutura de aço, mas sim uma ponte. Ainda assim, o Devorador não desistiu. Ele mastigava o corrimão grosso e resistente como se fosse um cachorro roendo um osso.
Sem se abalar, Shinu buscou a arma no coldre. A distância era curta demais para um disparo de fuzil. Segurando-se no corrimão com uma das mãos, ele apontou a pistola para a cabeça do Devorador.
O Devorador retorceu o rosto, mostrando os dentes, tentando se aproximar. O corrimão deformado enterrou-se em sua pele podre, rasgando-a.
Taebaek fez uma careta de desgosto diante daquela visão repugnante.
— Ah… sério… precisava chegar a esse ponto?
— Graaaagh…
O Devorador rosnou, como se respondesse com um “Com certeza”. Os músculos ao redor de sua boca se contraíram tanto que era visivelmente perceptível. Bem quando ele abriu a boca inteira, visando a cabeça de Shinu…
Bang!
Shinu atirou no Devorador bem no meio da testa. O Devorador aterrorizante, antes monstruoso como um espírito maligno, caiu morto instantaneamente. No entanto, tanto Taebaek quanto Shinu arregalaram os olhos como se tivessem visto um fantasma.
Por que o som do tiro…?
Shinu examinou a pistola. O longo silenciador ainda estava acoplado. Estava quebrado? Quando, onde? Não fazia sentido. Ele o havia usado poucas horas atrás sem qualquer problema.
Shinu rangeu os dentes de frustração, com o rosto cheio de derrota. O som do tiro tinha sido ensurdecedor. Foi tão alto que pareceu que o próprio céu estava tremendo. Os Devoradores lá embaixo com certeza ouviram, e deu a impressão de que todos os Devoradores do mundo haviam sido alertados.
Como esperado, os Devoradores sobre a ponte correram em direção ao corrimão. Ficou parecido com a pista de um show, lotada até a bordas. Alguns dos Devoradores excessivamente excitados, sobrecarregados pelo barulho ensurdecedor, jogaram-se imprudentemente pela borda, caindo no rio abaixo. Cada respingo que faziam causava um sobressalto nos ombros de Shinu e Taebaek .
Felizmente, os Devoradores não notaram de imediato os dois pendurados abaixo do corrimão. Eles apenas rosnavam e abriam bem as bocas, encarando o céu escuro com seus olhos pálidos.
— …
— …
Após se olharem brevemente, Taebaek e Shinu começaram a se mover de lado cautelosamente, sem emitir nenhum som.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive