Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 164 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 164

— …Não tem ponte? Por que não?

— Bem… não tenho certeza do motivo exato, mas simplesmente não há. Acho que não construíram uma porque não era necessário. De qualquer forma, temos que descer e depois seguir em direção a Mokpo. É um caminho mais longo.

O Rio Yeongsan corria em um formato de Y deitado. Teria sido mais fácil cruzar o rio em linha reta, mas sem uma ponte, eles tinham que ir para o sul até Geumgang-ri (Vila do Rio Geum) e depois subir de volta para Mokpo, o que significava que teriam que cruzar o rio duas vezes — um desvio incômodo.

O rosto de Taebaek obscureceu. Na verdade, ele não se importava com o incômodo em si. Ele havia subido e descido três montanhas em um dia só para evitar as pessoas e os devoradores de carne, então cruzar duas pontes não era grande coisa. Shinu provavelmente sabia disso também.

No entanto, o fato de ele sentir a necessidade de explicar o plano era…

— A ponte… vai estar intacta?

Deve ser porque ele estava preocupado com as condições da ponte. Com as estradas em um estado tão ruim, uma ponte essencial para chegar a Mokpo provavelmente estaria em uma situação ainda pior.

— Vai estar uma bagunça — Shinu respondeu em voz baixa.

Taebaek engoliu em seco. Aqui na estrada aberta, cercados por campos amplos, eles podiam correr para qualquer direção. Mas em uma ponte, encurralados sobre um rio, a fuga seria muito mais difícil. Ela provavelmente estaria bloqueada com veículos capotados, e haveria muitas outras pessoas sobreviventes tentando cruzar, exatamente como Shinu e Taebaek .

Cruzar por ali não parecia nada atraente.

— Que tal atravessar nadando? Você e eu somos bons nadadores.

— Eu pensei nisso também, mas o Rio Yeongsan tem 1,1 quilômetro de largura, 200 metros a mais que o Rio Han.

— Mais largo que o Rio Han?

As sobrancelhas de Taebaek se ergueram. Mais largo que o Rio Han? Ele havia crescido perto do Rio Han e sabia exatamente o quão vasto ele era. Até mesmo as pessoas que apenas cruzaram a pé uma ponte no Rio Han entenderiam sua largura assustadora. Mas mais largo que aquilo?

Mesmo com o vigor físico deles, seria difícil. Além disso, eles estariam carregando mochilas cheias de suprimentos, sem nadadeiras ou coletes salva-vidas, e com este frio? Praticamente impossível.

Taebaek olhou fixamente para o mapa. Mas apesar de seu olhar intenso, o mapa não oferecia soluções. Shinu suspirou de leve e enrolou o mapa.

— Vamos checar as condições da ponte primeiro e decidir a partir daí.

Taebaek assentiu em concordância.

A ponte que eles tinham que cruzar era a Ponte Shingeum. E como esperado, estava longe de estar intacta.

Parecia que alguém tinha tentado um experimento ridículo para ver quantos veículos cabiam na ponte. Havia um grande caminhão basculante, aparentemente empurrado de travessia na ponte, com outros veículos esmagados, capotados ou até empilhados uns sobre os outros, semierguidos em uma bagunça precária.

Era um milagre a ponte não ter desabado.

As pessoas escalavam os carros, saltando e rastejando para conseguir atravessar. Os Devoradores moviam-se em surtos frenéticos, seguindo suas presas. Mesmo à distância, o som fraco de pessoas gritando chegava até eles.

O sangue cobria a ponte, pingando lá embaixo, e pedaços do que pareciam vísceras estavam pendurados, balançando com o vento. Como resultado, o rio parecia vermelho, uma ilusão de ótica sinistra.

Tenso, Taebaek buscou a mão de Shinu, segurando seu pulso. Shinu segurou sua mão com firmeza, observando a ponte.

De um jeito ou de outro, eles tinham que cruzar. Naquele lugar cercado apenas por campos, com pontes limitadas, sem pequenas docas de balsa e sem barcos, havia apenas duas maneiras de chegar a Mokpo.

Eles podiam cruzar esta ponte ou contornar o rio, o que levaria cerca de oito horas. Aquilo não era uma opção. O mapa dizia oito horas, mas provavelmente levaria muito mais tempo. Eles precisavam chegar a Mokpo o mais rápido possível.

Shinu, após olhar fixamente para a ponte por um longo momento, virou-se para Taebaek . Ele soltou a mão de Taebaek brevemente antes de segurá-la de novo, e naquele pequeno gesto, Taebaek pressentiu que Shinu tinha pensado em uma maneira de cruzar.

— Taebaek . Nós vamos…

— Sim?

— Ir por baixo da ponte.

Diante das palavras inesperadas de Shinu, Taebaek ficou de boca aberta.

Qualquer pessoa que assiste a filmes de ação já viu isso antes: os heróis correndo, pendurando-se ou rastejando por baixo de uma ponte, ou até se balançando em teias de aranha.

Não parece particularmente difícil quando você está assistindo confortavelmente a uma tela. E honestamente, não era tão difícil assim. Havia uma passarela embaixo da ponte para manutenção e inspeções de segurança, com um corrimão, embora estivesse interrompido em alguns pontos.

Além disso, ao contrário da parte de cima, não havia Devoradores ou carros capotados. Restava apenas a estrutura metálica desolada, com a tinta descascada flutuando com o vento.

Então, era apenas uma questão de caminhar para atravessar. No entanto, seus corpos e mentes lutavam para acompanhar.

A altura era intimidadora. Olhar para baixo fazia seu estômago revirar. A estrutura de ferro estava escorregadia, manchada com sangue coagulado que havia pingado de cima. Cada passo exigia concentração total. Ocasionalmente, um braço, perna ou intestino decepado estava no caminho deles, e Taebaek tinha que fechar os olhos por um momento para evitar olhar.

O vento era impiedoso. Ventos de inverno misturados com rajadas vindas do rio açoitavam contra eles tão ferozmente que até respirar pelo nariz era um desafio.

A parte mais perturbadora era o rio lá embaixo. A água escura e turva agitava-se com os restos flutuantes tanto de cadáveres quanto de Devoradores . Alguns provavelmente haviam caído da ponte, enquanto outros haviam sido arrastados pela correnteza.

Nesse momento, o pé de Taebaek encontrou um pedaço grande de carne, ainda maior que a palma de sua mão. Era difícil dizer de qual parte do corpo tinha vindo, tendo sido despedaçado pelos dentes dos Devoradores . Ele tentou desviar o passo, mas seu pé o empurrou, fazendo-o despencar no rio abaixo com um respingo. A água acinzentada ondulou, e os Devoradores que flutuavam por perto começaram a se contrair e se contorcer como se estivessem eletrificados. Eles se reuniram, batendo os dentes afiados acima e abaixo da superfície da água.

Taebaek fez uma careta, encolhendo o queixo.

— Eles são… piranhas ou algo assim… — ele murmurou, estremecendo. Se caísse, seria despedaçado em segundos, seu corpo rasgado em pedaços. Apenas imaginar aquilo enviava calafrios por sua espinha.

Notando Taebaek hesitar por um momento, Shinu olhou para trás.

— Taebaek . Você está bem?

Shinu andou alguns passos para a frente, virando-se para checar como ele estava a cada poucos passos. Ao contrário de Taebaek , que estava tenso e segurando-se como se sua vida dependesse disso, Shinu caminhava com confiança, mesmo segurando uma arma em uma das mãos.

Taebaek forçou um sorriso, assentindo. Com Shinu tão calmo, ele não queria parecer assustado. Ele não queria parecer uma criança indefesa que precisava de cuidados constantes. Se não podia guiar Shinu, também não queria ser um fardo.

Shinu, movendo-se de volta em direção a Taebaek , checou o nó das roupas amarradas na cintura deles. Já estava firme, mas ele fez aquilo de novo para tranquilizar Taebaek .

Eles haviam amarrado as calças de moletom de Taebaek na cintura como um substituto para a corda deixada para trás no resort. O objetivo era puxar um ao outro para cima caso um deles caísse, mas na realidade, era mais um símbolo da determinação deles de enfrentarem aquilo juntos.

Taebaek tocou o tecido, sentindo uma estranha sensação de conforto ao saber que Shinu estava ali. Respirando fundo, ele deu um passo maior para a frente. Shinu ofereceu-lhe um pequeno sorriso.

Levou uma hora inteira para cruzarem a ponte. Se tivessem caminhado normalmente, teria levado dez minutos. Mas com todos os passos cuidadosos, olhares para baixo e paradas para evitar coágulos de sangue escorregadios, o tempo arrastou-se.

Mesmo assim, ele não se arrependia. O mero alívio de pisar em solo firme dava vontade de gritar sua gratidão aos céus. Suas coxas tremiam incontrolavelmente. Os espasmos musculares estavam piores do que após uma caminhada de nove horas.

Shinu e Taebaek esconderam-se nos arbustos, recuperando o fôlego. Taebaek engoliu a água; ele vinha morrendo de sede durante toda a travessia da ponte, mas não tinha ousado abrir a mochila, desatarraxar a tampa, beber e guardá-la de volta.

Shinu olhou com compaixão para Taebaek , que estava pálido de exaustão. Ele queria descansar, mas eles estavam pressionados pelo tempo. Shinu desembrulhou uma bala de limão e a colocou na boca de Taebaek . Taebaek sorriu fraco em gratidão ao aceitá-la.

Shinu olhou para o relógio de pulso. Passava um pouco das 17h00. A luz dourada que brilhava lá de cima estava se transformando em um tom carmesim caloroso. Eles teriam que caminhar pelo menos mais uma hora e meia para alcançar a próxima ponte, a Ponte Muyeong. Isso seria por volta das 19h00. Qualquer atraso e eles poderiam ter que cruzar a ponte na escuridão total, sem um único vislumbre de luz.

— Precisamos cruzar a próxima ponte antes do pôr do sol.

Shinu incitou em voz baixa, mas sentiu uma pontada de pesar. Parecia que estava empurrando Taebaek em direção ao perigo. Uma parte dele queria dizer: — Esquece, vamos apenas tirar o dia para descansar. — Talvez Taebaek tenha sentido o desconforto de Shinu, porque estendeu sua mão grande e afagou gentilmente a parte de trás da cabeça de Shinu.

— É, vamos lá. Devemos nos apressar. Você não está cansado, hyung?

— Estou bem.

— Que bom garoto. Eu não sei quem é o seu amante, mas com certeza ele te educou muito bem.

Taebaek falou em um tom digno, como um avô elogiando o neto. Shinu, esquecendo a situação, caiu na risada. Taebaek , vendo aquilo, abriu um grande sorriso também.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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