Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 108 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 108

Shinu franziu as sobrancelhas enquanto olhava pela janela. O céu parecia excessivamente escuro para aquele horário.

Tudo começou com apenas uma gota ou duas no vidro. Taebaek acionou os limpadores sem muita reação, mas Shinu comprimiu os lábios com força. As nuvens negras e densas que pairavam sobre eles pareciam sinistras. Aquela chuva passageira não parecia que terminaria tão cedo.

Como esperado, as gotas de chuva tornaram-se maiores e mais pesadas. Os limpadores trabalhavam diligentemente, mas a chuva caía mais rápido. O som das gotas batendo no teto era ensurdecedor, fazendo Shinu se preocupar que pudesse atravessar a cobertura de uma vez.

Ele olhou fixamente para a janela do passageiro. As gotas de chuva grudavam no vidro, obscurecendo sua visão. Era impossível distinguir se as formas escuras lá fora eram árvores ou Devoradores.

Dirigir em uma estrada chuvosa já era perigoso o suficiente, mas insistir em se mover por um mundo onde qualquer coisa poderia saltar sobre eles — onde tinham que ser cautelosos tanto com Devoradores quanto com humanos — era arriscado.

Não importa o quão habilidoso Taebaek fosse na direção, condições de chuva frequentemente levavam a situações inesperadas, então a cautela era essencial. O carro poderia derrapar, ou ele poderia acidentalmente atropelar algo. Havia uma razão para a recomendação de reduzir a velocidade em cerca de 20% em dias chuvosos.

— Acho que deveríamos fazer uma pausa. Não parece que a chuva vai parar logo, então vamos encontrar um lugar para passar a noite — disse Shinu em voz baixa.

— Claro — respondeu Taebaek, como sempre fazia, sem mais perguntas.

O carro diminuiu a velocidade. A cidade de Gongju não estava longe. Eles precisavam encontrar um lugar para ficar antes de chegar à cidade, já que poderia ser perigoso lá. Com apenas um prédio de apartamentos, poderia haver milhares de Devoradores.

Taebaek inclinou-se para frente, espiando através do para-brisa. Havia algumas casas erguendo-se acima dos campos. Não parecia um lugar ruim para passar a noite.

Ele olhou de relance para Shinu. Shinu também vira as casas, mas não disse nada para expressar seus pensamentos, o que significava que ele as achava insuficientes.

Justo então, quando Taebaek começou a escanear a área novamente, o mundo subitamente se iluminou. Foi como se alguém tivesse ligado uma luz fluorescente gigantesca no céu. Naquele momento, apesar da chuva torrencial, tudo ficou visível. Ele sentiu como se pudesse contar as ervas daninhas crescendo nos campos.

Shinu e Taebaek arregalaram os olhos, olhando um para o outro.

— Isso é… Será que…? — Taebaek murmurou em voz baixa, seu tom caindo. Shinu assentiu em resposta.

— Sim. Talvez—

Antes que Shinu pudesse terminar seu pensamento, um estrondo alto de trovão rugiu, ecoando pelo mundo. Foi um som ensurdecedor que fez ambos fecharem os olhos com força por um momento, assemelhando-se a dois garotos que tivessem derrubado uma panela enquanto cozinhavam ramen escondidos quando a mãe estava dormindo.

Em um mundo onde até o som da respiração precisava ser cauteloso perto dos Devoradores, um barulho massivo como aquele certamente os excitaria. Ele conseguia imaginar os Devoradores no pedágio de DongSeoul olhando para o céu e guinchando.

— Devemos nos mexer — disse Taebaek, aumentando ligeiramente a velocidade do carro.

— Seria melhor encontrar um prédio grande o suficiente para o carro caber dentro. Como os Devoradores podem vir correndo, deve ser espaçoso o suficiente para escapar lá dentro, com várias saídas disponíveis — disse Shinu rapidamente.

— Você está falando daquela loja de móveis em que ficamos em Seul?

— Sim.

Os dois examinaram os arredores sem piscar. Apenas alguns minutos depois, o mundo se iluminou novamente. Poucos segundos depois, outro estrondo ensurdecedor ecoou como se o céu estivesse desabando. Ambos lamberam os lábios secos, sentindo-se ansiosos. Parecia que milhares de Devoradores poderiam vir correndo como um deslizamento de terra a qualquer momento.

Naquele instante, Taebaek apontou para algum lugar.

— Que tal aquilo ali?

Shinu virou a cabeça rapidamente. Na ponta do dedo de Taebaek estava uma placa antiga, enferrujada em alguns pontos.

[Caminho para o Outlet Wollyeon – 500m à frente]

Shinu cerrou os olhos.

— Não há uma chance de haver muitos Devoradores?

— Em um lugar remoto assim? Quem iria lá? Nem havia manchas de sangue na estrada. Tem várias entradas e o carro cabe. É perfeito.

— Hum…

Shinu mordeu o lábio, contemplando. Taebaek tinha um ponto. Eles não tinham visto nenhum Devorador ou mancha de sangue nos últimos minutos. Era realmente surpreendente ver um outlet em um lugar assim. A placa enferrujada e o design não pareciam que ele seria grande e chamativo como os outlets famosos de Paju. Na verdade, talvez fosse melhor que não fosse.

Enquanto Shinu ponderava por um momento, o som da chuva se intensificou. Eventualmente, baques pesados começaram a atingir o teto do carro. Era granizo.

Pedaços esbranquiçados caíam contra o para-brisa e saltavam para longe. Naquele ponto, eles não podiam mais hesitar. Shinu assentiu.

Taebaek virou o carro em direção ao outlet.

A Singularidade do Comum

O outlet onde chegaram não era muito grande. Parecia como entrar em uma loja de departamentos de trinta anos atrás. Do lado de fora do prédio, havia uma placa onde se lia “Outlet Wollyeon”, acompanhada por um banner enorme.

[Liquidação de Encerramento da Loja

2023.11~

Obrigado por amar o Outlet Wollyeon.

SALE 30–90%]

Parecia não haver estacionamento subterrâneo; o pátio da frente era inteiramente um estacionamento, onde os carros eram escassos, a maioria caminhões de entrega com logotipos de marcas de moda neles.

A ausência de estacionamento subterrâneo era um bom sinal, indicando menos lugares para se ter cuidado.

A entrada principal era uma porta de vidro, mas estava trancada pelo lado de fora com uma corrente de metal grossa e um cadeado. O interior estava escuro e não havia sinal de vida. Não havia sequer manchas de sangue no vidro.

Taebaek deu a volta no outlet com o carro, verificando a entrada, a saída e as janelas. Ele precisava avaliar o ambiente ao redor também.

Atrás do outlet erguia-se uma montanha grande, com uma mansão visível em frente a ela. Mais longe, um complexo de apartamentos podia ser visto, mas estava distante o suficiente para não parecer uma ameaça.

O outlet estava estranhamente silencioso. Mesmo depois que o trovão atingiu violentamente e o granizo pareceu que poderia despedaçar o mundo, nada se moveu.

O carro parou na porta dos fundos do outlet. Ao contrário da frente, que tinha uma porta de vidro e alguns degraus subindo, os fundos tinham uma porta muito maior e plana, provavelmente usada para caminhões que entregavam mercadorias.

Quando Shinu estendeu a mão para sua arma para sair, Taebaek agarrou seu cotovelo. Shinu olhou para ele, questionando com os olhos. Taebaek, mexendo nos lábios, falou em uma voz quase inaudível.

— Vamos juntos.

— Por quê?

Shinu inclinou a cabeça em confusão. Por que a mudança repentina? Normalmente, ele sairia primeiro para verificar a segurança e então Taebaek o seguiria. Eles até fizeram isso durante o almoço. Mas agora, por que Taebaek estava se comportando dessa maneira? Ele estava com medo de ficar sozinho com esse tempo?

Justo quando Shinu estava prestes a tranquilizá-lo, Taebaek desviou o olhar e disse: — Como você vai carregar um guarda-chuva enquanto segura uma arma?

— …

— Se você se molhar com esse tempo, vai ficar com frio. Especialmente com o granizo…

Shinu quase riu, esquecendo o contexto da situação. A preocupação e o cuidado de Taebaek eram tão bons. Mas se ele risse ali, poderia envergonhar Taebaek, então ele tentou não demonstrar.

— Tudo bem, vamos juntos.

Ele respondeu calmamente. A expressão de Taebaek iluminou-se. Ele vasculhou o banco de trás e encontrou um guarda-chuva grande. Enfiou o corta-vergalhão no bolso e prendeu sua arma ao lado do corpo.

Taebaek, que saiu do carro primeiro, segurou o guarda-chuva sobre o assento do passageiro. Shinu riu baixinho. Ele se sentia como se tivesse um guarda-costas. De alguma forma, parecia que seus papéis haviam se invertido.

Enquanto Shinu examinava os arredores com sua arma, Taebaek segurava silenciosamente o guarda-chuva para ele.

O outlet parecia seguro. Embora ainda não tivessem olhado lá dentro, ele apenas tinha a sensação de que ficaria tudo bem. Parecia semelhante a chegar a um jardim de infância e olhar ao redor. Era como se aquele espaço tivesse caído no sono desde o momento em que o vírus se espalhou.

Os dois se aproximaram da porta dos fundos. Havia uma marquise acima da porta que se estendia por cerca de trinta centímetros, então eles ainda não precisavam usar o guarda-chuva. Taebaek tirou o grande corta-vergalhão do bolso e começou a cortar o cadeado. Enquanto isso, Shinu vigiava ao redor deles.

Logo, com um clique, o cadeado caiu no chão. Taebaek desenrolou a corrente enrolada na porta.

Os dois entraram cautelosamente no outlet. Apenas passando por uma porta, o barulho do granizo e da chuva pesada rapidamente desapareceu.

O interior estava escuro. Parecia não haver janelas no shopping, então quanto mais se afastavam da porta, mais densa a escuridão se tornava. Shinu tinha uma lanterna tática acoplada ao seu rifle, mas não podia ligá-la de forma imprudente. Havia uma chance de um Devorador avançar ao ver a luz.

O outlet exigia passar por duas portas de vidro para entrar. Após passar pela primeira, havia um espaço com duas máquinas de venda automática, um pequeno banco e um bebedouro. Para entrar no outlet, eles tinham que passar pela porta seguinte.

Shinu olhou ao redor. De repente, ele pegou um extintor de incêndio que estava ao lado da máquina de venda. Então, empurrou a porta seguinte com o ombro, com Taebaek parado logo atrás.

— Devo jogá-lo?

— Sim.

— Eu faço isso. Só jogar longe, certo?

Taebaek pegou o extintor das mãos de Shinu. Shinu recuou de bom grado. Ele empurrou um lado da porta de vidro para criar uma abertura para Taebaek lançar o extintor.

Taebaek respirou levemente e então jogou o extintor lá dentro com toda a sua força. O objeto de metal pesado voou em um arco e depois fez um baque alto ao atingir o chão. Ele rolou e fez barulho adicional enquanto continuava a tombar. Naquele momento, bem na hora, houve um estrondo de trovão.

O ruído sobre o ruído existente criou uma discordância. O que quer que estivesse lá dentro certamente se assustaria e saltaria para fora.

Shinu e Taebaek seguraram suas armas prontas, permanecendo em alerta máximo. Cinco segundos se passaram, depois um minuto, depois cinco minutos. Nesse tempo, o trovão rugiu mais umas quatro vezes, a tempestade se intensificou e o outlet permaneceu em silêncio.

Shinu, com sua lanterna tática ligada, balançou a arma em frustração, cauteloso de que pudesse haver um Devorador com deficiência auditiva lá dentro.

No entanto, apesar da luz espalhada, nada apareceu.

Shinu entrou cautelosamente. Taebaek, também com sua lanterna ligada, seguiu logo atrás dele.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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