Ler Things That Can’t Be Done (Novel) – Capítulo 05ª Parte Online


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05ª Parte

— … Onde é aqui…?
— Vamos descansar um pouco antes de ir. Saia do carro.
O edifício para o qual Beomjin apontou com um aceno de queixo era iluminado apenas na entrada. As janelas também eram pretas, e a cor das paredes tendia para um tom mais escuro. Tinha um toque luxuoso, com um sombreamento que parecia ter sido esculpido intencionalmente em pedra, mas não trazia uma sensação boa devido à atmosfera geral. Seojae também ficou intimidado pelos homens de terno preto parados em frente ao prédio, apenas olhando para Beomjin. Sua mente despertou em alerta.
— … Ei. Se você tiver trabalho a fazer, eu espero no carro.
— Hyung-nim, porra… Você vai continuar pensando demais?
Beomjin, que riu por um momento, casualmente soltou palavras misturadas com xingamentos. Parecia que ele estava inclinando a cabeça em direção ao banco de trás e, em um piscar de olhos, sua expressão se fechou.
O corpo de Junhee, que estava deitado direitinho em seu colo, flutuou para cima. Foi porque Beomjin havia pego a criança em um instante e a tirado do assento.
— O-o quê?!
Seojae, que falou gaguejando, apenas estendeu o braço em direção a Beomjin.
Com a criança nos braços, Beomjin dirigiu-se ao prédio em frente. Seojae, que saiu do carro atrás dele, nem sequer pensou em fechar a porta do veículo e seguiu Beomjin. Enquanto corria para alcançar aquelas costas que pareciam perigosas, Beomjin olhou para trás com uma expressão de “até que enfim você veio”.
— Me dá ele.
— O que você acha que eu vou fazer com ele?
— Me dá. Eu vou atrás de você.
O corredor não era largo. Seojae observou de forma desajeitada os homens alinhados na lateral do corredor estreito se curvando conforme Beomjin passava. Por causa das saudações barulhentas, Beomjin disse, irritado, que seus tímpanos iam estourar. Ele chegou a dar um tapa na bochecha de um homem ao passar. Seojae, preocupado que Junhee pudesse ficar assustado, segurou o colarinho da camisa de Beomjin e não soltou. Ele continuava mantendo contato visual com o filho.
O som instrumental de uma música vinha dali de dentro. Embora ainda fosse o começo da noite, havia um som de batida forte. Seojae apenas seguiu Beomjin até que ele parasse. Ele pediu a criança várias vezes, mas Beomjin nem sequer fingiu ouvir e apenas seguiu seu próprio caminho.
Havia portas cobertas de couro macio e portas decoradas com pelagem brilhante. As paredes estavam cheias de decorações que combinavam com o piso de mármore de alto padrão. Havia também um aroma artificial, mas não desagradável.
No momento em que todos os homens que o haviam saudado ruidosamente desapareceram, Seojae olhou para o rosto de Beomjin, que havia parado na sua frente.
Beomjin, segurando Junhee de forma precária com um braço, abriu uma grande porta.
O quarto em que ele entrou era iluminado apenas por uma luz suave. Algumas das telas de monitor instaladas na parede estavam desligadas, e o sofá de couro que envolvia a parede parecia bastante caro à primeira vista. Beomjin sentou a criança na parte mais interna do sofá e empoleirou-se na borda. Seojae, que estava prestes a ir até Junhee, tentou dar a volta pelo outro lado para alcançar o filho quando Beomjin se sentou na ponta.
— Onde você vai?
Havia uma mesa grande entre os sofás, então ele não podia passar por ali a menos que Beomjin se movesse.
Seojae olhou para Beomjin com olhos intrigados.
— O que porra você está olhando?
Quando Beomjin tentou flagrantemente fazer contato visual, os olhos de Seojae desviaram-se ligeiramente.
— O bebê está com medo.
— Ele está adorando essa porra.
A criança estava, de fato, tocando aqui e ali com suas mãos pequenas, como se achasse o couro firme do sofá fascinante.
— Senta aqui.
— …
Como se para se exibir, Beomjin abriu bem as pernas. Seu tronco estava inclinado para trás, com as costas totalmente apoiadas no encosto, e seus olhos estavam fixos em Seojae.
Certamente ele não estava me dizendo para sentar entre as pernas dele.
Seojae, que apenas olhava para Beomjin, encarou desconfiado o espaço entre as pernas dele, que não parecia ter sequer a largura de um palmo. Naquele momento, Beomjin puxou seu braço, então ele não podia mais ficar ali parado apenas olhando. A força repentina fez o corpo de Seojae balançar e se inclinar na direção de Beomjin.
— Ei, você é surdo?
— …
— Eu disse para sentar.
Parecia que ele estava ficando irritado por ter que repetir palavras semelhantes. Ele não queria se sentar entre as pernas dele, mas parecia que não veria um bom fim se demorasse mais. Hesitante, Seojae moveu lentamente o corpo para o espaço junto à mesa. Era uma posição em que ele ficava de frente para a parede oposta, e sua parte traseira ficaria claramente visível para Beomjin. Ele não queria se sentar, mas por um momento, sentiu que aquela postura era ainda mais constrangedora. Após hesitar um pouco, Seojae jogou o peso do corpo para trás e logo sentiu um desagrado com a respiração de Beomjin se aproximando.
Beomjin, que havia pressionado o rosto perto da orelha esquerda de Seojae, agora soltou uma risada como se estivesse satisfeito.
— Seja um pouco mais obediente.
— …
— Eu sou tão legal com você se você apenas fizer a porra do que eu mando.
E então ele lambeu a concha de sua orelha. Assustado, Seojae puxou o rosto para o lado.
— Então, o que você vai fazer a respeito?
O rosto sorridente de Beomjin estava vagamente visível.
Como estava completamente seguro por Beomjin, era difícil até mesmo virar o rosto para o outro lado, quanto mais o corpo.
— Vamos nos dar bem…
Beomjin disse, arrastando as palavras incompreensíveis.
E então, como se estivesse brincando, ele cutucou a orelha de Seojae com a ponta da língua. Quando Seojae se sobressaltou, ele tentou colocar a língua dentro do seu canal auditivo também.
— Não. Para com isso.
— O que você quer dizer com não…?
A mão de Beomjin envolveu sua cintura. A mão grande que entrou por baixo de seu moletom tocou sua pele nua.
— Você deu à luz aquela coisa com essa barriga aqui?
— …
Diante da sensação desconhecida em seu estômago, Seojae colocou as duas mãos na mesa. Ele vinha tentando empurrar o braço de Beomjin para baixo há um tempo, mas não adiantava. Ele não tinha escolha a não ser aguentar a provocação.
— Porra, ela se envolve toda em uma das minhas mãos. Uma barriga tão pequena.
— …
— … Ei.
Beomjin deliberadamente respirou bem em frente à orelha de Seojae.
— … O quê?
— Quando você vai dar para mim?
— …
— Não fica assim, só me dá uma vez.
Era algo que ele vinha dizendo com frequência ultimamente.
Seojae sempre ignorava Beomjin quando ele dizia tais coisas do nada, mesmo enquanto estavam comendo. Se ele desviasse o olhar, Beomjin apenas dava uma risadinha contida e parava.
— Eu até te dou dinheiro, porra, regularmente, e você não pode abrir o seu buraco para mim uma única vez?
— … Eu te disse que não gasto o dinheiro.
— Ei, sua cadela de merda… quem está falando esse tipo de baboseira?
Suas palavras foram cortadas pelo xingamento repentino. Ele não sabia quando a mão que havia sido envolvida de forma um tanto gentil se transformaria em um punho.
Com os lábios firmemente selados, Seojae apenas encarou a frente. A ponta de seu nariz contraiu-se diante da língua que lambeu sua orelha. Ele se sentia mal por ser xingado, mas seu medo de Beomjin era maior. E ele não tinha a confiança para causar uma confusão desnecessária.
“Ahw”, Beomjin começou, e então esfregou o nariz rudemente contra o rosto de Seojae e a nuca. Como se o cheiro fosse bom, ele dizia: — porra, o que é isso —, e até virava o rosto de Seojae com força. A cada vez, Seojae silenciosamente apenas olhava nos olhos de Beomjin. A área sob seus olhos brilhantes parecia desagradável, mas ele não podia dizer que não gostava. Ainda assim, quando ele esfregava com muita força, erguia a mão para tentar pará-lo.
— Para, dói.
— O que foi, porra? Eu só estou cheirando.
— … Você está empurrando, agora mesmo…
— Cheira como algum outro bastardo também, então isso é chato pra caralho.
Mesmo quando ele dizia que doía, Beomjin falava outra coisa.
— Mas dá para aguentar cheirar por causa do aroma natural do hyung-nim.
Ele dava elogios que pareciam insultos, e insultos que pareciam elogios. O que Seojae ouvia era quase sempre o segundo caso.
— Olha para mim uma vez.
— …
— Eu disse para olhar.
A menos que Beomjin virasse seu rosto à força, ele estava apenas olhando para frente. Diante das palavras para olhar, Seojae girou lentamente a cabeça para a esquerda.
Beomjin, que havia erguido a mão, segurou o maxilar inferior de Seojae com firmeza.
— Você tem mesmo trinta e dois anos?
— …
— Se você mentiu sobre a sua idade porque acha que eu sou um bosta, você está morto.
— … Eu não menti.
— Sério?
Beomjin então disse: — Então você é mesmo o hyung-nim, certo —, e aproximou o nariz da nuca de Seojae novamente. Beomjin parecia mais focado ali do que quando estava fumando maconha. Com o nariz achatado contra a pele, Beomjin inalava o aroma. Sua respiração era forte, mas suas exalações pelo nariz também não eram brincadeira. Seojae piscava um dos olhos toda vez que o som da respiração pesada alcançava seu ouvido. Era tão arrepiante que lhe causava arrepios.
— Que horas você chupou o meu negócio mais cedo, hyung-nim?
— … Não sei.
— Já faz umas quatro horas?
Será que já fazia tanto tempo assim? Ele não havia verificado as horas em momento algum desde que topara com Beomjin no hospital. Parecia que ele também não havia acordado imediatamente após chegar àquele prédio.
— Qual é o gosto do pau de um cara jovem?
— …
Beomjin sempre armava um escândalo quando ele não respondia a tempo, mas será que ele alguma vez dizia algo que valesse a pena responder? Nenhuma palavra sequer subia por sua garganta. Seojae permaneceu em silêncio.
— Hã? O que você acha, estou te perguntando.
Beomjin, logo de frente, continuava encarando o rosto de Seojae, que parecia inexpressivo a menos que estivesse ligeiramente irritado. Quando ele esfregou a parte inferior do corpo contra ele, perguntando: — como é? —, Seojae puxou o corpo para frente. Ele já estava prestes a escorregar de qualquer forma, estando sentado entre as pernas de Beomjin.
A pressão da mão de Beomjin em seu estômago também estava aumentando gradualmente. Conforme seu corpo era puxado para trás pela força dele, Seojae mordeu o lábio inferior e resistiu. O pau tocando a área ao redor de seu cóccix esfregava-se contra ele suavemente. Seojae, que estava com as duas mãos espalmadas na mesa, fechou os punhos. Ele tensionou o corpo e continuou a exercer força.
— O quê, você vai me dar um soco?
— …
— Me bate uma vez.
— …
— Ei.
— …
— Quem te mandou virar o rosto?
Seojae, que estivera olhando para frente em algum momento, lentamente girou a cabeça na direção de Beomjin de novo.
— Hyung-nim, você não tem nem um centavo furado.
— …
— Então como vai criar aquela criança?
— Eu decidi trabalhar.
— Onde você vai trabalhar naquele bairro?
Beomjin agia como se conhecesse bem a situação da vizinhança, que não tinha um único prédio decente, muito menos um local de trabalho. Ele disse: — Não faz isso, beleza?
— Se você me der comida e se entregar para mim, eu mesmo não cuido do dinheiro?
Ele queria dizer não, mas se dissesse aquilo, sentia que seria xingado como antes.
Seojae, que olhava para Beomjin com a boca fechada, balançou ligeiramente. Foi porque Beomjin estava olhando para o seu rosto e empurrando gradualmente o pau contra ele, como se para enfiá-lo.
— Hã? — Beomjin ergueu as sobrancelhas bem alto.
Bem na hora, “toc, toc”, alguém bateu na porta. Assustado com a batida, Seojae levantou-se e olhou para o lado. Foi possível ficar de pé porque ele não estava mais pressionando seu estômago. Beomjin, que estivera apenas segurando o cotovelo de Seojae, disse um “porra” e abaixou a cabeça, depois soltou o braço de Seojae e disse “porra” de novo.
A pessoa que se revelou quando a porta se abriu era alguém de quem Seojae se lembrava.
Ele estava vestindo uma camisa branca, então era um pouco confuso, mas seu porte físico era idêntico ao do homem de camisa marinho. Seu rosto, que era difícil de descrever, também veio à mente agora que o via.
— Seu porco do caralho, que tipo de hora de merda é essa para aparecer?
Beomjin, pelo motivo de estar de mau humor, levantou-se abruptamente e desferiu um tapa impiedoso na bochecha do homem.
Seojae olhou para onde a criança estava deitada. Felizmente, havia certa distância, então pareceu que o som não fora tão alto quanto fora de frente. A criança, que ficara interessada no sofá por um momento, estivera na rua o dia todo e rapidamente pegou no sono ali também. Ele queria ir embora dali logo, mas parecia que o tempo se arrastaria ainda mais por causa do homem que entrara de repente.
Com um olhar que dizia que algo problemático havia acontecido, Beomjin passou a mão grande pela testa.
O homem, que havia cambaleado com as mãos atrás das costas, retornara à sua posição original com os lábios mordidos. Seojae olhou de relance tanto para o homem quanto para Beomjin ao mesmo tempo. Ele estava sendo cauteloso.
— Hyung-nim, vem cá.
— … Hã?
Seojae, que respondeu vagamente, olhou para Beomjin.
— Eu disse para vir aqui.
— …
Seu movimento para ir se sentar no canto do sofá oposto parou. Seu corpo, que estava semi-sentado, levantou-se desajeitadamente de novo diante das palavras de Beomjin. Conforme ele diminuía a distância com Beomjin, que gesticulava para ele se aproximar, o rosto do homem também ficava mais nítido. As palavras que o homem de camisa marinho dissera voltaram a ele em fragmentos.
— Tenta bater nesse bastardo uma vez.
— …
— Você tem que receber um pedido de desculpas.
— Que pedido de desculpas… Não, está… tudo bem.
Como ele poderia bater em um homem cuja bochecha já estava vermelha brilhante e mostrando sangue? Seojae nunca havia erguido a mão contra ninguém na vida. Conforme ele continuava gaguejando de constrangimento, Beomjin soltou um som parecido com um grito: — Ugh! — Não importa a distância, aquele som teria sido audível para a criança. Dito e feito. O som da criança acordando e choramingando foi ouvido.
Ele estava sem fôlego diante da situação repentina e sua visão estava girando. Seojae caminhou para frente como uma máquina diante do gesto de Beomjin para se aproximar.
Seja um pouco mais obediente.
Em frente a Beomjin, que dizia tais coisas, ele ergueu a mão e desferiu um tapa na bochecha do homem.
— É a isso que você chama de bater?
Quando ele o acertou de forma desajeitada, Beomjin golpeou o homem com duas, três vezes mais força. Toda vez que Beomjin dizia: — Desse jeito —, sua mão pousava em cheio no rosto do homem. No início, ele o bateu com a palma aberta, mas quando Seojae ainda não sabia como bater direito, ele fechou o punho e quebrou o nariz do homem. Será que ele viu o sangue que jorrou de repente? Seojae ergueu o braço diante das palavras de Beomjin: — Ergue o braço —, e então perdeu a consciência.
A primeira coisa que viu quando abriu os olhos foi o joelho de Beomjin.
Sua cabeça estava zunindo, e ele nem sequer conseguia se lembrar do que havia acontecido antes. Se havia uma coisa de que se lembrava, era de Junhee. Seojae, ainda deitado, apenas ergueu a cabeça e checou onde a criança estava primeiro. No processo, fez contato visual com Beomjin.
— Você desmaiou depois de não fazer porra nenhuma.
Junhee estava de pé em frente à parede, estendendo a mão como se achasse algo fascinante. Partes dela sobressaíam como se esculpidas, e parecia que ele estava tentando tocar naquilo.
Seojae desviou os olhos novamente e olhou para Beomjin.
— Se fizéssemos aquilo duas vezes, o hyung-nim seria o primeiro a ir pro saco. Certo?
Vendo Beomjin falar com uma risada leve, ele se sentiu um tanto aliviado. Era mil vezes melhor ele zombar ou apenas rir daquilo de uma vez. Seojae sentou-se lentamente e tocou a testa. Seu cabelo, que havia crescido bastante, cobria parte de sua bochecha, então ele apenas empurrou o cabelo freneticamente para trás com a mão. Beomjin assistiu a tudo do início ao fim.
— Vamos embora, agora.
— … Uh…
Lá fora, estava completamente escuro. Seojae segurou Junhee e saiu do quarto, abaixando a cabeça diante da atmosfera com a qual ainda não estava acostumado. Não era tanto quanto quando entraram, mas homens que de repente abriram portas de algum lugar o saudaram de forma diferente. Seojae cobriu uma das orelhas de Junhee.
Uma pessoa que parecia ser um cliente foi vista abrindo uma porta e surgindo. Mesmo que houvesse bastante distância, o cheiro de álcool podia ser sentido de leve. No início da noite, havia apenas o som fraco de um instrumental, mas conforme a noite escurecia, barulhos altos vinham de todas as direções. Seojae, que mal havia escapado do prédio, virou-se e olhou ao redor. Uma vez lá fora, estava silencioso novamente.
No caminho para casa, Beomjin não falou muito. Apenas Seojae, que não conhecia a geografia ao redor de forma alguma, estava tenso e tentava ler algo a partir da escuridão do lado de fora da janela. Ele achava que estavam indo para casa, mas continuava olhando para fora, pensando no que faria se Beomjin fosse a algum lugar estranho de novo. Eram 9 horas quando saíram, mas mesmo após mais de 40 minutos, uma estrada familiar não apareceu.
Foi depois de uma hora que entraram em um beco conhecido.
O carro parou em frente à vila num piscar de olhos. Com o pensamento de que finalmente havia chegado, Seojae finalmente relaxou os músculos que estiveram firmemente atados pela tensão. Seu pescoço doía com uma dor incômoda.
Seus olhos estavam fixos apenas no carro que estava prestes a deixar o beco. Ele pensou que finalmente poderia descansar um pouco, mas viu Beomjin saindo do veículo.
— Por que você está parado aí com esses olhos?
— … Para ver você ir embora.
— O que você vai conseguir me vendo ir embora?
Beomjin, que havia terminado de estacionar rapidamente, entrou na vila primeiro, e Seojae pensou brevemente no que fazer com aquela situação. Ele não se sentia bem porque Junhee parecia já ter caído em um sono profundo, com os olhos fechados. Sorte que ele havia alimentado bastante a criança enquanto esperavam no hospital, do contrário… Seojae não pensou em sua própria fome em momento algum. Após encarar as costas de Beomjin enquanto ele subia as escadas de duas em duas por um tempo, ele deu um passo que parecia não querer se mover.
Assim que chegou em casa, ele se ocupou em cuidar de Junhee, para poder tentar ignorar o que Beomjin estava fazendo.
A criança estava tão cansada que cochilava até enquanto suas roupas eram tiradas. Seojae, que olhou para aquele rosto com pena, pensou vagamente que da próxima vez teria que deixá-lo em algum lugar antes de ir ao hospital. Seojae, que havia mudado Junhee para seus pijamas e o deitado com cuidado, encarou a luz que parecia vir da sala de estar.
— Huuu…
Apenas após suspirar como se o chão fosse desabar é que Seojae deixou o quarto. Ele fechou a porta sem fazer um som e foi direto para a cozinha.
Beomjin, que deve ter tirado as roupas em algum momento, estava deitado de costas na sala de estar vestindo apenas as cuecas.
Seu olhar foi naturalmente atraído para os músculos grandes e irrealisticamente definidos. As tatuagens que ele havia vislumbrado além da bainha de sua camisa estavam concentradas em seu tronco. Os desenhos pretos que preenchiam firmemente seus ombros, peito e clavículas eram impressionantes. Seojae foi até a cozinha fingindo ter algo para fazer e então abriu e bebeu uma garrafa de água que estivera na mesa de jantar. Ele não tinha nada para fazer, mas tinha que parecer que sim.
— Hyung-nim.
— Sim.
— Para com a sua palhaçada e vem cá.
Por causa do pensamento de que suas ações eram tão óbvias, o rosto de Seojae rapidamente ficou vermelho. Não importava o que pensasse, parecia que Beomjin estava lendo tudo. Não importava o quanto quisesse esvaziar a cabeça, era impossível na frente de Beomjin. Era o mesmo agora. Mesmo caminhando uma distância de apenas alguns passos, ele acabou ficando com a mente confusa.
Beomjin, que estivera deitado, sentou-se. Ele bateu a mão no chão e apontou para o lugar onde Seojae deveria se sentar.
Ele não pousou exatamente no ponto que Beomjin havia indicado, mas Seojae, que se sentou em algum lugar perto dali, virou a cabeça na direção das pernas estendidas de Beomjin.
— O que você está olhando?
Seojae manteve os olhos fixos na lateral e, por fim, percebeu que sua cabeça havia se voltado totalmente para a TV quebrada.
— Eu perguntei o que você está olhando.
— … Só… a TV.
— Por que se importar com algo quebrado? Está brincando comigo?
Quando ele de repente falava em um tom baixo, instintivamente fazia a pessoa se sentir intimidada. Seojae sentiu que não era apenas porque Beomjin era uma pessoa assustadora, mas também porque seu corpo estava reagindo aos feromônios e ao aroma que marcavam Beomjin como um alfa. Conforme o médico havia dito, parecia que aquela reação era em parte devida ao contato físico deles. Gotas de suor formaram-se densamente na testa de Seojae.
— Você nem sequer fez nada de intenso, então por que está suando desse jeito?
Beomjin aproximou-se e ergueu a mão. Seojae pensou que estava prestes a levar um golpe, mas em vez disso, Beomjin jogou seu cabelo para trás.
Como Beomjin era muito grande, mesmo um leve movimento estreitava a distância entre eles. A testa de Seojae franziu-se ligeiramente diante do sopro repentino do aroma de Beomjin.
— Hyung-nim, vamos manter as coisas justas.
— … O quê?
— Eu estou usando só isso aqui.
Beomjin colocou a mão grande sobre as cuecas, esfregando o volume que sobressaía.
— O hyung-nim não está um pouco vestido demais?
Seojae abaixou a cabeça para olhar para a bainha de seu moletom. Claro, ele não tivera a chance de mudar de roupa enquanto cuidava de Junhee, mas não havia razão para ter que se despir como Beomjin.
— ….
— Não quer tirar?
O olhar de Beomjin estava fixo em Seojae enquanto ele olhava para cima.
Seojae, erguendo a cabeça, tocou a testa com a mão. O suor que havia se acumulado era suficiente para limpar em sua mão. Normalmente, ele mal suava, mas parecia que a tensão estava causando aquela reação.
— Mesmo que você não queira tirar, eu não vou dizer nada.
— ….
— Não quer tirar?
— … Não quero.
Beomjin ouviu a resposta de Seojae e disse: — Beleza, entendi. — Então ele ergueu a mão e acenou com os dedos.
— Vem cá.
Mesmo que eles já estivessem perto, ele mandou se aproximar ainda mais.
— Você não está planejando se safar só com palavras, está?
— ….
— Vem cá.
— Eu já estou aqui.
Eles estavam cara a cara, então Seojae não sabia o que mais Beomjin queria. Ele olhou para cima, estudando o rosto de Beomjin.
— Vem mais perto. Porra, suas palavras parecem conversa fiada.
Beomjin inclinou a cabeça para os dois lados, como se até falar aquilo fosse cansativo, e abriu a boca.
Seojae, que estivera ajoelhado com um joelho dobrado e o outro erguido, arrastou o corpo para frente ao longo do chão. Ele acabou a menos de dez centímetros de distância de Beomjin, que já estava perto.
Beomjin envolveu um braço ao redor de Seojae, que havia se aproximado, agarrou seus joelhos e quadris e girou seu corpo. Sentar-se de costas para Beomjin trazia certa sensação de alívio, mas havia também um sentimento inquietante sobre o que Beomjin poderia fazer por trás. Seojae, virando a cabeça para o lado, não conseguiu apoiar o corpo enquanto ele deslizava para trás.
Isso foi porque Beomjin havia enfiado a mão por dentro do moletom e o puxado de volta em um movimento rápido.
— Ah, espera um segundo.
Ao contrário de antes, Beomjin moveu a mão para cima. Ele segurou Seojae firmemente com as pernas, impedindo-o de se mover, e levou a mão ao mamilo plano dele. Sentindo a mão de Beomjin tocar um lugar estranho, Seojae franziu o cenho e olhou para ele. Ser segurado por trás daquela forma, olhando para cima em direção a Beomjin, parecia bizarro.
— A maioria das pessoas gostaria disso aqui.
— … Eu não gosto. Para.
Beomjin persistentemente agarrou e torceu o mamilo de Seojae, que começava a endurecer e a sobressair. Ele o tocou rápido com os dedos, fazendo-o tremer visivelmente.
Beomjin abaixou a cabeça, olhando para Seojae, que mordia o lábio inferior.
— Está gostoso?
— Eu não gosto. Só para com isso.
— O seu rosto está todo vermelho.
— Isso é porque eu estou com raiva, com raiva.
Seojae murmurou palavras sem nexo, lutando para empurrar a mão de Beomjin para fora. Ele tentou agarrar o pulso de Beomjin por dentro do moletom e se contorcer para se libertar.
Mas Beomjin, sem se abalar, chegou a molhar a mão com saliva e provocar suavemente o mamilo de Seojae.
Quando um som de estalo veio de seu peito, Seojae inconscientemente encolheu os dedos dos pés.
— Parece que o pai do garoto não te tocava muito.
— … Para…
— Porra, por que você está pensando tanto nisso? Se está gostoso, só diz que está gostoso.
Beomjin puxou o mamilo saliente para a frente e beijou a testa de Seojae.
— Olha para cima.
As palavras de Beomjin vieram carregadas de uma respiração quente. A exalação pesada e deliberada azedou a expressão de Seojae. Sentindo que aquilo estava errado, Seojae bateu no moletom estufado com a mão, implorando para ele parar.
— Eu disse para olhar para cima.
Seojae, cujos olhos estavam avermelhados, inclinou a cabeça para cima. Beomjin encarou o rosto de Seojae por um momento, então puxou uma das mãos de dentro do moletom e segurou firmemente seu queixo ligeiramente erguido. Ele inclinou o queixo de Seojae ainda mais para cima, alinhando os ângulos deles. Beomjin beijou os lábios de Seojae, empurrando a língua para dentro com força. Uma mão atormentava o mamilo de Seojae, enquanto a outra segurava seu queixo firmemente para manter o rosto no lugar. Beomjin o beijou com tanta intensidade, como se estivesse tentando enfiar a língua inteira dentro da boca de Seojae, ignorando a saliva que escorria.
A cada vez que a mão calejada de Beomjin roçava contra o mamilo, o corpo de Seojae tremia. As veias de seu pescoço saltavam, e ele soltava gritos abafados. Os sons bloqueados — ugh, ugh — estufavam a boca de Beomjin. Mesmo com o ar preenchendo sua boca, Beomjin empurrava implacavelmente sua língua grossa e longa para dentro da boca de Seojae, envolvendo com força e puxando a língua de Seojae que recuava.
Alcançando seu limite, Seojae debateu as pernas e empurrou o rosto de Beomjin com as mãos. Mesmo com toda a sua força pressionada na mão sobre a testa de Beomjin, ele não se moveu. Embora Seojae tivesse sido forçado a beijá-lo antes, nunca havia sido tão nauseantemente intenso. Eventualmente, ele mal conseguia respirar. O aroma de Beomjin tornava impossível respirar pelo nariz.
A boca de Beomjin finalmente se afastou. Ele olhou para o rosto de Seojae, que mal conseguia abrir os olhos, como se saboreasse a visão.
— Achou pesado?
Seojae estava quase deitado, olhando para cima em direção ao rosto de Beomjin. Depois de toda a luta, seus quadris haviam deslizado muito para frente. Seojae sentou-se, limpando a testa encharcada de suor com a mão.
— … Está pesado, então para, só para.
Beomjin, observando os ombros arfantes de Seojae por trás, sorriu de canto.
— Parece que você quer fazer outra coisa.
Seojae não respondeu e nem sequer olhou de relance para ele, apenas focando em recuperar o fôlego.
— Hã? Você quer fazer outra coisa, não quer?
Mas Seojae não sabia por quanto tempo conseguiria continuar ignorando as palavras de Beomjin.
Virando-se, Seojae olhou para Beomjin.
— … Eu estou cansado demais.
— Olha só para isso.
Embora suas palavras soassem desagradadas, Beomjin estava sorrindo. Ele olhou para o rosto corado de Seojae e moveu a mão para a ereção mal contida pelas cuecas. Não demorou muito para ele colocá-lo para fora. O membro totalmente ereto e vermelho-escuro capturou os olhos de Seojae, ainda perturbador não importa quantas vezes o visse.
— Quer chupar? Vai em frente.
— ….
Seojae mordeu o lábio inferior.
Além de morder o membro de Beomjin, não parecia haver uma maneira de passar por aquela noite.
Seu mamilo rudemente provocado estava inchado e dolorido. A sensação estranha foi passageira. Beomjin não o havia tocado para fazê-lo se sentir bem, mas para atormentá-lo. O beijo fora o mesmo. Seojae limpou as lágrimas e o suor com um braço. Para Beomjin, sua luta devia ser divertida. Ele resolveu não mostrar mais daquela exibição patética.
Seojae, limpando o pescoço rudemente com a mão, virou-se lentamente na direção de Beomjin. Ele não precisou procurar muito — o membro ereto de Beomjin estava imediatamente visível. Beomjin não disse e nem fez nada, apenas observou em silêncio o que Seojae faria.
Olhando brevemente para o rosto de Beomjin, Seojae liberou o lábio inferior mordido.
Sua boca, que havia se aberto ligeiramente com um “uh” no início, alargou-se para um “ah” conforme se aproximava do órgão de Beomjin. Seojae colocou a ponta na boca, expondo o interior.
O membro do alfa vulgarmente ereto. Ver aquele rosto angelical e puro segurando algo tão rude excitava Beomjin facilmente, mesmo sem se mover de forma brusca. A sucção desajeitada e o balançar de cabeça pareciam bons o suficiente.
O único pensamento de Seojae era fazê-lo terminar rapidamente.
Era sempre o mesmo pensamento quando ele colocava o órgão de Beomjin na boca.
Mas hoje, pareceu que ele estava crescendo ainda mais dentro de sua boca, como se pudesse rasgar sua garganta. Finalmente, Seojae puxou-se para trás, com a saliva escorrendo, balançando a cabeça e dizendo que não conseguia fazer aquilo.
— O que isso quer dizer? Você não vai fazer de novo?
O membro de Beomjin, brilhando com a saliva, curvava-se ligeiramente na direção de seu estômago. Até agora, Beomjin havia mantido o clima brincalhão, mas mostrou uma expressão feroz para Seojae, que estava recuando.
— Dói… a minha boca.
— … Que merda.
— ….
Mesmo se pensasse que poderia ser agredido, não havia nada que pudesse fazer. Sua boca vinha doendo desde o beijo, e ele já havia feito aquilo no hospital mais cedo. Seojae sentia-se injustiçado também.
— Hyung-nim.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello

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SINOPSE:
Conheci aquele homem em um bairro sombrio e deprimente.
Um homem que vivia despejando palavrões a qualquer hora do dia e que até invadia a minha casa.
Após a morte do meu companheiro, tudo o que me restou foi o filho que tivemos juntos. Foi por causa dessa criança que acabei indo para um lugar desconhecido, mas a minha vida, que já era instável, virou completamente de cabeça para baixo depois que conheci aquele homem.
— Quero que você chupe isso para mim.
Aquele homem não tinha vergonha, nem consciência, nem sequer o mínimo de decência.
O que se pode fazer com um homem assim?
Há coisas que simplesmente não podem ser feitas.
E, com esse homem, existem coisas demais que não podem ser feitas.
Nome alternativo: Something I Couldnt Do Things I Cant Do Cosas Que No Puedo Hacer

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