Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 10.3 Online

↫─ Capítulo 10.3
Alexei pensou por um momento. Havia muitos ômegas que tinham passado por ali. Como o único entretenimento permitido a ele era álcool e transar, não havia razão para recusar aquilo também. Era mais eficiente encontrar um parceiro e fazer sexo do que suportar o rut tomando supressores.
— Mais ou menos.
Ele nem tinha contado, então era estranho dar uma resposta específica. No entanto, pareceu ser uma resposta suficiente, já que Valery mordeu o lábio com força como antes. Embora não dissesse nada em particular, estava claro que ele tinha alguma reclamação. Era estranho que tivesse ciúmes de um colega alfa, mas também parecesse incomodado com ômegas. O sentimento de posse afetava até isso? Ele nunca tinha sentido esse tipo de ganância em relação a um ômega, então não entendia muito bem, mas queria animar Valery. Não podia deixar o garoto que finalmente tinha conseguido de volta ficar emburrado.
— Mas de agora em diante, só você pode ver, certo?
Ele sussurrou, movendo-se ligeiramente para mais perto, e Valery encontrou seus olhos.
— …Para sempre?
Diante da pequena pergunta, Alexei sorriu. Essa parte era difícil de responder. Mesmo que Alexei quisesse, aquilo seria impossível. Se descobrisse que não estava grávido, Valery certamente expressaria um sentimento de traição e, mesmo que não, não tentaria se responsabilizar por ele. A possessividade em relação a um ômega provavelmente iria só até ali.
Além disso, embora a situação tivesse se tornado estranha, os dois tinham sido irmãos a vida inteira. Mesmo sendo algo que o próprio Alexei tinha feito, ele não achava que passaria a ver Valery como um amante. Não havia como viver nesse tipo de relacionamento para sempre com o garoto que ele havia criado como irmão mais novo, mesmo que não fossem aparentados por sangue.
Não querendo mais mentir, Alexei apenas sorriu. Como estava pensando no que dizer, ele pegou levemente o dedo de Valery. Quando o tocou primeiro, a tensão que instintivamente emergiu disparou, mas quando Valery não o empurrou, ele se sentiu aliviado. Ele se sentiu bem.
— Enquanto você quiser.
Com a resposta ambígua, Valery piscou e o observou. Ele queria saber o que ele estava pensando. Queria saber exatamente que tipo de sentimentos Valery tinha quando lhe dizia essas coisas, se estava tudo bem fazer esse tipo de ato com seu irmão. A resistência feroz que ele havia demonstrado no dia em que teve um relacionamento forçado com Valery durante seu rut ainda estava vívida. Era difícil de acreditar, mesmo vendo com os próprios olhos, que ele tinha chegado a essa situação com o Valery que tinha sufocado e ganido.
— Promete?
Valery perguntou como se precisasse de uma prova. Toda vez que o via tendo dificuldade para acreditar, o coração de Alexei também se sentia desconfortável.
— Sim.
Como havia adicionado a condição “enquanto Valery quiser”, Alexei podia prometer. Enquanto esfregava silenciosamente as mãos entrelaçadas, Valery virou a palma da mão e entrelaçou os dedos.
— Você prometeu.
Puxando as mãos entrelaçadas, Valery pressionou os lábios nas costas da mão dele. Assentindo, Alexei perguntou como quem lança uma questão no ar:
— Você quer continuar vendo isso?
Ele gesticulou para o próprio corpo com o queixo, e o olhar de Valery o seguiu. O rosto de Valery ficou vermelho enquanto olhava para as marcas atrapalhadas que ele mesmo havia deixado por toda parte. Os olhos verdes recatados se curvaram como os de um filhote, e Valery disse em voz baixa:
— …Sim.
— Normalmente, irmãos não têm muito interesse no corpo um do outro.
Era apenas algo que ele tinha ouvido. T-Mac costumava dizer isso a ele sempre que o via agindo de forma incomumente exigente com Valery. Com as palavras “normalmente, irmãos”, Valery mordeu o lábio. Parecia que ele havia desenvolvido esse hábito enquanto ele não estava olhando. Não gostando de como ele continuava mordendo, Alexei colocou o dedo em seus lábios novamente.
— Vai machucar se você morder.
Deixando a mão carinhosa em paz, Valery disse em voz baixa:
— Mas nós não somos irmãos.
Biologicamente, isso era verdade.
— E, Alyosha… você também disse que somos amantes agora.
Vendo o rosto ingênuo que estava acreditando em suas palavras exatamente como eram, um canto do seu coração doeu. Continuando a tocar seus lábios, Alexei continuou suas perguntas. Era incrível que uma conversa parecida com uma conversa estivesse acontecendo entre os dois.
— Você se sente assim?
Valery pausou. Um sinal de contemplação apareceu.
— Não tenho certeza.
Valery, que respondeu honestamente, hesitou por um momento, e então esfregou os lábios contra o dedo de Alexei que o tocava. Ele sentiu a textura dos lábios macios. O contato físico, que parecia um ato de afeto, fez seu corpo esquentar ligeiramente. Apenas parecendo que ele tinha provado de tudo a noite toda, parecia que de repente estava faltando. Seria possível que o ciclo de um ômega, assim como um rut, não terminasse em apenas um dia?
— Mas irmãos não fazem isso.
A textura macia envolveu a ponta do seu dedo indicador e depois soltou. Observando Valery colocar a língua para fora e lambê-la como um gato, seu apetite voltou gradualmente. Era incrível que ele pudesse ficar excitado de novo depois de ter ido com tanta vontade.
— Certo.
Ele definitivamente nunca tinha visto Valery dessa maneira antes, mas a repulsa de quando investira contra ele pela primeira vez agora havia sumido. Em um canto de sua mente, uma frágil sensação de moralidade e a repulsa de um alfa permaneciam fracamente, mas era melhor ver os vários lados de Valery. Especialmente porque Valery era muito desajeitado para beijar. Ele tinha talento para transar e aprendia rápido, mas parecia carecer de experiência em beijar e não parecia saber como fazer isso bem depois de apenas algumas vezes.
Achando Valery, que tinha corajosamente engolido e soltado seu dedo, fofo, Alexei decidiu dar trela mais um pouco. Ele deslizou o dedo para além dos lábios dele. Sentiu a língua molhada e quente. Observando Valery corar e se encolher, ele pressionou a língua dele com a ponta do dedo. Um som como um pequeno gemido, *heut*, escapou de Valery.
— Normalmente, eles não fazem isso.
Seu dedo se agitou dentro da boca dele. Conforme ele cosquinhava suavemente o céu da boca duro, uma veia azul se destacou no pescoço de Valery. Ele sentiu a respiração quente dele tocar a ponta do seu dedo, e então Valery o puxou pelas mãos entrelaçadas. Vendo seus dedos se contraírem, parecia que ele estava sem saber como reagir. Era óbvio que ele não tinha imunidade à estimulação. No momento em que percebeu aquilo, uma excitação estranha surgiu. O rosto de Valery quando estava sentindo prazer era muito lindo, então era um fenômeno inevitável.
Alexei seguiu seus instintos. Ele encarou fixamente o rosto de Valery e agitou o interior de sua boca. O som da saliva se acumulando em seus lábios entreabertos ecoou molhado. Sentindo seus lábios ficarem ligeiramente molhados, ele puxou a mão de volta. O rubor vermelho em suas bochechas brancas era adorável.
— Alyosha…
O pomo de Adão de Valery se moveu bruscamente enquanto ele engolia em seco. Seu pescoço reto e alvo estava tingido de excitação.
— …Posso te beijar?
Ouvindo o som baixo que ele pronunciou após hesitar, um calafrio percorreu sua espinha. Como sua esquiva de beijar havia desmoronado a partir de anteontem, um fetiche estranho surgiu. O Valery que tinha corrido apenas em sua direção estava de volta à sua frente. Não o irmão mais novo que responderia às suas palavras com desprezo, mas o bom Valery que o seguia.
— Se você pedir por favor.
Ele ficou um pouco ganancioso. Queria ver um lado fofo dele. Valery não recusou. Olhando para Alexei com olhos excitados, ele envolveu suas mãos grandes ao redor de sua cintura. A maneira como ele se encolheu e agarrou e soltou repetidamente a cintura de Alexei mostrava que ele já estava excitado.
— …Por favor, me beije.
O irmão mais novo pediu instrução obedientemente. Alexei generosamente, e de muito boa vontade, decidiu ensinar-lhe o que sabia. Afinal, esse era o papel de um irmão mais velho.
— Vamos?
Alexei sorriu e segurou as bochechas de Valery. As mãos de Valery, que seguravam sua cintura, se apertaram na mesma proporção. Segurando ambas as bochechas, Alexei ergueu a cabeça devagar. Ele parou a uma distância onde seus lábios se tocariam e sentiu as respirações curtas. Eram limpas e refrescantes.
— Coloque a língua para fora, garoto lindo.
Era um pedido simples, mas o rosto de Valery ficou mais vermelho do que antes. Com olhos que pareciam prestes a chorar pela estimulação excessiva, Valery colocou ligeiramente a língua para fora. Encarando a ponta longa e vermelha da língua, Alexei baixou os olhos. Ele puxou as bochechas de Valery em sua direção e juntou suas línguas. Era macio e flexível. Uht, Alexei acalmou suavemente o sobressaltado Valery, e lentamente lambeu sua língua.
— Al… yosha.
Assustado com o ato desconhecido, Valery o puxou ferozmente. Encurralando-o em seu abraço firme, ele ostentava uma expressão de quem não sabia o que fazer. Cada vez que via tal expressão, Alexei também ficava progressivamente excitado. Lambendo Valery algumas vezes como um gato provando algo, ele logo entrelaçou suavemente as línguas de ambos.
Suas línguas se envolveram suavemente e se esfregaram uma na outra repetidamente. Com respirações pesadamente excitadas, Valery começou a tocar a cintura de Alexei. Embora fosse desajeitado para beijar, ele parecia ter se acostumado a tocar seu irmão, pois a mão que esfregava sua cintura nua sob a toalha desceu gradualmente em direção às nádegas. A respiração de Alexei também foi esquentando aos poucos.
— É desse tipo de beijo que eu gosto, então se lembre bem disso.
↫─☫ Continua….
ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr
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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
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