Ler The First Commandment (Novel) – Capítulo 10.2 Online


Modo Claro


↫─ Capítulo 10.2

Ele retrucou para espantar a sensação estranha que ele mesmo estava percebendo. Ouvindo a resposta, Valery curvou ligeiramente seus lábios vermelhos.

— Então acho que eu já era adulto desde aquela época.

Seus corpos se aproximaram. Valery, que tinha chegado bem diante do seu nariz, o observava como se fosse vê-lo comer. Ele podia ver o movimento lento de seus cílios. Não importava o quanto pensasse sobre isso, era um verde tão brilhante que parecia inacreditável existir na realidade.

Não querendo fazer Valery segurar o sanduíche por mais tempo, Alexei ergueu a mão. Quando estava prestes a pegar o sanduíche, Valery balançou a cabeça. Ele podia ver uma leve provocação se formando em seus olhos.

— Deixe-me dar na sua boca.

O dedo que estava prestes a pegá-lo apenas roçou nas costas da mão de Valery. Era um ato brega, mas Alexei não conseguia empurrar Valery para longe. Desde novo, ele era terrivelmente fraco em relação ao seu irmão mais novo, e tentava fazer o que podia por ele. No entanto, se alguém perguntasse por que aquelas coisas haviam acontecido, seria porque Valery quisera algo além de suas capacidades. Como escapar daqui apenas com a força dos dois jovens irmãos.

Como que para compensar isso, Alexei finalmente abriu a boca obedientemente. Sua presa incomumente afiada foi revelada alva e então ele mordeu o sanduíche. Um gosto familiar, porém desconhecido, se espalhou. Como não comia aquilo desde jovem, estava mais doce, mais agridoce e mais delicioso do que se lembrava. Depois de dar uma mordida assim, sua fome aumentou.

— Está gostoso?

Valery sussurrou. Encontrando os brilhantes olhos verdes, Alexei assentiu com a cabeça.

— Está delicioso.

— Que alívio.

Valery, que disse isso, estava prestes a se afastar, mas então soltou um pequeno “ah” e estendeu o braço. Seu dedo tocou os lábios de Alexei.

— Alyosha, tem um pouco aqui.

Seu dedo indicador limpou o canto do seu lábio. No momento em que ele piscou com o contato inesperado, Valery, tendo limpado a geleia, se recolheu. Teria sido engraçado ele paralisar por algo assim depois de tudo o que fizeram, mas Alexei não tinha imunidade a esse tipo de contato. O toque macio, suave e de certo modo cócega era desconhecido.

Naquele momento de hesitação, Valery lambeu a geleia de seu dedo indicador. A cena dos lábios vermelhos engolindo um dedo era inexplicavelmente devassa. Talvez seu olhar fosse flagrante demais, pois Valery levantou os olhos que havia baixado. Os cantos de seus olhos se curvaram em um sorriso. Sem qualquer propósito, apenas contendo pura alegria.

— Está gostoso.

Ouvindo a voz tímida que estava apenas declarando um fato, sua nuca esquentou. Com o calor que se acendeu como um fogo repentino, Alexei prendeu a respiração. O pensamento de querer avançar sobre Valery como um impulso surgiu, e seu coração começou a bater mais rápido do que antes. Diante da série de fenômenos desconhecidos, ele ficou genuinamente desconcertado.

Era a primeira vez que seu coração batia assim. Seus nervos estavam à flor da pele a ponto de se perguntar se estava doente, e Alexei ficou confuso. Seu coração tinha batido assim no dia em que bateu em uma pessoa pela primeira vez. Mas a natureza era diferente. O sentimento que ele estava experimentando agora não podia ser definido, mas era apenas… estranho.

Era exatamente como uma agitação de excitação.

Depois de devorar rapidamente o sanduíche, Alexei se dirigiu ao banheiro. Foi porque, assim que começou a ficar consciente de Valery, sua cabeça ficou complicada. Sua aparência desalinhada de ter rolado a noite toda de repente o incomodava, e seu corpo reagindo de forma estranha também o incomodava.

Durante todo o tempo em que tomava banho, Alexei encostou a testa contra a parede e ficou perdido em pensamentos. Vários pensamentos se entrelaçavam. O que ele faria hoje, qual era a maneira de lidar com Igor, essas coisas passaram brevemente, e então sua mente se coloriu com Valery. Quando se lembrou de Valery lhe mostrando um sorriso puro, não um deboche, o meio de suas costelas se apertou. Dava coceira e latejava. Essa sensação era tão bizarra que ele pressionou o centro do peito firmemente com a ponta do dedo indicador. Mesmo quando pressionava com força o osso sólido, a sensação por dentro não desaparecia.

*Por que o Lerusha é tão lindo?*

Era um fato que ele já sabia, mas aquele pensamento lhe veio novamente. De suas ações a suas palavras, não havia um canto dele que não fosse adorável. Era por isso que ele o amava mais do que a qualquer um e o havia protegido, mas quando o cara que só refletira desprezo por muito tempo agia com doçura, era difícil cair na real. Definitivamente não era o momento de estar sentindo essas emoções, mas apenas pelo motivo de Valery ter sorrido para ele, seu ânimo se elevou. Ele só queria esquecer todas as mentiras que havia contado e a situação ferrada. Queria aproveitar a paz que mal havia encontrado, nem que fosse por um momento. Era uma fuga diferente dele. Parecia que sua vida de alguma forma encarar e superar situações de merda o tinha cansado um pouco.

Ele terminou o banho sem nada claramente resolvido. Ele enxugou o cabelo grosseiramente e jogou uma toalha longa sobre os ombros. A parte inferior do seu corpo estava mal coberta quando ele saiu. Ele varreu o interior da casa com o olhar, procurando por Valery quase por instinto. A presença foi ouvida no quarto de Valery.

— Lerusha?

Quando ele abriu a porta de leve, Valery virou o olhar. Ele colocou apenas a cabeça para dentro para dar uma olhada nele. Valery estava olhando para suas coisas que foram deixadas de qualquer jeito sobre a escrivaninha. Como tinha trancado Valery em seu quarto, ele havia esquecido que seus pertences estavam ali. Ele tinha movido brevemente uma caixa de coisas antigas e roupas que não usava. A espingarda e outras armas que ele guardava para emergências estavam escondidas rasgando o piso, então Valery não seria capaz de encontrá-las.

— Você ainda tinha isso?

Valery ergueu um copo de uma caixa sobre a escrivaninha. Assim que viu, uma pequena risada saiu de Alexei. Foi o primeiro copo que Valery fez na escola primária. Ele se lembrava de ter comprado os materiais enquanto xingava sobre que tipo de aulas esquisitas eles tinham. O resultado foi um copo com olhos muito feios, mas Alexei costumava beber álcool nele. Conforme se distanciou de Valery, ele o havia guardado, preocupado em quebrá-lo durante uma briga.

— Sim. É a prova de que foi bom você não ter ido para as artes.

Isso era sincero. Ele disse isso e entrou no quarto. Valery, que estava examinando o copo, arregalou os olhos ligeiramente ao vê-lo entrar. Valery, que estava prestes a dizer algo, simplesmente moveu os lábios e depois os fechou. Podia-se ver seus olhos ficando avermelhados, assim como quando ele o tinha provocado sobre ser um coelhinho mais cedo.

— Você não vai vestir roupas?

Dava para ouvir que sua voz estava um pouco rouca. Alexei soltou uma risada fraca.

— Por quê? Ficou excitado?

Foi uma observação meio de brincadeira, mas parecia ser verdade. Valery corou abertamente e colocou o copo para baixo. Valery disse, evitando seu olhar:

— Você vai pegar um resfriado.

Soou como nada além de uma desculpa. Ele estava em uma idade vigorosa, então era natural ser estimulado por uma visão nada modesta.

— Faz muito tempo desde que peguei um desses.

— Você sempre andou por aí assim?

Valery perguntou, seus dedos contraindo ligeiramente. A maneira como ele continuava tentando e falhando em desviar o olhar era tão fofa que dava vontade de morrer. Alexei caminhou para o lado dele sem hesitar. Conforme o som de seus passos ecoava no chão, Valery se encolheu. Ele era grande em tamanho, mas era exatamente como um coelhinho.

— Sim.

Ele se aproximou dele e deu uma resposta curta. Diante da resposta concisa, Valery momentaneamente virou a cabeça. Um sentimento de desconfiança era visível em seus olhos verdes.

— Ninguém viu, viu?

Alexei inclinou a cabeça e olhou para ele. Era porque parecia novo para ele. O ciúme que ele demonstrava, pensando nele como seu próprio ômega, parecia estranho quanto mais ele experimentava. Parecia nojento quando Yuri ou T-Mac o tratavam como um ômega, mas ele não sabia por que era aceitável quando Valery o fazia. Ele não sabia dizer se era porque era fofo ver o garoto que era como uma criança se exibir dizendo que era um alfa, ou se era porque gostava que ele estivesse tentando protegê-lo por causa disso.

— Aqueles com quem dormi viram.

Alexei respondeu displicentemente. Era também a verdade.

— …Os ômegas?

Valery pareceu surpreso, como se tivesse se dado conta de algo que não sabia antes.

— Uh-huh.

Claro que ele tinha que dormir com ômegas. Havia pouco tempo que ele tinha se tornado um ômega, então, no passado, todos com quem lidou eram ômegas. Quando ele respondeu com calma e olhou para ele, Valery estava com uma expressão estranha. Vendo-o morder o lábio com força, Alexei estendeu a mão.

— Por quê, você não gosta?

— Não morda. — Ele adicionou, acariciando os lábios dele com o dedo, e Valery obedeceu prontamente. Olhos verdes delicados piscaram, olhando para Alexei com tristeza.

— …São muitos?

Parecia estar incomodando-o. Mesmo que estivesse desconfiado dos alfas ao seu redor agora devido à sua natureza alfa, seus relacionamentos passados eram na verdade irrelevantes.

— Hum.

↫─☫ Continua….

ᯓ★ Nenhuma das situações apresentadas neste capítulo referem-se/ se baseiam em fatos reais.

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✦ Tradução, revisão e Raws: Lᥙ꧑ᥲ Hᥲrtzᥣᥱr

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SINOPSE
— Eu te disse que podia fazer qualquer coisa por você.
Alexei, notoriamente conhecido como o cão de Igor na cidade onde Igor reina, é obcecado por seu irmão Valery, um bailarino, mas o trata com frieza. Ao saber que Valery estava saindo com Lian Vinter, um parente do policial Kalisz Vinter, que estava na cola de Igor, Alexei não pôde mais ficar de braços cruzados. Era evidente que Igor mataria Valery. Alexei implorou para Valery terminar com Lian, mas Valery, que há muito desprezava Alexei, ignorou suas palavras…
Nome alternativo: 1 The First Commandment

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