Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 48 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 48

“Estamos namorando ou não?”
Essa pergunta insistente atormentou minha mente durante todo o fim de semana. Eu sempre acreditei que o namoro era um prelúdio para o casamento, e que a intimidade deveria ser reservada apenas para alguém com quem se pretende dividir a vida. No entanto, eu gostava tanto de Saheon que ele se tornou a única exceção a essa regra.
Tudo o que vinha dele era bom. Cada ação sua era perfeita. Apenas estar ao seu lado me fazia incrivelmente feliz.
Mas talvez esse fosse o problema. Eu nunca tinha aberto uma exceção em minha filosofia antes, então não sabia como lidar com essa situação sem precedentes.
Meu desejo, que antes se satisfazia apenas com a sua presença, havia crescido de forma assustadora.
Estar junto me fazia querer segurar as mãos; segurar as mãos me fazia querer selar nossos lábios; os selinhos me faziam querer beijos profundos; o sexo me fazia querer namorar e, no fim das contas — embora não pudéssemos namorar de verdade —, eu queria reivindicá-lo como meu oficialmente.
O ditado de que a ganância humana não tem fim e sempre anseia por mais não estava errado. Eu estava fazendo coisas que jamais sonhei ser capaz, e ainda assim, nada era suficiente.
── ⋆⋅☆⋅⋆ ──
​Ao entrar no banheiro para me preparar para a escola, soltei um suspiro profundo ao encarar meu rosto abatido no espelho. Pressionando habitualmente a área inchada abaixo dos meus olhos, levantei minha camiseta até o peito.
Em contraste com o tecido escuro, minha pele estava coberta por marcas vermelhas e arroxeadas. Com uma mão segurando a blusa, acariciei a carne sensibilizada que parecia ter sido atacada por algum tipo de doença.
As áreas escondidas pelas roupas tinham agora mais manchas vermelhas do que pele branca. Sentindo como se tivesse perdido peso, friccionei a saliência das minhas costelas com as pontas dos dedos e subi a camiseta um pouco mais.
Ao elevar o tecido até o queixo, vi minha clavícula manchada, com vestígios tênues de sangue. Esfreguei o local levemente e suspirei outra vez.
Eu sabia que Saheon hyung não gostava de Choi Hyun-oh, mas usar a desculpa sem sentido de que eu encontraria o outro na escola era apenas um pretexto para deixar mais marcas do que o habitual.
Ultimamente, Saheon parecia ter se transformado em um maníaco sexual. Sendo cru, ele agia como uma besta no cio. Ele podia parecer um homem impecável, com aquele semblante ascético e uniforme alinhado, mas, assim que entrava em casa, a máscara caía.
Eu cheguei a levantar a hipótese de que talvez o uniforme fosse uma algema que o refreava, mas isso não parecia ser o caso.
​— Você está tentando me seduzir agora?
​Inspirei bruscamente ao ver o reflexo dele no espelho. Não sei quando tinha aberto a porta, mas ele estava encostado no batente, me observando.
Ainda trajando seu uniforme angular, segurando o chapéu de capitão em uma das mãos e com os braços cruzados de forma displicente, seus olhos estavam fixos na minha cintura exposta. Sabendo exatamente o que havia ali onde o olhar dele pousava, abaixei a camiseta às pressas. Pela primeira vez na vida, percebi que minha postura curvada entregava tudo, mas as lembranças que se seguiram foram suficientes para me fazer corar.
​— Não, eu não estou…
​Murmurei sob aquele olhar ardente que parecia capaz de me incinerar. Parecia que ele tinha o poder de excitar alguém apenas com o movimento dos olhos. O ponto exato onde ele encarava latejava.
Bloqueando a porta, ele exalava uma aura intimidadora com sua altura e porte. Ao lançar um vislumbre descarado para a região da minha cintura, ele perguntou com uma risada:
​— Ah, tenho vontade de te colocar na minha mala. Quer entrar?
​— …É pequeno demais para caber aí. E se verificarem a bagagem e encontrarem uma pessoa dentro…
​Enquanto eu resmungava, percebi que a fala dele não passava de uma brincadeira e fechei a boca. A risada de Saheon ficou um pouco mais alta. Ao me ver com o rosto emburrado, ele me chamou, ainda com vestígios de diversão na face.
​— Vem cá.
​Ouvi o sussurro grave. Embora fosse um pedido gentil, aproximei-me como se tivesse ouvido uma ordem. Devido ao degrau do banheiro, ele, que já era alto, parecia ainda maior.
​— Levante o queixo.
​Fiz como instruído. Ele gesticulou com o queixo, indicando para levantar um pouco mais. Obedeci prontamente.
​— Feche os olhos.
​— Certo.
​— Abra a boca e diga ‘ah’.
​Enquanto eu fechava os olhos e entreabria a boca, algo quente tocou meus lábios. Sua língua invadiu com destreza, roçando suavemente apenas as partes mais sensíveis.
À medida que nossas mucosas colidiam, senti que gemidos estranhos escapariam. Quis agarrar suas roupas para abafar aquele som nasal, mas, temendo amassar o uniforme impecavelmente passado, mantive minhas mãos juntas contra o peito.
Saheon separou os lábios com um estalo. Ainda imerso na sensação persistente, reuni meu olhar nublado. Ele, pronto para partir para o trabalho, cheirava a uma colônia forte.
​— Dei o seu ‘cho’, agora vamos.
​Ele bagunçou meu cabelo com um sorriso travesso. Quando eu era criança e não conseguia pronunciar direito, costumava dizer ‘cho’ em vez de ‘beijo’ algo que Chaehun e ele usaram para me provocar até pouco tempo atrás. Lancei-lhe um olhar afiado. Ele apenas riu e se afastou.
​Hoje, sairíamos mais cedo do que o normal. Foi porque aceitei levá-lo. O plano de deixá-lo no trabalho e depois seguir para a faculdade, era o suficiente para me fazer pensar em palavras que exigiriam um teste de sanidade.
Tendo tirado minha licença logo após o vestibular, eu era um bom motorista para um iniciante. Lidava bem com estradas sozinho e era habilidoso ao estacionar de ré. Tudo graças ao ensino espartano do meu pai, que virava um motorista solitário e ranzinza sempre que assumia o volante.
Ainda assim, talvez por ser a primeira vez dirigindo com alguém que eu gostava no banco do passageiro, meu coração nervoso não se acalmava enquanto descíamos o elevador e caminhávamos até o carro estacionado. Meus ombros tremiam, então precisei colocar as mãos nos bolsos da jaqueta e fechá-las com força.
Com a chave em mãos, abri o porta-malas para que ele carregasse sua mala. Enquanto eu tateava um pouco para ligar o motor após entrar, Saheon fechou a tampa com um baque e acomodou-se no banco do carona.
Enquanto ele ajustava o encosto, parecendo um pouco desconfortável, consegui ligar o motor e soltei um suspiro de alívio.
Depois de afivelar o cinto e segurar o volante ainda frio, pisei no acelerador, tentando conter o nervosismo. Felizmente, o carro respondeu bem.
Embora eu nunca tivesse dirigido por ali, sendo um motorista nato, conduzi com habilidade. Sentindo-me confiante de repente, lancei um olhar para ele, lembrando-me de que homens ficam charmosos dirigindo, e segurei o volante casualmente com uma mão só.
Eu pensava em apoiar o cotovelo na janela, mas, à menor reprimenda dele, voltei a segurar o volante com as duas mãos.
​— Você deve usar as duas mãos, Cheongmyeong.
​Ele disse com um sorriso. Sentindo-me envergonhado, agarrei o volante com firmeza. Saheon, que brincava com o quepe colocado sobre a coxa, falou:
​— Kwon Chaehun disse que vai aparecer quando tiver tempo.
​— Chaehun?
​Arregalei os olhos enquanto dirigia pelo tráfego em direção ao prédio da empresa. Houve um incidente que me veio à mente naturalmente. Ao ver meu rosto sombrio, ele acrescentou rapidamente:
​— Ele virá sozinho.
​— …Oh. Sério? Entendi.
​Incapaz de encontrar algo particular para dizer, respondi vagamente. Saheon, observando meu perfil enquanto eu dirigia, adicionou calmamente:
​— Devo dizer para ele não vir.
​— Por quê?
​— Na minha folga, não quero ver ninguém além de você.
​Quase causei um acidente. Havia uma discrepância enorme entre o tom casual de quem comenta o tempo e a escolha das palavras dele. Saheon resmungou:
​— Preciso ver a família até no meu dia de descanso?
​Sentindo como se tivesse engolido borboletas, mantive meus lábios cerrados. Minhas bochechas, refletidas no retrovisor, estavam levemente ruborizadas.
A distância de casa até a sede da empresa não era tão longa. Depois de dirigir por cinco minutos, cheguei facilmente em frente ao edifício. Sentindo que não era apropriado entrar no estacionamento, parei no acostamento.
Saheon, que reclamava por não entender o desejo de Chaehun de visitá-lo, soltou o cinto. Apesar da placa de aviso de “proibido estacionar ou parar”, ele virou-se contra a janela, fixando os olhos em mim.
Sob seu olhar aparentemente indiferente, mas descarado, minha garganta deu um nó. Finalmente, tomei coragem:
​— …Você não vai?
​— Devo usar a mesma desculpa da última vez?
​— Última vez…?
​Olhei para ele, que dizia coisas incompreensíveis. Saheon semicerrou os olhos de forma exagerada, formando covinhas nas bochechas. Pensando que ele parecia adorável, como se fizesse uma birra, não pude evitar achá-lo irresistível.
​— Fugi dizendo que minha mãe tinha desmaiado.
​Aquilo ainda não fazia sentido. Enquanto eu o encarava, ele levantou levemente o canto da boca. Estalando a língua como se estivesse insatisfeito, ele se inclinou de repente.
O aroma da sua colônia e da sua pele invadiu minhas narinas. Depois de pressionar rapidamente os lábios contra os meus, ele inclinou a cabeça e mordeu minha nuca com força. Deixei escapar um grito fraco e estremeci com a dor aguda.
Debruçando o corpo sobre o banco do motorista, ele colocou a mão no espaço restante e depositou seu peso sobre mim. Olhando de cima com aqueles olhos intensos, ele sussurrou com a voz rouca:
​— Não suporto ficar ansioso enquanto estou fora em voo.
​Apenas ouvindo o que Saheon hyung dizia, parecia que ele estava mantendo controle sobre um amante. Tentei não adicionar minha própria interpretação àquela esperança crescente, suspirando profundamente mais uma vez. Apontei os fatos da forma mais calma possível.
​— …Você volta hoje à noite, não volta?
Sahen Hyung, que estava a uma distância tão curta que eu podia sentir a temperatura de sua respiração, olhou-me com uma expressão descontente, como se estivesse insatisfeito com algo. Assim que eu ia desviar o olhar, sentindo-me desconfortável sob seu encarar, ele beijou meus lábios mais uma vez e colocou a mão na porta.
​— Certo. Estou indo. Como esperado de Mung-seon Daewongun.
​Ele apenas despejou algumas palavras estranhas, pressionou o botão do porta-malas e saiu. Tendo perdido o momento de me despedir, assisti abobalhado enquanto Saheon se afastava puxando sua mala. As palavras que saíram de mim, muito tempo depois, foram patéticas até para os meus próprios ouvidos:
​— …Por que ele está agindo assim?

⚝ Continua…

◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆

Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

Gostou de ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 48?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!