Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 34 Online

↫─Capítulo 34
Raios de sol entravam pelas cortinas. Oscilando entre o sono leve e a realidade, franzi a testa diante da dor latejante que vinha lá de baixo. Era uma dor muscular, como a de um treino intenso, ou aquela sensação de estar travado por causa de uma gripe forte.
Incapaz de suportar, abri os olhos lentamente. A luz que insistia em me incomodar infiltrava-se pelas cortinas pesadas. Quando minha mente finalmente se situou na realidade, aquela dor que parecia um sonho tornou-se ainda mais aguda.
— Ah…
Ao tentar me virar e soltar um gemido fraco, mordi o interior da boca por causa da pontada que subiu da cintura. Um calor repentino tomou conta do meu rosto e das minhas orelhas.
Meu corpo inteiro doía. Embora eu estivesse coberto por um cobertor aconchegante, até o toque do tecido parecia incômodo. Enquanto gemia, recordei os eventos da noite passada. A sensação arrepiante de pele com pele, a respiração ofegante do outro, beijos suaves, a penetração…
Meu rosto queimou ainda mais. Um gemido confuso escapou pelos meus lábios entreabertos. Enquanto sensações de calor se espalhavam da cabeça aos pés, soquei a cama com o punho por pura vergonha, mas gritei com a dor intensa que percorreu meu corpo pelo movimento repentino.
— Aah!
Levou um bom tempo para a pontada que começava na minha lombar diminuir. A dor parecia como se eu tivesse apanhado, e a ardência lá embaixo me fazia gemer involuntariamente.
Encolhi-me de lado, feito um camarão. Embora a dor não tivesse desaparecido, parecia melhor do que antes. Graças a essa dor que quase trouxe lágrimas aos meus olhos, consegui sentir que estava totalmente desperto.
Eu tinha medo de mover até um dedo. Nunca tinha sentido uma dor muscular tão severa. Gemendo enquanto tentava encontrar uma posição que doesse menos, levantei a roupa de cama, notando a textura do tecido entre minha pele e o cobertor.
Eu vestia roupas estranhas. Uma camiseta de manga curta e shorts – embora não fossem adequados para a estação, eram fáceis de vestir e tirar. Considerando isso, pude deduzir facilmente que aquelas roupas provavelmente pertenciam ao Saheon hyung.
Parando para pensar, meu corpo parecia limpo e fresco. Mesmo tentando recordar as memórias nebulosas de ontem, eu não tinha ido me lavar. Eu tinha caído no sono, quase desmaiado, enquanto ouvia o som do Saheon hyung tomando banho.
Encolhi a cintura um pouco mais e levei as roupas do hyung ao meu nariz. Cheiravam a amaciante misturado com um leve odor de guardado, provavelmente por estarem no armário há muito tempo, mas até aquilo era agradável.
Depois de cheirar a camiseta por um tempo, levantei a cabeça suavemente, consciente da calmaria trazida pelo silêncio. Não importava o quanto eu tentasse ouvir, não conseguia notar nenhum sinal de outra pessoa. Será que o hyung tinha saído? Virei os olhos levemente para olhar o closet conectado ao quarto do hyung.
O hyung tinha o péssimo hábito de jogar as roupas de qualquer jeito, e depois de terminar o trabalho, costumava deixar sua mala, quepe e gravata espalhados por aí. Na cômoda visível, só havia vestígios de alguém que tinha usado pomada de cabelo.
Lembrando-me de que eu ja tinha observado da cama o hyung se arrumar, consegui facilmente imaginá-lo se preparando para o trabalho ali e depois saindo. Parecia que ele já tinha ido trabalhar. Apertei meus lábios. Embora soubesse racionalmente que não podia segurar alguém que precisava trabalhar, um sentimento de decepção subiu dentro de mim.
Eu não esperava nada grandioso. Teria sido bom apenas ver o rosto do Saheon hyung quando acordasse, trocar cumprimentos como “Dormiu bem?”. Se eu fosse um pouco mais ganancioso, teria sido bom se ele tivesse me segurado com ternura como ontem…
Encolhi-me mais sob o cobertor. A roupa de cama ao meu redor tinha o cheiro suave do perfume do hyung. Enquanto mexia os dedos dos pés, senti o toque macio do cobertor. Depois de ficar assim por um tempo, de repente percebi algo e sentei-me abruptamente.
— …Ack!
Outro grito de dor escapou. A dor nas costas que parecia ter melhorado um pouco surgiu novamente. Apertando meus olhos, que começavam a lacrimejar, saí da cama.
Eu tinha aulas. Minha mão instintivamente procurou meu celular para checar as horas, mas logo me lembrei de que ele tinha quebrado. Comecei a ficar ansioso. No momento em que meus pés tocaram o chão, uma sensação estranha percorreu a sola dos meus pés. Corando mais uma vez, apoiei minha cintura com a mão e manquei até a sala.
Procurando por um relógio, soltei um suspiro de alívio ao ver que faltava pouco para as 11:50. Como eu só tinha aulas à tarde hoje, parecia que eu poderia me lavar com calma e ainda chegar a tempo.
Inclinei-me ligeiramente para frente, gemendo. Até ficar de pé era rígido e doloroso. Minhas pernas tremiam e minhas partes íntimas ardiam pelos movimentos bruscos da noite passada. Cambaleando, mal consegui chegar ao sofá e me deitei com cuidado. Eu tremia como um animal recém-nascido a cada passo, e me perguntei como conseguiria ir à faculdade naquele estado.
Novamente, silêncio. Estava claro que o Saheon hyung não estava em casa. Não importava o quanto eu aguçasse meus ouvidos, não conseguia ouvir nenhum sinal de vida. Mordi a língua levemente e fiz uma cara de desânimo.
Era decepcionante não ver o rosto do hyung ao acordar depois do que aconteceu ontem, e também era desanimador ser deixado sozinho com aquela dor imensa e inesperada. Ter alguém por perto não faria a dor desaparecer necessariamente, mas apenas ter alguém para perguntar se eu estava bem teria tornado tudo muito mais suportável.
Cortando o silêncio pesado, veio um ronco. Vinha do meu estômago. Eu estava incrivelmente faminto, como se toda a minha energia tivesse sido drenada. Mas em uma situação em que eu estava preocupado se conseguiria sequer ir à faculdade, não havia como eu realizar o ato simples de comer.
Suprimindo o desejo de voltar a dormir, levantei-me do sofá, segurando minha cintura dolorida. Cambaleando até o banheiro, tomei um banho, concentrando a água morna no quadril. Embora parecesse que o hyung tinha me limpado, lavar-me pessoalmente parecia muito mais refrescante.
Talvez graças à água quente, as condições do meu corpo pareciam melhores do que mais cedo, quando eu mal conseguia andar. A dor latejante ainda era inevitável, mas parecia controlável se eu tentasse ignorá-la.
Como o Saheon hyung não estava, saí apenas com uma toalha na cintura e fui naturalmente para o meu quarto. Mas o que encontrei lá foram apenas vestígios vazios. Mordi a língua e olhei para o quarto. O cobertor bem dobrado e o ambiente desprovido de qualquer marca pareciam estranhos até para mim. Eu podia imaginar como o Saheon hyung tinha percebido imediatamente que eu tinha saído de casa.
Mas então me lembrei de que tinha deixado minha mala na casa do Choi Hyun-oh. Tinha colocado todos os meus pertences nela, então não tinha roupas íntimas nem mudas de roupa. Voltei ao quarto do Saheon hyung para vestir as roupas que eu usava ontem, mas todos os vestígios de ontem já tinham sido arrumados. O fato de o quarto do hyung, com seu péssimo hábito de jogar roupas em qualquer lugar, estar limpo, significava que elas já tinham ido para a máquina de lavar ou para o cesto de roupa suja.
No final, murmurando “Hyung, me desculpe” umas dez vezes, peguei emprestadas as roupas do Saheon hyung. Sem celular, eu não podia nem avisá-lo que estava pegando. Quando vesti a roupa íntima do hyung, repeti “Sinto muito mesmo” umas vinte vezes.
As roupas do hyung, sendo cerca de um palmo maiores que eu, estavam um pouco largas. Os braços e as pernas eram mais compridos, dando uma sensação de arrastar. A linha do ombro, que teria ficado perfeita no hyung, caía um pouco em mim.
Como a mochila que eu costumava levar para a faculdade também estava na casa do Choi Hyun-oh, acabei saindo de casa de mãos vazias. Felizmente, tinha colocado minha carteira na jaqueta de inverno.
A temperatura fria agravou ainda mais a dor muscular que tinha acabado de começar a aliviar, mas conforme comecei a me mover aos poucos, parecia melhor do que quando acordei. Franzindo a testa silenciosamente cada vez que uma dor aguda surgia, percebi que tinha chegado à faculdade antes mesmo de notar.
Nunca tinha ressentido tanto o campus ser situado em uma colina suave como hoje. A cada passo, minhas partes íntimas ardiam. Arrependi-me de não ter verificado enquanto tomava banho, mas quando tentei alcançar com a mão, as memórias de ontem vieram como uma inundação, e eu desisti.
Gemendo, finalmente cheguei a minha sala e fiz contato visual com Choi Hyun-oh. Sentado em um lugar nem muito longe nem muito perto da mesa do professor, Choi Hyun-oh levantou-se assim que me viu. Ao lado do assento do Hyun-oh estava minha mala.
— Ei, Lee Cheongmyeong!
Caminhando rapidamente para ficar na minha frente, Choi Hyun-oh olhou para mim com uma cara meio preocupada, meio brava. Mordendo os lábios com força e exalando rudemente pelo nariz, Hyun-oh abriu a boca.
— Você está bem? Ontem…
Embora não houvesse como Choi Hyun-oh saber sobre o que aconteceu entre mim e o Saheon hyung ontem, corei, sentindo-me culpado sem motivo. Endureci deliberadamente minha expressão, preocupado que o Hyun-oh pudesse achar estranho, mas ele parecia já ter entendido tudo errado.
— Vem aqui.
Enquanto todos os olhos dos nossos colegas na sala se concentravam em nós, Hyun-oh agarrou meu pulso e me levou para o fundo. Com cerca de 20 minutos restantes para a aula, o salão estava relativamente vazio. Hyun-oh soltou um suspiro profundo e perguntou em um sussurro:
— O que o hyungnim disse? Você levou bronca?
Sorri sem jeito e forcei o cérebro. Eu levei bronca, sim, mas o final… Sentindo meu rosto corar novamente, abri a boca rapidamente para que Hyun-oh, que estava perto de mim, não notasse.
— Eu levei bronca… mas nos entendemos. Está tudo bem.
— Está tudo bem?
Hyun-oh repetiu em uma voz tingida de dúvida. Bem, do ponto de vista do Hyun-oh, eu tinha aparecido de repente no apartamento dele, e logo depois um homem furioso apareceu e me levou embora. Senti uma onda de culpa e, ao mesmo tempo, gratidão pelo Hyun-oh, que me deixou ficar em sua casa sem sequer perguntar o motivo da minha fuga.
Hyun-oh parecia ter muito a dizer, mas apenas soltou vários suspiros profundos. Olhei para o Hyun-oh com uma expressão estranha.
— …De qualquer forma. Fico feliz que tenha acabado bem. Ei, você poderia pelo menos ter entrado em contato, sabe? Eu estava preocupado.
A mão grande do Hyun-oh bateu de brincadeira na minha cintura. Em circunstâncias normais, eu poderia ter ignorado como uma provocação, mas o problema era que a condição do meu corpo estava longe de ser normal.
— Ai!
Pego de surpresa pelo ataque repentino, dobrei os joelhos, quase desabando para frente. Felizmente, não caí, mas a dor que eu tinha esquecido momentaneamente veio correndo de volta. Pude sentir o suor frio brotando na minha testa. Enquanto eu agarrava o braço do Hyun-oh, ele parecia genuinamente alarmado. Em um tom mais rápido do que antes, Hyun-oh perguntou urgentemente:
— O que há de errado? Está doendo? Não me diga que o hyung bateu em você? Aquele maldito…!
Na mente do Hyun-oh, a existência do Saheon hyung parecia não ser diferente de um demônio, mas era mais importante para mim negar rapidamente. Balancei a mão e disse com uma voz quase morrendo:
— Não, não é nada disso!
— Então o que é? Deixa eu ver.
Hyun-oh agarrou minha blusa com a agressividade de quem estava prestes a começar uma briga. Ficou claro que ele queria verificar se havia sinais de agressão, mesmo que para isso precisasse levantar minhas roupas. Senti o ar aquecido pelo aquecedor tocar minha pele sob a blusa levemente levantada.
Não havia marcas de pancadas, nem sequer hematomas, mas eu tinha verificado durante o banho e visto meu peito coberto de marcas vermelhas, como se tivesse sido mordido por mosquitos. Se o Hyun-oh visse, ele saberia imediatamente que tipo de marcas eram. Tentei desesperadamente impedir o Hyun-oh, agarrando seus braços e ombros.
— E-espera! Não é assim, Hyun-oh!
— Por que você não pode me mostrar? Você está realmente…? Por que você não pode me contar!
Naquele momento, ouvimos um som de suspiro vindo do lado. Hyun-oh e eu viramos a cabeça simultaneamente em direção ao som. Min Iseo estava parada lá com os olhos arregalados como um coelho, cobrindo a boca com as duas mãos.
Um momento de silêncio se passou. Min Iseo virou a cabeça apressadamente e fez um pedido de desculpas incompreensível.
— D-desculpa… Eu não sabia… hum…
⚝ Continua…
◆ Tradução, revisão e raws Nat ◆
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar