Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 15 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 15

Meus olhos naturalmente se arregalaram de choque e vergonha. Os olhos de Min I-seo se curvaram com graça ao notar a minha reação. Tive que esconder o meu desconforto enquanto trocávamos sorrisos hesitantes.
Parece que todos os colegas do Departamento de Língua e Literatura Francesa da Korea City University tinham uma afinidade incomum. Todos que conheci agiam como meus melhores amigos que reencontrei depois de vários anos, o que foi uma sorte para mim, que estava preocupado em ser um estranho isolado, mas não pude deixar de achar difícil acompanhar o ritmo acelerado.
Quando ouvi alguém cujo nome eu conhecia há menos de 10 minutos me pedir para ir à casa dela, naturalmente fiquei mais cauteloso. No entanto, eu sabia muito bem que não devia demonstrar meus verdadeiros sentimentos se quisesse ter uma vida universitária pacífica.
​— Tá bom. Eu levo o papel higiênico*.
* NT: na Coreia, existe o costume tradicional de dar rolos de papel higiênico ou sabão em pó de presente quando se visita a casa nova de alguém pela primeira vez
​Quando concordei de forma despretensiosa, Min I-seo abriu um sorriso radiante. A semelhança dela com um coelhinho ficou ainda mais evidente.
Choi Hyeon-oh, que estava mais a frente, olhou para trás. Quando percebi, Min e eu estávamos bem longe do grupo. Assim que percebeu que a distância havia aumentado mais do que o esperado, Choi Hyeon-oh correu até nós com uma expressão travessa.
Choi Hyun-oh, que estava andando na frente, olhou para trás. Sem que eu percebesse, Min I-seo e eu tínhamos ficado bem para trás do grupo. Notando que a distância havia aumentado mais do que o esperado, Choi Hyun-oh veio correndo em nossa direção com uma expressão travessa estampada no rosto.
​— O que vocês dois estavam conversando de tão interessante?
​— A Min I-seo me convidou para ir na casa dela…
As sobrancelhas de Choi Hyun-oh arquearam tanto que não pude evitar de deixar a frase morrer no ar. Choi Hyeon-oh abriu a boca em tom solene, como se meus pais estivessem falando.
— I-seo, você sabe como o mundo está perigoso hoje em dia? Sair contando onde você mora desse jeito? Ai, meu Deus. E se o Cheong-myeong tiver más intenções e ir vomitar na frente da sua casa depois de beber todas?
​Por trás daquela seriedade toda, dava para ver seu espírito brincalhão. Min I-seo, talvez sentindo o mesmo que eu, deu um passo para trás e soltou uma risada limpa.
​— O que você é, um professor?
​— Ai, ai, vamos logo. Estou morrendo de fome.
Choi Hyun-oh apertou o braço ao redor dos meus ombros e rapidamente diminuiu a distância entre nós e o resto do grupo. Tive que inclinar o corpo para trás enquanto andávamos apressados para evitar escorregar nos restos de gelo daquela ladeira.
Se já éramos próximos ou se tínhamos acabado de virar amigos, não fazia diferença; Shin Jiyu e as outras garotas que estavam com ela cochichavam entre si com olhares curiosos.
​— Qual é a de agora, Choi Hyun-oh? Você aí no meio fazendo uma escadinha, está parecendo um dó-ré-mi.
​Shin Jiyu ria sem conseguir se controlar, apontando o dedo para nós. Depois de olhar para mim e depois para Min I-seo, Choi Hyun-oh rebateu gritando:
​— Eu sou o “Ré”? Eu sou mais alto que o Cheong-myeong!
​— Do que você está falando?
​— Ei, Cheong-myeong. Qual é a sua altura? 1,82? 1,83?
​— 1,82.
​— Ah, é? Mas o Cheong-myeong parece mais alto. Achei que você tinha quase 1,90.
​— Passou de 1,80 já é alto, sabia? Viu só? Eu adivinhei certinho! Nós temos a mesma altura, deu para notar logo de cara.
Choi Hyun-oh se apoiou em mim com um sorriso descarado. O peso de um homem adulto era considerável. Enquanto ele fazia pose de modelo, me usando como base, nossos colegas de classe caíram na risada.
​— O que importa se vocês têm a mesma altura? As proporções de vocês são completamente diferentes. As proporções!
​— …Essa doeu lá no fundo, Shin Jiyu…
Choi Hyeon-oh inclinou a cabeça para mim enquanto murmurava um palavrão, e senti a textura do cabelo macio dele na minha bochecha. Quando percebi, Min Yi-seo já estava de volta com seu grupo de amigas. Como o humor do Choi Hyun-oh azedou de vez de forma natural, a situação se encerrou, permitindo que seguíssemos em direção ao nosso destino.
O lugar onde os colegas iam era uma franquia de rodízio de carnes que também existia no bairro onde eu morava desde o nascimento. Sentei em um canto e olhei em silêncio para meus colegas de classe que já pareciam bem familiarizados uns com os outros por causa dos encontros prévios.
—Eu trago a carne.
Min I-seo, que estava sentada bem na minha frente, se levantou. Eu estava batendo os dedos um no outro sem fazer nada, mas quando vi a chance de ajudar, me ofereci rapidamente.
​— Eu também vou te ajudar.
Uma comemoração espontânea explodiu. Fiquei um pouco atordoado com a resposta entusiasmada que vinha logo após qualquer ação ou palavra nossa. Será que esse era o segredo das habilidades sociais daquelas pessoas tão amigáveis? Enquanto eu me perdia nesses pensamentos por um instante, Min I-seo puxou meu braço de leve.
​— Vamos logo pegar a carne.
Uma vez decidido quem levaria a carne, os papéis naturalmente se dividiram. No bar do outro lado, Choi Hyeon-oh e Shin Ji-yu foram vistos empilhando acompanhamentos como se fossem uma montanha
Peguei um prato branco e segui Min Yi-seo. Ele perguntou, apontando com a pinça para todos os tipos de carne resfriadas que tinham.
​— Vamos colocar as carnes sem tempero em um prato e as temperadas em outro?
​— Pode ser.
​— Então vamos pegar paleta e barriga de porco… Ah, tudo bem porco para você? Você gosta?
​— Sim. Eu gosto.
Min Yi-seo, que me olhava sem expressão, sorriu timidamente. Talvez porque ela me lembrasse bichinhos pequenos no geral, eu continuava associando ela a essas criaturinhas. As covinhas que surgiram quando ela sorriu logo sumiram de novo.
Embora houvesse dois pratos cheios de carne, era para oito pessoas, então mais um prato foi adicionado. Estava claro que a gente ia se empanturrar logo de início. As amigas de Min I-seo, que já tinham trazido os acompanhamentos e estavam arrumando a mesa, começaram a cochichar.
— …Vocês dois estão transformando a churrascaria em uma passarela de desfile.
Elas provavelmente acharam que a gente não ia escutar, mas tanto eu quanto a Min I-seo ouvimos claramente. Min I-seo me olhou com uma expressão envergonhada. Talvez por estarmos bem no início da nossa convivência, eu me sentia tímido e meio sem jeito recebendo elogios por cada coisinha boba que fazíamos.
Logo, toda a comida e as pessoas estavam reunidas em um só lugar. Observando os movimentos espalhafatosos e ligeiramente desajeitados do Choi Hyun-oh ao assumir o comando da grelha, dei uma olhada discreta no meu celular.
Duas e meia da tarde. Com todo aquele barulho, eu nem percebi quanto tempo tinha passado. O hyung Saheon disse que tinha que estar no trabalho às duas horas, então provavelmente já estava trabalhando. Onde ele está agora? Está no prédio da empresa ou a caminho do aeroporto?
​— Cheong-myeong, o que você está fazendo? Não vai querer um copo? Meu braço já vai cair aqui.
Meus pensamentos foram interrompidos abruptamente. Shin Ji-yu acenou ameaçadoramente com o bico da garrafa de cerveja para mim. Quando percebi, a garrafa já estava na minha frente. Peguei o copo com urgência e alcancei para ela. Um líquido cor de dourada encheu o copo.
***

Quando terminamos de comer e saímos do restaurante, o pôr do sol já tinha começado. Ao contrário de mim, que aguentava bem o álcool, algumas pessoas já estavam cambaleando por terem bebido durante várias horas. Shin Jiyu, com a voz ainda mais alta e animada do que quando a vi pela primeira vez, assumiu o controle da situação.
— Não vai ter uma palestra amanhã para todos? Se formos tomar makgeolli, vai ficar tarde demais, então que tal encerrarmos por aqui?
Embora estivesse um pouco enrolada, era uma voz clara. Foi nessa parte que pude entender por que ela estava no cargo de representante. Min Yi-seo, que mal bebeu álcool durante toda a refeição, agarrou sua amiga que gritava por mais e expressou concordância.
—Sim, sim. Vamos terminar por aqui.
​— Alguém vai voltar pro alojamento?
​— Euu!
A amiga de Shin Ji-yu gritou. Depois de bebermos juntos por várias horas, só agora descobri que o nome dela era Kim Seo-hee. Uau, impressionante.
Havia cinco pessoas que moravam no alojamento e três que não. O ar fresco da tarde roçou nas minhas bochechas, que pareciam um pouco quentes. Esfreguei o rosto levemente corado.
​— Tchau! Se cuidem!
Nossos colegas de classe se despediam aos gritos, rindo alto enquanto repetiam os “tchauzinhos”. Uma das garotas, que estava conversando e rindo toda animada, disse de repente:
​— Ah, mas tudo bem a gente voltar junto pro alojamento, só que não é perigoso para a I-seo ir sozinha?
Outra colega rindo ao lado concordou.
​— É verdade. O que a gente faz? Ah, Cheong-myeong! Se você tiver um tempinho, não pode acompanhar a I-seo até em casa?
Min Yi-seo me olhou confusa. Ela era a que menos tinha bebido ali, e, honestamente, parecia que quem precisava de ajuda eram a Shin Jiyu e a Kim Seo-hee, que estavam tentando catar bitucas de cigarro do chão.
Como minha mente estava meio atordoada, a relação causa-efeito era incerta. Enquanto eu franzia a testa e piscava tentando raciocinar, Choi Hyun-oh jogou o braço ao redor dos meus ombros com toda a naturalidade do mundo.
​— Opa, boa ideia. É perigoso mesmo, então eu e o Cheong-myeong te acompanhamos até em casa, I-seo.
​— Não precisa, eu estou bem. Consigo ir sozinha.
Min I-seo deu um tapinha de leve no ombro da amiga, tentando aliviar o clima. A amiga que levou o tapa sorriu, parecendo bem satisfeita.
​— Então a I-seo vai sozinha. Tchau! Até amanhã!
​Choi Hyun-oh apertou o braço ao redor do meu ombro ainda mais. Ele acenou de um jeito super espalhafatoso enquanto apertava o passo, e acabei sendo arrastado junto com ele. Lá de trás, ouvi a voz estridente de Kim Seo-hee:
​— Ei, seu tapado sem noção!
​— Sim, eu também te amo!
Choi Hyun-oh levou a mão livre à boca, fazendo um estalo alto de beijo. Kim Seo-hee fingiu uma ânsia de vômito. Enquanto eu caminhava ao lado dele, rindo, o vento frio batia nas minhas bochechas quentes.
Enquanto olhava para o céu com um sorriso no rosto, levei um susto com a voz vinda do meu lado. Era Choi Hyeon-oh. Antes que eu pudesse entender por que estava ali, Choi Hyeon-oh perguntou:
—Pensando bem, eu nem perguntei onde você mora. Onde é?
—Eu… Magog.
​— Sério? Você mora em Magok? Eu moro em Balsan. Em que parte de Magok?
​— Hum… tem um condomínio de prédios…
Diferente da minha cabeça girando rapidamente, minha voz saiu devagar. Por que eu estava assim? Parecia que a minha língua tinha congelado de frio.
​— Ah, é? É super perto. Já que você mora em apartamento, você mora sozinho? Ou com mais alguém?
​— Com o meu hyung…
​— Você mora com o seu hyung? Então você pega o ônibus 3300 para ir para a faculdade?
​— É…
​— Se as nossas aulas baterem, a gente pode acabar se esbarrando no ônibus. Ah, que bom. Que horas são agora? Sete da noite? Aguenta beber mais? Quer beber mais uma na minha casa?
​Sem que eu percebesse, já estava balançando a cabeça. Só me dei conta de que tinha aceitado depois de sentir o movimento, mas pareceu uma boa ideia.
​— Pode ser…
As ruas estavam cheias de gente. Eu não conseguia distinguir se eram estudantes da faculdade ou visitantes, mas enquanto caminhava, apoiado em Choi Hyeon-oh, que conhecia bem a geografia próxima, cheguei a um ponto de ônibus e, em algum momento, estava no ônibus.
Enquanto isso, o sol já havia se posto completamente. Senti como se tivesse cochilado apoiado em alguma coisa por um instante, até que Choi Hyun-oh me acordou, dizendo que precisávamos descer.
​Certo. Eu precisava levantar. Tinha que levantar. O sono veio com tudo, mas quando uma mão firme envolveu a minha cintura, consegui me firmar de pé. Ao abrir os olhos e olhar para a pessoa, vi que era o Choi Hyun-oh.
— Está com sono? Você está muito cansado? Quer ir para casa?
—Acho que cochilei por um momento. Estou bem…
Eu definitivamente dormi um pouco, mas quando acordei, voltei a mim. A confiança de que eu conseguiria aguentar mais várias horas sem adormecer cresceu como uma tempestade. Forcei meus olhos e os abri. Estava claro que eu havia despertado. A voz de Choi Hyeon-oh se misturava a risadas.
—Ok. Agora vamos andar.
Num piscar de olhos, nós já estávamos na faixa de pedestres. Acho que estava no ônibus agora há pouco, mas será que estava errado? De qualquer forma, meus pensamentos não se demoraram nisso. Minha mente, que tinha voltado à total lucidez, estava bem ciente da rua ao meu redor.
Choi Hyeon-oh e eu cruzamos a faixa de pedestres de uma vez. Então encontramos um lugar onde prédios antigos e escritórios recém-construídos estavam misturados.
​— Vou comprar mais bebida e, já que vou parar, vou aproveitar para fumar um cigarro. Você fuma?
​— Não…
​— Então espera aqui um pouquinho enquanto eu vou lá. Ah, olha só, um cachorrinho. Vou dar uma olhada no auau.
​— …Você me chamou?
​—Haha… Você é muito fofo.
​Choi Hyun-oh riu anasalado e me fez sentar. Quando me virei, vi que era um banco. “Quando foi que isso apareceu aqui?”
​— Fica aí quietinho. Volto num pulo.
​Ele deu um leve aperto nos meus ombros, como se estivesse me fixando no lugar, e depois entrou em uma loja de conveniência que ficava bem ao lado de uma loja pop-up de cosméticos. O vento frio batia no meu corpo, mas, para a minha surpresa, não estava tão gelado assim. Com as mãos bem enfiadas nos bolsos, fiquei observando o cachorrinho até que senti o celular vibrar no meu bolso e o puxei para fora.
​O aparelho estava tocando. Ao contrário da tela preta de sempre, ela estava piscando. O que era aquilo? Aproximei os olhos e percebi que quem estava ligando era o Saheon.
Depois de franzir a testa e me atrapalhar algumas vezes, o celular parou de tocar. Eu estava olhando para a tela sem expressão e só depois de um tempo percebi que novamente estava recebendo uma ligação.
—Alô…?
—’Você andou bebendo?’
Uma voz grave ecoou no meu ouvido. Para saber que eu tinha bebido antes mesmo de eu dizer “alô”, o hyung era mesmo impressionante. Respirei fundo devagar e respondi enquanto soltava o ar:
​— É…
​— ‘Eu estava curioso para saber como foi o seu dia na faculdade. Foi tudo bem?’
​— Foi… Mas o meu grupo de classe era só de garotas…
​— ‘Você bebeu com as suas colegas?’
​— Foi…
​— ‘Você está bebendo agora?’
​— Não… Não, ah, eu vou beber de novo…
​— ‘Com quem?’
​— Onde você está, hyung…?
Uma risada baixa veio do outro lado da linha. A voz de Saheon continuou através do alto-falante, que estava com a qualidade um pouco ruim:
​— ‘O hyung avisou que vinha para Ho Chi Minh. Estou prestes a voltar para a Coreia.’
​— Entendi…
​— ‘Você está bebendo com as suas colegas?’
​— Não… Só nós dois…
Meu nariz estava escorrendo por causa do frio. Dei uma fungada e, por hábito, apertei os olhos com força. Meus olhos cansados pareciam quentes.
​— ‘…Só vocês dois? Onde?’
​Hum, onde era aquilo mesmo? Parecia a região que eu tinha visto enquanto andava no carro do Saheon de manhã, mas como tinha um nome único que eu nunca tinha ouvido antes, não ficou muito bem guardado na minha memória. Como eu hesitava em responder, Saheon insistiu um pouco mais:
​— ‘É perto da faculdade? Você não sabe onde está?’
​— Hum… Não é… na faculdade…
​— ‘O que você está vendo ao seu redor?’
​Pisquei algumas vezes e olhei para o prédio do outro lado da rua. Talvez por causa do frio, minha visão estava meio embaçada. Cerrei os olhos e li as letras em inglês:
​— …Motel?

 

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz

Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar

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