Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) – Capítulo 14 Online

↫─Capítulo 14
— …A orientação de calouros não é na sexta-feira?
—Haha… Essa foi boa.
Choi Hyun-oh pareceu realmente pensar que as minhas palavras eram apenas uma piada. Até a Shin Jiyu, que estava sentada perto de mim, e as amigas dela caíram na risada. Como eu não estava brincando, só deixei o assunto para lá, em silêncio.
Tendo vivido em um bairro pequeno onde, na época do ensino médio, conhecíamos os rostos de todo mundo mesmo sem saber os nomes, eu não tinha certeza se aquele processo de fazer amigos do zero — que eu estava experimentando pela primeira vez desde o jardim de infância — era normal ou não.
Meus colegas, que descartaram minhas palavras como piada, começaram a jogar nomes de bares um por um. Ao contrário de mim, que havia faltado tanto à festa de boas-vindas quanto à primeira orientação, eles já pareciam familiarizados com a geografia local.
— Vamos comer panqueca coreana e beber makgeolli. Acho que vai chover hoje.
— Que nada. Beber makgeolli de estômago vazio vai te fazer passar mal. Vamos comer carne e tomar soju primeiro, depois a gente muda de bar.
— Mas dá para comer panqueca como se fosse uma refeição.
— Hyun-oh, você realmente acha que aquela panqueca de feijão-mungo enche barriga como uma refeição?
Era difícil acompanhar aquele ritmo acelerado e se adaptar à atmosfera. Enquanto eu ouvia meio sem jeito a conversa dos colegas, o professor entrou. O ar caótico foi instantaneamente organizado. Tirei a mochila das costas e a coloquei debaixo da cadeira, esfregando as palmas das mãos suadas nos joelhos.
— Como hoje é apenas a introdução à disciplina, vocês não vão precisar dos livros didáticos.
Graças ao que o professor disse assim que entrou, um pequeno grito de comemoração escapou de Choi Hyun-oh, que estava sentado ao meu lado. Os colegas de classe, que antes estavam tensos, caíram na risada. O professor, que riu junto com eles, olhou de forma brincalhona para Choi Hyun-oh com seus olhos grandes, como se estivesse tentando gravar aquele rosto na memória.
A situação terminou com Choi Hyun-oh cobrindo timidamente o rosto. Como era a primeira aula do primeiro semestre, o ar, que estava rígido sem que percebêssemos, estava gradualmente relaxando.
— Como é o primeiro dia, não vou fazer chamada. Sou o Professor Kang Seo-won e vou ministrar a disciplina de “Compreensão da Estrutura Francesa”.
Aplausos educados irromperam. O professor, que inclinou levemente a cabeça em saudação, continuou falando.
— Alguns de vocês podem já ter morado na França, mas a maioria provavelmente não. O francês deve ser o primeiro idioma diferente com o qual vocês estão tendo contato. Já que escolheram se formar em Literatura Francesa, acredito que seja essencial compreender profundamente a estrutura da língua. Sendo assim, pode haver testes surpresa além das provas bimestrais e finais. Isso será refletido na nota de participação. Haverá também um trabalho para entregar no meio do semestre e outro no final; eles devem ter nove páginas, fonte tamanho 10, em um arquivo do Hangul. Quanto às tarefas…
As explicações intermináveis pareciam fazer sentido, mas ao mesmo tempo não faziam. Em algum momento, desisti de tentar interpretar, e minha mente ficou em branco enquanto eu ouvia. Enquanto o professor explicava as tarefas em grupo em um tom sério, nem rápido nem lento, Choi Hyun-oh, que estava sentado ao meu lado, bateu na minha palma.
— O que foi?
Quando murmurei a pergunta, Choi Hyun-oh sorriu e abriu a palma da mão. Achando que ele queria que eu fizesse o mesmo, estendi a palma da mão para ele, e ele começou a escrever nela.
—’Você bebe bem?’
Lendo as letras invisíveis sendo desenhadas na minha mão, balancei a cabeça de leve, indicando que sim. Choi Hyun-oh formou um “O” com a boca, sem emitir som. O formato de seus lábios, provocadoramente esticado, desenhou uma curva.
—’Você gosta de pajeon?’
Assenti novamente. Evitando o olhar do professor enquanto fazia isso, mas não pude deixar de fazer pequenos movimentos.
—’Você já experimentou makgeolli?’
Dessa vez, balancei a cabeça negativamente. As unhas curtas de Choi Hyun-oh continuavam a fazer cócegas na minha palma. A sensação estranha, tanto formigante quanto dormente, fez meus ombros se curvarem involuntariamente.
—’Qual é sua bebida preferida?’
Isso ia além do que poderia ser expresso apenas por ações. Choi Hyun-oh naturalmente estendeu a palma da mão para mim, indicando que eu deveria escrever como ele escreveu. Inclinei levemente o pulso para que ele enxergasse melhor e comecei a escrever.
—’Cerveja.’
Os olhos e lábios de Choi Hyun-oh se curvaram em um longo sorriso. Ele cutucou minha palma de novo, como se dissesse para abrir a mão. Obedientemente, abri a palma da mão.
—’Já que você gosta de cerveja, quer comer batatas fritas?’
— Pode ser. Vamos lá então.
A voz que chegou aos meus ouvidos não era a minha. Por um instante levei um susto, achando que tinha falado alto, mas o tom da voz era claramente o de uma mulher. O Professor Kang Seo-won chamou:
— Ei, o rapaz bonito ali atrás.
O termo “bonito” é comumente usado para homens, então olhei para Choi Hyun-oh, que estava sentado ao meu lado. No entanto, Choi Hyun-oh estava me olhando. Levantei as sobrancelhas como se perguntasse por que ele estava me encarando, mas senti o olhar intenso dele e não tive escolha a não ser virar a cabeça para frente.
Todos os colegas sentados na minha frente estavam me olhando. Eu podia sentir também os olhares penetrantes na parte de trás da minha cabeça, indicando que a situação era a mesma atrás de mim. De repente, quando todos os olhares se voltaram para mim, um arrepio percorreu minha espinha.
Dezenas de olhares estavam direcionados a mim. Instintivamente, minha boca secou e engoli em seco, sentindo minha garganta se mover com força. Pelo visto, eu tinha sido pego distraído. Choi Hyun-oh cutucou minha costela com o cotovelo, como se me pressionasse para responder. Abri a boca de leve, sem a menor ideia do que dizer.
Mas, pelo visto, o professor estava chamando outra pessoa. Enquanto eu demonstrava meu nervosismo sem saber o que fazer, o professor, que mantinha um sorriso caloroso, chamou novamente com uma voz ainda mais animada:
— Não, o rapaz bonito do lado do que parece um idol.
— Eu?
Esta foi a vez de Choi Hyun-oh responder. Ele parecia bastante atrapalhado, apontando para si mesmo com a voz confusa.
— Sim, você mesmo. Qual é o seu nome?
— …Sou Choi Hyun-oh.
— Ah, Hyun-oh. Você poderia ajudar com os trabalhos do semestre? Acho que vai ser muita coisa para a representante dar conta sozinha.
Como ele poderia recusar com todos os olhos sobre ele? Choi Hyun-oh olhou ao redor, confuso, algumas vezes antes de assentir relutantemente. Shin Jiyu, que estava sentada à minha direita, riu baixinho.
— Ótimo. Bem, o plano de ensino já foi distribuído e o cronograma de provas já foi explicado. Todos já compraram os livros didáticos, certo? Espero que ninguém esteja pensando em trancar essa matéria obrigatória. Então, nos vemos nesse mesmo horário na semana que vem.
Desta vez, comemorações genuínas ecoaram pela sala. Choi Hyun-oh, que antes tinha caído nas graças do professor, agora parecia um pouco descontente. Dei um leve sorriso e chequei as horas. Não fazia nem 30 minutos que a aula tinha começado.
A aula terminou antes do meio-dia, fazendo minha tensão anterior parecer inútil. Exatamente como Saheon havia me alertado, recebi convites de colegas que conhecia há menos de 30 minutos para sair beber, e se as coisas continuassem assim, eu não achava que teria problemas nas outras aulas também.
O professor, que tinha entrado sem a menor cerimônia, saiu da sala de aula sem olhar para trás. Assim que ele passou pela porta, o falatório que estava engasgado explodiu de vez.
O som dos colegas conversando entre si preencheu meus ouvidos. Ergui a mochila preta que estava debaixo da cadeira e a coloquei sobre a coxa.
— Ah, que droga, tô ferrado. O professor gravou meu nome… Aquele não é o coordenador do nosso departamento?
Choi Hyun-oh resmungou desanimado, afundando a cabeça na mesa. Shin Jiyu, que estava sentada à minha direita, caiu na gargalhada.
— Já que as coisas terminaram assim, foca em ser o próximo monitor quando o atual se formar.
— Cala a boca, dona representante…
Depois de esfregar a testa na mesa várias vezes, Choi Hyun-oh se sentou. Seu cabelo castanho descolorido e brilhante estava achatado. Com a franja bagunçada de tanto que ele tinha mexido, Choi Hyun-oh disse, desanimado:
—Estou me sentindo pra baixo, então vamos beber durante o dia mesmo.
— Você já ia fazer isso de qualquer jeito, então não finge que foi por causa disso. Cheong-myeong, você disse que só tinha essa aula, né?
—Sim.
Embora a aula tivesse terminado, todos, exceto alguns colegas, permaneceram em seus lugares. Shin Jiyu perguntou à amiga sentada ao seu lado.
— Seo-hui, você vai com certeza, né?
— Hum…
Uma voz diferente interrompeu as palavras de Shin Jiyu. Vinha de um grupo sentado logo atrás da gente.
— Vocês vão sair para beber? Nós também não temos mais aula hoje, então, se não tiver problema, podemos ir junto?
Era um grupo de quatro garotas. Shin Jiyu riu alto e fez um círculo com o dedo. Assim que ela fez um gesto de permissão, a garota que falou cutucou a amiga ao lado de forma brincalhona. A amiga, ficando vermelha, soltou um “para com isso” meio manhoso.
— Vocês ainda não almoçaram, né? Querem ir conversando no caminho?
Choi Hyun-oh, que não demonstrava nenhum sinal de constrangimento, mexeu no piercing do lóbulo esquerdo e perguntou. Como todos pareciam concordar, os colegas pegaram suas coisas e começaram a se levantar um a um.
O prédio, de onde as pessoas iam saindo, começou a parecer um pouco vazio. Descer a ladeira contra o vento frio e cortante levou o dobro do tempo do que tinha levado para subir, mas não foi nem um pouco entediante.
— Tô com fome, então vamos primeiro num rodízio de carne tomar soju e cerveja, e depois…
— Makgeolli!
— É, que se dane. Vamos pro Jinju House tomar makgeolli.
Choi Hyun-oh, com as mãos enfiadas fundo nos bolsos, riu. Era um sorriso despreocupado que combinava com sua vibe delinquente. Shin Jiyu fingiu brincar que chutava a parte de trás do joelho de Choi Hyun-oh.
O vento frio do inverno acariciava minhas bochechas. Encolhi os ombros, meio enterrando o rosto na gola do casaco que chegava até o pescoço. Sem conhecer bem a geografia local perto da escola, segui atrás de Choi Hyun-oh e Shin Jiyu, que discutiam brincando à frente.
—Oi.
Uma nova voz me alcançou vinda do final do grupo.Quando virei a cabeça para olhar, vi uma das garotas que tinham se juntado a nós. Seu cabelo longo, de tom suave, flutuava com o vento. Enquanto ela colocava uma mecha atrás da orelha, dava para ver suas bochechas coradas de frio.
— Ah, oi.
Ao cumprimentá-la, as pessoas do grupo recém-chegado sorriram suavemente. A menina que parecia ser amiga dela deu um empurrãozinho de leve no ombro dela e depois correu para brincar com o Choi Hyun-oh. Pelo visto, o Hyun-oh era próximo de todo mundo no departamento.
Fiquei olhando meio abobalhado para as costas do Choi Hyun-oh, que agora puxava o cabelo da garota de brincadeira, até que voltei à realidade com uma informação nova.
—Eu sou Min Iseo. Você é Cheongmyeong, certo?
—Sim. Lee Cheongmyeong.
Quando revelei meu nome, Min Iseo assentiu levemente.
—Eu sei.
Como ela disse que sabia, não havia mais nada a dizer. Sentindo-me desconfortável, cocei a bochecha e enfiei minhas mãos frias nos bolsos.
Eu podia ouvir vagamente a conversa dos que estavam à frente. Enquanto caminhava, olhando fixamente à frente, virei a cabeça de volta à pergunta de Min Iseo.
—Você tem vinte anos? Por que você não veio à festa de boas-vindas e à primeira orientação dos calouros?
Seus traços limpos e claros combinavam com seu tom gentil. Usei a desculpa que senti que já tinha repetido várias vezes.
—Eu tinha meus motivos.
—Que tipo de motivos?
Parecia que Min Iseo estava curiosa sobre minha situação, diferente de Choi Hyun-oh. Ela olhou para mim com olhos arregalados, parecendo um coelho. Expliquei devagar.
—Não pude ir à festa de boas-vindas dos calouros porque estava gripado, e não pude ir à orientação porque um parente faleceu.
— Ah… Entendi. Na verdade, você foi o único que não foi nem na orientação nem na recepção dos calouros. Por isso pensei que, como você veio do interior, talvez ainda não tivesse encontrado um lugar para morar.
Seus olhos grandes e de pálpebra dupla olharam para mim de forma inocente. Ela parecia um pouco mais baixa do que eu, e o fato de estarmos subindo uma leve ladeira a fazia parecer ainda menor.
— Uhum.
Respondi apenas concordando. Sem saber direito que tipo de resposta seria adequada, só dei uma reação qualquer, mas Min I-seo sorriu de canto e continuou:
— Eu também vim do interior.
— Sério?
— Você mora sozinho?
— É… Moro com o meu hyung.
Min Iseo apenas sorriu baixinho com minha resposta. Ao baixar o olhar, seus longos cílios projetavam uma sombra em suas bochechas.
—Estou morando em uma casa compartilhada perto do portão dos fundos. Onde você mora?
—Perto de Magok.
Quando percebi, já tínhamos claramente nos distanciado do grupo. O sussurro suave de Min Iseo cortou o vento frio do inverno.
—Magok? Você mora perto. Venha lá em casa algum dia.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Natali Ferraz
Ler Sweet Sugar Candyman (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Desde a infância, Cheongmyeong, que tem um histórico de ser rejeitado após se confessar para o vizinho mais velho que mora ao lado, acaba indo morar com ele por causa da faculdade. Porém, desta vez, a atmosfera parece um pouco diferente…
— Bom trabalho. Agora abra as pernas.
Nome alternativo: Sweet Sugar Candyman El Dulce Hombre De Azcar