Ler Second Half – Capítulo 31 Online


Modo Claro

Capítulo 31
Quando os gols não saem com facilidade, não é divertido para os espectadores e, da mesma forma, quando você não consegue marcar bem, também não é divertido para os jogadores. Além disso, com táticas assim, um erro momentâneo de passe leva imediatamente ao contra-ataque do adversário, então a carga mental também era considerável.
É por isso que jogos onde um time forte perde inesperadamente para um mais fraco acontecem com bastante frequência. Jerim olhou para Aaron, sentado à sua frente, e relembrou a tática que o técnico Verdi lhe passara.
— Dê a bola para o Aaron, não importa o que aconteça.
Embora o treinador tivesse explicado usando terminologia profissional, o cerne da questão resumia-se a isso. Durante a última pré-temporada, Jerim e Aaron treinaram duro juntos sob a orientação de Verdi. Mas não era fácil alcançar uma coordenação perfeita em apenas algumas semanas com um cara de quem ele estivera separado por mais de dez anos.
Não que me faltasse confiança ou que eu estivesse nervoso, mas eu duvidava que conseguiríamos a goleada que todos esperavam. Mesmo que eu quisesse servir o Aaron sem parar, os outros caras precisavam estar na mesma página para algo acontecer, certo?
No entanto, Aaron ria pacificamente, como se não carregasse nem essa preocupação mínima. Depois de deixar de lado aquela conversa fiada de ser tímido, ele se adaptou perfeitamente ao time e rapidamente se tornou próximo dos companheiros. Na verdade, ele estava tagarelando animadamente com Jesus naquele momento. Então, quando seus olhos encontraram os de Jerim, ele ergueu uma sobrancelha de forma provocadora.
— O quê, tem algo a dizer?
— Não.
— Então por que está encarando?
— Suspiro.
Eu quis retrucar: “Não posso nem revirar a porra dos meus olhos se eu quiser?”, mas segurei a língua, afinal, era hora do jogo. Eu estava me esforçando ao máximo para lembrar que sou o capitão e engolir meu temperamento, mas os outros caras continuavam se metendo de todos os lados.
— Lá vamos nós de novo. De novo.
— Vocês dois são cães de briga ou algo assim? Vocês lutam só de fazer contato visual.
— Vocês podem acabar gostando um do outro se continuarem assim, hein?
— Não, o que foi que eu fiz!
Jerim sentiu-se injustiçado. Eu não tinha xingado, não tinha levantado o punho; tudo o que eu fizera foi suspirar como se achasse aquilo patético, então por que eu estava sendo tratado da mesma forma que o Aaron, que começou o problema primeiro? E eles ainda soltaram aquela calúnia terrível sobre a gente “gostar um do outro”.
Mas, justo quando eu ia mostrar o dedo médio para meus companheiros irritantes, um funcionário bateu na porta para sinalizar que devíamos sair. Aaron e os outros ficaram sérios imediatamente, assumindo expressões compenetradas como se não tivessem rido um segundo atrás, e se levantaram. Jerim fez o mesmo.
Os jogadores do Sefton ficaram em fila no túnel, segurando as mãos das crianças da escolta. Logo ao lado, os adversários de hoje, os jogadores do Yorktown FC, estavam com rostos que mostravam claramente que estavam nervosos. Jerim, posicionado bem à frente, trocou cumprimentos breves com o capitão da equipe adversária e, como sempre, girou sutilmente os tornozelos e prendeu a braçadeira de capitão em seu bíceps esquerdo.
Em meio aos gritos e cânticos familiares, eles entraram em campo. Talvez por ser a primeira partida, o entusiasmo da torcida estava fervoroso. Seus companheiros realizavam cada um sua rotina pré-jogo e seguiam atrás de Jerim. Entre eles, Aaron fez o sinal da cruz e orou brevemente com os lábios.
Jerim esperou que Aaron abrisse os olhos antes de se aproximar lentamente dele. Como não era apenas uma simples transferência, mas sua primeira partida oficial após mudar de liga, parecia certo oferecer algum incentivo. Eu não era do tipo que ficava nervoso, mas por uma questão de dever do capitão — e para ser honesto, eu também não queria ver o cara fingindo ser descolado sem motivo.
— Qual é o gosto do gramado do Sefton Stadium pela primeira vez?
Foi uma piada que soltei, já que todos os amistosos jogados até agora foram fora de casa. Aaron entrou na brincadeira adequadamente.
— Nada mal, está bom.
— Cuidado para não escorregar.
— Obrigado pela preocupação. Vou tomar cuidado. Como você disse, já que é a primeira vez, estou um pouco nervoso…
Os caras começaram a murmurar quando aquela palavra — uma palavra que aquele idiota provavelmente nem sabia que existia — saiu de sua boca. Jerim arqueou uma sobrancelha. Aaron, que nos reuniu em um círculo, olhou para cima lentamente e sorriu.
— Então.
Exibindo aquele seu sorriso travesso de moleque, Aaron murmurou como se fizesse uma declaração:
— Para aliviar a tensão, vamos apenas meter uns cinco gols ou algo assim para aquecer.
Em um tom totalmente autoconfiante.
Como esperado, o Yorktown montou uma defesa de duas linhas bem fechada desde o início. Além disso, sempre que Jerim ou Aaron pegavam na bola, eles avançavam como uma matilha de cães. Como era um jogo na casa do Sefton, as vaias eram incessantes sempre que isso acontecia, mas os jogadores do Yorktown não davam a mínima. A determinação deles em bloquear de alguma forma os dois jogadores principais era evidente.
Em todos os esportes, o ímpeto é importante. Especialmente para um time fraco como o Yorktown. Tendo mal conseguido subir da segunda divisão, eles decidiram se prender apenas à defesa, mesmo aguentando críticas por fazerem um jogo chato, e a resolução de não conceder o primeiro gol facilmente era palpável. Porque, no momento em que sofressem o primeiro gol, o ímpeto deles desmoronaria.
Era uma tática perfeitamente compreensível. Mas, para quem estava do lado receptor, era inevitavelmente irritante. Jerim e Aaron, que estavam sob marcação individual, tinham seus membros manchados de verde pelo gramado, e suas calças pretas do uniforme estavam cobertas de restos de grama com apenas 10 minutos de jogo.
“Isso está pesado.”
Jerim limpou os detritos de grama que pinicavam suas coxas e olhou ao redor. Os jogadores do Yorktown, aparentemente sem intenção de avançar para a metade adversária, estavam densamente compactados perto de sua própria área de gol. Mesmo sabendo que inevitavelmente sofreriam um gol algum dia se jogassem apenas assim em seu próprio campo, pareciam decididos a ganhar o máximo de tempo possível.
A taxa de posse de bola em si era, claro, esmagadoramente a favor do Sefton. Como os adversários nem sequer entravam na metade do Sefton, não era diferente de usar apenas metade do campo, e o Sefton naturalmente tinha alta posse enquanto trocava passes procurando aberturas.
Mesmo quando o Yorktown roubava a bola, não conseguia converter essa chance em um contra-ataque. Era uma exibição típica de um time inexperiente.
“Assim que o primeiro gol for marcado, eles vão desmoronar imediatamente.”
Tendo enfrentado inúmeros times assim, Jerim conhecia bem a fraqueza deles. Sua característica, e falha, é que, uma vez que uma brecha é aberta e seu ímpeto é quebrado, eles desmoronam sem parar. Em vez de tentar fechar a brecha aberta, eles entram em pânico e acabam sofrendo uma derrota pesada.
No entanto, o problema era que o físico dos jogadores adversários era mais sólido do que o dos jogadores do Sefton. O único que conseguia se manter firme em batalhas físicas era Aaron; até mesmo os zagueiros William e Robin pareciam estar com dificuldades. Jerim, que estava bastante acostumado a jogos rudes, não era diferente.
Talvez eu devesse cavar uma falta, dar um mergulho ou algo assim e tentar um tiro livre. Eles estão jogando pesado de qualquer jeito, então esse pode ser o melhor caminho para conseguir o primeiro gol…
Aquele foi o momento.
— Jerim!
Assim que Aaron sinalizou, a bola rolou rapidamente para os pés de Jerim. Na frente de Aaron, três ou quatro jogadores adversários barravam o caminho triunfantes. Deixando de lado minha admiração pelo fato de Aaron ter conseguido encontrar espaço para passar naquela situação, Jerim disparou pelo flanco do território inimigo como se tivesse ganhado asas.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello

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Sinopse:
— Não preciso da sua mão, então cai fora, seu filho da puta.
Após provar uma derrota amarga na final da Champions League pela segunda vez em sua carreira, Jerim rejeita a mão do atacante do time adversário e ex-companheiro de equipe na academia de base, Aaron, fazendo com que rumores de discórdia voltem a circular.
Na verdade, o relacionamento deles não era bom, então não eram apenas rumores — era discórdia de verdade. Como eles estavam em ligas diferentes de qualquer maneira, ele nunca tinha se preocupado particularmente com isso.
— Vamos tentar nos dar bem de novo, Jerim.
…Até que um mês depois, Aaron veio para o mesmo clube que ele através de uma transferência gratuita*.
Já era irritante o suficiente estar no mesmo time que o cara que o havia humilhado na final recente, mas para piorar as coisas, esse cara por acaso era seu ex de muito tempo atrás.
E eles haviam terminado da pior maneira possível.
*Transferência gratuita: quando o contrato de um jogador termina e ele se muda para um novo clube sem o pagamento de uma taxa de transferência.
[Benefícios para Aaron Reyes se ele se naturalizar coreano]
– Banir Jerim
– Camisa número 9 garantida na seleção nacional
– Cobertura gratuita com vista para o Rio Han em um complexo residencial (excluindo taxa de condomínio)
– Entrega direta dos frutos do mar mais frescos do dia do Mercado de Peixes de Noryangjin (uma vez por semana; caranguejo-rei/caranguejo-das-neves uma vez por mês)
– Entrada gratuita no Lotto World (inclui um acompanhante, uma vez por mês)
– Uso gratuito de bicicletas públicas para o resto da vida
⤷ Hum, usar as bicicletas de graça não é um pouco demais??
⤷ Droga, eles estão até jogando o Jerim no pacote? Se eu fosse o Aaron, nunca deixaria passar essa oportunidade.
Nome alternativo: Second Half Segundo Tempo

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