Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 81 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 81

– O quê?

Reagindo ao movimento repentino, o dedo dentro dele acidentalmente raspou contra a parede interna sensível. Ofegando violentamente, Gi-hyeon lançou um olhar furioso para Yeon-oh.

– Por que você está fazendo isso? Apenas acabe logo com isso.

Isso era total, horrivelmente diferente dos encontros sexuais anteriores. Yeon-oh estava constantemente, ansiosamente monitorando as reações de Gi-hyeon, e o dedo que trabalhava dentro dele se movia com uma ternura agonizante e delicada. Era profundamente perturbador. Como Yeon-oh absolutamente nunca tinha se preocupado com preparação antes, Gi-hyeon estava convencido de que isso era algum tipo de zombaria sádica e prolongada.

Yeon-oh encarou Gi-hyeon com uma expressão vazia e sem compreensão. Seu pomo de adão proeminente moveu-se lentamente antes que ele finalmente perguntasse:

– A primeira vez que você fez isso. …Aquele desgraçado nem te preparou?

Gi-hyeon achou que era uma pergunta de merda bizarra para se fazer agora, mas respondeu com um suspiro exasperado.

– …Ele agia como se esse tipo de coisa fosse completamente desnecessária.

Não era mentira.

Naquela época, apesar de Gi-hyeon protestar freneticamente que não caberia, tinha sido Yeon-oh quem havia empurrado impiedosamente seu caminho para dentro. Milagrosamente, porque Gi-hyeon já estava tão lubrificado, ele não tinha sangrado mesmo quando uma glânde do tamanho de um pêssego maduro foi brutalmente forçada para dentro dele.

Por causa daquela introdução brutal, Gi-hyeon assumiu que era assim que o sexo gay funcionava. Ele pensava que preparação extensa e inserção lenta e cuidadosa eram exclusivamente reservadas para mulheres. Como as mulheres eram menores, possuíam estruturas ósseas mais frágeis e eram geralmente mais delicadas, ele presumiu que acomodar a penetração era inerentemente mais difícil para elas. Mas ele era um homem adulto. Ele achava que a entrada brusca e sem lubrificação era apenas a experiência masculina padrão.

– Você… mas que porra é essa.

Naquele instante, os feromônios de Yeon-oh despencaram, ficando incrivelmente pesados e sombrios. Sentindo um calafrio aterrorizante descer por sua espinha, Gi-hyeon percebeu que Yeon-oh estava violentamente furioso. Mas por quê? Gi-hyeon se perguntou, confuso. Enquanto ele encarava o homem ajoelhado entre suas pernas, Yeon-oh retirou abruptamente o dedo, agarrou as coxas de Gi-hyeon para forçá-las mais abertas e enterrou o rosto diretamente na virilha de Gi-hyeon.

– Jo Yeon-oh! Ah, ugh!

Assustado, Gi-hyeon gritou seu nome, pretendendo ordenar que ele parasse, mas Yeon-oh foi mais rápido. O arrastar molhado e áspero de uma língua invadindo violentamente seu orifício fez Gi-hyeon jogar a cabeça para trás, seu corpo inteiro se contorcendo.

– Espera, não. Para!

Coisas assim tinham acontecido no passado, mas mesmo quando Yeon-oh tinha sido muito mais agressivo e desleixado, Gi-hyeon sempre confiou no escudo psicológico de que Yeon-oh estava bêbado a ponto de apagar e possuía zero consciência de que estava transando com So Gi-hyeon. Gi-hyeon tinha transformado essa tecnicalidade em arma, escondendo-se atrás daquela barreira frágil e covarde para suportar os encontros. Mesmo quando Yeon-oh tinha a língua enterrada em seu traseiro, produzindo sons obscenos de sucção, não era So Gi-hyeon que ele estava fodendo.

Mas esse escudo estava totalmente inexistente agora. Jo Yeon-oh estava completamente sóbrio, plenamente ciente de exatamente quem ele estava tocando, e atualmente fazendo sexo com Gi-hyeon. Como ele é capaz de fazer isso? Gi-hyeon entrou em pânico.

– Não, sério… Ugh, eu disse não… Jo Yeon-oh, por favor…

Apesar de Gi-hyeon tremer violentamente e implorar para que parasse, Yeon-oh ignorou os apelos impiedosamente. A língua áspera lambeu agressivamente o períneo inchado antes que um estalo alto ecoasse enquanto ele sugava com força a carne sensível. Gi-hyeon jogou a cabeça para frente e para trás, gemendo em agonia. Ele disse não repetidamente, mas Yeon-oh desconsiderou completamente os súplicas.

Quando Yeon-oh finalmente levantou a cabeça de entre as coxas de Gi-hyeon, o pênis totalmente ereto de Gi-hyeon já havia espasmado, vazando uma única e patética gota de esperma. Como o clímax havia sido suprimido de forma agonizante, a ereção permanecia dolorosamente inchada, corada de um vermelho profundo e latejante. Cutucando o eixo dolorido com um dedo, Yeon-oh praguejou.

– Eu não me importo com quem seja aquele desgraçado, vou encontrá-lo e esmagar a porra do crânio dele.

– Hng… Ugh…

A cutucada em seu pênis superestimulado era quase agonizante; Gi-hyeon só conseguia gemer em sofrimento. Ele nem conseguia juntar energia mental para gritar: ‘Aquele desgraçado é você, seu retardado.’ Completamente alheio ao pânico crescente de Gi-hyeon, Yeon-oh subitamente empurrou algo para dentro dele.

Diferente do dedo seco de antes, essa intrusão estava escorregadia com lubrificante. Gi-hyeon percebeu que a caixa de camisinha que estava por perto agora estava aberta. Parecia que Yeon-oh tinha colocado uma camisinha sobre os dedos. Enquanto os dígitos lubrificados pressionavam fundo, varrendo em círculos largos e firmes contra as paredes internas, Gi-hyeon suspirou fundo, de forma irregular.

…Está doendo?

Não, ugh, isso é só… é estranho…

Gi-hyeon balançou a cabeça, totalmente inconsciente do que estava dizendo. Depois de uma eternidade daquela massagem interna agonizantemente lenta, os dedos de Yeon-oh finalmente escorregaram para fora.

Com os dedos ainda escorregadios do lubrificante da camisinha, Yeon-oh agarrou os joelhos de Gi-hyeon, forçou-os mais abertos e pressionou a própria virilha diretamente contra a de Gi-hyeon. Mesmo através de seu torpor, Gi-hyeon ficou surpreso ao ver a ereção de Yeon-oh em um ângulo tão violentamente rígido que a ponta estava praticamente colada ao próprio umbigo.

Yeon-oh pegou uma embalagem de camisinha da pilha, rasgou-a com os dentes e começou a colocá-la em seu pênis. Observando a luta, Gi-hyeon perguntou, genuinamente confuso.

…Ei, as camisinhas são geralmente tão enormes assim?

– Isso não é grande. Está muito apertado, dói pra caralho.

Resmungando que não tinham o tamanho dele, Yeon-oh fez uma careta enquanto forçava dolorosamente o látex para descer pelo eixo grosso, soltando um gemido frustrado. Claramente parecia agonizantemente apertado. Chocado, Gi-hyeon ofereceu uma solução lógica.

– Apenas tire e faça sem. Eu já estou grávido, então qual é o sentido da contracepção?

– …Cale a porra da sua boca, seu desgraçado irritante. Você está me deixando puto.

Foi um xingamento infantil e malcriado que pertencia a um playground, não a uma cama de hotel. Enquanto Gi-hyeon estalava a língua em descrença, Yeon-oh – tendo preparado o orifício suficientemente até que estivesse praticamente babando – alinhou sua glande grossa com a entrada e começou uma invasão lenta e agonizantemente constante.

– Mmm, ah… Yeon-oh, eu não acho… eu não acho que vai caber…

– Aguenta, ugh…

Apenas a cabeça havia rompido a entrada, mas Gi-hyeon sentia como se estivesse sendo fisicamente partido ao meio; a pressão era tão intensa que ele não conseguia respirar. Enquanto Gi-hyeon balançava a cabeça freneticamente em sofrimento, Yeon-oh cuidadosamente apoiou seu peso nos antebraços – colocando-os ao lado da cabeça de Gi-hyeon para evitar esmagar sua barriga – enquanto usava uma mão para enganchar a coxa de Gi-hyeon e puxá-la para cima, envolvendo-a firmemente em torno de sua própria cintura.

– Ah, ahh…

Desde a última vez que fizeram sexo foi antes de ele fugir de Seul, já fazia um bom tempo. Consequentemente, o estiramento agonizantemente apertado parecia uma tortura pura. A única salvação era que ou o lubrificante da camisinha ou sua própria lubrificação natural fornecia deslize suficiente para evitar queimaduras por atrito. Ainda assim, Gi-hyeon sentia como se sua pelve estivesse sendo violentamente separada, forçando-o a respirar fundo e ofegantemente para lidar com a dor.

Enquanto isso, Yeon-oh estava apenas na metade.

Enquanto Gi-hyeon se afogava nas sensações físicas agonizantes que o atacavam por baixo, ele não pôde deixar de se admirar que a ereção maciça de Yeon-oh ainda não tinha vacilado. De repente, Yeon-oh empurrou violentamente os quadris para frente, enterrando-se até o talo. O empurrão brutal forçou as paredes internas de Gi-hyeon a se esticarem ao limite absoluto, engolindo inteiramente o pênis enorme.

– Ah, hk… Hng!

O problema catastrófico era que o empurrão brutal tinha atingido algo incrivelmente sensível no fundo; suas paredes internas imediatamente começaram a se contrair, agarrando-se ferozmente em torno da intrusão. O pênis já ereto de Gi-hyeon se sacudiu violentamente, batendo molhado contra seu abdômen inferior enquanto começava a vazar quantidades copiosas de pré-gozo claro. Se ele estivesse de pé, seria fluido suficiente para se acumular em seu umbigo.

– Ah, hah… Isso está, ugh…

A sensação era tão excruciantemente intensa – uma cócega elétrica e agonizantemente aguda – que Gi-hyeon moveu os quadris involuntariamente, buscando desesperadamente alívio. Yeon-oh permaneceu rigidamente apoiado acima dele, antebraços plantados ao lado da cabeça de Gi-hyeon, sustentando totalmente seu próprio peso. Gi-hyeon vagamente registrou o som de respiração ofegante e irregular enchendo o quarto, percebendo tardiamente que vinha de Yeon-oh.

– Haaah…

– Você está… bem… Ah, hk…

Gi-hyeon estava prestes a perguntar o que havia de errado quando a sensação de gotículas mornas respingando rapidamente contra seu lóbulo e pescoço fez ele piscar seus olhos turvos em confusão.

– Jo Yeon-oh, o que você está…

No instante em que Gi-hyeon chamou seu nome, Yeon-oh levantou a cabeça. Suas bochechas estavam absolutamente encharcadas de lágrimas.

– Você está… chorando…?

Mesmo encarando-o diretamente, Gi-hyeon não conseguia processar a realidade, gaguejando a pergunta repetidamente. Naquele exato momento, algo profundamente dentro de Gi-hyeon se rompeu violentamente.

– …Hã?

Assustado, Gi-hyeon olhou para baixo com uma expressão confusa. Mais especificamente, ele encarou o ponto onde suas virilhas estavam inextricavelmente fundidas. Enquanto olhava para baixo, outra salva pesada de lágrimas respingou diretamente em seu peito.

– …

Gi-hyeon olhou fixamente para cima, para Yeon-oh. Mesmo que fosse a segunda vez que via o homem chorar, a visão permanecia profunda e terrivelmente alienígena.

Através dos cílios molhados e grudados, os olhos que olhavam para Gi-hyeon estavam consumidos por uma tempestade apocalíptica de choque e ressentimento agonizante. Aquela emoção crua e visceral parecia possuir sua própria gravidade, mergulhando diretamente para baixo e fisicamente se incorporando no peito de Gi-hyeon.

Plim.

Uma única lágrima caiu precisamente no canto do olho de Gi-hyeon, rolando por sua têmpora como se ele fosse o que estivesse chorando.

– …Jo Yeon-oh.

Naquele segundo transcendental, Gi-hyeon sentiu algo pesado e sufocante finalmente se dissolver. Era uma emoção surpreendentemente semelhante à clareza devastadora que ele havia experimentado no momento em que Yeon-oh exigiu o término pela primeira vez. Parecia que uma crosta grossa e feia que havia se agarrado à sua ferida por anos finalmente se soltou. Era uma sensação que era simultaneamente libertadora, ardente e profundamente agonizante. Gi-hyeon reconhecia essa sensação intimamente. Algo fundamental dentro dele havia acabado de encontrar seu fim absoluto.

Gi-hyeon estendeu a mão. Ele hesitou brevemente no ar, mas finalmente, sua mão trêmula limpou suavemente as lágrimas da bochecha de Yeon-oh.

– Não chore.

Sentir o calor molhado e agonizante do rosto de Yeon-oh contra sua palma o encheu de profunda piedade. Ele se lembrou de Yeon-oh chorando silenciosamente no hospital apenas horas antes. Por que você está chorando tão amargamente? E por que você está fazendo aquela expressão específica enquanto chora?

Gi-hyeon não podia mais negar a verdade agonizante: ele era a única pessoa na terra capaz de reduzir Jo Yeon-oh às lágrimas. Assim como Yeon-oh era tudo para ele, So Gi-hyeon era o centro singular e absoluto do universo de Jo Yeon-oh. Independentemente da forma distorcida que aquela obsessão tomasse, ou do significado tóxico por trás dela, a realidade permanecia absoluta.

A verdade era que Gi-hyeon nunca quis infligir esse tipo de dor a Yeon-oh. Então Gi-hyeon genuína e profundamente amava Jo Yeon-oh. Ele só queria protegê-lo e estimá-lo. Como homem ele mesmo, por que ele iria querer fazer a pessoa que amava chorar? Portanto, se So Gi-hyeon era a fonte perpétua das lágrimas de Jo Yeon-oh, Gi-hyeon estava resolvido a erradicar essa fonte completamente, não importasse o custo.

– Por que você está chorando, hm?

Gi-hyeon sussurrou suavemente, dando leves tapinhas nas costas largas de Yeon-oh. A imponente largura de seus ombros, o peso esmagador de seu corpo – tudo o que definia o Alfa dominante atualmente enterrado fundo dentro dele de repente parecia notavelmente trivial. Talvez Gi-hyeon simplesmente estivesse obcecado por detalhes insignificantes. No final, o bem-estar de Jo Yeon-oh era a única coisa que realmente importava.

Ele pensou que havia desistido há anos.

Quando ele viu Yeon-oh exigir o término naquele telhado do hospital depois de confessar ter dormido com outra pessoa, ou quando Yeon-oh o interrogou furiosamente, ou durante os inúmeros outros momentos agonizantes que marcaram sua história – Gi-hyeon genuinamente acreditava que havia desistido dele então.

Mas não havia.

Então Gi-hyeon simplesmente não conseguia abandonar Jo Yeon-oh baseado apenas nas feridas infligidas a si mesmo.

A dor que ele havia absorvido simplesmente não era uma justificativa suficiente para ir embora. Porque apesar da agonia, ele ainda queria estimar Yeon-oh desesperadamente. Ele queria tratá-lo como algo incrivelmente precioso. Mesmo que não fosse o tipo de amor que Yeon-oh realmente queria, Gi-hyeon queria fornecê-lo puramente por sua própria devoção egoísta. Apenas agora, compreendendo totalmente a absoluta e surpreendente profundidade de seu próprio amor, ele era finalmente capaz de render essa emoção excruciante e implacável.

Eu sempre te amei. Eu sempre gostei de você. Mesmo naqueles momentos agonizantes em que as palavras cruéis de Yeon-oh se enterravam em seu peito, esmagando violentamente seu coração e comprimindo o oxigênio de seus pulmões, ele ainda o tinha amado.

Mas o amor tolo e patético de So Gi-hyeon havia finalmente chegado ao seu término. Ele tinha agido de forma repulsiva intencionalmente, esperando que Yeon-oh o abandonasse com nojo, mas no final, a derrota pertencia inteiramente ao homem pateticamente apaixonado. Ele queria fazer Yeon-oh tão feliz quanto a profundidade de seu próprio amor, mas parecia que ele havia falhado todas as vezes, um fracasso que o atormentava constantemente. No entanto, agora, Gi-hyeon finalmente se sentia libertado o suficiente para conceder a Yeon-oh seu desejo final.

A partir deste momento, Gi-hyeon acreditava que estava genuína e finalmente preparado para voltar a ser nada mais que amigo de Jo Yeon-oh. Desde o dia agonizante em que ele acidentalmente testemunhou Yeon-oh protegendo sua namorada com um guarda-chuva, deixando seu próprio ombro ser encharcado na chuva, até este exato segundo. A reverência final que ele vinha preparando por mais de uma década havia finalmente chegado.

O primeiro amor de Gi-hyeon tinha sido uma tragédia excruciantemente longa e agonizantemente bela.

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.

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