Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 80 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 80

Corando um carmesim violento e furioso, do pescoço até o peito, Yeon-oh esfregou o rosto bruscamente com as mãos. Tirando o próprio roupão completamente, ele limpou agressivamente o resíduo escorregadio da coxa de Gi-hyeon. Suspeitando do óbvio, Gi-hyeon perguntou hesitante:

— Você está… no cio?

Se ele não estivesse no cio, não havia absolutamente nenhuma explicação lógica para ele estar com uma ereção tão massiva que literalmente vazava líquido pré-ejaculatório. Gi-hyeon estava absolutamente certo de que vê-lo nu mataria instantaneamente a excitação de Yeon-oh, forçando-o a se render sem nem ficar duro. Então, o que diabos estava excitando-o? Apesar da pergunta confusa, a tez corada de Yeon-oh não vacilou.

Ignorando a pergunta completamente, Yeon-oh agarrou o braço de Gi-hyeon, arrancando o roupão de seus ombros antes de olhar fixamente para o meio de suas pernas. O escrutínio invasivo e lascivo parecia exatamente um pervertido levantando uma saia para espiar a roupa íntima, inundando Gi-hyeon com uma intensa humilhação. Ele tentou puxar o braço, mas a força bruta de Yeon-oh o prendeu firmemente acima de sua cabeça.

— Liso em toda parte, vejo…

Estendendo a mão livre, Yeon-oh lenta e deliberadamente arrastou a palma da mão da axila de Gi-hyeon até a curva de seu peito. Quando Gi-hyeon estremeceu e tentou se encolher, a palma pesada o prendeu, antes de roçar em um mamilo que, inexplicavelmente, tinha ficado duro e distendido. O atrito contra o pico hipersensível e inchado de calor enviou um choque elétrico bizarro direto para sua virilha. Sentindo como se cada gota de sangue em seu corpo estivesse convergindo para aquele único ponto, Gi-hyeon tentou desesperadamente interromper o ataque.

— Ei, espere um segundo…

Apesar do protesto frenético, Yeon-oh simplesmente continuou explorando cada centímetro do corpo de Gi-hyeon com olhos vidrados e fascinados. Com as pontas das orelhas e o pescoço ainda violentamente corados, a mão que mapeava os contornos do peito e estômago de Gi-hyeon tremia visivelmente. Por que diabos ele é quem está tremendo? Eu deveria ser quem está nervoso, pensou Gi-hyeon. Ou talvez ele esteja apenas tentando suprimir seu nojo absoluto pelo meu corpo. Soltando um suspiro baixo, Gi-hyeon ofereceu uma saída:

— Você não precisa se forçar. Se olhar para a minha frente te repele, podemos apenas fazer por trás…

Agarrando a mão de Yeon-oh para afastá-la, Gi-hyeon preparou-se para virar de lado. Yeon-oh estalou a língua bruscamente e pressionou a palma da mão firmemente contra o baixo ventre de Gi-hyeon. A ereção ingurgitada e corada de Gi-hyeon saltou, batendo levemente contra as costas da mão de Yeon-oh com um baque suave.

— Ugh…

— …

Incapaz de suprimir, um gemido ofegante escapou dos lábios de Gi-hyeon. Horrorizado com sua própria reação involuntária, ele tapou a boca com a mão e olhou para Yeon-oh em pânico.

O pomo de Adão espesso de Yeon-oh mexeu-se lentamente. Seus lábios se abriram como se quisesse dizer algo, mas ele empurrou-se abruptamente para fora da cama e deixou o quarto. Apoiando-se nos cotovelos confuso, Gi-hyeon observou-o voltar carregando uma pequena caixa de papel. Eram as camisinhas que ele tinha comprado mais cedo.

O alívio inundou Gi-hyeon. Parecia que as preliminares humilhantes e agonizantes tinham finalmente acabado, deixando apenas a penetração mecânica. Ele já estava mortificado com a sensação escorregadia e úmida acumulando-se entre as nádegas, e o aroma enjoativo e adocicado saturando cada vez mais o quarto estava deixando-o louco.

Foi exatamente nesses momentos que ele se sentiu profundamente alienado de sua nova biologia Ômega. Ter sua excitação fisiológica transmitida tão abertamente ao seu parceiro era profundamente humilhante. Ele só queria acabar com a penetração para que Yeon-oh finalmente percebesse o quão absolutamente absurda era toda essa farsa. Mas as palavras que saíram da boca de Yeon-oh descarrilaram completamente suas expectativas:

— Suponho que você geralmente recebia por trás com aquele bastardo?

Sem conseguir processar a acusação, Gi-hyeon demorou a responder. Yeon-oh não se deu ao trabalho de esperar, jogando a caixa de lado e praticamente subindo em cima dele, enterrando os joelhos profundamente no colchão. Com Yeon-oh posicionado diretamente entre suas coxas abertas, Gi-hyeon tornou-se dolorosamente consciente de suas nádegas escorregadias e úmidas roçando nos joelhos do homem. Sentindo-se grotescamente superexposto, ele queria desesperadamente fechar as pernas, mas a física o impedia. Assim que ele agarrou punhados do roupão descartado para cobrir sua vergonha, Yeon-oh interveio:

— Você não vai precisar mais disso — Yeon-oh sorriu, baixando a cabeça diretamente entre as coxas de Gi-hyeon.

— O que você está…!

Antes que um Gi-hyeon aterrorizado pudesse sequer empinar o quadril, Yeon-oh prendeu as mãos na pelve de Gi-hyeon, imobilizando-o. O movimento repentino fez o pau totalmente ereto de Gi-hyeon roçar bem na bochecha de Yeon-oh.

— Ugh…!

O atrito chocante arrancou um gemido agudo dele. Gi-hyeon empurrou desesperadamente a cabeça de Yeon-oh, mas Yeon-oh foi mais rápido, engolindo o pau inteiro.

— Ah, ugh…!

Um som de sucção molhado e desleixado encheu instantaneamente o quarto silencioso. Puxando o ar violentamente, Gi-hyeon jogou a cabeça para trás contra os travesseiros. Enquanto seu pau era engolido pela caverna quente e molhada da boca de Yeon-oh, uma onda devastadora de prazer o paralisou, deixando-o se debatendo desamparadamente como um peixe espetado em um arpão.

A textura levemente áspera da língua arrastando-se pelo seu eixo combinada com o calor sufocante e molhado envolvendo sua glande era violência sensorial absoluta. Todo o seu repertório sexual consistia apenas em seus encontros com Jo Yeon-oh, então, logicamente, isso deveria parecer familiar. No entanto, a sensação era inteiramente, aterrorizantemente nova.

Ele esperava totalmente que Yeon-oh ficasse violentamente repelido pelo seu pau — especialmente um latejante, totalmente ereto — mas o homem estava agressivamente fazendo sexo oral nele. Gi-hyeon não conseguia descobrir se o puro choque psicológico do ato estava excitando-o, ou se o prazer físico cru da língua circulando seu pau era o único responsável. Perdendo completamente o controle, Gi-hyeon prendeu as coxas firmemente ao redor da cabeça de Yeon-oh. Gemeendo como se estivesse sufocando com a felação agressiva, Yeon-oh agarrou os joelhos de Gi-hyeon e forçou-os a se abrirem mais.

— …Ah, ahh—.

Enquanto os sons obscenos e molhados de sucção e deglutição ecoavam implacavelmente, Gi-hyeon perdeu a cabeça, involuntariamente empinando o quadril para cima. Foi uma estocada pura e animalesca, enterrando desesperadamente seu pau mais fundo no buraco. Ele podia sentir vividamente sua glande golpeando contra o anel apertado e resistente da garganta de Yeon-oh. Engasgando levemente, Yeon-oh olhou para Gi-hyeon, as bordas de seus olhos coradas em um vermelho aguado e brilhante.

— …Hk—!

E pateticamente, no exato instante em que seus olhos se encontraram, o baixo ventre de Gi-hyeon convulsionou violentamente enquanto ele explodia em clímax. Parecia que seu sêmen estava sendo fisicamente ordenhado para fora dele. Uma luz branca ofuscante estilhaçou sua visão; ele nem conseguia dizer se seus olhos estavam abertos ou fechados. Ele simplesmente ficou lá, tremendo violentamente. Com um estalo molhado e desleixado, Yeon-oh recuou, liberando o pau semi-flácido de sua boca.

— …Que diabos. Quando você gozou? Eu não senti gosto de nada.

Com a garganta levemente irritada pelo sexo oral profundo, o sussurro rouco de Yeon-oh parecia exatamente uma língua molhada arrastando-se pelo lóbulo da orelha de Gi-hyeon. Apesar de já ter atingido o clímax, os efeitos elétricos remanescentes recusavam-se a desaparecer, deixando Gi-hyeon tremendo violentamente com o rosto enterrado nas mãos. O ar estava espesso com feromônios dominantes. Espalhando-se pelo quarto como uma névoa densa, o perfume de Yeon-oh agarrava-se à sua pele úmida. Percebendo subitamente o que Yeon-oh acabara de dizer, Gi-hyeon olhou em puro horror para o homem casualmente limpando a boca com o roupão descartado.

— Você… Você engoliu tudo?

— Você disparou direto na minha garganta, o que exatamente você esperava que eu fizesse? Você atirou tão fundo que eu nem conseguiria cuspir de volta se tentasse.

Apesar de seu tom indiferente, seus olhos permaneciam obsessivamente fixos na virilha de Gi-hyeon. Desde o segundo em que o roupão saiu, Yeon-oh não tinha quebrado o contato visual, devorando agressivamente cada centímetro do corpo nu de Gi-hyeon. O puro peso daquele escrutínio obsessivo era sufocante.

Já nu, Gi-hyeon sentia como se estivesse sendo esfolado vivo. Ele queria desesperadamente fechar as pernas ou pelo menos cobrir seu pau babado, mas Yeon-oh tinha ambos os joelhos presos firmemente ao colchão, tornando a fuga impossível. Por que diabos ele estava encarando tão fixamente? Era bizarro; Yeon-oh não parecia nem um pouco enojado. Gi-hyeon tinha certeza de que o Alfa ficaria totalmente repelido por sua anatomia masculina, completamente incapaz de ficar duro, mas mesmo depois de literalmente chupar um pau, a ereção massiva de Yeon-oh ainda estava furiosamente vazando líquido pré-ejaculatório.

Gi-hyeon soltou um suspiro. Ele está bem com isso porque minha biologia mudou para Ômega? No instante em que esse pensamento surgiu, uma dor aguda e fria perfurou seu esterno. A percepção de que ele ainda possuía um coração capaz de se partir por Jo Yeon-oh era hilária e profundamente patética, arrancando uma risada amarga e oca de seus lábios.

— Você…

Yeon-oh estremeceu violentamente. Confuso, Gi-hyeon olhou para cima e encontrou Yeon-oh encarando-o com olhos ardentes e furiosos. Segundos atrás, ele parecia completamente em êxtase; agora, ele parecia homicida. Assim que Gi-hyeon estava prestes a perguntar qual era o problema dele, Yeon-oh murmurou baixinho:

— A única vez que você sorri é em um momento como este…

Gi-hyeon olhou fixamente para a acusação incompreensível. Por que diabos ele estava de repente obcecado por um sorriso? Pensando bem, desde que fugiu para Ilsan e se estabeleceu aqui, Gi-hyeon viu-se rindo com bastante frequência. Olhando para trás, ele genuinamente não sabia por que nunca tinha conseguido dar um sorriso genuíno antes. Mesmo quando os médicos no hospital faziam piadas, ele apenas simulava um sorriso educado. Talvez fosse por isso que Yeon-oh abrigava uma obsessão tão psicótica por seus sorrisos raros. No entanto, Gi-hyeon absolutamente não queria lidar com essa obsessão específica enquanto estava deitado nu em uma cama de hotel.

Suspirando pesadamente, ele perguntou:

— Vamos fazer isso ou não?

— …

Yeon-oh não respondeu, apenas fixando Gi-hyeon com um olhar emocional dolorosamente intenso. Mas Gi-hyeon já não tinha energia para se importar com o que estava passando pela cabeça do homem. Talvez essa desconexão emocional profunda fosse óbvia demais, porque Yeon-oh de repente estendeu a mão e prendeu-a sobre os olhos de Gi-hyeon.

— O quê. Por quê?

— …

Sem obter resposta, Gi-hyeon ficou completamente perplexo. Então, algo pressionou contra seus lábios.

Gi-hyeon piscou rapidamente em choque, seus cílios tremulando vividamente contra a palma de Yeon-oh. Algo separou seus lábios à força e deslizou para dentro. Era molhado, escaldante e escorregadio.

Paralisado, a única coisa que Gi-hyeon conseguia processar era o batimento cardíaco ensurdecedor e frenético rugindo em seus ouvidos. Ele nunca, em suas fantasias mais selvagens, imaginou que Jo Yeon-oh fosse fisicamente capaz de beijá-lo.

Jogado em um estado de pânico absoluto, Gi-hyeon esqueceu completamente como respirar, seus pulmões queimando desesperadamente por ar.

Gi-hyeon empurrou gentilmente o peito de Yeon-oh. Afastando a mão de Yeon-oh de seus olhos, ele perguntou:

— Por que… por que você…

— Eu não conseguia… respirar…

Como seus lábios ainda estavam praticamente roçando, as palavras fizeram cócegas na boca de Gi-hyeon enquanto eram ditas. Sentindo uma onda de calor subindo rapidamente do pescoço às bochechas, Gi-hyeon sentiu-se irremediavelmente confuso e queria desesperadamente empurrar Yeon-oh para longe de si. Mas Yeon-oh simplesmente pressionou seus lábios juntos novamente. Um suave “Mmm” escapou da vedação de seu beijo.

— Mmm, mnn…

Porque Yeon-oh estava montado sobre ele, suas ereções pressionavam-se uma contra a outra. Assustado pelo atrito repentino e intenso, Gi-hyeon ofegou e empurrou com força o peito de Yeon-oh. Surpreso pela rejeição abrupta e agressiva, um brilho de preocupação genuína cruzou os olhos de Yeon-oh enquanto ele examinava Gi-hyeon.

— O que há de errado, hm?

Ao ouvir aquele tom incomumente gentil, Gi-hyeon deu um tapa leve no braço de Yeon-oh.

— Seu bastardo louco, você está esmagando meu estômago.

— Ah. Ah…

Soltando um som raro e idiota de compreensão, um Yeon-oh em pânico imediatamente içou a metade inferior de seu corpo e olhou para o estômago de Gi-hyeon. Saindo de cima de Gi-hyeon completamente, ele acariciou com cuidado e hesitação o baixo ventre de Gi-hyeon.

— Você está bem?

— …Sim.

Gi-hyeon não tinha sentido dor alguma, e a reação exagerada fê-lo sentir-se instantaneamente tímido, mas a pressão repentina contra sua barriga grávida o tinha assustado legitimamente.

Além disso, a sensação visceral de seus paus roçando um contra o outro tinha desencadeado um reflexo de pânico involuntário de empurrar Yeon-oh. Eles tinham feito coisas muito mais explícitas no passado, mas o pensamento de roçar seu pau contra um Jo Yeon-oh completamente sóbrio induzia uma onda de vergonha avassaladora e paralisante.

Enquanto isso, aparentemente não convencido pelas garantias de Gi-hyeon, Yeon-oh continuou a inspecionar ansiosamente seu estômago.

Finalmente, Gi-hyeon jogou um braço sobre seu rosto corado e murmurou:

— …Apenas pare de frescura e faça logo.

Yeon-oh olhou para ele silenciosamente por um longo momento antes de dar um beijo gentil no braço que protegia o rosto de Gi-hyeon. Puxando lentamente o braço para baixo, ele alcançou o meio das pernas de Gi-hyeon e começou a esfregar a fenda escorregadia e molhada entre suas nádegas.

— Mnn…

A sensação de estar tão molhado lá embaixo permanecia profundamente estranha e desconfortável. Enquanto Yeon-oh massageava a entrada escorregadia em círculos lentos, um único dedo deslizou lentamente para dentro.

— Ugh…

— Dói?

Em vez de responder, Gi-hyeon simplesmente balançou a cabeça. Encorajado, o dedo começou a se mover, acariciando o interior com uma lentidão excruciante. Incapaz de suportar o ritmo agonizantemente gentil, Gi-hyeon apoiou-se nos cotovelos e bateu no peito de Yeon-oh.

— Sério, o que… ugh—. O que diabos você está fazendo?! Por que você continua jogando esses jogos estúpidos?

↫─☫ Continua…

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.

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