Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 119 Online

Capítulo 119
Um som úmido e pegajoso ecoou no carro.
— Ah, querido…
Ao som daquele gemido ofegante, as veias na mão de Gi-hyeon saltaram enquanto ele apertava o volante. …Não havia absolutamente nenhuma chance de ele conseguir chegar em casa assim. Calculando mentalmente a distância até o hotel mais próximo, ele mudou de faixa imediatamente e fez uma curva fechada à esquerda.
Como se estivesse completamente ciente de que haviam se desviado da rota para casa, a raposa astuta no banco do passageiro apenas se tornou mais ousada, seus toques tornando-se cada vez mais melosos e explícitos.
— Só de sentir seu cheiro já sinto que vou gozar, maridinho.
Ofegando pesadamente, Yeon-oh abaixou a cabeça e bateu levemente a testa contra o antebraço direito de Gi-hyeon. Embora Gi-hyeon estivesse usando um casaco, tornando impossível sentir o calor corporal real, o contato parecia escaldante. Gi-hyeon não respondeu, seus olhos disparando nervosamente para o espelho lateral. Era noite, e os vidros do carro eram bem escuros, mas ele ainda estava apavorado com a ideia de que alguém lá fora pudesse vislumbrar o que Yeon-oh estava fazendo.
No momento em que entrou no carro e afivelou o cinto de segurança, Yeon-oh desabotoou instantaneamente as calças e puxou o pau para fora. Desde então, ele vinha se masturbando, inalando agressivamente o perfume espesso dos feromônios de Gi-hyeon que preenchiam a cabine. O pênis enorme que saía de suas calças já estava pingando líquido pré-ejaculatório transparente pela ponta. Inchada em um tom carmesim profundo e machucado, a ereção massiva tremia e se projetava agressivamente a cada movimento de cima para baixo da mão de Yeon-oh.
Encarando fixamente a glande inchada e corada e a crista agressivamente dilatada, Gi-hyeon só voltou à realidade quando um carro buzinou atrás deles, finalmente levando-o a acelerar.
Ao avistar as manchas úmidas de líquido pré-ejaculatório manchando as calças bege-escuras de Yeon-oh, Gi-hyeon teve que se concentrar inteiramente em não pisar fundo no acelerador em seu estado de excitação selvagem. Mesmo assim, Yeon-oh ocasionalmente levantava sua mão escorregadia do pau para acariciar a nuca de Gi-hyeon, seu polegar esfregando-se firmemente contra a artéria carótida pulsante. Besuntar a pele de Gi-hyeon com líquido pré-ejaculatório intensamente misturado com feromônios Alfa deixou seu pescoço com uma sensação insuportavelmente quente e irritantemente formigante.
— …Ei, fique quieto.
Incapaz de aguentar mais, Gi-hyeon finalmente emitiu um aviso severo. Fingindo surdez, Yeon-oh apenas apertou ainda mais o aperto ao redor de seu pênis grosso, seus movimentos tornando-se ainda mais desesperados e exagerados. Em última análise, a provocação descarada de Yeon-oh continuou implacavelmente até chegarem ao hotel.
Planejando originalmente usar a entrada drive-in do hotel, Gi-hyeon considerou arriscado demais e, em vez disso, seguiu direto para o estacionamento subterrâneo. O carro estava sufocantemente denso com os feromônios enjoativamente doces de Yeon-oh, fortemente misturados com o próprio aroma incontrolável e excitado de Gi-hyeon. Se um manobrista abrisse a porta para eles agora, seria um desastre absoluto.
Gi-hyeon não tinha desejo algum de submeter um estranho ao desconforto avassalador de encontrar um Alfa e um Ômega completamente afogados em seus próprios feromônios. Mas Yeon-oh, inteiramente indiferente aos esforços desesperados de Gi-hyeon, simplesmente começou a esfregar a coxa que Gi-hyeon estava usando para pressionar o pedal do acelerador.
— Você realmente…
— Uma veia saltou bem aqui, querido.
Em vez de responder, Yeon-oh apenas tocou com o dedo indicador a veia que pulsava na testa de Gi-hyeon. Gi-hyeon honestamente não conseguia compreender por que o homem estava agindo de forma tão escandalosamente sedutora. Eventualmente, uma risada escapou de seus lábios. Era hilário que a ereção massiva de Yeon-oh estivesse praticamente rasgando suas calças, e ainda mais engraçado que, no segundo em que entraram no estacionamento do hotel, Yeon-oh correu para pegar lenços umedecidos no porta-luvas, limpando as mãos apressadamente e lutando para empurrar seu pau ainda latejante de volta para dentro das calças. Encarando Gi-hyeon confuso, Yeon-oh eventualmente abriu um sorriso, seus ombros tremendo com risadas contidas. Depois de passar um longo momento corando e rindo de sua própria idiotice, no momento em que a risada diminuiu, Yeon-oh perguntou:
— Você está sendo super sorrateiro, querido. Não disse que só ia me deixar em casa? Você está me fazendo ficar fora a noite toda agora?
Gi-hyeon não respondeu. Saindo do carro, ele contornou o capô e abriu a porta do passageiro. Claramente não esperando o gesto cavalheiresco, Yeon-oh olhou para ele através da porta aberta, com os olhos arregalados de surpresa. Saboreando a expressão chocada, Gi-hyeon falou com cortesia impecável:
— Por favor, saia, maridinho.
— …Uau, So Gi-hyeon. Olha só você.
Tentando suprimir um sorriso, mas falhando miseravelmente, Yeon-oh riu, admitindo a derrota claramente. Vendo Yeon-oh se encolher de forma desajeitada, usando seu casaco removido para esconder sua ereção ainda furiosa, Gi-hyeon achou a cena infinitamente divertida. Mesmo com os rostos corados, a recusa deles em parar de provocar um ao outro apenas aprofundou suas risadas.
Os dois homens seguiram direto para o saguão, continuando a flertar e discutir mesmo enquanto faziam o check-in. Yeon-oh dispensou explicitamente o mordomo que se ofereceu para escoltá-los até o quarto. No segundo em que as portas do elevador privativo que levava às suítes se fecharam, Yeon-oh colou seus lábios nos de Gi-hyeon. Por uma vez, Gi-hyeon não o afastou.
Entrando na suíte, eles tomaram banho juntos no banheiro imenso com vista para a paisagem urbana de Seul. Gi-hyeon perdeu a conta de quantas vezes teve que aplacar o Alfa choroso, que constantemente reclamava que eles nem tinham tempo para se lavar. Sob a água corrente, Yeon-oh insistiu em ensaboar o corpo de Gi-hyeon com o seu próprio, fazendo uma cena birrenta toda vez que Gi-hyeon recusava.
Durante todo o banho, Gi-hyeon permaneceu em alerta máximo, constantemente repelindo Yeon-oh, que continuava caindo de joelhos entre as pernas de Gi-hyeon, mirando implacavelmente seu pau. Eventualmente, percebendo que Yeon-oh estava apenas brincando com ele, Gi-hyeon explodiu em risadas.
— Você acha que eu realmente quero chupar seu pau? Ele é completamente inútil agora, e é tão desnecessariamente enorme que meu maxilar dói.
No final, Yeon-oh estava resmungando abertamente. Tendo finalmente terminado o banho depois de constantemente empurrar o incômodo para longe, Gi-hyeon fez uma pausa enquanto secava o cabelo com a toalha, lançando a Yeon-oh um olhar de total descrença.
— Então por que diabos você está insistindo em fazer um trabalho tão ‘difícil’?
— Porque cheira tão imundamente bem lá embaixo, eu quero lamber.
…Se ele soubesse que essa era a resposta, não teria perguntado. Enquanto Gi-hyeon ficava completamente sem palavras, lutando para encontrar uma resposta, uma mão grande de repente se enfiou entre suas pernas.
— Ngh, ei…!
— O que você quer dizer com “ei” para o seu marido?
Ofegante, Yeon-oh remexeu impiedosamente entre as coxas de Gi-hyeon. Perdendo o equilíbrio, Gi-hyeon teve que agarrar a borda da pia de mármore. Tendo sido constantemente apalpado durante todo o banho, seu pau semiereto estava agora firmemente capturado por uma mão massiva, tremendo impotente sob seu aperto.
— Espere, calma—!
Ignorando o grito de Gi-hyeon, Yeon-oh continuou a acariciar o pênis. Encarando intensamente para baixo, as têmporas de Yeon-oh estavam coradas de um vermelho profundo. Como um homem inteiramente possuído, seu olhar queimava buracos no pau de Gi-hyeon, em seu baixo-ventre e em seu rosto.
Apesar de estar bem avançado na gravidez, como um Ômega masculino, o estômago de Gi-hyeon não se projetava drasticamente; estava apenas ligeiramente arredondado. No entanto, simplesmente saber que seu próprio filho estava crescendo dentro daquela curva sutil era o suficiente para fazer o pau de Yeon-oh inchar dolorosamente. Conforme sua excitação disparava, Yeon-oh lambeu o lábio inferior, sua mão nunca parando seu atrito implacável sobre a haste de Gi-hyeon.
Inchada em um tom delicado de damasco, a uretra de Gi-hyeon abria-se e fechava-se dentro do aperto de Yeon-oh. Toda vez que um vislumbre da carne rosa sensível lá dentro era revelado, Yeon-oh estreitava os olhos, encarando-o com intensidade aterrorizante. Como se reagisse àquele olhar ardente, a fenda abria-se mais, vazando um fluxo constante de líquido pré-ejaculatório.
— …Cheira tão docemente imundo aqui.
Com essas palavras, Yeon-oh finalmente atingiu seu limite e caiu de joelhos bem na frente da virilha de Gi-hyeon.
— Jo Yeon-oh! Levante-se, agora mesmo!
— Não. Deixe-me chupar seu pau, por favor.
Yeon-oh enterrou o rosto diretamente na virilha de Gi-hyeon. O pau que batia úmido contra sua bochecha era incrivelmente liso. Sem um segundo de hesitação, a língua de Yeon-oh disparou para encontrar a glande, lambendo o líquido pré-ejaculatório que já se acumulava ali. Gi-hyeon sabia exatamente o que Yeon-oh gostava — ele tinha uma veia provocadora, preferindo lamber lentamente o pau e só girar a língua sobre a glânde sensível quando Gi-hyeon estava suficientemente excitado. Mas hoje, as gotas pesadas de líquido pré-ejaculatório pareciam ter deixado Yeon-oh faminto.
Sua luxúria explodiu como pura inanição. O líquido, fortemente misturado com os feromônios do Ômega que ele amava, tinha exatamente o gosto da obsessão favorita de Yeon-oh. Colocando a língua para fora totalmente, Yeon-oh engoliu a glande inteira e grossa.
— Ngh, ah… ha, espere…
Jogando a cabeça para trás, Gi-hyeon cobriu o rosto com uma mão. Agarrando as nádegas de Gi-hyeon, Yeon-oh puxou-o para mais perto. O pau deslizou ainda mais fundo em sua boca. Ele podia sentir os músculos abdominais de Gi-hyeon tremendo violentamente. Apoiado na pia, a mão de Gi-hyeon agarrou a borda de mármore como uma tábua de salvação, a aliança de casamento que Yeon-oh lhe dera brilhando em seu dedo anelar.
Yeon-oh queria que ele a usasse em todos os lugares e, como alguém completamente devoto a ele, Gi-hyeon não a tirou uma única vez desde que se casaram. Vê-la encheu Yeon-oh de uma gratidão tão avassaladora que ele resolveu servi-lo da maneira mais completa humanamente possível.
— Ah, ngh… nnngh…
— Ha… schluck…
A pressão dentro da cavidade oral devia ser imensa enquanto Yeon-oh engolia a saliva acumulada, deixando Gi-hyeon em agonia absoluta. Ele estava claramente lutando para conter seu clímax. As veias nas coxas internas tensas tremiam visivelmente. Enquanto Yeon-oh rolava gentilmente os testículos em sua mão e balançava a cabeça, os gemidos de Gi-hyeon choviam de cima.
Yeon-oh ainda não conseguia acreditar. O fato de que tudo aquilo era dele. O fato de que ele tinha permissão para desejar So Gi-hyeon, tomá-lo, devorá-lo sem um único pingo de hesitação — e o fato de que, sempre que ele estendia a mão, Gi-hyeon nunca o rejeitava.
— Você é tão bonito.
— Não fale… com isso na boca…
Com a boca completamente cheia, o elogio saiu distorcido. Lutando para não empurrar seus quadris diretamente na garganta de Yeon-oh, Gi-hyeon soltou um gemido de dor e reclamou fracamente. Achando o protesto inteiramente cativante, Yeon-oh sugou com força a glande, fazendo todo o corpo de Gi-hyeon tremer violentamente. A metade inferior pesada de seu corpo tremia erraticamente. Inchada até seu limite absoluto, a ereção grossa esticou-se, a veia massiva batendo agressivamente contra o baixo-ventre de Gi-hyeon.
Sabendo que se segurar por mais tempo também não o beneficiaria, Yeon-oh finalmente tirou os lábios do pau escorregadio de saliva e levantou-se. Pressionando-se contra Gi-hyeon exatamente onde estavam, Yeon-oh agarrou sua bunda e esfregou suas metades inferiores em um movimento circular e apertado. O pau encharcado de Gi-hyeon batia pesadamente contra o seu próprio, levando o prazer a alturas aterrorizantes.
— Ah, ngh…
— …Está bom, né?
Buscando validação, Yeon-oh fez a pergunta, mas Gi-hyeon permaneceu em silêncio. Yeon-oh não se importou. Ter um vislumbre das têmporas furiosamente coradas de Gi-hyeon foi toda a confirmação de que ele precisava.
Em vez de insistir por uma resposta, Yeon-oh simplesmente deslizou os antebraços sob os joelhos de Gi-hyeon e o içou.
— Ugh, ei—!
Gi-hyeon gritou instantaneamente. Yeon-oh apenas riu.
— Você tem chamado seu marido de “ei” a noite toda.
— Besteira. Me coloca no chão.
— Só até a cama. Ai, pare de puxar meu cabelo.
No momento em que ele finalmente jogou Gi-hyeon no colchão, metade do cabelo de Yeon-oh estava completamente destruído, espetado como um ninho de pássaro. Vendo o estado ridículo em que ele estava, Gi-hyeon soltou uma risada suave. Apenas ver Gi-hyeon sorrir para ele fez os lábios de Yeon-oh se curvarem para cima incontrolavelmente.
…Ele não conseguia acreditar que tinha desperdiçado dias se segurando, tentando “apreciar” algo tão incrivelmente lindo. O ditado de que na intimidade física só existe a marcha à frente, nunca a ré, estava absolutamente certo. Ele honestamente se arrependia de ter se segurado.
Deitando-se ao lado de Gi-hyeon, Yeon-oh puxou-o pela cintura. Entrelaçando sua coxa entre as pernas de Gi-hyeon, ele começou um movimento pesado e lento, estimulando suavemente seus paus pressionados um contra o outro.
Era um movimento desajeitado, quase infantil, mas era mais do que suficiente para levar ambos ao limite. Ele nunca soube que simplesmente pressionar suas peles nuas poderia ser tão fenomenal. Se ele soubesse antes… o arrependimento era impossível de ignorar.
— Nós deveríamos ter apenas fodido desde o início. Que perda de tempo, né?
Apesar de Yeon-oh continuamente buscar concordância, Gi-hyeon ainda não respondeu. Em vez disso, ele envolveu a cintura de Yeon-oh com os braços e acariciou suas costas suavemente. Lá embaixo, seus paus, ambos vazando pesadamente líquido pré-ejaculatório transparente, esfregavam-se — um gesto bastante casto comparado à imundície absoluta de que eram capazes.
— Eu gosto disso assim. Deitados assim… morando juntos…
— …Ngh.
Foi uma confissão simples e honesta, mas os olhos de Yeon-oh brilharam violentamente. Seus quadris deram um solavanco abrupto, seu pau empurrando para cima para cutucar agressivamente o baixo-ventre de Gi-hyeon.
— Uau, porra… eu quase gozei.
O fato de ele estar constantemente à beira de gozar do nada era bizarro, deixando Gi-hyeon genuinamente curioso sobre a causa.
— …Por que você sentiu que ia gozar?
— Só porque sim. Eu te disse, só de ver você sorrir me faz sentir assim.
A resposta de Yeon-oh foi brutalmente honesta. A iluminação indireta quente do quarto refletia claramente em seus olhos.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.